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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

TEMPO CERTO E DIFERENTE



Ser mãe é não ter pressa. Ter TEMPO! 
Tempo para entender. Tempo para acolher. Tempo para aprender. Tempo para refletir. Tempo para agir, sempre agindo...

Saudações maternais,

Pat Lins
dando um tempo, pelo Tempo chegar a Tempo de dar Tempo de se fazer Justiça, mas, acima de tudo, esperando e fazendo o Tempo da mudança positiva. Tempo de esperar as coisas se resolverem no Tempo certo!



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

FÉRIAS 2011 - REVIGORANTES

AQUELE ABRAÇO E NOSSOS DESEJOS DE PAZ
Pois é, estávamos de férias! Muita coisa aconteceu do meio do ano passado para cá e nada mais justo do que uns ajustes e férias para revigorar.

Peu está cada dia mais engraçado e com cada tirada que só ele mesmo. Eu, cada dia mais mãe apaixonada. Tenho aprendido muito com ele a ser alguém melhor - mesmo que isso signifique ser "pior" para algumas pessoas... rs.

Como uma mãe na prática, estou na fase de colocar em dia cada aprendizado. Dei uma parada geral aqui e em meu outro blog para me (re)ler mais e mais e, melhor, fazer uma (re)leitura aplicada.

Pedro reflete muito como sou, como me expresso e obervá-lo brincar com seus bonecos ou com seus amigos e primo e repetir muito do que falo me fez parar para reavaliar meu comportamento. Nossa relação está cada vez melhor e mais enriquecedora. Estamos construindo algo muito bacana, mesmo que, nas horas em que lhe nego algo, eu me torne a "malvada"... Mas, é em mim que ele confia e recorre quando o caldo engrossa. E, vá falar mal de mim para ele... Briga na certa. 

O amor de Peu e o meu por ele tem nos ajudado a sermos duas pessoas melhores a cada dia, mesmo que eu continue com inúmeros defeitos, como qualquer ser humano, mas, a auto-observação tem me ajudado muito. Como falei, mesmo que para algumas pessoas isso seja incompreensível... Bom, viver o hoje e o cada dia, se esforçando ao máximo para respeitar o outro como ele é, sem precisar deixar que deitem e rolem no espaço que só diz respeito a mim e a quem eu autorizar. 

É isso, em 2011, começamos com o pé direito e caminhando. Como diz Peu, imitando Buzz Lightyear - Toy Story -: "ao infinito e além!".

Em breve, volto a este cantinho tão especial e retomo nossas trocas.

Saudações maternais,

Pat Lins.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

"O TEMPO DE ESPERA" - BLOGAGEM COLETIVA

Como tema proposto pelo blog ENQUANTO ESPERAMOS, para uma blogagem coletiva, o "Mães na Prática" encarou o delicioso desafio de participar desse "evento" e vai falar sobre "O Tempo de Espera".

Bom, ainda não sei como começar, porque eu, Patricia, simplesmente, não sei esperar e não faço outra coisa na vida, que não seja ESPERAR... Como o "Mães na Prática" fala sobra rotina prática de ser mãe - associada a todas outras personas, facetas e "funções" da mulher, que, por si só é poliapta - onde, em nossa realidade, enquanto esperamos, algo estamos fazendo. No "A DOR SÓ DÓI ENQUANTO ESTÁ DOENDO..." vou falar mais de "Patricia" e a relação com esse tempo interminável em minha vida que é "O TEMPO DE ESPERA".

Toda mãe já nasce mãe esperando. O tempo de espera de uma mãe começa logo após os primeiros sintomas - ou sensação - de que tem algo diferente dentro dela... e, vem logo a dúvida: "será que estou grávida?". Depois, segue durante toda a gestação.  Depois, por toda a vida...

Como mulher, penso eu, mesmo que não tenhamos muito tempo para planejar e/ou cogitar uma gravidez - seja por estar solteira; seja por não ter estabilidade financeira; seja pelo projeto de, antes de pensar na maternidade, desejar realizar o máximo de sonhos que puder... - a gente respira uma quase obrigatoriedade e/ou certeza de que seremos "mãe". E esse tempo de espera nasce com a gente... sempre tem sempre alguém esperando que a gente dê continuidade ao "papel" - na verdade um arquétipo que, hoje, através do grito de cosnciência, as mulheres revêm, mas, não tem outro jeito, a única maneira de perpetuarmos a espécie é através da gente e isso, sim, ainda é nosso maior contato com Deus e com os mistérios da vida... somos AS escolhidas para "brincar" de MÃE natureza - de trazer um novo ser ao mundo.

Na verdade, a gente cria a expectativa maior, creio eu, pelo fato parir um novo mundo, dentro do nosso e dentro do Mundo. A gente tem a incumbência de germinar uma sementinha em nosso ventre que sai como sementinha e só brota aqui fora... Daí, nosso tempo de espera passa a ser o de ter o melhor tempo para regar adequadamente, com muito amor, carinho, limites e tudo mais que envolva educação, proteção... Nesse novo tempo, a esperança é que nossa sementinha se torne um bom fruto...

A questão maior é que, quando a gente conclui o tempo de espera do parto, quando a gente carrega nosso baby no colo pela primeira vez, outro tempo de espera começa... o tempo de esperar o melhor. O tempo de espera eterno! Toda mãe, na prática, "padece" dessa virtude de esperar por toda a vida.


Esperamos que nunca fiquem doentes e, qaundo ficam, esperamos e nos entregamos à cura; esperamos que durmam a noite toda, para que recuperemos nossas forças físicas e vitais, mas, precisamos continuar esperando, porque depois que eles nascem, a gente vive a transição para um tempo completamente diferente e acronológico, para sempre. Cronologia é algo que serve apenas na contagem para as festas de aniversário - que, nisso, toda mãe é igual, mesmo sem verba disponível, deixamos de fazer uma coisa aqui e outra ali e a festinha sai. Esperamos que os primeiros dentes saiam e sofremos por saber que precisamos esperar o tempo cumprir seu papel magistral e acompannharmos o "sofrimento" da criancinha. Esperamos o engatinhar, engatinhando com eles. Esperamos os primeiros passos, segurando firme as mãozinhas deles, dando o primeiro apoio. Esperamos que eles se adaptem ao primeiro dia de aula e assim o fazemos até a colação de grau da faculdade... Mas, desde o início, esperamos, ansiosas, pelo primeiro sorriso, depois, pelo primeiro: "mama".

Esperamos cada fase, revivendo cada fase e compreendendo mais nossas mães. Só aí entendemos porque elas nunca dormiam, nos esperando chegar em casa, estarmos bem... para, então, elas respirarem "um pouco" aliviadas. Enfim, elas - agora nós também somos "elas" - nos entregamos ao eterno tempo de esperar sempre o melhor no que diz respeito aos filhos. Curioso é que, desejamos que cresçam logo, mas, quando crescem, desajmos que sejam crianças de novo... Afinal, quando eles crescem, outro tempo começa - para nós e para eles... Nós também crescemos e navegamos nossas vidas. Sabendo que nossos pais sempre serão nosso porto seguro e que, seguindo a lei natural, nós, futuramente, seremos o dos nossos filhos...

O tempo de espera de uma mãe, na prática, é diário, ou a  cada segundo. Na verdade, vivemos à espera e, ENQUANTO ESPERAMOS, vivemos, refletimos, aprendemos, trabalhamos - em casa ou fora -, nos cansamos, "descansamos", sofremos, gritamos, sorrimos, choramos, nos alegramos, comemoramos, ensinamos, nos surpeendemos... sempre estamos fazendo algo, porque, nessa nova realidade nova, tudo sempre acontece, está por acontecer e vai acontecer...

Sendo mãe, a gente se acostuma a esperar - sem parar. A gente já respira a certeza de "o que virá", porque, com certeza, em se tratando de filhos, surpresa é algo certo.


Mas, para quem tem apenas um filho, como eu, quando ele começa a crescer, começa outro tempo de espera - além de todos citados acima, que têm a ver com seu desenvolvimento - natural, mas, que nem sempre é possível e, em muitos casos, por "prudência" - quando a gente estabelece alguns critérios de "qualidade de vida" e conhecendo nossa realidade, limitações e limites... prudência é encarar os fatos - fica só no tempo de espera, que é o próximo filho...

O meu tempo de espera, agora, é saber quando ele vai diminuir as traquinagens, porque eu vivo de susto... e, espero, quando vou conseguir respirar aliviada... se é que isso será possível, porque, "crianças crescidas, trabalho dobrado", né isso?! - risos.

Toda mãe, na prática, enquanto espera, vive e sobrevive!

Saudações maternais,

Pat Lins.


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