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quinta-feira, 15 de julho de 2010

PAIS NA PRÁTICA - mãenifesto pelos PAIS

Nada mais justo do que lembrarmos que, nesse movimento para a maternidade consciente e a "re-valorização" da mãe,inlcuindo toda a abordagem e realidade contemprânea, dos PAIS. Se para tudo na vida, as referências primárias - binômio pai/mãe ou responsável - são as mais significativas, se desejarmos fazer algo para melhorar esse mundão de meu Deus, que comecemos pela base: família. E, família quer dizer pessoas individuais coexistindo num ambiente, praticamente, coletivo e social. Com papéis e funções legais para todos os envolvidos. Ambas as partes têm o direito de serem felizes juntos ou separados.

No MANIFESTO PELAS MÃES, do GRUPO CRIA, erguemos a bandeira para a chamada de atenção da importância e (re)valorização do papel da mulher, enquanto mãe.

Lógico, peculiaridades a parte, ser mãe muda completamente a vida da mulher - de dentro para fora e de fora para dentro. Outras mudanças em nossas vidas não são tão significativas e radicais quanto esta. Trata-se de um êxodo de nós mesmas para um mundo maior e mais amplo, repleto de diferenças, divergências, dicotomias e pluralidades... sem esquecer da divisa permanente e ainda de difícil ajuste entre individual e coletivo... risos. E isso não quer dizer que não gostemos. Não. Aliás, NÓS AMAMOS! Só não podemos mais continuar a negar o "outro lado" que aparece dia-a-dia em paralelo a todas as nossas tarefas diárias, a verdade que ser mãe é PADECER NO PARAÍSO. Se a "mulher-mãe" trabalha fora - realidade comum e cada vez mais crescente - ela não interrompe o papel de mãe... Já, quando ela sai do trabalho, ela deixa de ser a funcionária, empresária, seja lá o que for... até o dia seguinte e o recomeço do expdiente - salvo algumas situações, como reuniões de negócios e trabalhos informais... horas extras... Enfim... - Mas, não existe uma carga horária limite para ser MÃE, somos o tempo inteiro, estando ou não fisicamente ao lado do filho.

Com todo avanço no papel e reconhecimento - isso ainda é uma estrada longa e labuta constante - da importância e "utilidade" da mulher, os homens também passam por reajustes - ainda estão na fase do desajuste, mas, chegam lá... afinal, nós também estamos ajustando essa nova realidade diária de estabelecermos nosso espaço e exigirmos a justa igualdade, enquanto seres humanos e suas funções... E isso não só no âmbito profissional. No ambiente doméstico, também. Fora no ambiente INDIVIDUAL.

Pois bem, antes de começar o "MÃENIFESTO PELOS PAIS", proposto pelo BLOG DO DESABAFO DE MÃE preciso passar por uma questão de conflito de gerações, que interfere, e muito, em nosso avanço. A "aceitação" das gerações anteriores - nada contra, cada um tem seu jeito e sua(s) necessidade(s), além de maneiras de viver a realidade e saber tirar proveito - acabam sendo um entrave para o nosso avanço. Não radicalizo, afirmando que todas aceitavam e se encontravam no papel de submissão e/ou mãe/mulher. Sei que todo início dessa mudança que hoje despojamos originou-se de alguma precurssora - vixe! Parece discurso feminista... Mas, se cabe,que seja... risos. Não sou contra o feminismo, sou contra qualquer atitude radical. Não penso que precisemos desmerecer a "classe" masculina para "erguer" a feminina... Isso não é justiça, é vingança e igualdade, para mim, não é bem por aí... Por favor, nada de polêmica, apenas pincelo uma situação com fragmentos de minha maneira de pensar... o que pode dar margens para diversas conclusões... Portanto, não há outra conclusão, senão, a de que sou  A FAVOR DA IGUALDADE! - pois bem, de volta ao ponto, antes da interrupção - risos. Esse entrave não é pouca coisa. Uma das grandes dificuldades que a geração de mães atuais encontra é a eterna comparação entre as próprias mães de gerações anteriores, que, entre outros argumentos, acham que nós padecemos da "falta de paciência crônica", porque queremos ser "mulheres modernas" e antigamente não havia nada disso... VERDADE. Mas, também, não havia respeito às nossas vontades... Debates a parte, recebi um e-mail, quase um manifesto, onde mulheres desabafam e se colocam contra a realidade atual da mulher e expressam sua "saudosidade" à época em que o maior trabalho que a mulher tinha era "qual o menu para o jantar?" o que, é uma propagação e nutrição para o machismo, afinal, muitas mulheres são machistas! De fato, em respeito às diferenças, elas têm razão e todo o direito... Mas, diante de minha total parcialidade... ihhh, para mim, são um entrave gigantesco e voz ativa que gera resquícios da repetição de valores do tipo: "Menino veste azul e menina rosa. Meninos brincam de carro e bola. Meninas de boneca e têm que aprender a cozinhar..." Entre outros. Enquanto esse ecos durarem, nossa luta terá um agravante: conflito de interesses no universo materno. E a gente vai continuar a ser "mães diferentes"...

Ora, para os "pais" trata-se de um "prato cheio". Mas, não dá mais para aceitar isso. Meu marido me ajuda muito a cuidar de nosso filho. Arruma os brinquedos espalhados pela casa; falta de jeito a parte, lava os pratos, coloca roupa na máquina, esquenta comida, dá o café de Peu... algumas vezes, dá o almoço... Enfim, ele é companheiro mesmo. Como eu estou desempregada, a gente arruma a casa - na verdade, eu arrumo... Mas, é por uma questão de consciência - não é justificativa ao machismo - de que ele trabalha o dia todo e ainda tem que fazer o grosso das tarefas domésticas? A gente divide muita coisa. E, ele também não "exige" de mim a casa tinindo de limpa. Alguém precisa arrumar a deixar o ambiente limpo. Não é porque eu sou a mulher. Isso é um ponto positivíssimo para ele. Algumas vezes me pego sendo "mãe" dele e volto atrás. Essa questão de que toda mulher tem que ser "meio mãe" do marido é MITO. Balela! A gente é companheira, esposa... Do mesmo jeito que eles são nossos companheiros, esposos. Mas, existem algumas condições para se manter tudo em ordem e quem tem mais jeito estabelece as diretrizes. Em nosso caso, eu, porque ele tem a grande característica nata da bagunça. Mas, com olhares e "delicados" gritos de pedidos para não pendurar camisa nas portas e toalha de banho, após o uso é para estender, tudo se ajeita. Do mesmo jeito que evito deixar calcinhas penduradas no banheiro... DIVISÃO DE TAREFAS. Esse é o ponto do respeito e equilíbrio em qualquer lar. Mas, uma divisão justa. E, divisão justa é aquela onde se pode fazer o que gosta e, caso tenha que abrir mão e fazer o que não gosta, porque alguém tem que fazer, que cada um veja o que é "menos pior" para cada.


A gente conversa muito - algumas vezes não são bbeeemmmmm conversas, né?! Ops! Deixa para lá... risos - e isso ajuda. Ele é aberto e poucas coisas do machismo se entranharam nele. Nesse aspecto a conviência é mais harmoniosa e pacífica.

Ah, quando nos tornamos PAI e MÃE - ou MÃE e PAI... tanto faz - ele me ajudou muito com Peu e, quando eu agradecia, pelo fato de ter levantado para dar mamadeira, um banho ou qualquer coisa que fosse para nosso pequeno, ele sempre me dizia/diz: "não precisa agradecer, Peu também é meu filho. Faz parte..." E fala de uma maneira muito legal. O que me fez ver que eu, sim, estava sendo "machista" em achar que só eu - mãe - posso e sei cuidar da criança. Não, os pais também sabem. Quando nasce a criança, nascem juntos o pai e a mãe. O que antes era o casal, e, aí dentro, já existem necessidades de ajustes permanentes, agora são: dois seres individuais + um casal + um novo ser individual + pai~e mãe + família + universo pluripeculiar  e só a equação RESPEITO + CONSCIÊNCIA + COMPREENSÃO + DIVISÃO JUSTA DE TAREFAS + EQUILIBRIO + HONESTIDADE + ENTREGA + AMOR (não o amor fantasioso e irreal de novelas e filmes... o amor em mais uma faceta... Imensamente maior e mais sublime. Um amor que ainda não aprendemos como viver...) = família feliz e em paz! Ou seja, base de bons valores!

Durante a gravidez ele enchia mais o saco do obstetra - e o meu... risos - do qeu eu! Era uma necessidade de saber o dia exato do nascimento... Não entrava que em gravidez e exames pré-natais, trabalha-se na escala das previsões, não certeza. A natureza é sábia e ciência alguma consegue exatificá-la. Ultrasson mostra o feto, e, em base a "médias", se calcula a provável data/expectatica para o nascimento. Para isso a velha margem de erro: pode nascer duas semanas antes ou duas depois da data "prevista". Ele me acompanhou em cada ultra, em cada consulta. Entrou - e não aceitaria um NÃO que o impedisse de ver o parto - e acompanhou todo o nascimento e grudou na enfermeira, levando Peu para o berçário. Foi me ver no quarto algumas vezes, mas, estava encantado com a "cria". É muito comovente e bonito ver a relação dos dois. Ele sempre se questiona como o pai dele não se permitiu ser assim com ele. "Assim" = amigo, pai, presente, companheiro firme. E Peu se entrega a esse amor.

Foi interessante o conselho que ele deu a um amigo, que é mais jovem, de que ele desse mais atenção à família; que estivesse mais presente, não só para o filho, mas, pela esposa. Se fazemos a opção de casar, é para estar juntos. O amigo ficou de pensar, mas, o argumento e a repatição dos arquétipos machistas estão impregnados nos DNA de muitos homens - e mulheres - o que nos serve como alerta na educação dos filhos - meninas ou meninos - para não alimentarmos essa corrente de perpetuação. Um casal amigo próximo, também mantém essa chama machista acesa. Ele só come se ela colocar... Pelo amor de Deus! Em pleno século XXI? Se fosse uma pessoa com limitação física, vá lá, mas, uma pessoa "inteira"... E ele acha o cúmulo a esposa não saber cozinhar e nem ter jeito para as "prendas" do lar... Ah, isso é característica pessoal. Mas, vamos deixar a vida dos outros, né?! Esses exemplos são só consternação de minha parte e alerta: por que isso continua? Como fazer para extinguir o machismo e estabelecermos a igualdade entre gêneros?

Eu penso que a educação da geração atual vai ser mais um aliado. Vejo os pais levando os filhos para a escola, dando afetuosos beijos de despedida e com muito carinho. Nas reuniões - foram poucas até agora - eles estão lá. Nas festinhas, também. Na festa em homenagem ao "Dia da Mães", meu marido foi e ajudou filmando e fotografando tudo. Qualquer decisão com relação a Peu é discutida entre nós dois. Pitacos externos a parte, dentro de casa a gente fortalece esse vínculo.

Ser pai é aceitar que a vida dele também muda. Meu marido não entende muito a fundo meus "recalques" com a mudança em meu corpo... mas, compreende e me apóia. Já erramos muito. Mas, mais conscientes, estamos no processo de auto-vigilância, num esforço mútuo de nos tornarmos pessoas melhores e, assim, sermos uma referência natural, espontânea e coerente para nosso filho. Isso é muito legal! E, escrever este post PARABENIZANDO-O por ser o paizão que ele é, para mim, é uma pequena homenagem! Não digo justa, porque não consegui expressar em palavras a alegria que tenho em enxergar essa realidade.

Pois bem, entraves e dificuldades naturais a parte, todos nós - mães, pais, avós, tios, tias... - todos, temos papéis importante na construção de um novo ser, sempre partindo de cada um de nós, através de entrega e esforço diário para melhorar como ser.

Na prática, ser mãe, pai ou afim é um "pouco" mais complexo do que ser pessoa, esposo, esposa... é ser um ser humano responsável por boa parte da formação de caráter de um pequeno ser em crescimento. Todos nós somos eternos aprendizes, mas, nessas horas, mesmo sem saber, somos um pouco "mestres" na arte de educar. Precisamos nos esmerar mais. E, PAIS, levem isso mais a sério. Hora de refletir mais sobre a divisão de tarefas, compreensão da pressão emocional nata da mãe - não endosso a justificativa de que devamos viver em surtos... mesmo que assim vivamos, cabe a nós mudarmos essa realidade e, com apoio externo, é uma coisa a menos que precisamos lutar. Para uma maternidade consciente, uma paternidade consciente, também.

Vamos fortalecer essa corrente.

Saudações maternais - inclusive aos pais,

Pat Lins - por um mundo mais justo!

terça-feira, 13 de julho de 2010

SER MÃE É... SABER ERRAR... - manifesto pelas mães II


SER MÃE É... SABER ERRAR...

Será que a gente sabe disso, na prática?

Por mais que tentemos ser supers, não somos! Por mais que acreditemos poder resolver tudo... não, não podemos!

A gente não pode evitar que nossos filhos adoeçam - e isso não significa que não sejam saudáveis e fortes, bem alimentados e cuidados -, porque, eles adoecem. E isso não é erro, nem culpa nossa.

Vamos "errar"  tentando acertar muitas vezes. Nem me refiro aos críticos de plantão, esses, sempre "estão" com a "razão" e "certos", portanto, a gente não precisa deles, mesmo eles acreditando que são de suma importância... - Eles, provavelmente, tiveram algum problema na educação e não aprenderam o que quer dizer RESPEITO... Eles, muitas vezes, somos nós... - Falo de nossa auto-exigência.

Será que nossos filhos "concordam" com a maneira como os educamos? Será que existe UMA maneira certa, ou A maneira certa? Existe o CERTO? Me questiono muito isso. Mas, existe o MELHOR que podemos fazer e é o que a gente pode fazer.

Sempre há quem acredite, piamente, que deu a educação mais perfeita para os filhos. Até eles crescerem e dizerem: "não, não foi... eu não gostava de... e hoje, posso fazer o que quero...". Isso deve ser uma bomba para qualquer mãe/pai! Mas, cabe a cada uma de nós compreender que a educação que recebemos foi a que puderam nos dar. A educação que passamos é a que podemos e temos em nós, em nossos valores, em nossas crenças... como referência de CERTA.

Uma amiga me disse - e ela, para mim, é uma referência de pessoas, viu?! - que tem consciência que "erra" e muito com os filhos - eu, cá entre nós, não acredito... mas, quem vai saber disso, são os filhos dela... não eu -, porque a gente já erra muito como ser humano, como mãe, a gente erra muito mais e, como ela me disse: "porque não erraíamos?". Ela falou para os filhos: "quando vocês crescerem, o que não gostarem de como os eduquei, joguem no lixo e andem para a frente... " - risos. E é verdade. Eles crescem, como nós crescemos. Vão tocar suas vidas, como nós tocamos. Aí, sim, por "melhor" que tenha sido a educação esmerada que demos, caberá a eles "julgar" se foi CERTA ou ERRADA... Julgar é uma  palavra muito pesada, talvez, colocar na balança... avaliar...

Enfim, cada um traz em si sua essência única. Talvez, a maneira como eu eduque meu filho não case perfeitamente com a essência dele... Entretanto, como MÃE e RESPONSÁVEL, EU preciso tomar decisões e fazer escolhas. Quem vai me dizer o "quê" e "como" fazer? EU. Apenas eu. Ninguém pode tomar essa decisão por mim - mesmo que tentem, que se "metam", dêem pitacos, críticas, sugestões... - apenas EU.

Mas, será que, na prática, é fácil para a gente - MÃE - admitir que ERRA com o filho? Não, não é. Será que temos consciência de que erramos ou onde erramos? Não é simples assim. Educar um filho é muito complexo, apesar de perfeitamente natural e possível. O que eu comecei a reletir foi que, se eu sei que vou errar - se já não estiver errando -, o mínimo que posso fazer é ser HONESTA comigo e com meu filho. Outra coisa, o que vem a ser CONSCIÊNCIA DE QUE ESTÁ ERRANDO? Não sei se existe isso. Talvez, no âmbito mental, teórico, filosófico... a gente possa abrir a boca e argumentar, mas, na prática, na nossa vivência diária, isso é possível?

A gente não sabe acertar com a gente mesmo sempre, imagine com um filho, que por maior e mais forte o amor que nos una, é outro ser?!

Responda, rapida  e sinceramente:

- QUAL O MELHOR HORÁRIO PARA A CRIANÇA DORMIR?
- FAZ BEM DORMIR A TARDE?
- MELHOR HORÁRIO PARA ESCOLA: MANHÃ, TARDE OU NOITE?
- QUAL A MELHOR, MAIS PERFEITA E MAIS COMPLETA ALIMENTAÇÃO?
- COMO FAZER O FILHO COMER TUDO E GOSTAR DO QUE COME?
- QUAL O MELHOR HORÁRIO PARA O BANHO? QUANTAS VEZES AO DIA?
- QUAL O MELHOR SABONETE? COM OU SEM PERFUME?
- QUAL A MELHOR EDUCAÇÃO FORMAL? QUAL MELHOR ESCOLA?
- MELHOR BABÁ, CRECHE OU CASA DA AVÓ?
- MÃE PODE TRABALHAR NA RUA OU MELHOR SER DONA DE CASA E MÃE?
- COLOCAR EM ALGUM ESPORTE: NATAÇÃO, KARATÊ, CAPOEIRA, FUTEBOL, BALÉ...
- AI, E O REFORÇO ESCOLAR? BANCA, KUMON...
- COMO DIVIDIR O TEMPO DA CRIANÇA PARA QUE ELA "APRENDA" E SEJA CRIANÇA?
- COMO NÃO SOBRECARREGAR MEU FILHO E MANTÊ-LO ESTIMULADO?
- COMO ESTIMULAR SEM SOBRECARREGAR?
- É MELHOR SEGUIR A VOZ DA CIÊNCIA, DA INTUIÇÃO OU O QUE "DIZIA MINHA AVÓ"?
- MINHA INTUIÇÃO É NEUTRA OU INFLUENCIADA POR TUDO EM MIM - INTERNA E EXTERNAMENTE????
- O QUE MINHA AVÓ FALA(VA) É EXPERIÊNCIA DELA OU ACHISMO?
- A CIÊNCIA, CADA HORA DESCOBRE UMA COISA NOVA, QUE CONTRADIZ A OUTRA E TODAS COEXISTEM... COMO SABER O QUE OUVIR E SEGUIR????? ...

Essas perguntas são infinitas e constantes. Responder cada uma requer uma habilidade acima do normal. Tanta coisa influencia, interfere, modela... cultura, religião, meio social, situação econômica, ambiente familiar... arquétipos, estereótipos, conceitos, preconceitos, tabus, medos, traumas, frustrações... buracos... expectativas...

Quando pontuamos um problema, parece que ele é único e fato isolado. Quando nos permitimos olhar de um panorama geral, a gente vê é o todo. Como equilibrar e lidar da melhor maneira com TUDO AO MESMO TEMPO, como é na vida de qualquer pessoa? Por isso que é tão fácil falar e tão complexo agir! - deve ser por isso que tanta gente fala do outro... para não se ocupar consigo... - risos.


Será que ser mãe é ter resposta para tudo e todas as infindáveis perguntas? Alguém é capaz disso? Interessante é que a gente pode estourar diante de tanta pressão, mas, a gente não surta o tempo inteiro. Porque, olha, vou te contar, é muta coisa que mãe administra, viu?! E, apesar de tantos entraves naturais, artificiais, mistos e sintéticos - risos - a gente sabe e sente o que é AMAR! Errando, acertando, gritando, chorando, cantando, sorrindo, brincando... a gente AMA esses pequenos notáveis. Qualquer "perda", falta, ausência, problema... é nada para eles, tudo é superável - até eles crescerem, assim como nós... Por que deixamos essa lição tão linda passar? A gente cresce e tudo desaba a todo instante. Como recuperar esse bom senso e leveza da infância para evoluirmos e crescermos como gente?

Quantas vezes tapamos nossos "vazios" com eles? E, quantas vezes temos real consciência disso? À medida que conseguimos enxergar com clareza e sem culpa, aí, sim, a gente pode mudar o rumo e retomar o caminho. E, para isso, HONESTIDADE E RESPEITO, sempre.


SER MÃE É... FAZER O MELHOR QUE SE PODE FAZER, PENSANDO NO MELHOR PARA O FILHO, MESMO QUE, NO FUTURO PRÓXIMO, ELE OPTE POR JOGAR TUDO NO LIXO - risos -  E SEGUIR EM FRENTE. E nós? Ao lado deles, sempre!

SER MÃE É SABER ACERTAR, MESMO ERRANDO!




Saudações maternais,

Pat Lins.

sábado, 3 de julho de 2010

MANIFESTANDO PELAS MÃES - GRUPO CRIA - manifesto pelas mães I


Engraçado o quanto somos seres amados e especiais, mas, curioso como há um estereótipo irreal e inatingível de que MÃE é perfeita, sempre!

Este post é de caráter de divulgação. Um dos papéis da blogosfera é esse, levar, trazer, misturar... propagar a corrente do bem que o universo materno é capaz de desenvolver.

Eu costumo falar que nossa perfeição está em nossa imperfeição e, ainda assim, assumirmos um papel de super, sem super poderes. Nossas forças, muitas vezes, emergem da falta de força. Parece que no limite, a gente ultrapassa, até, nossas limitações. Mesmo que através de gritos, desgastes e empurrando com a barriga.

O "MANIFESTO PELAS MÃES" é mais um movimento do GRUPO CRIA, pela propagação da importância e necessidade da maternidade consciente.

Acontece, muitas vezes, que não temos consciência do que é m(p)aternidade e a real importância enquanto educadores e "gestores" de um novo ser. Desse ser, carregamos parte da responsabilidade por sua formação, desenvolvimento do "bom caráter" e propagação de valores como base.

Seguem abaixo as imagens da "campanha" para nós, mães, reafirmarmos que temos importância por sermos mães, mas, acima de tudo, por sermos HUMANAS:









No site do GRUPO CRIA tem um texto/manifesto lindo e digno de ser lido pelo maior número de pessoas possível. Visite e leia!

O "Mães na Prática" assinou o manifesto e publica aqui, no blog, o material de divulgação da campanha.

Na prática, toda mãe merece muito mais do que carinho, merece apoio e compreensão como todo ser humano! O "Mães na Prática" acredita que educar e "construir" um novo ser, só faz sentido real, na prática, se houver coerência e honestidade no que passamos. Portanto, nós, mães, pais e afins, precisamos redefinrmos a nós mesmos, para dar o tom de verdade, através da verdade.

Infelizemente, não existe fórmula mágica e certa para tudo, para conduzir nossas ações, mas, nosso caminho e esforço já é uma fórmula, a NOSSA FÓRMULA e, cada uma, tem a sua.

Saudações maternais,

Pat Lins.


quarta-feira, 30 de junho de 2010

"O TEMPO DE ESPERA" - BLOGAGEM COLETIVA

Como tema proposto pelo blog ENQUANTO ESPERAMOS, para uma blogagem coletiva, o "Mães na Prática" encarou o delicioso desafio de participar desse "evento" e vai falar sobre "O Tempo de Espera".

Bom, ainda não sei como começar, porque eu, Patricia, simplesmente, não sei esperar e não faço outra coisa na vida, que não seja ESPERAR... Como o "Mães na Prática" fala sobra rotina prática de ser mãe - associada a todas outras personas, facetas e "funções" da mulher, que, por si só é poliapta - onde, em nossa realidade, enquanto esperamos, algo estamos fazendo. No "A DOR SÓ DÓI ENQUANTO ESTÁ DOENDO..." vou falar mais de "Patricia" e a relação com esse tempo interminável em minha vida que é "O TEMPO DE ESPERA".

Toda mãe já nasce mãe esperando. O tempo de espera de uma mãe começa logo após os primeiros sintomas - ou sensação - de que tem algo diferente dentro dela... e, vem logo a dúvida: "será que estou grávida?". Depois, segue durante toda a gestação.  Depois, por toda a vida...

Como mulher, penso eu, mesmo que não tenhamos muito tempo para planejar e/ou cogitar uma gravidez - seja por estar solteira; seja por não ter estabilidade financeira; seja pelo projeto de, antes de pensar na maternidade, desejar realizar o máximo de sonhos que puder... - a gente respira uma quase obrigatoriedade e/ou certeza de que seremos "mãe". E esse tempo de espera nasce com a gente... sempre tem sempre alguém esperando que a gente dê continuidade ao "papel" - na verdade um arquétipo que, hoje, através do grito de cosnciência, as mulheres revêm, mas, não tem outro jeito, a única maneira de perpetuarmos a espécie é através da gente e isso, sim, ainda é nosso maior contato com Deus e com os mistérios da vida... somos AS escolhidas para "brincar" de MÃE natureza - de trazer um novo ser ao mundo.

Na verdade, a gente cria a expectativa maior, creio eu, pelo fato parir um novo mundo, dentro do nosso e dentro do Mundo. A gente tem a incumbência de germinar uma sementinha em nosso ventre que sai como sementinha e só brota aqui fora... Daí, nosso tempo de espera passa a ser o de ter o melhor tempo para regar adequadamente, com muito amor, carinho, limites e tudo mais que envolva educação, proteção... Nesse novo tempo, a esperança é que nossa sementinha se torne um bom fruto...

A questão maior é que, quando a gente conclui o tempo de espera do parto, quando a gente carrega nosso baby no colo pela primeira vez, outro tempo de espera começa... o tempo de esperar o melhor. O tempo de espera eterno! Toda mãe, na prática, "padece" dessa virtude de esperar por toda a vida.


Esperamos que nunca fiquem doentes e, qaundo ficam, esperamos e nos entregamos à cura; esperamos que durmam a noite toda, para que recuperemos nossas forças físicas e vitais, mas, precisamos continuar esperando, porque depois que eles nascem, a gente vive a transição para um tempo completamente diferente e acronológico, para sempre. Cronologia é algo que serve apenas na contagem para as festas de aniversário - que, nisso, toda mãe é igual, mesmo sem verba disponível, deixamos de fazer uma coisa aqui e outra ali e a festinha sai. Esperamos que os primeiros dentes saiam e sofremos por saber que precisamos esperar o tempo cumprir seu papel magistral e acompannharmos o "sofrimento" da criancinha. Esperamos o engatinhar, engatinhando com eles. Esperamos os primeiros passos, segurando firme as mãozinhas deles, dando o primeiro apoio. Esperamos que eles se adaptem ao primeiro dia de aula e assim o fazemos até a colação de grau da faculdade... Mas, desde o início, esperamos, ansiosas, pelo primeiro sorriso, depois, pelo primeiro: "mama".

Esperamos cada fase, revivendo cada fase e compreendendo mais nossas mães. Só aí entendemos porque elas nunca dormiam, nos esperando chegar em casa, estarmos bem... para, então, elas respirarem "um pouco" aliviadas. Enfim, elas - agora nós também somos "elas" - nos entregamos ao eterno tempo de esperar sempre o melhor no que diz respeito aos filhos. Curioso é que, desejamos que cresçam logo, mas, quando crescem, desajmos que sejam crianças de novo... Afinal, quando eles crescem, outro tempo começa - para nós e para eles... Nós também crescemos e navegamos nossas vidas. Sabendo que nossos pais sempre serão nosso porto seguro e que, seguindo a lei natural, nós, futuramente, seremos o dos nossos filhos...

O tempo de espera de uma mãe, na prática, é diário, ou a  cada segundo. Na verdade, vivemos à espera e, ENQUANTO ESPERAMOS, vivemos, refletimos, aprendemos, trabalhamos - em casa ou fora -, nos cansamos, "descansamos", sofremos, gritamos, sorrimos, choramos, nos alegramos, comemoramos, ensinamos, nos surpeendemos... sempre estamos fazendo algo, porque, nessa nova realidade nova, tudo sempre acontece, está por acontecer e vai acontecer...

Sendo mãe, a gente se acostuma a esperar - sem parar. A gente já respira a certeza de "o que virá", porque, com certeza, em se tratando de filhos, surpresa é algo certo.


Mas, para quem tem apenas um filho, como eu, quando ele começa a crescer, começa outro tempo de espera - além de todos citados acima, que têm a ver com seu desenvolvimento - natural, mas, que nem sempre é possível e, em muitos casos, por "prudência" - quando a gente estabelece alguns critérios de "qualidade de vida" e conhecendo nossa realidade, limitações e limites... prudência é encarar os fatos - fica só no tempo de espera, que é o próximo filho...

O meu tempo de espera, agora, é saber quando ele vai diminuir as traquinagens, porque eu vivo de susto... e, espero, quando vou conseguir respirar aliviada... se é que isso será possível, porque, "crianças crescidas, trabalho dobrado", né isso?! - risos.

Toda mãe, na prática, enquanto espera, vive e sobrevive!

Saudações maternais,

Pat Lins.


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