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quarta-feira, 23 de março de 2011

PODE A QUANTIDADE DE FILHOS DETERMINAR SE A MÃE É MAIS MÃE?



Faz algumas semanas, escutei de uma pessoa uma frase assim: "escute fulana porque ela tem três filhos e, por isso, tem mais experiência...". 

Na hora em que escutei, tomei aquele choque e, como de costume, quando escutamos algo inesperado e inacreditável, parei sem reação. Passou e esqueci. Hoje, me veio em mente a lembrança e pensei em escrever aqui para ponderar se é mito ou não: A QUANTIDADE DE FILHOS DETERMINA SE UMA MÃE É MAIS EXPERIENTE QUE A OUTRA?

O que me vem em mente:

1 - Não existe isso de mais experiente 100%. Veja só, quantas mães têm filho (s), mudam, porque a maternidade exige uma mudança mesmo, mas, não necessariamente evoluem como pessoa? Viver a experiência da maternidade não traz, necessariamente, maturidade... Portanto, experiência, para mim, é você ter consciência do que passa e saber o quê e como soube lidar com a situação e o quê tirou de proveito. Avaliar o quanto cresceu e o quanto ainda tem para crescer;

2 - Seguindo essa linha de raciocínio, pensei mais: uma mãe com mais de um filho sabe o que é ter um e, depois, esse um deixa de ser único e ter outros uns, onde cada gestação será única, cada criança terá sua personalidade... Enfim, ela saberá o que é ter mais de um filho e terá que saber lidar com isso; aumenta as responsabilidades e observações, fora a administração de conflitos;

3 - Muitas mães optam e conseguem ter apenas um filho e se sentem plenas assim, conseguindo dar uma boa educação, rica em bons valores, em virtudes e equilíbrio. Portanto, para mim, não é a quantidade de filho que determina ou qualifica uma mãe. Até porquê, para mim, cada uma faz aquilo que  sabe e/ou pode fazer, como sabe e/ou pode fazer, tenha quantos filhos tiver. Um bom exemplo são as moradoras de rua, ou mulheres de regiões mais pobres, que têm trezentos filhos vivendo à própria sorte... Serão essa mulheres mais experientes do que uma mãe com mais educação e oportunidades? Na verdade, cada uma terá, como venho dizendo, a sua própria experiência e realidade de vida. Mas, afirmar que é a quantidade ou poder aquisitivo - para que não seja criada uma analogia de que dinheiro também faz uma "boa" mãe - que determinam a relação dessa mãe com a maternidade e com tudo que envolva seu filho.

Vejo por aí muita mãe com um filho "perdidinha da Silva"; frente a mães com mais de um com muito equilibrio. Tudo é relativo, complexo e vasto. Não podemos determinar uma fórmula. Creio que a cada dia seja um bom momento para começarmos a fazer algo melhor e rompermos com esses padrões paralizantes.

Se for assim, eu devo ser muitoooo experiente, porque tenho um filho que equivale a 100 - risos.

Se for para aprender com a experiência de alguém, devemos observar as estratégias, métodos e critérios utilizados e praticados, não se ela tem um, dois, três ou mais filhos. Todas somos mães na prática, desde que tenhamos, pelo menos, um filho. 











 













Saudações maternais,


Pat Lins.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

CRIANÇAS MAIORES E CRIANÇAS MENORES


Este post foi sugestão especial de uma amiga muuuiiiitttto querida - Catia Martins -, para começarmos bem essa troca em 2011.

Estávamos falando da relação entre crianças maiores e crianças menores. Das diferenças e de como a maioria das crianças maiores não gostam de brincar com as menores. A faixa etária que mais me chama a atenção são entre as crianças de 6, 7, 8 e 9 anos, mais ou menos, com os entre 3 e 4. Como se fosse uma necessidade de afirmar que já saíram dessa fase e, portanto, não têm mais a característica de criancinha... - risos.

Quando meu irmão caçula - hoje, já com quase 30 anos - era pequeno, os meninos maiores, nessa diferença que citei acima, o "ignoravam", ou, tentavam. Diziam que ele era "café-com-leite", só para ver se ele "parava de encher o saco, fingindo que brincavam com ele". Pior, que a gente sabe que é uma situação delicada. Cada fase tem sua característica, só que os menorzinhos precisam admirar os maiores e sentem uma vontade danada de estar com essas crianças maiores, que podem brincar como eles não podem. E como fazer para que haja equilíbrio? Deixar a criança menor ser rechaçada, aprendendo a se defender ou pedimos que os maiores - que também não têm consciência, ou maturidade, por ainda serem crianças, também - deixem a criança menor brincar um pouco? Voltando ao meu irmão, ele cresceu e passou a fazer parte desse mesmo grupo que o chutava para escanteio sempre... Como ele mesmo me disse: "depois que cresci, me vinguei..." - risos. Claro que era brincadeira, mas a "vingança" foi ver que depois dessa fase, as diferenças diminuem consideravelmente. 

Vi isso se repetir entre meus primos, os maiores queriam brincar entre eles. E, hoje, os que eram menores, são maiores que o meu pequeno e, hoje, Peu que é colocado de lado, quando lhes convêm. Sim, porque, por conveniência, eles sabem se "aproximar" de Peuzinho. Mas, Peu não conta conversa e faz seu espetáculo e, mesmo entre "bicos e resmungos", fora as caras feias, alguém o coloca no meio e ele se esbalda, seja num "playstation" - que ele nem sabe jogar direito -, seja num bate-bola, seja numa "pega-pega"... enfim, as mães dos maiores são de suma importância, nesse momento, para nós, mães dos menores - risos. O que é certo ou errado a gente não sabe. Eles - os maiores - se sentem injustiçados, não entendem, ainda, que as diferenças precisam ser respeitadas e para manter a paz, ceder um pouco ajuda. Por isso, a presença de mães mais conscientes ajuda. Nessas horas de impasse, o que mais falamos é lembrar aos maiores, que eles já forma pequenos e acontecia a mesma coisa e eles também agiam do mesmo jeito.

Sinceramente, eu não sofro ao ver isso acontecer, porque, dentro de mim rege a certeza de que daqui a alguns anos, Peu vai fazer isso com outra criança. Por mais que eu diga que a orientação que passo para ele não pé essa, parece fazer parte do "ser" criança - risos. Lógico que agirei dizendo a ele o mesmo que dizemos, hoje, aos maiores e por aí vai. Costumo dizer que quando os "assolans" chegarem - os futuros primos de Peu, que não vejo a hora de entrarem na barriga da mãe... risos - serão eles as vítmas,e, justamente, filhos do meu irmão caçula - ops! não, ele não está grávido, nem sua digníssima noiva, que tanto adoro! Mas, gosto tanta dessa cunha, que desejo muito a gravidez dela... Detalhe, bem provável que sejam gêmeos... Mas, gosto dela mesmo. Um amor de pessoa. Ticaaaaaa, amiga, amiga... risos. E aí?! Como será que ele agirá? Lembrará que passou por isso ou cobrará de Peu? Cenas dos próximos capítulos - kkkkkkkkkkk. Pelo que vejo das repetições, todos nós cairemos em cima de Peu, lembrando a ele que os "assolans" precisam da atenção do primo maior e que quando ele passou por isso, teve defesa, também. E a história continua. Mas, me refiro a diferenças de idade nessas fases, não as rixas e divergências comuns entre crianças dentro da mesma faixa. Para mim, depois dos três anos, as diferenças são muito poucas.

Bom, a vantagem é que Peu não fica muito preso a esses detalhes. Ele dá logo o jeito dele.

O mais legal é que depois eles crescem e tudo vira diversão. Passa tão rápido. Se nós, os adultos, não soubermos lidar com isso de maneira mais leve, sem entrar em atritos, sem acirrar guerras, podemos criar uma situação muito desagradável. Precisamos estar atentos a esses pequenos detalhes para ajudarmos nossos pequenos de hoje, se tornarem os adultos de amanhã, da melhor maneira possível. Não precisamos passar - já passando - nossos medos e angústias para eles. Nós precisamos nos melhorar e, naturalmente, eles aprendem que melhorar é possível.

Vamos compreender mais e, com isso, ajudar mais nossos pequenos de hoje. Alguém já parou para pensar em quanto repetimos muito do que criticamos dos nossos pais? Não necessariamente da mesma maneira, mas, o contexto. Por exemplo, minha mãe sempre foi muito zelosa e nos super-protegia - não é uma crítica, era como ela sabia agir - e isso nos bloqueou um pouco. Claro que podemos mudar, depois de adulto e donos da nossa vida. Mas, eu, por exemplo, já tive vontade de morar fora, quando mais jovem, e nunca investi nesse sonho, por temer ficar sem a proteção dela. Com Peu, acabo sendo controladora. Ela - minha mãe - era mais suave, eu, sou mais intensa. Mas, de qualquer maneira, o zelo dela era uma tipo de controle sobre nós - eu e meus irmãos - e eu, o repito em Peu. Muitas mães dizem: deixa o menino solto, o que é que pode acontecer? E me vem mil respostas na cabeça, como argumento ou como réplica... Na verdade, eu o deixo ficar solto, desde que dentro do meu ângulo de visão. Nesse caso, penso o seguinte: o juízo da criança é o adulto responsável... Ou seja, um adulto sem juízo, que responsabilidade ele tem e qual passará. para que o pequeno de hoje já comece a entender e internalizar que para tudo há uma consequência? Isso, para muitos é controle, para mim, é zelo... Viu, repito até a justificativa. Estou certa? Errada? Minha mãe, certa ou errada? Deus é quem sabe. De resto, nenhuma mãe deve julgar a outra, muito menos querer impor a sua maneira de educar como a melhor. Isso não existe. A melhor, para mim, é aquela onde passamos nosso amor, sem podar a criança e passar limite sem limitaçõe. Alguém? Alguém? Alguém tem esse equilíbrio perfeito aí? Não. Mas, com certeza, educamos nossos filhos com o amor que temos e da maneira que conseguimos. Fora que entra aí, também, um lance deveras importante: valores, ética, relações familiares, exemplos, educação social, educação acadêmica, meio social, crenças, etc. Ou seja, muita coisa. Somos infinitamente complexos, portanto, quase impossível estabelecer certos e errados. Mas, sempre existe um "bocão", descompensado e sem "sitocômetro" que insiste em estabelecer seus próprios paradigmas como um norte... E, na maioria dos casos, trata-se de alguém que a maioria das pessoas "condena"... Bom mesmo é "se tocar" e se for para ajudar, fale algo que ajude, mas, se for para se colocar como "a boa" ou "o bom", cai fora. Como exemplo, tem uma pessoa próxima a mim que vive dizendo: "deixa o menino solto, Patricia. Os meus cresceram, aí, oh, e eu, nunca deixei de curtir. Tem que deixar a criança livre..." O detalhe: quem disse que os filhos dela lá são referência para algo? Pois é, melhor não sair atirando pedra no telhado dos outros, porque todos nós temos nossas telhas de vidro. Duro é segurar a língua. Porque, se eu ceder a tentação de "jogar na cara" da pessoa as verdades que vejo do meu ângulo... vai doer. Mas, isso é bom? É nesse sentido que me esforço para ser alguém melhor? O meu "não saber ouvir" também já não denota em mim uma fraqueza que precisa ser trabalhada: mania de me preocupar com o que os outros acham?! Um "que se dane" é infantilidade, então, um "deixa para lá" casa melhor. Portanto, nós, mães mais conscientes do nosso papel e de nossas imperfeição humana, "DEIXEMOS PARA LÁ E SIGAMOS EM FRENTE", porque, literalmente, atrás - ou, ao lado - vem gente: nossos pimpolhos e pimpolhas. Na prática, só o que fica é aquilo feito de coração aberto. o resto que vá para onde tem que ir... Não, não fica bonito dizer aqui neste espaço tão legal - risosssss. Bom, as crianças crescem, né?! Ao menos, é o que se espera... Outras congelam a idade mental e só crescem a idade cronológica...

Então, deixemos que a compreensão seja algo mais forte do que a dor do sofrimento e da auto-punição. Nos libertemos em cada conflito desse. E, com relação às crianças, elas é que sabem nos conduzir. Observemos para agir. Porque, o instinto de sobrevivência permite que a criança cresça, mas, como nós queremos e o que oferecemos para que elas não seja mais um adulto "criança sobrevivente" e sim, um adulto com bons valores?

Saudações maternais e, até os próximos capítulos,

Pat Lins.

domingo, 12 de setembro de 2010

MINHA MÃE FICOU DOENTE... LEMBREI QUE ELA, TAMBÉM, É GENTE!

mamis e eu
Interessante!

Falo tanto de mim e de minha dificuldade em reestabelecer minha vida após a chegada de minha preciosidade - Pedro Henrique -... conto tanto com a ajuda de minha mãe, que, mesmo sabendo - em teoria - que ela é humana, na prática, me esquecia... Precisou ela ficar doente - virose - para eu me lembrar disso...

Foi lindo quando eu perguntei: "mãe, você estava mal assim? E viajou assim mesmo, mãe?" E ela me respondeu, daquele jeito que só ela mesma - porque eu sou um "pedaço de cavalo"... kkkk -: "...foi. Mas, foi melhor. Se eu ficasse aqui, quem ia cuidar de mim? Lá, mainha fez sopa para mim; os meninos me traziam água de coco o tempo todo..." Gente, minha mãe é GENTE, também! Eu havia, em meio ao meu egocentrismo - eu sei, tá, é humano - só queria tê-la para mim. E, o que achei lindo, é que minha avó - MÃE DE MINHA MÃE - ainda cuida da filha! Já viu lição mais linda? Mãe, minha gente, é um ser a parte, mas, também adoece, tenha a idade que tiver e, quando tem a sorte de ter a própria mãe viva, ainda é uma mãe cuidada pela própria mãe.

eu e mamis
Colo de mãe é um santo remédio. Filha ingrata, eu sou. Vou me esforçar para melhorar. Mamis já está bem, graças a Deus e a "vóvis".

Quero dedicar esse post a essa jóia rara que é minha MÃEEEEE! E dizer para ela que a amo muito. E sim, aprendo muiiitttaaa coisa com ela - exceto criticar os torcedores do Vitória, viu?! kkkkk. Deus te abençoe e proteja, sempre!






Saudações maternais,

Pat Lins.
eu e mamis

sexta-feira, 30 de julho de 2010

MÃE SEMPRE TEM CULPA POR TUDO?

Nos últimos tempos, Pedro tem se machucado muito mais... pancadas, esbarrões... E, mesmo assim, ele não para.

Bom, graças a Deus, vou começar um trabalho e terei grana para pagar uma atividade física para ele - e vou seguir a orientação super dez de meu amigo André Leitte - cito-as em "HIPERATIVIDADE OU HIPER ATIVIDADE?".

Sei que existe muita mãe/pessoa imprudente por aí - isso não vai mudar com a maternidade, só pela maternidade... só mudamos nossas características com consciência, entrega, esforço e dedicação - o que não é o meu caso. Beiro mais a neurose do zelo, do que a imprudência. Fora que tenho uma grande bússola de 3 anos e 10 meses em minha frente que se mostra como é e ele é ligado no 220 - risos.

Pois bem, eis aqui meu questionamento/desabafo: MÃE É CULPADA POR TUDO? Lógico que sei e concordo completa e plenamente, que somos responsáveis e que criança pensa que tem sapiência de tudo, mas, ainda falta aprender muito; que são indefesas; que por mais inteligentes que sejam, são CRIANÇAS. Mas, não é disso que falo. Me refiro a eterna atmosfera de crítica pela crítica - sem intensão de contribuir. Levantar uma polêmica sem propor solução. Isso é leviandade.

Olha, vou falar da minha prática, que, talvez, seja mais comum do que se pensa. Como sei que Peu é como é - já que já nasceu assim - eu redobro minha atenção. Mesmo me esforçando para "respeitar" sua individualidade, estou sempre por perto, numa "liberdade vigiada" - como sempre fez minha mãe - para, justamente, ele continuar sendo um indivíduo vivo e inteiro. Ah, mas, essa é a maior queixa contra mim e minha maior "condenação": não deixar Pedro sozinho. Os sábios ignorantes ao meu redor repetem isso insistentemente. Como já estou saturada e não sou uma florzinha de pessoa, dou uma amostra grátis: vou ao sanitário mais próximo - xiii, entreguei o ouro... risos - e peço que olhe meu tesouro - porque Peu é meu tesouro,sim. Sua eletricidade não diminui suas qualidades, muito menos, meu amor por ele - e "batata", ou a pessoa se cansa ou deixa Peu solto e prestes a se machucar... Santo Deus que já o salvou de poucas e boas - e, a mim também... - até de pular de uma varanda num primeiro andar... Como essas pessoas não têm uma capacidade de análise auto-crítica, tenho que que ser "a chata" que não confia neles - "eles", não são todos... são pessoas específicas - e, por uma questão de proteção, mantenho minha postura e me trabalho para compreender que eles são como são e eu como sou... E Peu... é como é!

Retomando minha linha de raciocínio, quando, mesmo assim, ele consegeu furar o cerco - afinal, toda criança é sagaz e inteligente - e se machucar, sou condenada - muitas vezes pelas mesmas pessoas que me culpam pela vigilância - por não ter prestado MAIS atenção. Em substituição ao "deixa o menino, Pat", vem "Pat, não pode vacilar. Olha, criança requer atenção constante...Com fulano de tal foi assim, ela virou as costas e..." É, mas, isso só acontece com o filho dos outros, porque com os de quem levanta a crítica destrutiva, os filhos nunca se machucaram...deviam viver "dopados", então. E aí, a mãe é falha e culpada. Quando iremos compreender que nem sempre o binômio "culpa/culpado" precisa existir? Que acidente já se auto-define: a-ci-den-te. Dói, machuca, a gente sofre, se preocupa, pensa horrores, entra em pânico... enfim, aquele "Deusnosacuda", mas, não necessariamente, alguém causou aquilo ou tenha sido descuido ou desatenção. Me refiro a acidente, não a descaso e afins.

A última dele foi quase quebrar o nariz, da maneira mais boba, tropeçando no vento e caindo "de cara" no pé da cama. Houve culpa, intensão ou descuido, aí? Mas, o que já escutei de gente que nem ouve o que diz - sabe como é? Daquelas pessoas que falam se contradizendo, achando que estão cheio de moral - risos - me dizer que eu deveria ter mais cuidado, que criança nessa idade cega a gente... tudo que já sei, que já evito e, mesmo assim, aconteceu. Então, penso: reajo ou ignoro? Não é fácil, mas ignoro, engolindo a seco... Detalhe maior é que eu sempre fui "manteiga derretida", mas, tem horas que sangue frio é necessário - e, só Deus sabe o quanto é penoso para uma mãe se manter "fria" para socorrer o próprio filho - e, ainda me vem uma "cobrança" subliminar, em forma de alfinetada do tipo: "ela nem chorou..." Eu me esforço para segurar o choro e manter um pouco de racionalidade em alta e, ainda assim... deixemos para lá. Nós temos mania de procurar "culpado" - de preferência, culpando...

Pois bem, aqui fica meu questionamento/desabafo/alerta: MÃE SEMPRE TEM CULPA POR TUDO????

Saudações maternais,

Pat Lins.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

SUGESTÃO DE LEITURA - BLOG - PARA MÃES E PAIS


Gente, na prática, boas leituras enriquecem e nos ajudam a refletir. Uma boa reflexão conduz a prática de uma ação coerente e honesta.

Minha sugestão, hoje, vai para dois blogs BLOG DO DESABAFO DE MÃE e  ENQUANTO ESPERAMOS, com os posts sobre a participação dos PAIS, a paternidade consciente,em resultado de muitos MANIFESTOS PELAS MÃES: PAIS PELA BUSCA DA CONSCIÊNCIA MATERNA, da Ceila Santos (Blog do Desabafo de Mãe) e o  "MANIFESTO PELAS MÃES QUE INCLUI OS PAIS", da Carol Pombo (Enquanto Esperamos).
Carol faz uma descrição de sua prática diária enquanto mãe, mulher, esposa e profissional - uma mãe na prática como todas nós - muito sincera, clara e objetiva, para nós, mães responsáveis por uma nova geração que vem para começar a mudar os rumos do mundo... Pretensão? De jeito algum! Nossos filhos serão o ponto de partida. Por isso nós estamos em busca de uma maternidade consciente, honesta e com mmuuiittoo amor! O amor necessita de ambiente sincero para prosperar! Já Ceila, que faz uma abordagem sobre o comportamento do homem, enquanto PAI e levanta a bandeira para o MANIFESTO PELOS PAIS, de maneira bastante interessante.

Pois, bem, mergulhe nas leituras, pois vale a pena!

Saudações maternais,

Pat Lins.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

PIADINHA PARA REFLEXÃO - RISOS: "SOGRA DO GENRO E SOGRA DA NORA"

Gente, hilária e reflexiva!

Nossa, nós seremos/somos sogra... Meu filho de 3 anos já me disse que está apaixonado pela Dafne - do desenho animado Sooby Doo - e que tem três namoradas na salinha dele... Bom, ante minha preocupação com o futuro - risos - falei para ele que seria bom escolher uma, a não ser que elas concordassem em "dividí-lo" - risos. Brincadeira?!

Mas, diante do e-mail delicado que recebi, segue uma piada para aprendermos gargalhando, para que não sejamos assim - ahhhhhhhhhhhhhh - risos:

DIFERENÇA ENTRE SER SOGRA DO GENRO E SOGRA DA NORA


"Duas distintas senhoras encontram-se após um bom tempo. Uma delas pergunta à outra:

- Como vão seus dois filhos, a Rosa e o Francisco?

- Ah! querida... a Rosa casou-se muito bem. Tem um marido maravilhoso! É ele quem levanta de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, faz o café da manhã, lava as louças e ajuda na faxina. Só depois é que sai para trabalhar. Um amor de genro! Benza-o, ó Deus!

- Que bom, hein, amiga! E o seu filho, o Francisco? Casou também?

- Casou sim, querida. Mas tadinho dele, deu azar demais. Casou-se muito mal... Imagina que ele tem que levantar de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, fazer o café da manhã, lavar a louça e ainda tem que ajudar na faxina! E depois de tudo isso ainda sai para trabalhar, para sustentar a preguiçosa da minha nora - aquela porca nojenta!"
Pois é, e assim somos nós, seres humanos...

Saudações - gargalhando - maternais,

Pat Lins.

terça-feira, 13 de julho de 2010

SER MÃE É... SABER ERRAR... - manifesto pelas mães II


SER MÃE É... SABER ERRAR...

Será que a gente sabe disso, na prática?

Por mais que tentemos ser supers, não somos! Por mais que acreditemos poder resolver tudo... não, não podemos!

A gente não pode evitar que nossos filhos adoeçam - e isso não significa que não sejam saudáveis e fortes, bem alimentados e cuidados -, porque, eles adoecem. E isso não é erro, nem culpa nossa.

Vamos "errar"  tentando acertar muitas vezes. Nem me refiro aos críticos de plantão, esses, sempre "estão" com a "razão" e "certos", portanto, a gente não precisa deles, mesmo eles acreditando que são de suma importância... - Eles, provavelmente, tiveram algum problema na educação e não aprenderam o que quer dizer RESPEITO... Eles, muitas vezes, somos nós... - Falo de nossa auto-exigência.

Será que nossos filhos "concordam" com a maneira como os educamos? Será que existe UMA maneira certa, ou A maneira certa? Existe o CERTO? Me questiono muito isso. Mas, existe o MELHOR que podemos fazer e é o que a gente pode fazer.

Sempre há quem acredite, piamente, que deu a educação mais perfeita para os filhos. Até eles crescerem e dizerem: "não, não foi... eu não gostava de... e hoje, posso fazer o que quero...". Isso deve ser uma bomba para qualquer mãe/pai! Mas, cabe a cada uma de nós compreender que a educação que recebemos foi a que puderam nos dar. A educação que passamos é a que podemos e temos em nós, em nossos valores, em nossas crenças... como referência de CERTA.

Uma amiga me disse - e ela, para mim, é uma referência de pessoas, viu?! - que tem consciência que "erra" e muito com os filhos - eu, cá entre nós, não acredito... mas, quem vai saber disso, são os filhos dela... não eu -, porque a gente já erra muito como ser humano, como mãe, a gente erra muito mais e, como ela me disse: "porque não erraíamos?". Ela falou para os filhos: "quando vocês crescerem, o que não gostarem de como os eduquei, joguem no lixo e andem para a frente... " - risos. E é verdade. Eles crescem, como nós crescemos. Vão tocar suas vidas, como nós tocamos. Aí, sim, por "melhor" que tenha sido a educação esmerada que demos, caberá a eles "julgar" se foi CERTA ou ERRADA... Julgar é uma  palavra muito pesada, talvez, colocar na balança... avaliar...

Enfim, cada um traz em si sua essência única. Talvez, a maneira como eu eduque meu filho não case perfeitamente com a essência dele... Entretanto, como MÃE e RESPONSÁVEL, EU preciso tomar decisões e fazer escolhas. Quem vai me dizer o "quê" e "como" fazer? EU. Apenas eu. Ninguém pode tomar essa decisão por mim - mesmo que tentem, que se "metam", dêem pitacos, críticas, sugestões... - apenas EU.

Mas, será que, na prática, é fácil para a gente - MÃE - admitir que ERRA com o filho? Não, não é. Será que temos consciência de que erramos ou onde erramos? Não é simples assim. Educar um filho é muito complexo, apesar de perfeitamente natural e possível. O que eu comecei a reletir foi que, se eu sei que vou errar - se já não estiver errando -, o mínimo que posso fazer é ser HONESTA comigo e com meu filho. Outra coisa, o que vem a ser CONSCIÊNCIA DE QUE ESTÁ ERRANDO? Não sei se existe isso. Talvez, no âmbito mental, teórico, filosófico... a gente possa abrir a boca e argumentar, mas, na prática, na nossa vivência diária, isso é possível?

A gente não sabe acertar com a gente mesmo sempre, imagine com um filho, que por maior e mais forte o amor que nos una, é outro ser?!

Responda, rapida  e sinceramente:

- QUAL O MELHOR HORÁRIO PARA A CRIANÇA DORMIR?
- FAZ BEM DORMIR A TARDE?
- MELHOR HORÁRIO PARA ESCOLA: MANHÃ, TARDE OU NOITE?
- QUAL A MELHOR, MAIS PERFEITA E MAIS COMPLETA ALIMENTAÇÃO?
- COMO FAZER O FILHO COMER TUDO E GOSTAR DO QUE COME?
- QUAL O MELHOR HORÁRIO PARA O BANHO? QUANTAS VEZES AO DIA?
- QUAL O MELHOR SABONETE? COM OU SEM PERFUME?
- QUAL A MELHOR EDUCAÇÃO FORMAL? QUAL MELHOR ESCOLA?
- MELHOR BABÁ, CRECHE OU CASA DA AVÓ?
- MÃE PODE TRABALHAR NA RUA OU MELHOR SER DONA DE CASA E MÃE?
- COLOCAR EM ALGUM ESPORTE: NATAÇÃO, KARATÊ, CAPOEIRA, FUTEBOL, BALÉ...
- AI, E O REFORÇO ESCOLAR? BANCA, KUMON...
- COMO DIVIDIR O TEMPO DA CRIANÇA PARA QUE ELA "APRENDA" E SEJA CRIANÇA?
- COMO NÃO SOBRECARREGAR MEU FILHO E MANTÊ-LO ESTIMULADO?
- COMO ESTIMULAR SEM SOBRECARREGAR?
- É MELHOR SEGUIR A VOZ DA CIÊNCIA, DA INTUIÇÃO OU O QUE "DIZIA MINHA AVÓ"?
- MINHA INTUIÇÃO É NEUTRA OU INFLUENCIADA POR TUDO EM MIM - INTERNA E EXTERNAMENTE????
- O QUE MINHA AVÓ FALA(VA) É EXPERIÊNCIA DELA OU ACHISMO?
- A CIÊNCIA, CADA HORA DESCOBRE UMA COISA NOVA, QUE CONTRADIZ A OUTRA E TODAS COEXISTEM... COMO SABER O QUE OUVIR E SEGUIR????? ...

Essas perguntas são infinitas e constantes. Responder cada uma requer uma habilidade acima do normal. Tanta coisa influencia, interfere, modela... cultura, religião, meio social, situação econômica, ambiente familiar... arquétipos, estereótipos, conceitos, preconceitos, tabus, medos, traumas, frustrações... buracos... expectativas...

Quando pontuamos um problema, parece que ele é único e fato isolado. Quando nos permitimos olhar de um panorama geral, a gente vê é o todo. Como equilibrar e lidar da melhor maneira com TUDO AO MESMO TEMPO, como é na vida de qualquer pessoa? Por isso que é tão fácil falar e tão complexo agir! - deve ser por isso que tanta gente fala do outro... para não se ocupar consigo... - risos.


Será que ser mãe é ter resposta para tudo e todas as infindáveis perguntas? Alguém é capaz disso? Interessante é que a gente pode estourar diante de tanta pressão, mas, a gente não surta o tempo inteiro. Porque, olha, vou te contar, é muta coisa que mãe administra, viu?! E, apesar de tantos entraves naturais, artificiais, mistos e sintéticos - risos - a gente sabe e sente o que é AMAR! Errando, acertando, gritando, chorando, cantando, sorrindo, brincando... a gente AMA esses pequenos notáveis. Qualquer "perda", falta, ausência, problema... é nada para eles, tudo é superável - até eles crescerem, assim como nós... Por que deixamos essa lição tão linda passar? A gente cresce e tudo desaba a todo instante. Como recuperar esse bom senso e leveza da infância para evoluirmos e crescermos como gente?

Quantas vezes tapamos nossos "vazios" com eles? E, quantas vezes temos real consciência disso? À medida que conseguimos enxergar com clareza e sem culpa, aí, sim, a gente pode mudar o rumo e retomar o caminho. E, para isso, HONESTIDADE E RESPEITO, sempre.


SER MÃE É... FAZER O MELHOR QUE SE PODE FAZER, PENSANDO NO MELHOR PARA O FILHO, MESMO QUE, NO FUTURO PRÓXIMO, ELE OPTE POR JOGAR TUDO NO LIXO - risos -  E SEGUIR EM FRENTE. E nós? Ao lado deles, sempre!

SER MÃE É SABER ACERTAR, MESMO ERRANDO!




Saudações maternais,

Pat Lins.

terça-feira, 6 de julho de 2010

FALANDO UM POUCO SOBRE DPP - DEPRESSÃO PÓS PARTO

O depoimento abaixo escrevi para fazer parte da série "O Primeiro Ano de Maternidade Não é Um Carrossel" - ENQUANTO ESPERAMOS, um blog maravilhoso que a blogosfera me permitiu conhecer. Através do blog aliado ao universo materno, tenho conhecido pessoas lindas e fantásticas, sempre com algo de bom e edificante a acrescentar.

Foi com dor e prazer que escrevi o texto, para tentar levar a outras mães de primeira viagem a mensagem de que é difícil, sim, mas, a gente supera. Se a maternidade em si já é algo complexo, agravada por uma DPP é um buraco aparentemente sem fundo... Sei que muita gente não me compreendeu/compreende, mas, hoje, me esfoço para compreender que as pessoas são o que são e como podem ser, já sendo... afinal, se pudéssemos fazer/ser melhores, já o seríamos... podemos, sim, nos tornarmos melhores e, aí, seremos.

Enfim, vale a pena dar uma conferida no blog ENQUANTO ESPERAMOS e saciar-se um pouco com a sensibilidade e consciência da Carol - íntima, já - risos. E divulgar seu blog, que fala do quanto podemos aprender ENQUANTO ESPERAMOS.

Postei o depoimento aqui, porque devia isso ao "Mães na Prática", falar um pouco mais da minha prática em ser mãe e me aprender a cada dia, bem como do que foi para mim ter vivido a DPP. O depoimento é um resumo mínimo e com mais beleza do que a realidade foi...

Segue, agora, meu depoimento:

primeiro mês de Peu

Era uma vez um primeiro ano e, depois, apesar de tudo e muito mais, ainda somos felizes sempre!!!



Ao descobrir-se grávida, imediatamente, a mulher se apresenta a uma nova mulher, uma nova realidade, um novo ser. Realidade esta que nos é apresentada como o auge, plenitude e máxima realização de e para toda mulher. Isso lá tem suas verdades... como tal, apresentam vários ângulos, nuances e outras verdades coexistentes. Uma delas é que para curtir o amor pela cria, o ambiente não se transforma em algo tão fácil, bonitinho e sempre perfeito. Associado ao ajuste de vida do rebento, vem nosso desajuste e reajuste... Costumo descrever esse “primeiro” “encontro” entre nós, as mães com o(s) filho (s) como uma colisão entre mundos, onde, por melhor, mágico e mais bonito que seja, geram alguns abalos.

Se para toda mãe esse momento sublime já vem acompanhado de dificuldade e só a força do amor indescritível pode explicar como “sobreviver” a tantas ambigüidades, imagine para as mães, que, como eu, deparam-se com um fator surpresa, nada gratificante, que é a DPP – Depressão Pós Parto. Céu e “inferno” se encontram e nessa berlinda, o caos impera e o desespero se manifesta em escalas macro e microamibientais. Nesse momento, apesar de toda alegria que se sente e quer explodir, uma tristeza amarga, crônica e, aparentemente, infinita se instala e domina o ambiente. Ver seu filho chorar de fome, porque está de cocô ou com a fralda molhada de xixi são tormentos insuportáveis, mesmo sabendo-se ser natural. Enquanto razão grita que “é assim mesmo, a criança está se ajustando ao mundo aqui fora. Vai passar”, o buraco escuro e íngreme onde estamos caindo sem parar dispara o alarme de incêndio e desespero, abrindo fogo cerrado e a guerra começa. Isso, só considerando o “meu” mundo interno. Tudo vira dor, culpa, amargura, escuridão, queda... infinita ausência de expectativa e destruição de tudo que havia, de tudo que há e de tudo que haveria... Todo instante se torna eterno instante de vazio. Um buraco se abre, se abre e se abre... Me questionava: “em meio a tanto amor que recebo, tanto amor que tenho para dar e que explode em meu coração, porque a dor é tão maior e mais forte?” E isso me gerava culpa e culpa. Precisei parar de amamentar e a culpa aumentava. Cada fase daquele primeiro ano foi marcada por lutas, quedas e subidas. Só quando aceitei “A” verdade de que estava “doente” – seja lá qual fosse a origem – comecei a entrar no processo de voltar a enxergar. Com muito pouca lucidez, cuidava do meu filho diretamente. O amava e me sentia tão pequena perto dele. Cada fase em que ele “crescia”, eu crescia junto, debaixo de lágrimas e dor intensa em cada esforço. Permitir que aquela luzinha da inocência, chamada Pedro Henrique, me iluminasse com toda sua perseverança – todo bebê vem com imensa força e capacidade de superação... são desbravadores natos e guerreiros naturais – foi uma escalada sobre as feridas abertas em minh´alma, que sangrava e gritava a cada vontade de me erguer. Não podia perder o foco de recuperar e reconstruir toda ruína que era EU, transferindo para aquele pequeno ser essa carga e responsabilidade.

O primeiro ano é o mais difícil, porque nele cada dia equivale a meses ou anos. Cada dia uma mudança, um aprendizado intensivo, uma nova fase para a criança e para nós, mães. Vivemos a linha limítrofe entre dor e superação a todo instante e cada vitória vem regada a satisfação de ver nossa sementinha germinar e crescer. Passamos a sentir cólicas que não doem em nosso corpo; a engatinhar com eles; a sentar; a andar; a encarar o novo a cada novo segundo. A minha primeira grande batalha foi superar as dificuldades naturais com as “impostas”, pelo acaso, destino, hormônios, genéticas, distúrbios... naquele primeiro ano. Hoje, digo que aquele foi o primeiro ano do resto de nossas vidas. A DPP não interferiu e machucou apenas a mim, mas, a todos os envolvidos, principalmente, ao filho recém-chegado ao mundo. Se uma mãe se emociona com o primeiro: “mama”, eu me emocionei ainda mais, porque “acreditava” que ele não me reconheceria como “mãe”, porque eu não era a imagem perfeita da Santa Mãe que a tudo suporta, supera e compreende. Eu era a imagem de um ser humano destruído e me colocava como “desqualificada”. Olhar para mim, naquele primeiro ano – até meados do segundo... como interrompi o tratamento, durou mais do que se “esperava”. Uma depressão mal curada é pior do que uma recaída – era o mesmo que ver uma cidade destruída por um tornado. Para meu filho, noites e dias eram apenas instantes entre acordar e dormir no claro e no escuro... Para mim, era a perpetuação da dor interminável – me permitam a redundância.

As oscilações de humor doíam como facas apunhalando meu coração e minha mente disparava uma condenação perpétua por cada momento mal vivido... Mas, algo aconteceu naquele ano, que me tocou tanto e me ajudava muito, a alegria pura de Pedrinho. Parecia que ele não se deixava atingir pela angústia e reagia com a mais pura demonstração de leveza: seu sorriso e olhar brilhante. Então, vi que eu não era só lado ruim, eu ainda carregava em mim minha essência, a “Patricia” que sempre fui e que queria emergir nova e renovada. Essa “Patricia” precisou reaprender a engatinhar, andar, falar e, acima de tudo, SORRIR. Não foi a melhor aula que tive em minha vida, ao menos, não através da didática imposta pela dor, mas, com certeza, aquele primeiro ano foi a maior lição de toda a minha vida.

Se alguma mãe ou pessoa envolvida num processo similar estiver lendo este depoimento – não muito específico, porque ainda carrego muita dor... algumas feridas/seqüelas foram abertas e hoje, após 3 anos e 9 meses do parto, estão sendo devida e conscientemente bem tratadas – por favor, redobre a força do amor e compreensão – nada é exato e linear – e se esforce para “calar” a boca do orgulho, do julgamento, da razão sem razão... lembre-se de deixar passar, aceitar-se doente e, por isso, terapia – com profissional competente e humano - é um bom caminho, e, acima de tudo, repita para si: A DOR SÓ DÓI ENQUANTO ESTÁ DOENDO... DEPOIS, PASSA! E deixa a dor passar. Talvez nunca vá saber, exatamente, o ponto, a origem da DPP, mas, mesmo em busca constante para essa resposta, me entrego ao esforço diário de viver cada instante e aprender mais sobre mim, em busca de me libertar e redefinir como ser humano, resgatando os bons valores e levando-se a sério e como possíveis de viver, sim. Tudo passa! E o que a gente não deixa ir, vai passando e levando mais do que deveria.

Saudações maternais,



Pat Lins.

sábado, 3 de julho de 2010

MANIFESTANDO PELAS MÃES - GRUPO CRIA - manifesto pelas mães I


Engraçado o quanto somos seres amados e especiais, mas, curioso como há um estereótipo irreal e inatingível de que MÃE é perfeita, sempre!

Este post é de caráter de divulgação. Um dos papéis da blogosfera é esse, levar, trazer, misturar... propagar a corrente do bem que o universo materno é capaz de desenvolver.

Eu costumo falar que nossa perfeição está em nossa imperfeição e, ainda assim, assumirmos um papel de super, sem super poderes. Nossas forças, muitas vezes, emergem da falta de força. Parece que no limite, a gente ultrapassa, até, nossas limitações. Mesmo que através de gritos, desgastes e empurrando com a barriga.

O "MANIFESTO PELAS MÃES" é mais um movimento do GRUPO CRIA, pela propagação da importância e necessidade da maternidade consciente.

Acontece, muitas vezes, que não temos consciência do que é m(p)aternidade e a real importância enquanto educadores e "gestores" de um novo ser. Desse ser, carregamos parte da responsabilidade por sua formação, desenvolvimento do "bom caráter" e propagação de valores como base.

Seguem abaixo as imagens da "campanha" para nós, mães, reafirmarmos que temos importância por sermos mães, mas, acima de tudo, por sermos HUMANAS:









No site do GRUPO CRIA tem um texto/manifesto lindo e digno de ser lido pelo maior número de pessoas possível. Visite e leia!

O "Mães na Prática" assinou o manifesto e publica aqui, no blog, o material de divulgação da campanha.

Na prática, toda mãe merece muito mais do que carinho, merece apoio e compreensão como todo ser humano! O "Mães na Prática" acredita que educar e "construir" um novo ser, só faz sentido real, na prática, se houver coerência e honestidade no que passamos. Portanto, nós, mães, pais e afins, precisamos redefinrmos a nós mesmos, para dar o tom de verdade, através da verdade.

Infelizemente, não existe fórmula mágica e certa para tudo, para conduzir nossas ações, mas, nosso caminho e esforço já é uma fórmula, a NOSSA FÓRMULA e, cada uma, tem a sua.

Saudações maternais,

Pat Lins.


quinta-feira, 1 de julho de 2010

SER MÃE É PADECER NO PARAÍSO

Olha, de todas as máximas que tentam descrever o que é SER MÃE, esta é a que consegue resumir sem suprimir: SER MÃE É PADECER NO PARAÍSO.

Se, hoje, lutamos por uma m(p)aternidade consciente, comecemos sabendo que ser mãe não pinta o mundo de rosa ou azul, como o quarto do bebê. Toda beleza consiste em compreender que vamos viver uma realidade diferente, apesar de tão disseminada e comum: a realidade do nosso mundo pessoa, mulher, profissional, esposa... coexistindo com o mundo supremo MÃE e com o(s) mundo(s) do(s) filho(s). Poucas mães da geração anterior se permitem informar que a maternidade é tão difícil e desafiadora como qualquer outra novidade. Que como tudo que é novo, assusta e traz suas condições. Diferente de qualquer outra escolha - sim, os filhos do "descuido" e do "acaso" também são escolhas... quem não usa preservativo ou algum método contraceptivo já está fazendo uma escolha - que façamos na vida, a maternidade não tem volta... não é permitido arrependimento - e, bem verdade, nem cabe se arrepender - e assumir parte responsabilidade da evolução de um novo ser é praticamente nossa obrigação. Entretanto, todos os pontos maravilhosos e mágicos vêm juntos no pacote, onde aprender a amar, antes mesmo de conhecer, nos guia sempre.

Após o nascimento da mãe, o acoplamento dos mundos gera abalos fortíssimos, mas, é nesse momento que aprendemos que di(poli)cotomia passa a ser nosso primeiro nome e essa condição irá nos reger por toda a vida. A gente entende o que quer dizer "viver o aqui e agora" a todo momento. A gente começa a ser capaz de ver uma linha tênue, porém real e significativa, de que existe uma enorme diferença entre ser e parecer; entre teoria e prática. E vê que real e imaginário são sinônimos, porque o mundo passa a ser regido pelo universo lúdico - e, muitas vezes, depois que eles crescem, a gente esquece de entrar numa nova realidade, que nos coloca em nosso próprio lugar... que é quando estaremos ao lado deles para sempre, mas, eles precisam seguir, assim como nós seguimos.

 A gente se cansa, sim. Se aborrece, sim. Perde o controle, sim. Mas, quando a gente deixa isso tudo passar, a maior parte do tempo é iluminada pela presença de uma semente germinando a cada dia, bem diante dos nossos olhos e, por mais que esteja fora de nós, temos a capacidade de sentir o bater dos seus corações, como se fosse em nossos peitos. Podemos sentir escorrer as lágrimas que ainda nem desceram, como se saíssem dos nossos olhos. Podemos rir com suas gargalhadas, sentindo o vibrar de sua alegria. Um filho é o maior tesouro que podemos ter, mesmo não sendo propriedade nossa...


E é por isso que ser mãe é padecer no paraíso, porque a gente ri de angústia e medo, chora de alegria e emoção, mas, também, a gente ri com muita alegria, chora de dor, teme e sente tudo ao mesmo tempo e só outra mãe, por mais diferente que seja, é capaz de saber do que estamos falando. A gente padece porque as dificuldades não deixam de existir e a realidade não vira uma mar calmo e tranquilo, com dias de sol ameno e noites fresquinhas todos os dias... Infelizmente, as portas precisam ser trancadas; nem todas as contas conseguem ser pagas; nem sempre sobra dinheiro para aquele passeio tão desejado; nem todos conseguem realizar o sonho da casa própria - e muitos vivem em condições periclitantes -; nem todo dia é sábado; os contratempos continuam; as cobranças não diminuem; as diferenças e divergências nas convivências diárias ainda precisam ser administradas; comida não pula do fogão pronta; a casa não aparece arrumada sozinha; as roupas só saem da máquina de quem tem; o ferro precisa de uma mão humana para estar por cima das roupas; os brinquedos espalhados precisam ser reorganizados; estabelecer limite e disciplina é papel chato, mas, cabe a mãe - e aos pais, também...; os intrometidos não deixam de existir; febres surgem quando estamos exaustas; dentes incomodam para nascer; dentes incomodam depois que nascem... a lista é interminável de fatores que colaboram e estimulam e dos que são verdadeiros obstáculos constantes e, muitos, quase intransponíveis. Mesmo assim, só sendo mãe para saber o prazer que dá superar cada um desses desafios. Cada mãe ao seu jeito. Cada mãe com sua história de vida. Mas, todas as mães com um órgão anexo ao coração que consegue ser mais importante e vital do que ele, que é a presença desse(s) pequeno(s) ser(er) em nossas vidas.


O paraíso é quando a gente deixa passar todas as intempéries e consegue curtir. Sentar no chão e jogar aquele joguinho chaaaatttoooo, mas, que para ver um olhinho brilhando e entretido com tanta devoção e felicidade por nos ter ali, a gente senta, joga e ainda se diverte.

 
Padecer no paraíso é isso: nascer e desfalecer todos os dias; dia após dia; todos os dias do ano; durante toda a vida! A gente passa a entender um pouco mais o que significa vida porque ela passa a ser mais intensa e cheia de emoções - de todos os tipos... risos - para sempre! 


A gente carrega tanta expectativa, que quando eles nascem, nossa, sonhamos com aquele que vai descobrir a cura para todos os males... Na verdade, muitas vezes, a gente espera que eles sejam quem não fomos... A gente não deixa de ser complexa, caracteristcazinha infame de nós, seres humanos, porque nos tornamos mães. Não é a criptônita que irá nos destruir, é a realidade - se a gente deixar, claro - e a verdade de sabermos que não somos super, mas, precisamos ser supers.

A gente aprende com eles mesmos, a melhor maneira de cuidar deles, de nos doarmos... mesmo que entre em conflito com nossa realidade. Levamos um tempo de ajuste. Algumas mães mais rápido, outras, com um pouco mais de tempo. Cada uma tem seu ritmo, sua história de vida, seus anseios, suas frustrações, complexos, virtudes, valores...; cada criança tem seu temperamento... Uma lição que poucas de nós apreende é a do respeito às diferenças... mas, isso, é questão de cada pessoa... a gente é obrigada a mudar, porque nossa vida muda por completo. A gente nasce outra vez. Recomeça e reaprende com a nova realidade. Crescemos com nossos babies. Mas, continuamos sendo quem já éramos. Quando a gente conseguir educar com equilíbrio e harmonia, aí sim, poderemos dizer que alcançamos a plenitude e a perfeição. Porque ser mãe é o caminho para o paraíso! Detalhe, o caminho a caminho e caminhando dia-a-dia.

Como tudo na vida, a gente vai viver vários lados... mas, sendo mãe, tem uma coisa indescritível que faz tudo parecer diferente. E quando a gente consegue fazer esse "parecer", ser, a gente alcança o verdadeiro nirvana, que, muitas vezes, podemos chamar de paraíso! E, é nesse momento que as cores explodem e tudo que estava cinza passa a mostrar seu lado encantador. O paraíso a gente constrói, como qualquer escolha que fazemos em sermos felizes, independente de qualquer coisa. O paraíso é a superação. Aliás, a pós superação! Afinal, o que é fácil nessa vida? E ser mãe, é sempre uma nova história para começar!

Saudações maternais,

Pat Lins.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

"O TEMPO DE ESPERA" - BLOGAGEM COLETIVA

Como tema proposto pelo blog ENQUANTO ESPERAMOS, para uma blogagem coletiva, o "Mães na Prática" encarou o delicioso desafio de participar desse "evento" e vai falar sobre "O Tempo de Espera".

Bom, ainda não sei como começar, porque eu, Patricia, simplesmente, não sei esperar e não faço outra coisa na vida, que não seja ESPERAR... Como o "Mães na Prática" fala sobra rotina prática de ser mãe - associada a todas outras personas, facetas e "funções" da mulher, que, por si só é poliapta - onde, em nossa realidade, enquanto esperamos, algo estamos fazendo. No "A DOR SÓ DÓI ENQUANTO ESTÁ DOENDO..." vou falar mais de "Patricia" e a relação com esse tempo interminável em minha vida que é "O TEMPO DE ESPERA".

Toda mãe já nasce mãe esperando. O tempo de espera de uma mãe começa logo após os primeiros sintomas - ou sensação - de que tem algo diferente dentro dela... e, vem logo a dúvida: "será que estou grávida?". Depois, segue durante toda a gestação.  Depois, por toda a vida...

Como mulher, penso eu, mesmo que não tenhamos muito tempo para planejar e/ou cogitar uma gravidez - seja por estar solteira; seja por não ter estabilidade financeira; seja pelo projeto de, antes de pensar na maternidade, desejar realizar o máximo de sonhos que puder... - a gente respira uma quase obrigatoriedade e/ou certeza de que seremos "mãe". E esse tempo de espera nasce com a gente... sempre tem sempre alguém esperando que a gente dê continuidade ao "papel" - na verdade um arquétipo que, hoje, através do grito de cosnciência, as mulheres revêm, mas, não tem outro jeito, a única maneira de perpetuarmos a espécie é através da gente e isso, sim, ainda é nosso maior contato com Deus e com os mistérios da vida... somos AS escolhidas para "brincar" de MÃE natureza - de trazer um novo ser ao mundo.

Na verdade, a gente cria a expectativa maior, creio eu, pelo fato parir um novo mundo, dentro do nosso e dentro do Mundo. A gente tem a incumbência de germinar uma sementinha em nosso ventre que sai como sementinha e só brota aqui fora... Daí, nosso tempo de espera passa a ser o de ter o melhor tempo para regar adequadamente, com muito amor, carinho, limites e tudo mais que envolva educação, proteção... Nesse novo tempo, a esperança é que nossa sementinha se torne um bom fruto...

A questão maior é que, quando a gente conclui o tempo de espera do parto, quando a gente carrega nosso baby no colo pela primeira vez, outro tempo de espera começa... o tempo de esperar o melhor. O tempo de espera eterno! Toda mãe, na prática, "padece" dessa virtude de esperar por toda a vida.


Esperamos que nunca fiquem doentes e, qaundo ficam, esperamos e nos entregamos à cura; esperamos que durmam a noite toda, para que recuperemos nossas forças físicas e vitais, mas, precisamos continuar esperando, porque depois que eles nascem, a gente vive a transição para um tempo completamente diferente e acronológico, para sempre. Cronologia é algo que serve apenas na contagem para as festas de aniversário - que, nisso, toda mãe é igual, mesmo sem verba disponível, deixamos de fazer uma coisa aqui e outra ali e a festinha sai. Esperamos que os primeiros dentes saiam e sofremos por saber que precisamos esperar o tempo cumprir seu papel magistral e acompannharmos o "sofrimento" da criancinha. Esperamos o engatinhar, engatinhando com eles. Esperamos os primeiros passos, segurando firme as mãozinhas deles, dando o primeiro apoio. Esperamos que eles se adaptem ao primeiro dia de aula e assim o fazemos até a colação de grau da faculdade... Mas, desde o início, esperamos, ansiosas, pelo primeiro sorriso, depois, pelo primeiro: "mama".

Esperamos cada fase, revivendo cada fase e compreendendo mais nossas mães. Só aí entendemos porque elas nunca dormiam, nos esperando chegar em casa, estarmos bem... para, então, elas respirarem "um pouco" aliviadas. Enfim, elas - agora nós também somos "elas" - nos entregamos ao eterno tempo de esperar sempre o melhor no que diz respeito aos filhos. Curioso é que, desejamos que cresçam logo, mas, quando crescem, desajmos que sejam crianças de novo... Afinal, quando eles crescem, outro tempo começa - para nós e para eles... Nós também crescemos e navegamos nossas vidas. Sabendo que nossos pais sempre serão nosso porto seguro e que, seguindo a lei natural, nós, futuramente, seremos o dos nossos filhos...

O tempo de espera de uma mãe, na prática, é diário, ou a  cada segundo. Na verdade, vivemos à espera e, ENQUANTO ESPERAMOS, vivemos, refletimos, aprendemos, trabalhamos - em casa ou fora -, nos cansamos, "descansamos", sofremos, gritamos, sorrimos, choramos, nos alegramos, comemoramos, ensinamos, nos surpeendemos... sempre estamos fazendo algo, porque, nessa nova realidade nova, tudo sempre acontece, está por acontecer e vai acontecer...

Sendo mãe, a gente se acostuma a esperar - sem parar. A gente já respira a certeza de "o que virá", porque, com certeza, em se tratando de filhos, surpresa é algo certo.


Mas, para quem tem apenas um filho, como eu, quando ele começa a crescer, começa outro tempo de espera - além de todos citados acima, que têm a ver com seu desenvolvimento - natural, mas, que nem sempre é possível e, em muitos casos, por "prudência" - quando a gente estabelece alguns critérios de "qualidade de vida" e conhecendo nossa realidade, limitações e limites... prudência é encarar os fatos - fica só no tempo de espera, que é o próximo filho...

O meu tempo de espera, agora, é saber quando ele vai diminuir as traquinagens, porque eu vivo de susto... e, espero, quando vou conseguir respirar aliviada... se é que isso será possível, porque, "crianças crescidas, trabalho dobrado", né isso?! - risos.

Toda mãe, na prática, enquanto espera, vive e sobrevive!

Saudações maternais,

Pat Lins.


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