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domingo, 20 de abril de 2014

PÁSCOA E PERDÃO POR E PARA CRIANÇAS E PAIS


Peu me pediu, como todos os anos, para contar a história da Páscoa e do renascimento de Jesus se "ele apareceu e está entre nós agora, morando onde".

Como todo ano, conto desde o nascimento, passo pela tentação do deserto e chego à crucificação e ressurreição. Mas, o mais interessante é que a história é de fé, amor e PERDÃO, só que ninguém leva isso adiante. Durante tantos anos a queima de judas , bem como "judas" enquanto sinônimo de "traição", de maneira pejorativa, foram mais fortes do que a lição do próprio Jesus.

Quando falei que Jesus foi tentado no deserto pelo diabo, ele disse:

- Eu chutava aquele demônio e o mandava para o inferno!

- Pois é, Peu, é assim que o mal se fortalece: na raiva, no ódio. Chutar ele o daria mais força e poder...

Ele fez a pausa prolongada dele - de quando está assimilando a informação - e pediu que eu continuasse. Cheguei na parte onde o diabo mostra a Jesus que ele seria traído pelo próprio povo que ele dá amor e todos os condenariam, virariam as costas para ele, porque a humanidade é má e cruel, mesmo sem sua má influência. Contei tudo e disse que escutei essa história por minha avó, quando criança e lembrava até hoje. Ele me disse que estava gostando muito, mas que eu adiantasse até a ressurreição, porque senão ele iria dormir... Assim, ele me disse:

- Ah, eu odeio o demônio. Eu ia jogar ele na lava quente; ia dar tanto murro nele...

Lembrei de novo que era isso mesmo que o fortalecia. Só que, enquanto eu falava com e para ele, parei eu para refletir, também. E nos envolvemos pela história e nos deixamos tocar para transformar o mal dentro de nós.

Quando falei que Judas, um grande e querido seguidor e amigo de Cristo, o vendeu por moedas de ouro, Peu tomou um choque:

- Por dinheiro? Odeio Judas! 

Deixei passar, para culminar com a crucificação e retomei:

- Pois é... Judas estava lá, vendo o povo todo contra Jesus, ficou com medo, porque queria ser igual a todo mundo e se estavam todos contra Cristo, estariam contra ele se ele defendesse. Fraco, como todo ser humano, foi lá e levou os soldados...

- O que, até a polícia machucou Jesus?

- Não, Peu, eram os soldados do rei mau, que queria poder e tinha medo de perder um poder que Jesus nem fazia questão... Mas, a mania de querer ter mais e mais fez com que esse rei ficasse assim, com medo do bem e do amor, por isso ele inventou que Jesus era bandido, um bandido que pregava coisas boas. Pois, quando os soldados prenderam Cristo, ele deu um beijo em Judas e disse: "eu te perdoo". Peu, nem eu entedia muito isso de Jesus... eu também já senti muita raiva... Perdoar é cura, filho. 

- Mas, se Judas não tivesse vendido Cristo, ele não teria morrido!

- Sim, não teria. Mas, Ele sabia que isso tudo ia acontecer.

- Ele adivinhou?

- Não. Ele era O filho de Deus enviado para a terra.

- E como eu faço para ver Deus?

- E tudo, Peu. Deus é o criador.

- Até no fundo do mar?

- Sim. Você vai encontrar Peu em tudo o que for natural, da natureza; em tudo o que for bom. Só não vai encontrar Deus no mal.

- Até no tubarão e na lula colossal?

- Sim. Os animais não são maus. Eles só não sabem o que é pensar e se defendem, pensando que tudo é ataque. Percebe a diferença? Pois bem, Pilatos, aquele sonso de uma figa, chegou para o povo e disse: "você é que vão escolher: liberto o tal do Cristo ou Barrabás?", lembrando, filho, que Barrabas era um bandido muito mau e as pessoas escolheram libertar aquele homem que roubava, matava e destruia a cidade.

- Por quê? Não entendo!

- Porque ninguém quer se comprometer em ser quem é. Todo mundo quer seguir quem manda... todos temiam Pilatos. O medo, filho, é a maneira que o mal controla as pessoas. É assim que ele vira um monstro grande, que nem existe, mas a gente fica com tanto medo, que nem acredita que é só abrir os olhos e verá que não tem nada à sua frente. Por isso, as pessoas achando que estavam fazendo o certo, gritaram para soltarem Barrabás e matarem Jesus. Enfiaram a coroa de espinhos na cabeça dele e o fizeram andar - o que a gente chama de via crucis é por isso, porque foi o caminho que Cristo percorreu carregando a cruz até levantarem ele nela. Pegaram espinhos enormes e furaram suas mãos, seus pés e o deixaram lá, sangrando até morrer; ouvindo s gritos das pessoas, judiando dele; sendo vaiado, cuspido... Sentindo aquela dor insuportável. Morrendo como o pior dos bandidos.

- Mãe, este ano eu não vou chorar, mas dá vontade... E ninguém teve pena dele? Ninguém tentou tirar ele de lá? cadê a mãe dele? Porque ela não o salvou?

- Filho, a mãe dele viu tudo e não podia fazer nada. Ela apenas sofria, porque mãe sofre com o sofrimento do filho, sentindo as mesmas dores... Mas, ela orou muito. Pediu a Deus que terminasse com aquele sofrimento. Jesus orou ao Pai e pediu clemência por aquelas pessoas, que as perdoasse. Que nos perdoasse...

- Não, mãe! A gente não estava lá...

- Mas, a gente, eu digo, as pessoas, gente como a gente. Ele, sofrendo em sua morte injusta, pediu pelo povo que lhe virou as costas. Ele perdoou Judas, filho. Ele não culpou ninguém. Lembra que no deserto o diabo mostrou tudo que aconteceria para ele? Ele se sacrificou por nós. Sabe o que é isso? Ele trocou a vida santa dele pela nossa para que a gente aprendesse a ser feliz e viver amor. Ele não fez isso para trazer o mal. Ele fez isso para nos livrar do mal. Até que algumas pessoas se arrependeram... mas era tarde demais! Ele se foi. Ficou o corpo, que  mãe limpou, beijou e abraçou, porque as mães só querem ver seus filhos limpos, livres de todo o mal.

- E enterraram ele em que cemitério?

- Nunca cova, dentro de uma gruta. Só que o que o diabo não sabia, mas Jesus sabia, era que ele voltaria!

- Ele nasceu bebê de novo?

- Não. Ele nasceu em espírito. Ele virou Luz. Que é o que nós somos, quando nos libertamos do mal. E no domingo de páscoa...

- HOJEEEEE!

- Sim. No domingo de páscoa, ele ressuscitou. Foi ver as pessoas que choravam por ele, os amigos, a mãe... Aí, ele chegou primeiro para Tomé. Tomé era cego e Jesus disse: "Tomé, não precisa mais chorar. Eu estou aqui!"; e Tomé disse: "Hahaha só acredito vendo!".

- Oxe! E como ele pode ver se ele é cego? ... Ah, já sei! Com o coração, mãe. A gente só pode ver Jesus com o coração!

- Isso, Peu! Mas, ele segurou as mãos de Tomé, porque no toque a gente sente e é sentindo que chega ao coração. E ele gritou: "Jesus voltou! Jesus voltou! Jesus voltou!". E todos sentiram a presença Dele. Aqueles que o "viram" continuaram a fazer o bem que já faziam. Mas, aqueles que fecham os seus corações ao bem, esses queimam Judas até hoje e machucam as pessoas... Muitas pessoas não aceitam o amor!

E assim, ele me pediu para ver o mesmo vídeo e me disse: "desta vez eu não vou chorar!" e eu disse que ele poderia e deveria chorar, se o coração dele assim pedisse,porque o choro limpa as emoções que a gente não sabe explicar. Ele assistiu o vídeo todo, respirava fundo e me dizia:

- Não... desta vez eu não quero chorar, porque quer sentir Jesus como Ele foi: forte!

Coisa mais linda! Como poderia eu explicar a meu filho sobre perdão, se eu mesma  não me abrisse para isso?

Não sou perfeita... nem aceito que vejam em mim uma perfeição que não existe. Mas, reconheço meu esforço diário Digo e faço todos os dias: "o erro já foi. Agora, aqui e agora, o que posso fazer para transformar e não repetir os mesmo erro?". Claro que culpei muita gente, culpo até hoje... Mas, a cada "hoje", me repito que a pessoa como é. A cada "hoje", a raiva e a condenação diminuem. Mas, gente, perdoar não quer dizer fingir que não existiu e muito menos amnésia; fora que não vai fazer a pessoa mudar... Mas, faz com que eu não adoeça desse mal. É uma questão de inteligência e reconhecimento das minhas limitações humanas entender que o que eu não preciso é me submeter aos ataques. Escolho! Escolho seguir o meu caminho, que, nesses casos, não é o mesmos dessas pessoas, sendo assim, esses caminhos não se cruzam. Simples. Sem melindre. Sem mágoa. Sem raiva. Apenas com consciência e compreensão dos fatos.

Hoje, domingo de Páscoa, até para os que não acreditam em Cristo - não estou aqui para convencer ninguém... tem tanto "cristão" praticando o mal e tantos que não acreditam que fazem o bem... - sabem que a Páscoa já existia antes do nascimento de Jesus, como época de renovação e prosperidade - daí os símbolos do coelho e do ovo. Ganhou esse destaque por ter sido no período da morte e ressurreição Dele, como mensagem, simbologia de que o perdão é parte do amor; só amando somos capazes de perdoar! Só nos amando, saberemos amar o outro, SEM ESPERAR O MESMO AMOR EM TROCA! Nós, mães, podemos dar todo amor ao nosso filho, mas não temos o direito de exigir esse amor em troca... o amor não faz barganha. Sendo livre ele vai e volta, flui. Por isso que o amor liberta e é libertador! Liberta-nos até da dor!

 Eis a música que meu filhote pede para compartilhar. Mesmo não sendo de religião alguma, temos fé em Deus, como Ser, criador de tudo, de todo o Universo, de toda vida! Seguimos a prática do bem, através do reconhecimento de que não somos perfeitos e sempre vamos tendenciar a achar que bem é como queremos... ou seja, ainda temos muito para aprender. Por isso que temos o presente que é o HOJE, o AQUI, o AGORA! Só no presente podemos RECOMEÇAR! RENOVAR! TRANSFORMAR - ou começar a transformação!

Uma páscoa de renovação, de coisas boas, de boas mudanças em nossas vidas! Que plantemos a boa semente, assim como Jesus. Os caminhos estão abertos para o amor! Deixa essa semente germinar e brotar com força e beleza!

Assim seja!

Pat Lins.


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

RETROSPECTIVA 2013 QUE VENHA 2014!



Pois é... este ano foi meio puxadinho para a mamãe aqui, daí o blog ter ficado meio que negligenciado... Foi fácil, não. EM NADA! Com relação ao âmbito mãe, tivemos - em família - que fazer grandes mudanças - inclusive, de casa... Limpamos o ambiente geral. Lógico que as consequências e os resultados se estabeleceram, mas, novas tentativas e novos sucessos. Fracasso? Lógico: a relação com uma escola que confiei tanto... que nos fez Experimentar o amargo e o doce de ter que ser muito firme e consciente num processo conturbado. Mas, está tudo melhorando e dando certo - ainda que muitas perdas sendo colhidas... mas, nada melhor do que reverter em ganho. Sem falso otimismo, com pés no chão e seguindo em frente, para frente! 

Essa geração de hoje em dia é um grande desafio a pais, amigos, educadores e coordenadores pedagógicos, também - aquelas que carregam a arrogância de saberem tudo, porque aprenderam em algum mestrado, essas acabam sabotando e muito essas crianças.

Mas, isso não é desculpa para não dar limite e ser firme, muito menos me impede de dar LIMITE com AMOR - mesmo que perca as estribeiras muitas vezes e fale "grosso", como diz Peu.


Eles são ávidos por viver. São ansiosos elevados à 18ª potência. Não desligam fácil. Geralmente, são arrebatados pelo sono. Acordam cedíssimo e sempre elétricos. Mas, quando bem conduzidos, usam seu potencial de segurança e autonomia, com capacidade de investigar e descobrir - Peu diz que vai ser cientista.

São artistas, EM TUDO. Sensíveis, ligados, antenados... porém, geniosos e prepotentes, porque acham que sabem de tudo. Eles vêm sabendo muito mais do que a gente sabia que sabia na infância.

As crianças de hoje em dia não apenas sabem o que querem, como sabem brigar por isso. Eles precisam de DIÁLOGO. Explicando eles COMPREENDEM. Mas, explicando com HONESTIDADE. A gente não convence essas crianças, elas já são convencidas de si... a gente expande consciência, com DIÁLOGO, sempre! E isso nos leva, algumas vezes a quase perda de auto controle... Toca fundo e não para. É um excesso de atenção e extrema vigilância que desgasta, sim. Eles, sim, nos ensinam o que a máxima "padecer no paraíso" quer dizer... a gente morre de cansaço. Mas, eles clamam por cultura, por arte, por beleza, por sol, por alegria! Eles clamam por CONTEÚDO! E um conteúdo que não seja estanque. Um conteúdo que se atualize e que considere que existe o "Muito mais do que isto aqui!"

Pois é, eles querem nos dizer algo. Eles querem nos fazer sair desse lugar chato e entediante, chamado de "zona de conforto". Na companhia deles, das duas uma: ou você ama ou você cai fora... É duro afirmar, até para uma pessoa autoritária, líder e firme como eu, mas eles SABEM o que querem e não aceitam ordens. Descobri com Peu que ele aceita orientação. Só que são crianças e também tem a questão da birra, da pirraça... do TESTAR LIMITES, como qualquer criança. A diferença? Eles só querem saber em quem confiar, porque, afinal, eles já sabem o que querem... 

Penei muito, ano passado, 2012, com relação à escola - ah, a propósito, precisei tirá-lo no meio do ano, mesmo confiando muito na professora deste ano, mas, existe uma coisa que se chama ranço e falta de humildade em (re)conhecer as próprias falhas da direção e coordenação e o quanto comprometeram o desenvolver de Pedrinho, apenas por não saberem que não sabiam o que fazer e duvidavam de quem o acompanhava, como a psi, uma equipe que trabalha com equoterapia, etc... Enfim, estávamos todos errados, apenas elas certas... e errando e eu, que precisei ser radical, pensei: "Melhor salvar meu filho! Limpar ambiente! Começar do zero!". Isso foi necessário, porém, tardio, porque o estrago estava feito. Mas, tudo ao seu tempo e sempre tem solução - e retomando sobre o início do parágrafo: e vi, na prática, o quanto a parceria com pessoas interessadas faz diferença. Tudo o que batalhamos, para lidar com o comportamento do meu filho - que é um grande desafio, diante de tamanha inteligência e capacidade de articular o que pensa e como pensa e do quanto ele entende o que acontece ao seu redor - foi comprometido em 2012 e início de 2013 por conta da falta de preparo e boa vontade da equipe da escola - que é muito boa, sim, porém, está comprometida pela cegueira e falta de humildade em assumir as próprias limitações... êta, que esse fechamento de ano está amargo... por enquanto. Pois sim, isso quer dizer que essas crianças atuais demandam de um tratamento igual, mas diferenciado... Falta equilíbrio, porque ainda não se sabe como lidar com eles, mas uma coisa já é comprovada: os métodos conhecidos não são efetivos de maneira positiva e construtiva... Caminhemos! A luta foi por compreensão e parceria... mas, virou briga e medição de forças, por falta de profissionalismo e humanismo. Para ser profissional, não tem que deixar de ser humano. E para ser humano não precisa ser cego e tacanho... Entende?! 

Um profissional seguro, aberto... é capaz de ter afeto, sim, mas isso não o impede de ser eficiente... já alguns que se gabam de "manter a distância" como sinônimo de frieza e incompetência, esses, perdem MUITO com essa nova geração, porque não conseguem fazer o que precisa ser feito e perdem a chance de conhecer um mundo novo que surge já, agora! Pena que nos faz perder, também...

Fazer escolhas conscientes e o processo constante de auto busca e autoconhecimento me ajudam muito a lidar com meu filho. A melhor maneira de ensinar é SENDO exemplo. Olha o verbo no gerúndio: é enquanto estamos crescendo e isso é todo o dia.

A nova escola me remete aos cuidados que ele teve com a equipe inicial da escola anterior: assume o desafio como desafio, assume o que se sabe até ali e assume que está ali, junto, em parceria, sem julgamento e condenação, com o tom pesado de culpa e culpado... retomamos, com essa parceria, o tom de "estamos juntos para ajudar!". 

A mudança foi positiva, apesar das consequências do que fora feito e os danos causados... daqui para frente é reconstruir. Melhor, construir. Precisamos derrubar as paredes tortas e erguemos novas e retas.

Estou escrevendo e preparando meus livros, para lançar ano que vem - assim espero!

O que mais aprendi, como mãe, é que filhos diferentes dão um mega trabalho, mas quando olhamos bem para eles e os sentimos, acredite, um mundo rico, lindo e novo é aberto. 

Para 2014? Desejo que os frutos, agora plantados, apareçam. Desejo a paz no mundo, começando pelos apaziguamentos dos mundos individuais de cada ser humano. Desejo desejar apenas o necessário! Nada de ilusão e fantasia que desviem do real. Consciência! Clamo pela consciência em todos nós!

Que 2014 venha com portas abertas para o apaziguar de ânimos. Que venha com AMOR, gente! Isso está sendo esquecido. Logo o AMOR... Desejo "queda aos rótulos"! Isso é para produtos, para nos orientar... não serve para nós, humanos!

Enfim, caso eu não consiga voltar no Natal, fica aqui o meu voto de um mundo mais acolhedor! Desejo acolhimento com consciência e amor!

Pois é: levanta, sacode a poeira e faz o que precisa ser feito!

Ano que vem, algumas novidades...

Saudações maternais,

Pat Lins.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

MÃE SEMPRE TEM CULPA POR TUDO?

Nos últimos tempos, Pedro tem se machucado muito mais... pancadas, esbarrões... E, mesmo assim, ele não para.

Bom, graças a Deus, vou começar um trabalho e terei grana para pagar uma atividade física para ele - e vou seguir a orientação super dez de meu amigo André Leitte - cito-as em "HIPERATIVIDADE OU HIPER ATIVIDADE?".

Sei que existe muita mãe/pessoa imprudente por aí - isso não vai mudar com a maternidade, só pela maternidade... só mudamos nossas características com consciência, entrega, esforço e dedicação - o que não é o meu caso. Beiro mais a neurose do zelo, do que a imprudência. Fora que tenho uma grande bússola de 3 anos e 10 meses em minha frente que se mostra como é e ele é ligado no 220 - risos.

Pois bem, eis aqui meu questionamento/desabafo: MÃE É CULPADA POR TUDO? Lógico que sei e concordo completa e plenamente, que somos responsáveis e que criança pensa que tem sapiência de tudo, mas, ainda falta aprender muito; que são indefesas; que por mais inteligentes que sejam, são CRIANÇAS. Mas, não é disso que falo. Me refiro a eterna atmosfera de crítica pela crítica - sem intensão de contribuir. Levantar uma polêmica sem propor solução. Isso é leviandade.

Olha, vou falar da minha prática, que, talvez, seja mais comum do que se pensa. Como sei que Peu é como é - já que já nasceu assim - eu redobro minha atenção. Mesmo me esforçando para "respeitar" sua individualidade, estou sempre por perto, numa "liberdade vigiada" - como sempre fez minha mãe - para, justamente, ele continuar sendo um indivíduo vivo e inteiro. Ah, mas, essa é a maior queixa contra mim e minha maior "condenação": não deixar Pedro sozinho. Os sábios ignorantes ao meu redor repetem isso insistentemente. Como já estou saturada e não sou uma florzinha de pessoa, dou uma amostra grátis: vou ao sanitário mais próximo - xiii, entreguei o ouro... risos - e peço que olhe meu tesouro - porque Peu é meu tesouro,sim. Sua eletricidade não diminui suas qualidades, muito menos, meu amor por ele - e "batata", ou a pessoa se cansa ou deixa Peu solto e prestes a se machucar... Santo Deus que já o salvou de poucas e boas - e, a mim também... - até de pular de uma varanda num primeiro andar... Como essas pessoas não têm uma capacidade de análise auto-crítica, tenho que que ser "a chata" que não confia neles - "eles", não são todos... são pessoas específicas - e, por uma questão de proteção, mantenho minha postura e me trabalho para compreender que eles são como são e eu como sou... E Peu... é como é!

Retomando minha linha de raciocínio, quando, mesmo assim, ele consegeu furar o cerco - afinal, toda criança é sagaz e inteligente - e se machucar, sou condenada - muitas vezes pelas mesmas pessoas que me culpam pela vigilância - por não ter prestado MAIS atenção. Em substituição ao "deixa o menino, Pat", vem "Pat, não pode vacilar. Olha, criança requer atenção constante...Com fulano de tal foi assim, ela virou as costas e..." É, mas, isso só acontece com o filho dos outros, porque com os de quem levanta a crítica destrutiva, os filhos nunca se machucaram...deviam viver "dopados", então. E aí, a mãe é falha e culpada. Quando iremos compreender que nem sempre o binômio "culpa/culpado" precisa existir? Que acidente já se auto-define: a-ci-den-te. Dói, machuca, a gente sofre, se preocupa, pensa horrores, entra em pânico... enfim, aquele "Deusnosacuda", mas, não necessariamente, alguém causou aquilo ou tenha sido descuido ou desatenção. Me refiro a acidente, não a descaso e afins.

A última dele foi quase quebrar o nariz, da maneira mais boba, tropeçando no vento e caindo "de cara" no pé da cama. Houve culpa, intensão ou descuido, aí? Mas, o que já escutei de gente que nem ouve o que diz - sabe como é? Daquelas pessoas que falam se contradizendo, achando que estão cheio de moral - risos - me dizer que eu deveria ter mais cuidado, que criança nessa idade cega a gente... tudo que já sei, que já evito e, mesmo assim, aconteceu. Então, penso: reajo ou ignoro? Não é fácil, mas ignoro, engolindo a seco... Detalhe maior é que eu sempre fui "manteiga derretida", mas, tem horas que sangue frio é necessário - e, só Deus sabe o quanto é penoso para uma mãe se manter "fria" para socorrer o próprio filho - e, ainda me vem uma "cobrança" subliminar, em forma de alfinetada do tipo: "ela nem chorou..." Eu me esforço para segurar o choro e manter um pouco de racionalidade em alta e, ainda assim... deixemos para lá. Nós temos mania de procurar "culpado" - de preferência, culpando...

Pois bem, aqui fica meu questionamento/desabafo/alerta: MÃE SEMPRE TEM CULPA POR TUDO????

Saudações maternais,

Pat Lins.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

EU TINHA UMA WEBCAM, UM MICROFONE... HOJE, EM COMPENSAÇÃO, EU TENHO PEU...

Peu com 9 meses

Este post é um daqueles pots que parecem "nada a ver"... risos. Mas, para mim, diz muito, porque na prática, a gente esquece muitas vezes de ver o lado bom de tudo.

Estava conversando com um grande amigo e irmão por opção, Marquinhos, tentando remarcar uma reunião, por não ter quem ficasse com Peu. Como os outros integrantes do projeto não podiam remarcar e, se protelássemos, correria o risco de "debandar", a reunião ficou marcada e eu participarei através de "vídeo conferência". Chique, né?! Coisas boas que a tecnologia nos permite. A gente vai, mesmo não estando - kkkkkkk.

Detalhe: após solução encontrada, novo problema surge... Eis que eu não me recordava que a webcam está quebrada, o microfone fora babado e, portanto, inutilizado... e me lembrei que havia perdido dois celulares, um armário de banheiro, feches das janelas, o pc por pouco não pifou... Ops! Isso não vem ao caso... ou vem? Talvez. O autor das minhas novelas "era uma vez... eu tinha" é meu filhote amado.

Pois é, antes eu tinha tudo em ordem - quando eu era pequena eu tinha, mas, precisava esconder de minha irmã para continuar tendo, qualquer coisa, porque ela tinha a mania de quebrar, perder, destruir... - e vi que é minha sina! Em compensação, hoje eu "tenho" Peu, que não me deixa faltar nada, só a paciência e a razão - risos. Ele não me deixa faltar alegria, motivo para querer ser melhor... Me falta um monte de coisa, na verdade, mas, ele me faz sentir que já tenho TUDO que preciso: eu mesma.

Só ele tem a capacidade de me fazer entrar em desespero com suas traquinagens intermináveis, mantendo minha taxa de estresse sempre elevada e sem pausa para recuperação, o que causa em mim um descontrole natural e diminuição na capacidade de ser algo próximo de "normal" - risos - e, ainda assim, só ele consegue me fazer rir, tempos depois, do que antes era motivo de reclamação, cenho franzido e voz "grossa" - como ele descreve. Ele me ensinou o que é amar de verdade. Sem fingir, sem máscaras. Amar através dos desgaste do dia-a-dia, de toda fúria pela perda de controle da situação... amar, amar e amar. Muita gente estranha, porque vivo chamando a atenção dele - lógico, mãe também precisa exercer o papel chato de "regrar", dar limites, reclamações... - para quem está de fora, fica o julgamento; para quem está por dentro, o necessário e o que eu, mãe/pessoa, posso e sei fazer; para Peu, mamãe reclamando de novo; para mim, Peu aprontando de novo; para nós dois, situação pontual - ou, situações pontuais, após sequência desvairada... risos -; para nós dois, passado o tempo de chamar a atenção, tempo de dar carinho, sentar no chão e brincar de carrinhos, bolas, montar... criar... a gente se entrega a plenitude em tudo. É, só a gente se entende. E, na prática, para quê mais alguém entender?

minha vidinha: te aaammmooo!!!

Mãe e filho é isso, um binômio eterno regado a dicotomias intermináveis. Mas, guiados e protegidos pelo amor que só essa dupla - ou trio, quarteto... - sabe tirar proveito!

Pois é, eu tinha um monte de coisa que ele quebrou aprontando das suas, mas, tenho outro monte de coisa em mim que só ele é capaz de me fazer lembrar e enxergar. O material se compra, quando der, mas, o que já existe... JÁ EXISTE e está em cada uma de nós: um ser, SER MÃE.

Na prática, eu sou uma mãe na prática como toda mãe, que tinha uma vida e hoje tem duas, pelo menos.

Saudações maternais,





Pat Lins.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

SER MÃE É PADECER NO PARAÍSO

Olha, de todas as máximas que tentam descrever o que é SER MÃE, esta é a que consegue resumir sem suprimir: SER MÃE É PADECER NO PARAÍSO.

Se, hoje, lutamos por uma m(p)aternidade consciente, comecemos sabendo que ser mãe não pinta o mundo de rosa ou azul, como o quarto do bebê. Toda beleza consiste em compreender que vamos viver uma realidade diferente, apesar de tão disseminada e comum: a realidade do nosso mundo pessoa, mulher, profissional, esposa... coexistindo com o mundo supremo MÃE e com o(s) mundo(s) do(s) filho(s). Poucas mães da geração anterior se permitem informar que a maternidade é tão difícil e desafiadora como qualquer outra novidade. Que como tudo que é novo, assusta e traz suas condições. Diferente de qualquer outra escolha - sim, os filhos do "descuido" e do "acaso" também são escolhas... quem não usa preservativo ou algum método contraceptivo já está fazendo uma escolha - que façamos na vida, a maternidade não tem volta... não é permitido arrependimento - e, bem verdade, nem cabe se arrepender - e assumir parte responsabilidade da evolução de um novo ser é praticamente nossa obrigação. Entretanto, todos os pontos maravilhosos e mágicos vêm juntos no pacote, onde aprender a amar, antes mesmo de conhecer, nos guia sempre.

Após o nascimento da mãe, o acoplamento dos mundos gera abalos fortíssimos, mas, é nesse momento que aprendemos que di(poli)cotomia passa a ser nosso primeiro nome e essa condição irá nos reger por toda a vida. A gente entende o que quer dizer "viver o aqui e agora" a todo momento. A gente começa a ser capaz de ver uma linha tênue, porém real e significativa, de que existe uma enorme diferença entre ser e parecer; entre teoria e prática. E vê que real e imaginário são sinônimos, porque o mundo passa a ser regido pelo universo lúdico - e, muitas vezes, depois que eles crescem, a gente esquece de entrar numa nova realidade, que nos coloca em nosso próprio lugar... que é quando estaremos ao lado deles para sempre, mas, eles precisam seguir, assim como nós seguimos.

 A gente se cansa, sim. Se aborrece, sim. Perde o controle, sim. Mas, quando a gente deixa isso tudo passar, a maior parte do tempo é iluminada pela presença de uma semente germinando a cada dia, bem diante dos nossos olhos e, por mais que esteja fora de nós, temos a capacidade de sentir o bater dos seus corações, como se fosse em nossos peitos. Podemos sentir escorrer as lágrimas que ainda nem desceram, como se saíssem dos nossos olhos. Podemos rir com suas gargalhadas, sentindo o vibrar de sua alegria. Um filho é o maior tesouro que podemos ter, mesmo não sendo propriedade nossa...


E é por isso que ser mãe é padecer no paraíso, porque a gente ri de angústia e medo, chora de alegria e emoção, mas, também, a gente ri com muita alegria, chora de dor, teme e sente tudo ao mesmo tempo e só outra mãe, por mais diferente que seja, é capaz de saber do que estamos falando. A gente padece porque as dificuldades não deixam de existir e a realidade não vira uma mar calmo e tranquilo, com dias de sol ameno e noites fresquinhas todos os dias... Infelizmente, as portas precisam ser trancadas; nem todas as contas conseguem ser pagas; nem sempre sobra dinheiro para aquele passeio tão desejado; nem todos conseguem realizar o sonho da casa própria - e muitos vivem em condições periclitantes -; nem todo dia é sábado; os contratempos continuam; as cobranças não diminuem; as diferenças e divergências nas convivências diárias ainda precisam ser administradas; comida não pula do fogão pronta; a casa não aparece arrumada sozinha; as roupas só saem da máquina de quem tem; o ferro precisa de uma mão humana para estar por cima das roupas; os brinquedos espalhados precisam ser reorganizados; estabelecer limite e disciplina é papel chato, mas, cabe a mãe - e aos pais, também...; os intrometidos não deixam de existir; febres surgem quando estamos exaustas; dentes incomodam para nascer; dentes incomodam depois que nascem... a lista é interminável de fatores que colaboram e estimulam e dos que são verdadeiros obstáculos constantes e, muitos, quase intransponíveis. Mesmo assim, só sendo mãe para saber o prazer que dá superar cada um desses desafios. Cada mãe ao seu jeito. Cada mãe com sua história de vida. Mas, todas as mães com um órgão anexo ao coração que consegue ser mais importante e vital do que ele, que é a presença desse(s) pequeno(s) ser(er) em nossas vidas.


O paraíso é quando a gente deixa passar todas as intempéries e consegue curtir. Sentar no chão e jogar aquele joguinho chaaaatttoooo, mas, que para ver um olhinho brilhando e entretido com tanta devoção e felicidade por nos ter ali, a gente senta, joga e ainda se diverte.

 
Padecer no paraíso é isso: nascer e desfalecer todos os dias; dia após dia; todos os dias do ano; durante toda a vida! A gente passa a entender um pouco mais o que significa vida porque ela passa a ser mais intensa e cheia de emoções - de todos os tipos... risos - para sempre! 


A gente carrega tanta expectativa, que quando eles nascem, nossa, sonhamos com aquele que vai descobrir a cura para todos os males... Na verdade, muitas vezes, a gente espera que eles sejam quem não fomos... A gente não deixa de ser complexa, caracteristcazinha infame de nós, seres humanos, porque nos tornamos mães. Não é a criptônita que irá nos destruir, é a realidade - se a gente deixar, claro - e a verdade de sabermos que não somos super, mas, precisamos ser supers.

A gente aprende com eles mesmos, a melhor maneira de cuidar deles, de nos doarmos... mesmo que entre em conflito com nossa realidade. Levamos um tempo de ajuste. Algumas mães mais rápido, outras, com um pouco mais de tempo. Cada uma tem seu ritmo, sua história de vida, seus anseios, suas frustrações, complexos, virtudes, valores...; cada criança tem seu temperamento... Uma lição que poucas de nós apreende é a do respeito às diferenças... mas, isso, é questão de cada pessoa... a gente é obrigada a mudar, porque nossa vida muda por completo. A gente nasce outra vez. Recomeça e reaprende com a nova realidade. Crescemos com nossos babies. Mas, continuamos sendo quem já éramos. Quando a gente conseguir educar com equilíbrio e harmonia, aí sim, poderemos dizer que alcançamos a plenitude e a perfeição. Porque ser mãe é o caminho para o paraíso! Detalhe, o caminho a caminho e caminhando dia-a-dia.

Como tudo na vida, a gente vai viver vários lados... mas, sendo mãe, tem uma coisa indescritível que faz tudo parecer diferente. E quando a gente consegue fazer esse "parecer", ser, a gente alcança o verdadeiro nirvana, que, muitas vezes, podemos chamar de paraíso! E, é nesse momento que as cores explodem e tudo que estava cinza passa a mostrar seu lado encantador. O paraíso a gente constrói, como qualquer escolha que fazemos em sermos felizes, independente de qualquer coisa. O paraíso é a superação. Aliás, a pós superação! Afinal, o que é fácil nessa vida? E ser mãe, é sempre uma nova história para começar!

Saudações maternais,

Pat Lins.

domingo, 13 de junho de 2010

O CASAL APÓS O NASCIMENTO DOS "PAIS"

Mais um econtro do Grupo Mãe e Muito Mais, lá no MUSEU "FOR THE CHILDREN", desta vez, refletindo sobre o "nascimento" dos pais.

Tema muito importante para o despertar da m(p)aternidade consciente - ou, pós-consciente... risos. A gente sempre vai em busca de temas sobre "a mulher após o nascimento do filho" e afins. Mas, o casal em si, também sofre abalos, mudanças.

O texto de Nádia, em seu blog MÃE E MUITO MAIS, toca no assunto, uma síntese da palestra e da importância desses encontros, com muita propriedade, tato e verdade. Vale muito a pena dar uma lida. Em clima de Dia dos Namorados, Copa do Mundo e São João, o encontro se dividiu em várias instâncias - que aconteciam paralela e simultaneamente - risos. A palestra ficou por conta da Psicóloga Fátima Santa Rosa, que conduziu a reflexão sobre "o casal após o nascimento dos pais" e, logo em seguida, o forró pé-de-serra "comeu no centro", onde aconteceu nosso lanche junino e ainda teve espaço para os bate-papos e brincadeiras com as crianças.

Um ponto abordado e que me chamou muita atenção, sendo é muito bem colocado por Nádia - criadora e coordenadora do encontro - foi que:

 "quando nasce um filho soma-se ao casal, ao homem e a mulher, um outro 'casal' o pai e a mãe! Esse novo 'casal', o pai e a mãe, já nasce com uma carga de expectativa maior que tem a ver com as nossas relações familiares, a nossa ancestralidade, os nossos próprios pais e o que vivenciamos como filhos. E, então, o casal precisa renovar-se, amadurecer, reler os próprios pais, apaixonar-se de novo dentro dessa nova realidade ou confrontar-se com o próprio limite. (...) Na verdade, eu acho que a missão de criar um ser humano é complexa demais para duas pessoas! Os pais estão à frente dessa missão, mas precisamos estar em comunidade para suportar e realizar bem essa responsabilidade. Acho que parte do problema de sermos pais hoje é que estamos muito sozinhos, isolados, 'ilhados' na nossa m(p)aternidade individualista! Os casais precisam dessa privacidade, mas os pais precisam de comunidade e, na medida que aprendemos a equilibrar essas duas realidades, nos tornamos mais inteiros."
A questão do equilíbrio deve ser o norte para todas as nossas ações. Somos seres individuais, mas, não precisamos ser individualistas; somos seres sociais, mas, isso não nos dá o direito de invadir, pura e simplesmente, o espaço do outro; precisamos nos conhecer muito, para conhecer o outro e conhecer o outro para nos aproximarmos mais de nós mesmos! Precisamos estabelecer e compreender melhor os conceitos que erramos tanto na prática.
Alguns pais e suas crias 

Depois que nasce um filho, a gente aprende é coisa. Pena que poucos de nós tenha a capacidade maior de apreender com a lição diária da construção e desenvolvimento de um novo indivíduo - o filho - a partir da referência prática de um indíduo duplo - os pais. Nossa responsabilidade é saber gerenciar isso e administrar o EU, o NÓS, o NOSSO, o DELE, os NOSSOS... é saber ter e dar espaço e ainda ter um espaço maior e mais constante de coexistência - já viu que eu amo essa palavra, né?! - risos - e o que ela representa na prática, também.

A gente muda, mesmo. A gente muda sozinho, junto... Solteiro, casado, com ou sem filho... mas, mudar com os filhos, dá um sabor especial. Só experimentando essa prática para saber. Só sendo para compreender nossos pais, avós e etc e entender que eles, assim como a gente, também precisaram passar por tantos ajustes, após nosso nascimento. Nossos pais também nasceram depois da gente. E não é fácil, pelo contrário, como todo nosso caminho e opção, é complexo demais! E desafiador. O futuro, a gente cai na real que é no agora, no hoje, no presente a cada instante.

Nós perdemos um pouco a individualidade pessoal, o espaço do casal e passamos a viver a realidade do filho, crescendo com ele. Só com muito amor para entender isso e saber que é verdade!

Nau, mais uma vez, obrigada pela experiência de dividirmos e nos apoiarmos uns aos outros, todo mês.

"Saudações maternais",

Pat Lins.

PS - para quem quiser conhecer o museu para crianças, basta clicar no link aqui ao lado. Ele funciona de terça a sexta - grupos agendados, como escolas; sábado para o público em geral e domingos para festas e eventos diversos.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

PAZ NA TERRA E AMOR NOS CORAÇÕES DE CADA UM DE NÓS!!!

PAZ NA TERRA E AMOR NOS CORAÇÕES DE CADA UM DE NÓS!!!



Assim como as ondas se renovam e continuam ondas, desejo que cada um de nós saiba cumprir seu papel. Como mães, pais e afins temos a responsabilidade de proteger, educar, criar condições onde o filho possa desenvolver cosnciência de si e do social, determinar alguns limites - não limitações -, dar muito amor e carinho!!!

Podemos proteger nossos pimpolhos e pimpolhas de muita coisa, mas, eles também precisarão superar seus próprios desafios... Cuidado com o descaso em forma de "incentivo" à individualidade e independência da criança... eles precisam, sim, que os orientemos... Vejo muita mãe deixando o filho solto a própria sorte - ou sob os cuidados dos vizinhos e afins... que fazem o  papel que os responsáveis nao fazem,  evitando acidentes, incidentes e etc - alegando "estimular" o crescimento da criança... tenho cá minhas restrições a esse tipo de comportamento, que, ao meu ver, beiram mais o "não sei o que fazer" do que estar consciente do que faz.

Toda criança, por mais esperta e inteligente que seja, está no começo da vida  e tem a limitação natural da não experiência, da não vivência. Aí, entramos nós, mães, pais e responsáveis por imprimir esse limite necessário, uma leve barreira, muitas vezes taxadas de "certo e errado", porém norteadoras. Se eles vão seguir ou não esse caminho já é outra história, afinal todos temos o livre arbítrio, certo?! Não nos supreendamos se um filho escolher seguir outro caminho. A gente não pode determinar por onde eles podem ir, apenas orientá-los por onde vislumbramos ser o melhor caminho... Detalhe, a gente - mães, pais e afins... - também precisa ter nossos caminhos bem definidos ou em desenvolvimento e saber aceitar essa realidade.

Vamos mergulhar na vida abertos e com vontade de sermos e deixarmos o melhor de nós!!!

Na prática, dar amor a carinho não faz mal, só faz bem!!! Desde que saibamos o quê e qual o tipo de amor que estamos dando, transmitindo, sentindo...

Pat Lins.

terça-feira, 18 de maio de 2010

1º FILHO, 2º FILHO, 3º FILHO...


Faz tempo que queria falar desse assunto "1º, 2º, 3º... filho", mas, por ser um tema do qual não possuo experiência - do âmbito materno - resisti. Tenho a experiência da observação - que, lógico, na ordem prática de quem sente e vive é diferente... - por ser a filha mais velha de três, posso dizer alguma coisa... Fora o fato de conhecer outras tantas pessoas que encararam esse desafio e tiveram mais de um filho. Cada uma por uma razão - e, até sem razão... ou, razão "acidental"... risos. O que me dá um parâmetro - de ordem teórica - sobre a questão.

Algumas mães pensam que só o fato de colocar filho no mundo é ser mãe... De fato é, mas, no sentido pleno da palavra, poucas de nós conseguem ser aquele ser que sabe quem é e consegue estabelecer uma ponte para estimular seu rebento, sem invadir demais ou ser superficial demais... O ponto de equilíbrio que permite ser o filho quem é, sem se doer e/ou temer que ele ganhe o mundo como ser individual e deixando de tapar nossos buracos de carência - se observarmos, fazemos muito isso... normal, somos todos carentes de algo e de algum jeito tentamos "tapar" esses buracos, em vez de construirmos o que falta... Ou seja, ser mãe é respeito a si e aos seus, que não são seus...

Mas, quem é mãe de mais de um filho, como  é? Conheço mães que não sabem  multiplicar o amor, por não saber lidar consigo, e acabam dividindo. Não se divide amor entre os filhos, se multiplica. A opção pela divisão gera ciúmes, invejas e disputas entre os rebentos. Lógico  que considero a característica pessoal de cada ser envolvido - tantas mães multiplicadoras de amor se vêm rodadas com crises de ciúmes entre seus filhos, afinal, cada um traz seu próprio traço.



E não sou o perfil ciumenta. Sou mais devoradora, autoritária... ansiosa... Mesmo assim, minha mãe sempre teve o cuidado natural e espontâneo de não alimentar esse tipo de sentimento entre nós três. Havia um senso de justiça e equilíbrio muito grande em sua educação para conosco. Apesar de recebermos a mesma educação, a maneira como apreendemos foi diferente, assim como somos diferentes, mas, ao mesmo tempo, parecidos. Viu, todo ser humano é assim, resultado de um monte de coisas legais e outras nem tanto... mas, somos todos dotados da mesma capacidade e característica de sermos melhores.

Recebi um texto muito bem humorado a respeito dessa questão da ordem de nascimento dos filhos. Fora um texto brilhante que li em  O BLOG DO DESABAFO DE MÃE , onde a autora "desabafa" sua experiência e questiona "É MAIS FÁCIL?" ter o segundo filho?  Bom, se e/ou quando eu tiver um segundo filho, poderei dar minha opinião prática...

Agora, sim, me "calo" - risos - para deixar a mensagem falar por si... Infelizmente, não sei de quem é a autoria... quem souber, por favor, me diga, para que possa citar o devido crédito. Mas é muito bom:




"Como diz o ditado, o 1º filho é de vidro, o 2º é de borracha, do 3º para frente é de ferro.



*A ordem de nascimento das crianças*



Irmãos mais velhos têm um álbum de fotografia completo, um relato minucioso do dia que vieram ao mundo, fios de cabelo e dentes de leite guardados.. Já os caçulas penam para achar fotos do primeiro aniversário e mal sabem a circunstâncias em que chegaram à família.



*O que vestir *



- 1º bebê - Você começa a usar roupas para grávidas assim que o exame dá positivo



- 2º bebê - Você usa as roupas normais o máximo que puder



- 3º bebê - As roupas para grávidas SÃO suas roupas normais

*Preparação para o nascimento *



- 1º bebê - Você faz exercícios de respiração religiosamente



- 2º bebê - Você não se preocupa com os exercícios de respiração, afinal lembra que, na última vez, eles não funcionaram



- 3º bebê - Você pede a anestesia peridural no oitavo mês



*O guarda-roupas *



- 1º bebê - Você lava as roupas que ganha para o bebê, arruma de acordo com as cores e dobra delicadamente dentro da gaveta



- 2º bebê - Você vê se as roupas estão limpas e só descartas aquelas com manchas escuras



- 3º bebê - Meninos podem usar rosa, né?



*Preocupações *



- 1º bebê - Ao menor resmungo do bebê, você corre para pegá-lo no colo



- 2º bebê - Você pega o bebê no colo quando seus gritos ameaçam acordar o irmão mais velho



- 3º bebê - Você ensina o mais velho a dar corda no móbile do berço



*A chupeta *



- 1º bebê - Se a chupeta cair no chão, você guarda até que possa chegar em casa e fervê-la



- 2º bebê - Se a chupeta cair no chão, você a lava com o suco do bebê



- 3º bebê - Se a chupeta cair no chão, você limpa na camiseta e dá novamente ao bebê



*Troca de fraldas *



- 1º bebê - Você troca as fraldas a cada hora, mesmo se elas estiverem limpas



- 2º bebê - Você troca as fraldas a cada duas ou três horas, se necessário

- 3º bebê - Você tenta trocar a fralda antes que as outras crianças reclamem do mau cheiro



*Atividades *



- 1º bebê - Você leva seu filho para as aulas de musicalização para bebês, teatro, contação de história...



- 2º bebê - Você leva seu filho para as aulas de musicalização para bebês



- 3º bebê - Você leva seu filho para o supermercado, padaria...



*Saídas *



- 1º bebê - A primeira vez que sai sem o seu filho, liga cinco vezes para casa para saber se ele está bem



- 2º bebê - Quando você está abrindo a porta para sair, lembra de deixar o número de telefone de onde vai estar.



- 3º bebê - Você manda a babá ligar só se ver sangue



*Em casa *



- 1º bebê - Você passa boa parte do dia só olhando para o bebê



- 2º bebê - Você passa um tempo olhando as crianças só para ter certeza que o mais velho não está apertando, beliscando ou batendo no bebê



- 3º bebê - Você passa um tempinho se escondendo das crianças



*Engolindo moedas *



- 1º bebê - Quando o primeiro filho engole uma moeda, você corre para o hospital e pede um raio-x



- 2º bebê - Quando o segundo filho engole uma moeda, você fica de olho até ela sair



- 3º bebê - Quando o terceiro filho engole uma moeda, você desconta da mesada dele."

O texto acima é uma sátira e não, necessariamente, uma realidade, muito menos uma verdade universal! Mas, aborda um tema e passa uma mensagem sobre as fantasias criadas em torno do universo materno.
 Independente da quantidade de filhos, antes de tudo, precisamos nos preparar não para sermos mãe, porque isso é esforço e desafio diário... mas, para ser alguém conhecida de si mesma. Muitas "brechas" em como lidar com a maternidade são desencadeadas pela falta de consciência. Por isso curto tanto o MÃE E MUITO MAIS, que incentiva essa busca pela
m(p)aternidade consciente.

Para tudo o equilíbrio. Para tudo a busca, a identificação a aceitação da realidade e a permissão de sonhar o real e sonhar a fantasia!



Em toda e qualquer situação, o mais importante é deixar germinar a sementinha da mudança, da amizade verdadeira, da união sincera, da entrega do que há de melhor em si, do carinho, da devoção, do compahneirismo, do coletivismo, do individual em harmonia com o social... enfim, só se abrir, mesmo!

Saudações maternais,
  
Pat Lins.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

FELIZ POR SER "MÃE NA PRÁTICA"

O universo materno é muito mais do que colocar um filho no mundo: isso é parir - da maneira que se consiga - em alguns casos, o parto é através da barriga de outra mulher e se dá pelo coração.

Ser mãe é muito mais do que escolher a melhor escola para o filho: isso faz parte.

Ter um filho é adotar a idéia real e permanente de que outra vida está ligada a sua, pelo cordão da vida.

Educar é nunca deixar de ser quem se é, buscando, a cada dia, ser melhor e deixar algo de vivo, verdadeiro, consistente, real e edificante em nossa sementinha viva que germina na Terra, dia a dia, faça sol ou chuva em nossos corações e mentes de mães, pais e afins.

Ser exemplo é acabar sendo visto mesmo naquilo que nem sabemos que temos ou somos, afinal, filho lê, inclusive, as entrelinhas do que não falamos, através do que fazemos...

Estou muito feliz em ser mãe, mesmo e apesar de, toda angústia, medo e dificuldade de cada dia, cada nova situação, cada cansaço físico e mental... isso tudo faz parte. Como me disse uma grande amiga: "se em sua rotina tiver que matar um leão por dia, você tem que matar um leão por dia e continuar vivendo..." Pura verdade! Para a gente mudar alguma coisa, precisa, antes de tudo e mais nada, saber que está vivendo... a fantasia desvia o caminho rumo a consciência  e aliena... Aquilo que não nos incomoda - de verdade - não precisa mexer; mas, aquilo que incomoda, é alerta para mudar, melhorar, superar.

Talvez muita gente não compreenda o que quero dizer em "ser feliz apesar de"... todo mundo espera resposta pronta de que ser mãe é ser feliz porque se vive um mundo de sonhos, sem dificuldades... Eu sou feliz porque vivo um sonho real, apesar de toda dificuldade e me fortalecendo em toda facilidade que essa condição permita.

FELIZ POR SER MÃE, por ver em meu filho tanto de mim, tanto de tanta gente e TUDO NELE que é só dele - até quando digo que já não sei mais como fazer para ele deixar de ser desobediente... porque, sim, isso ele é! Costumo dizer que sua inteligência traz a insolência, porque ele só "obedece" aquilo que casa com "seu pensamento"... sim, PENSAMENTO, ele tem idéias próprias e isso é chocante... saber como lidar com elas é que tem sido meu desafio. 

Feliz por ser mãe, porque é impossível não ser, na busca de se fazer melhor a cada dia por mim, por ele e por cada pessoa ao nosso redor. De me dedicar ao presente diário de se construir um futuro melhor, no hoje. Porque de nada adianta um futuro sem um presente... Quando nos abrimos para o melhor, o mundo não muda e fica cor de rosa - nem eu queria tudo monocromático... ainda mais em rosa... - mas, nossa conduta diante da realidade é de que tudo é possível, muita coisa acontece... mesmo que não seja o que queremos. É saber viver o instante. E isso, só a metrnidade e toda dificuldade - que por tanto tempo alimentei - puderam me ensinar. Não, não creio que todo mundo precise passar por dificuldades para aprender uma boa lição e crescer. Penso que cada um tem seu caminho e suas escolhas de como trilhar. Eu tive/tenho a minha e faço minhas escolhas diariamente - mesmo quando ainda vem depois de uma explosão de reclamações... risos - um dia, elas serão mais acertadas... risos.

Feliz por ser mãe, porque só sendo MÃE NA PRÁTICA é que a gente sabe o que quer dizer sentir nosso coração bater dentro e fora de nosso peito.

MÃE NA PRÁTICA não é só parir, nem matricular meu filho na escola, tirar fralda, saber qual a melhor maneira de educar... MÃE NA PRÁTICA é tudo isso e muito mais, porque a cada dia a gente precisa ser tudo isso e muito mais. MÃE NA PRÁTICA é ser mãe na ordem prática de cada dia e nos entregarmos à busca incessante - que pode começar a qualquer instante... umas mães começam antes de se tornarem mães, outras ao longo da maternidade, afinal, torna-se um novo mundo... é um universo novo e renovável a cada dia -, outras nunca farão... isso, varia de mulher para mulher (não, não é merchan - risos) - de regarmos "nossa" - porque não deixa de ser... temos a responsabilidade e isso é irrefutável - plantinha, com gotas de amor incondicionais, para que dê bons frutos - essa é a meta, não é?!

MÃES NA PRÁTICA é o nosso cantinho para trocarmos idéias gerais, sobre tudo que envolva o universo materno, que é tão amplo e diverso.

Obrigada pelo carinho e pelas mensagens - em sua grande maioria por e-mail - pelo DIA DAS MÃES.

FELIZ POR SER "MÃE NA PRÁTICA" de meu filho e desse blog que amo escrever! Por receber o carinho e a troca de outras mães, mulheres, jovens...

"Saudações maternais",

Pat Lins.


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