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domingo, 11 de setembro de 2011

"PAI, EU TÔ SENTINDO UMA COISA AQUI NO PEITO QUE NÃO SEI EXPLICAR..."

Aproveitamos a úlitma semana para curtir um Hotel Fazenda maravilhoso, onde todos - eu, Peu e marido - pudemos curtir.

Lógico que quem mais aproveitou foi nosso pequeno. Inclusive, ele fez uma amizade tão linda e emocionante, que precisei registrar aqui, para que, no futuro, lendo este blog, veja um pouco mais sobre sua infância, além dos meus desabafos de sua aceleração... (risos). Lá, ele conheceu uma linda garota, que chama carinhosamente de Lou e se encantou. Não posso deixar que minha racionalidade de adulto queira definir ou conceituar tamanho sentimento numa palavra. Eles brincavam juntos numa entrega e cumplicidade muito linda e livre de qualquer preocupação com o que significa aquilo, apenas, estavam juntos, brincavam e queriam estar juntos o tempo inteiro. Corriam de mãos dadas, livres e felizes. Seja lá o nome desse sentimento, é lindo, forte e muito puro. 

Já em casa, após 5 dias juntos, ao tomar banho com o pai, ele começou a chorar e disse: "Pai, eu quero falar com Lou. Tô com saudade dela. Tô sentindo uma coisa aqui, ó pai - subia e descia o dedinho entre a altura do estômago e  peito - que eu não sei explicar..." Eu precisei telefonar - sorte que troquei o telefone com a tia dela - e deixá-los falar, ao menos, para dar um boa noite. Ele ficou tão emocionado que nem sabia o que falar e mandava ela mudar o canal para ver Faustão... Depois, desligou o telefone, todo nervoso, sem saber o quê fazer. Antes de voltarmos, ele procurou algo no carro e saiu com um carrinho de plástico que encontrou e deu a ela, para que ela lembrasse dele. Ela, por sua vez, guardou com carinho entre seus pertences.

Gente, tem coisa mais linda do que sentimento puro? É isso que falta na gente, essa ausência da maldade e entrega. A nobreza da cumplicidade e da inocência, ali, de mãos dadas, entre brincadeiras e vontade de estarem juntos, unidos por um feriadão, em meio ao "acaso", e ali, se instalou um forte amizade, união, entrega de almas. Foram cúmplices da alegria e da diversão de ter alguém especial com quem compartilhar. Daí, me vi, como a maioria dos adultos, relacionando aquilo com amor de casal, quando eles viveram apenas um amor desempedido de não ter que conceituar nada, apenas, sentir e viver. Ali, nasceu uma grande amizade, um amor que esperamos que continue a crescer, junto com o passar dos anos. Caso não passe desses dias, Vinicius - de Moraes - terá ainda mais razão: "QUE SEJA ETERNO, ENQUANTO DURE". Isso é viver o aqui e agora, apenas cada momento, entregue, livre de ter a obrigação de se enquadrar em algo, apenas, o verbo: ser. Sendo felizes, naquele instante. O instante não é breve, ele é, em sua totalidade, o tempo necessário. O instante é que importa, porque o depois, depende dele. 

Daqui para frente, só mesmo o tempo e o que faremos dele ou com ele, para dizer. Só os próximos instantes é que contam. Toda eternidade está ali, aqui, na hora em que acontece. 

Nesses dias, precisei repensar tanta coisa, e, em meio aos meus instantes, eis que me vêm duas figurinhas me dar um lição de moral: pode não pegar celular, pode não ter internet, mas, quando se tem algo sincero e verdadeiro, o resto é apenas algo que não faz falta, porque tudo está ali: no aqui e agora. O resto fica para depois, para a hora que voltarem à rotina. 

Eu, simplesmente, parei e curti a curtição deles. Não furtando deles o que só era deles e para eles, mas, a lição que as crianças nos passam e nos lembram daquilo que esquecemos no dia a dia e passamos todo o resto do tempo como se fosse todo o tempo. 

Que fique essa lição, onde, daquilo que não se sabe explicar, vive o inexplicável sentimento do gostar, do apenas querer ver, falar ou saber se está bem alguém a quem desejamos todo o bem e que a companhia nos faz bem! Lembrei dos meus amigos de sempre. Hoje, não andamos de mãos dadas, nem abraçados. Nos encontramos quando o "tempo" do nosso tempo dá, permite ou em datas comemorativas. Não corremos e vivemos o ócio produtivo de nos curtirmos sem demais preocupações, sem demais conceitos, sem nada que ultrapasse a linha do estar junto e entregue ao mometo, cúmplices do instante mágico da eternidade de cada momento. Isso sim é. É e pronto. É e nada mais.

Sejamos, pois, pessoas mais livres de entraves. Não digo ingênuos, a ponto de estar vulnerável... o mundo adulto requer de nós um pouco de alerta, mas, podemos ser mais livres de tabus, preconceitos, formatações... Vivamos a liberdade de sermos mais nós mesmos, sem medo do que os outros vão pensar; sem perder a oportunidade de ser feliz, apenas, sendo e vivendo. Sejamos nossa essência e passemos isso para os nossos filhos. O excesso de pudor pode nos privar da busca sincera e da crença que é possível ser feliz, sim e que todos nascemos para sermos felizes, sim. Precisamos saber até onde é maldade de mentes poluídas e como permitir que nossos filhos vivam esses momentos de cumplicidade, com zelo, sem medos descabidos. Lições de instantes eternizados por sentimentos puros, nobres, plenos, totais e completos, ali, no envolver do que se sente e se pode viver: a felicidade!


Não temamos a morte, nem nos apeguemos apenas às tristezas, vivamos cada instante, com totalidade, com verdade; vivamos a vida! Hoje, 11 de setembro, o mundo lembra que devemos viver e seguir em frente. Hoje, não sei se existem anjos, como imaginamos, mas, o que eles representam estão aqui, dentro de cada um de nós, num lugar onde a gente não sabe explicar a razão, mas, que sentimos com força, com a chave que abre esse caminho: o AMOR! Sigamos em frente, de mãos dadas com a liberdade, sem medo. Que a vida nos conquiste e que nos permitamos ser conquistados por aquilo que realmente importa: AMOR.

Saudações maternais,

Pat Lins.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

EU TINHA UMA WEBCAM, UM MICROFONE... HOJE, EM COMPENSAÇÃO, EU TENHO PEU...

Peu com 9 meses

Este post é um daqueles pots que parecem "nada a ver"... risos. Mas, para mim, diz muito, porque na prática, a gente esquece muitas vezes de ver o lado bom de tudo.

Estava conversando com um grande amigo e irmão por opção, Marquinhos, tentando remarcar uma reunião, por não ter quem ficasse com Peu. Como os outros integrantes do projeto não podiam remarcar e, se protelássemos, correria o risco de "debandar", a reunião ficou marcada e eu participarei através de "vídeo conferência". Chique, né?! Coisas boas que a tecnologia nos permite. A gente vai, mesmo não estando - kkkkkkk.

Detalhe: após solução encontrada, novo problema surge... Eis que eu não me recordava que a webcam está quebrada, o microfone fora babado e, portanto, inutilizado... e me lembrei que havia perdido dois celulares, um armário de banheiro, feches das janelas, o pc por pouco não pifou... Ops! Isso não vem ao caso... ou vem? Talvez. O autor das minhas novelas "era uma vez... eu tinha" é meu filhote amado.

Pois é, antes eu tinha tudo em ordem - quando eu era pequena eu tinha, mas, precisava esconder de minha irmã para continuar tendo, qualquer coisa, porque ela tinha a mania de quebrar, perder, destruir... - e vi que é minha sina! Em compensação, hoje eu "tenho" Peu, que não me deixa faltar nada, só a paciência e a razão - risos. Ele não me deixa faltar alegria, motivo para querer ser melhor... Me falta um monte de coisa, na verdade, mas, ele me faz sentir que já tenho TUDO que preciso: eu mesma.

Só ele tem a capacidade de me fazer entrar em desespero com suas traquinagens intermináveis, mantendo minha taxa de estresse sempre elevada e sem pausa para recuperação, o que causa em mim um descontrole natural e diminuição na capacidade de ser algo próximo de "normal" - risos - e, ainda assim, só ele consegue me fazer rir, tempos depois, do que antes era motivo de reclamação, cenho franzido e voz "grossa" - como ele descreve. Ele me ensinou o que é amar de verdade. Sem fingir, sem máscaras. Amar através dos desgaste do dia-a-dia, de toda fúria pela perda de controle da situação... amar, amar e amar. Muita gente estranha, porque vivo chamando a atenção dele - lógico, mãe também precisa exercer o papel chato de "regrar", dar limites, reclamações... - para quem está de fora, fica o julgamento; para quem está por dentro, o necessário e o que eu, mãe/pessoa, posso e sei fazer; para Peu, mamãe reclamando de novo; para mim, Peu aprontando de novo; para nós dois, situação pontual - ou, situações pontuais, após sequência desvairada... risos -; para nós dois, passado o tempo de chamar a atenção, tempo de dar carinho, sentar no chão e brincar de carrinhos, bolas, montar... criar... a gente se entrega a plenitude em tudo. É, só a gente se entende. E, na prática, para quê mais alguém entender?

minha vidinha: te aaammmooo!!!

Mãe e filho é isso, um binômio eterno regado a dicotomias intermináveis. Mas, guiados e protegidos pelo amor que só essa dupla - ou trio, quarteto... - sabe tirar proveito!

Pois é, eu tinha um monte de coisa que ele quebrou aprontando das suas, mas, tenho outro monte de coisa em mim que só ele é capaz de me fazer lembrar e enxergar. O material se compra, quando der, mas, o que já existe... JÁ EXISTE e está em cada uma de nós: um ser, SER MÃE.

Na prática, eu sou uma mãe na prática como toda mãe, que tinha uma vida e hoje tem duas, pelo menos.

Saudações maternais,





Pat Lins.

terça-feira, 18 de maio de 2010

1º FILHO, 2º FILHO, 3º FILHO...


Faz tempo que queria falar desse assunto "1º, 2º, 3º... filho", mas, por ser um tema do qual não possuo experiência - do âmbito materno - resisti. Tenho a experiência da observação - que, lógico, na ordem prática de quem sente e vive é diferente... - por ser a filha mais velha de três, posso dizer alguma coisa... Fora o fato de conhecer outras tantas pessoas que encararam esse desafio e tiveram mais de um filho. Cada uma por uma razão - e, até sem razão... ou, razão "acidental"... risos. O que me dá um parâmetro - de ordem teórica - sobre a questão.

Algumas mães pensam que só o fato de colocar filho no mundo é ser mãe... De fato é, mas, no sentido pleno da palavra, poucas de nós conseguem ser aquele ser que sabe quem é e consegue estabelecer uma ponte para estimular seu rebento, sem invadir demais ou ser superficial demais... O ponto de equilíbrio que permite ser o filho quem é, sem se doer e/ou temer que ele ganhe o mundo como ser individual e deixando de tapar nossos buracos de carência - se observarmos, fazemos muito isso... normal, somos todos carentes de algo e de algum jeito tentamos "tapar" esses buracos, em vez de construirmos o que falta... Ou seja, ser mãe é respeito a si e aos seus, que não são seus...

Mas, quem é mãe de mais de um filho, como  é? Conheço mães que não sabem  multiplicar o amor, por não saber lidar consigo, e acabam dividindo. Não se divide amor entre os filhos, se multiplica. A opção pela divisão gera ciúmes, invejas e disputas entre os rebentos. Lógico  que considero a característica pessoal de cada ser envolvido - tantas mães multiplicadoras de amor se vêm rodadas com crises de ciúmes entre seus filhos, afinal, cada um traz seu próprio traço.



E não sou o perfil ciumenta. Sou mais devoradora, autoritária... ansiosa... Mesmo assim, minha mãe sempre teve o cuidado natural e espontâneo de não alimentar esse tipo de sentimento entre nós três. Havia um senso de justiça e equilíbrio muito grande em sua educação para conosco. Apesar de recebermos a mesma educação, a maneira como apreendemos foi diferente, assim como somos diferentes, mas, ao mesmo tempo, parecidos. Viu, todo ser humano é assim, resultado de um monte de coisas legais e outras nem tanto... mas, somos todos dotados da mesma capacidade e característica de sermos melhores.

Recebi um texto muito bem humorado a respeito dessa questão da ordem de nascimento dos filhos. Fora um texto brilhante que li em  O BLOG DO DESABAFO DE MÃE , onde a autora "desabafa" sua experiência e questiona "É MAIS FÁCIL?" ter o segundo filho?  Bom, se e/ou quando eu tiver um segundo filho, poderei dar minha opinião prática...

Agora, sim, me "calo" - risos - para deixar a mensagem falar por si... Infelizmente, não sei de quem é a autoria... quem souber, por favor, me diga, para que possa citar o devido crédito. Mas é muito bom:




"Como diz o ditado, o 1º filho é de vidro, o 2º é de borracha, do 3º para frente é de ferro.



*A ordem de nascimento das crianças*



Irmãos mais velhos têm um álbum de fotografia completo, um relato minucioso do dia que vieram ao mundo, fios de cabelo e dentes de leite guardados.. Já os caçulas penam para achar fotos do primeiro aniversário e mal sabem a circunstâncias em que chegaram à família.



*O que vestir *



- 1º bebê - Você começa a usar roupas para grávidas assim que o exame dá positivo



- 2º bebê - Você usa as roupas normais o máximo que puder



- 3º bebê - As roupas para grávidas SÃO suas roupas normais

*Preparação para o nascimento *



- 1º bebê - Você faz exercícios de respiração religiosamente



- 2º bebê - Você não se preocupa com os exercícios de respiração, afinal lembra que, na última vez, eles não funcionaram



- 3º bebê - Você pede a anestesia peridural no oitavo mês



*O guarda-roupas *



- 1º bebê - Você lava as roupas que ganha para o bebê, arruma de acordo com as cores e dobra delicadamente dentro da gaveta



- 2º bebê - Você vê se as roupas estão limpas e só descartas aquelas com manchas escuras



- 3º bebê - Meninos podem usar rosa, né?



*Preocupações *



- 1º bebê - Ao menor resmungo do bebê, você corre para pegá-lo no colo



- 2º bebê - Você pega o bebê no colo quando seus gritos ameaçam acordar o irmão mais velho



- 3º bebê - Você ensina o mais velho a dar corda no móbile do berço



*A chupeta *



- 1º bebê - Se a chupeta cair no chão, você guarda até que possa chegar em casa e fervê-la



- 2º bebê - Se a chupeta cair no chão, você a lava com o suco do bebê



- 3º bebê - Se a chupeta cair no chão, você limpa na camiseta e dá novamente ao bebê



*Troca de fraldas *



- 1º bebê - Você troca as fraldas a cada hora, mesmo se elas estiverem limpas



- 2º bebê - Você troca as fraldas a cada duas ou três horas, se necessário

- 3º bebê - Você tenta trocar a fralda antes que as outras crianças reclamem do mau cheiro



*Atividades *



- 1º bebê - Você leva seu filho para as aulas de musicalização para bebês, teatro, contação de história...



- 2º bebê - Você leva seu filho para as aulas de musicalização para bebês



- 3º bebê - Você leva seu filho para o supermercado, padaria...



*Saídas *



- 1º bebê - A primeira vez que sai sem o seu filho, liga cinco vezes para casa para saber se ele está bem



- 2º bebê - Quando você está abrindo a porta para sair, lembra de deixar o número de telefone de onde vai estar.



- 3º bebê - Você manda a babá ligar só se ver sangue



*Em casa *



- 1º bebê - Você passa boa parte do dia só olhando para o bebê



- 2º bebê - Você passa um tempo olhando as crianças só para ter certeza que o mais velho não está apertando, beliscando ou batendo no bebê



- 3º bebê - Você passa um tempinho se escondendo das crianças



*Engolindo moedas *



- 1º bebê - Quando o primeiro filho engole uma moeda, você corre para o hospital e pede um raio-x



- 2º bebê - Quando o segundo filho engole uma moeda, você fica de olho até ela sair



- 3º bebê - Quando o terceiro filho engole uma moeda, você desconta da mesada dele."

O texto acima é uma sátira e não, necessariamente, uma realidade, muito menos uma verdade universal! Mas, aborda um tema e passa uma mensagem sobre as fantasias criadas em torno do universo materno.
 Independente da quantidade de filhos, antes de tudo, precisamos nos preparar não para sermos mãe, porque isso é esforço e desafio diário... mas, para ser alguém conhecida de si mesma. Muitas "brechas" em como lidar com a maternidade são desencadeadas pela falta de consciência. Por isso curto tanto o MÃE E MUITO MAIS, que incentiva essa busca pela
m(p)aternidade consciente.

Para tudo o equilíbrio. Para tudo a busca, a identificação a aceitação da realidade e a permissão de sonhar o real e sonhar a fantasia!



Em toda e qualquer situação, o mais importante é deixar germinar a sementinha da mudança, da amizade verdadeira, da união sincera, da entrega do que há de melhor em si, do carinho, da devoção, do compahneirismo, do coletivismo, do individual em harmonia com o social... enfim, só se abrir, mesmo!

Saudações maternais,
  
Pat Lins.

segunda-feira, 15 de março de 2010

XÔ CULPA


Uma forte tendência das mães - e porque não, pais e, quem sabe, família em geral... risos - é carregar uma culpa danada, por não dar conta de tanta demanda.


Falo não só por mim - e nem digo que são todas as mães - fora as que não identificam que estão sofrendo de "culpa"... - falo do que observo e concluo... como é a proposta deste blog, nada aqui é verdade universal... Estamos trocando idéias.


O que me fez escrever este post? Escutar algo do tipo: "hoje em dia os filhos são assim porque não têm limite" - mas, será????? Não vou entrar nessa questão de limite agora, para não embaralhar, mas, a culpa pode se manifestar através de, talvez, não termos serenidade para percebermos que nosso filho pede um freio - mesmo que continue insistindo... ele insiste de lá e eu preciso insistir me mantendo firme de cá... não se trata de uma luta, mas, de um embate entre seres pensantes. Afinal, essa geração vem muito confiante. Coisa que, na geração anterior não existia... Nesse caso, a culpa vem da sensação de fracasso diante da geração anterior... Será que a geração anterior foi tão bem sucedida? Por que, então, desejamos ser e fazer diferente?...


Já escutei comentários que "antigamente era mais fácil" e isso faz com que muitas mães se sintam "culpadas" por não "controlarem" seus filhos como as mães de "antigamente". Dá medo mesmo, eu sei. Assusta encarar a mudança. Ainda mais quando os pais e mães da mudança somos cada um de nós. Mas, cá entre nós, é muito cômodo querer que tudo fique igual se mexemos em tanta coisa. Hoje está difícil, está esse "auê" todo, porque ainda não encontramos o caminho do meio, o da harmonia. Mas, gente, faz parte do processo. Sejamos mais otimistas no sentido de fazermos nossa parte. Cada pequena mudança em cada um de nós, cada auto-avaliação nos fará um pouco mais conhecidos de nós mesmos e,com isso, nossos filhos enxergarão a famosa coerência entre o que falamos e fazemos. Ou, daremos continuidade ao "faça o que eu digo, mas, não faça o que eu faço..."


Temos o poder de escolher como queremos educar nossos filhos, mas, tenha certeza, eles só vão acatar e levar como valor em sua própria vida o que for contundente.


Eu não sou a mãe mais equilibrada... me estresso muito com meu filho, justamente por,também, não ter encontrado o caminho do meio e ele fazer parte dessa geração pensante desde a barriga - risos. Também, não quero dar a educação que recebi, que considero boa, mas, me aprisionou e limitou muito. Taí, tive limite,tanto limite que acabei podada... Meus pais são excelentes e fizeram o seu melhor, mas, gente, todo pai e mãe erra. Não tem esse! Compreender isso me faz sentir menos culpa por não ter o "controle" do meu filho como minha mãe tinha da gente - eu e meus irmãos. Fora que a gente não pode querer que tudo seja igual em fase de tanta mudança.


Muita gente fala da internet como "responsável" por toda essa liberdade. Dúvido que se a internet tivesse o alcance de hoje, em minha infância e adolescência - em minha época não havia o termo "pré-adolescência" difundido... - a gente tivesse essa tal "liberdade" que se questiona hoje. Conheço jovens saudáveis que usam essa ferramenta como deve ser usada. Como também conheço jovens que usam de qualquer jeito e com irresponsabilidade imensurável. Não vou entrar muito nesse assunto, senão, não concluo meu enfoque na "culpa". Pois bem, a internet também não deve ser a vilã. A união, a entrega, a honestidade e o amor podem fazer com que nossos filhos confiem em nós e o medo da internet pode diminuir. Sempre haverá o medo de como educar meu filho a ponto de não temer suas companhias... falta diálogo e confiança - e, em muitos casos, um pouco de desconfiança, por parte do pais... que se permitem ser engados pelos filhos...


Creio que o que falta é o que falei no post anterior, é compreensão e aceitação. A busca pela melhoria e não o insulto a atual geração, como se fôssemos "culpados" pela falta de limite aos nossos filhos. Sim, concordo que muito há de falta de limite - e muito - e casa com a falta de compreensão. Muitttooossss pais e mães, ao meu ver, não assumem tal responsabilidade e nem têm consciência desse fato... ponto negativo. Mas, nem por isso, precisamos nos culpar. É hora de nos entregarmos a busca da solução. Do que adianta apertar a mesma tecla de comparação de gerações se cada uma tem sua peculiaridade? Tudo é consequência de alguma atitude inicial. O lance é levantar a bola para solução. Levantar problema resolve algo? Do que adianta gerar ou alimentar polêmica se não tem algo para resolver? Isso é uma mania da geração anterior - risos - de foco no problema. Agora,não temos tempo para isso - aliás, tempo é algo que muda com o tempo,viu?! Foco na solução! Antigamente, as exigências sociais, econômicas, educacionais... eram outras e a relação de tempo, também. Não levanto a bandeira para mantermos o ritmo estressante da vida atual, mas, que é um fato, isso é! Essa é outra questão que não quero aprofundar, só citar mesmo, porque é necessário pontuar algumas interferências externas que existem hoje e antes, não tinha. Me diga, até década de 90 - ai que horror, a década de 90 foi há 20 anos... risos e parece fazer uma eternidade... tempo, tempo, tempo - mas, sim, na referida década - risos - quem usava cadeira para bebês nos carros? E, nessa época, o mercado de cadeiras apropriadas para os bebês já existia e apontava o sinal de que ia crescer. Ora, afinal, as mulheres condutoras de veículos automotivos aumentam a cada dia e quem vai segurar o bebê?

Tudo interfere em tudo e nada, isoladamente, é causa de tudo: avanço tecnológico; mudança de padrão familiar; desemprego; disparidade social... vários são os fatores "interferentes". Bem como diz a frase do "efeito borboleta" - uma teoria do caos - que "se uma borboleta bater as asas de um lado do mundo, pode causar um tufão no outro lado...". Tudo tem uma interligação e cada ação gera uma consequência. Essa "não" lembrança da realidade das gerações anteriores ainda limitam muito a atual... A sensação que tenho é que alimentar o medo e a obediência como métodos de educação é que dava a nota quando o filho crescia - "viu, aê, te levei na rédea curta e hoje você é uma (a) homem (mulher) de bem". O grau de quanto obedecemos é mais importante do que quanto, de verdade,repetiríamos ou agiríamos se estivéssemos no lugar deles... então, começamos a pensar... e, "de tanto pensar, morreu um burro" - risos.

Hoje, no comando, tentamos fazer do nosso jeito, só que ainda não encontramos o jeito... questão de ajuste temporal e de consciência e auto-avaliação: "como posso fazer melhor?". Remeter a geração anterior só vai aumentar uma dicotomia: "eu não quero repetir os mesmos critérios,porque discordo, mas, me sinto culpada por, mesmo acretidanto que não era adequado, não dou conta de tanta demanda..." E aí?!


Minha sugestão é se esforçar para manter a calma - pelo amor de Deus, manter a calma não me refiro a virar zen - se conseguir, de verdade em em ações, beleza... risos - falo em acreditar e manter a chama acesa de querer fazer o melhor e avaliar tudo: fatores internos - nossos embates, afinal, querer ser diferente exige muito mais do que fazer diferente... - e fatores externos - tudo fora de nós... risos. E mudar. Como? Se vendo, se conhecendo. Admitindo que tem limitações,sim. Admitindo que cansa. Manter a calma não quer dizer que eu não possa falar mais alto, até gritar com o filho, quando chega meu limite - não falo para desencadear um ciclo de gritos e descontrole... eu estou tentando sair, justamente, desse ciclo... - é mantar a calma do tempo. É lembrar que eu não preciso repetir esse erro. É não me culpar por gritar demais e sim, tomar consciência de que grito muito e isso estressa a mim e a meu filho e tentar mudar. Não é fácil. Muita interferência interna e externa. Muita culpa entra na parada, para colocar lenha na fogueira... Manter a calma é acreditar e exercitar a máxima: "foco na solução - o que ou como faço para resolver?" e evitar pendências. Pede perdão ao filho, conversa com ele e segue em frente.


Nada disso é fácil e nem eu estou acima do que escrevi, pelo contrário, faço parte do processo. Toda mãe sempre vai achar que poderia ter feito melhor para o filho e alimentar algum tipo de culpa (seja por ainda não diferenciar o choro da fome com o do xixi... ou, por não conseguir deixá-lo na escola, ao escutar seu chorinho e ter que sair, por saber que ele vai parar... seja por não saber como e quando permitir que ele seja um "adulto", um ser individual e não uma costela nossa... ou, por ter que sair para trabalhar e só voltar à noite... tantos são os tipos de culpa...), por isso que abri esse pensamento, para nos libertarmos. Culpa acumulada, mal-encarada ou desconhecida é um perigo,sempre! Muitas e muitas gerações as mulheres aprenderam a "aceitar" e se submeter. Mesmo trabalhando fora, com direitos iguais, perante a lei, na prática a realidade é outra. E ainda é. Até na maneira como repetimos certos padrões,como "menino não pode ajudar a mãe a arrumar a casa, isso é coisa de menina..."


Vamos ficar de olho em nós mesmas, para nos melhorar, não para nos culparmos de nossos erros. Vamos acertar ou, entrar no caminho de consertar o que já foi feito e vigiar para acertar mais.


Precisamos colocar em prática a teoria da leveza: vamos aliviar! Afinal, na prática, cada mãe é uma pessoa e tem sua própria realidade. Cada geração tem sua característica, suas alegrias, seus dissabores, seus sonhos vividos e não vividos, suas realidades permitidas e não permitidas... abaixo o tabu de assumir a si mesmo! Isso bitola e alimenta esse ciclo de julgar, condenar e massacrar com o argumento de "ter razão"... isso é infelicidade impregnada. Cada uma de nós pode ser mais. Podemos ser felizes e sonharmos com uma vida melhor. E vivermos uma vida melhor.

Hoje os filhos nos incentivam muito mais a sermos felizes, de verdade, e sabe porquê? Porque eles só aprendem com exemplos vivos e reais! Coerência no que falamos, sentimos, agimos e vivemos. O radar dessa galerinha vem mais apurado. Assusta, mas, mais para frente, vamos agradecer. Basta agora a gente fazer algo que valha a pena. Toda essa geração é super ligada e esperta demais! Não tem muito de "meu filho é mais esperto que o de fulana". Parece que eles fizeram um acordo pré-natal - risos - de todos chegarem arrasando a boca do balão, mas, um completar o outro: uns falam demais, outros menos, mas, TODOS, são observadores e sagazes. Os padrões mudaram, não existe mais a "certeza" de que crianças mais caladas são mais observadoras e as mais falantes são menos... Hoje, eles falam e vêem tudo ao redor. E nem a ciência, nem as outras gerações... nem nós damos conta de tanta demanda. Eles enxergam mais do que o que vêem, eles têm a sensibilidade acentuada de escutar os gritos emudecidos por nossos tabus de nossos corações.


A culpa é de ninguém. A solução é de cada atitude. O auto-conhecimento é um bom caminho. O lance é que a culpa destrói e o foco na solução, na reparação, no crescimento, na melhora... constrói. Mas, precisamos nos dar tempo e equilibrar com o tempo cronológico... este pega pesado, passa mesmo! E a gente precisa é construir com as areias do tempo, porque é impossível segurá-las... com as nossas mãos...


VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!


Pat Lins.

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