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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

"FROZEN - UMA AVENTURA CONGELANTE" - UM FILME DE AQUECER O CORAÇÃO!


Ai, adoro postar aqui sobre os filmes maravilhosos que assisto com Peu. Mas, FROZEN foi um dos mais sensíveis e lindos! De aquecer o coração, mesmo! Eu, Peu e minha pequena trupe - sobrinha e primo - ficamos todos encantados e com gosto de bis. Gostamos muito do "Bons de bico", mas era comédia meio chavão. 

Pois bem, só de abordar o "amor" como algo maior, além do amor entre homem e mulher e que uma prova de amor incondicional vai além, muito além, do "beijo do amor verdadeiro", já me ganhou!

A história começa com o acordar de duas menininhas lindas e encantadoras, as princesas Elsa e Ana que se dão muito bem. Ana (caçula) acorda a irmã, pedindo que a mais velha use seus poderes especiais de dominar o gelo, para brincarem com neve. O quarto se torna um verdadeiro parque congelado. Durante a diversão pura e inocente, a pequena Ana cai e, com medo da irmã se machucar, Elsa acaba atingindo a cabeça da pequena Ana com uma ponta de gelo. Esta desmaia, quase desfalecendo. Aos prantos e berros, ela chama os pais - os reis de Arendell. Desesperados, eles levam as duas para o centro da floresta, em busca da ajuda dos trolls - seres mágicos da natureza. Apesar da forma dura e grosseira, eles são extremamente gentis e amorosos. O ancião do grupo se aproxima e pergunta o que houve. Quando os pais explicam, ele diz:

- Tem jeito, sim! Como foi na cabeça, da para a gente 'enganar'. Difícil é quando é no coração. É difícil, muito difícil enganar o coração. Esse poder dela é dom ou foi amaldiçoada?

- É dom. Ela ensceu assim. - diz o rei/pai.

- Sendo assim, fica mais fácil. Ela tem um dom muito bonito, mas perigoso. Ela precisa aprender a controlar. Vai crescer. E ela terá que enfrentar muitos desafios. Seu maior inimigo será o medo. Se não dominá-lo, ele vencerá.

Temerosos e querendo ajudar as duas filhas, os reis decidem fechar as portas do castelo. Diminuem a quantidade de empregados. A pequena Elsa se tranca no quarto, para proteger a irmã que tanto ama do seu poder. A pequena Ana, para sobreviver, teve sua memória apagada. Apenas o fato de serem irmãs,  filhas dos reis, de se amarem e a parte da diversão ficaram em sua memória. O resto, inclusive o acidente, precisou ser apagado, para enganar a cabeça e aquecê-la novamente, ressuscitando a pequena. Sendo assim, todas as manhãs, Ana bate a porta de Elsa. Esta, nunca abre e nem responde. Ana cresce presa no castelo. Elsa, presa em seu quarto. O tempo passa. As meninas crescem. Os pais precisam fazer uma viagem real. O navio afunda. Eles morrem. Elsa não vai nem ao enterro. Ana cresce imaginando que a irmã seja uma pessoa "nojenta" e fresca, principalmente, por conta das luvas que se obriga a usar. 

Elsa, como a mais velha, será coroada rainha. Durante a cerimônia, abrem as portas do castelo. Pela primeira vez, em muitos anos, elas estarão entre outras pessoas. Ana fica curiosa e animada. Elsa, temerosa e muito preocupada.

A cerimônia acontece muito bem. Elsa precisa retirar as luvas enquanto o bispo faz o juramento e começa a congelar os objetos em suas mãos. Entregando-os e recolocando as luvas sem que ninguém percebesse o seu dom. Ela fica feliz em rever a irmã, mas se afasta, para protegê-la, como se prometeu.

De repente, Ana sai, inocentemente, e conhece o príncipe Hans, um jovem muito bonito e aparentemente simpático. Diante de tantas "semelhanças", decidem se casar. Vão pedir o consentimento da rainha Elsa e ela se recusa, orientando a irmã de que ninguém se casa com alguém que conheceu no mesmo dia. Revoltada, Ana começa a agredir a irmã e questionar porque ela a odeia tanto... Puxa a luva de Elsa e, assustada, ela pede que se afastem dela. Perdendo o controle, ela explode e lanças de gelo saem do chão, criando um paredão ao redor de Elsa. Ao perceber o que fez e do seu poder, se sente um monstro e começa a congelar todo o reino, sem querer. Transformando o verão num inverno rigoroso.

Assustadíssima, corre para a montanha do Norte, a mais alta da região, a fim de se isolar. Sente-se livre, pela primeira vez na vida, onde pode ser quem é, sem máscaras, sem luvas, sem se esconder. Redescobre-se. Quando somos livres, somos quem somos, sem amarras, sem peso... Mas, ela ainda não estava livre... Ignorando o inverno em Arendell, pensa que está ajudando a irmã. Enquanto isso, Ana decide ir atrás dela, para que ela desfaça o inverno fora de época que congelou o povoado. Deixa o príncipe Hans como seu representante. 

Assim, começa a aventura. Ana conhece Kristoff, um jovem bom, solitário e trabalhador - o mesmo que viu os trolls ajudarem a pequena Ana voltar a viver, porém, não se recorda. O encontro das duas é emocionante, mas o medo, maior inimigo de Elsa, a domina e, assim, aos seus poderes. Ana, Kristoff, Sven - a rena - e Olaf - o boneco de neve feito pela pequena Elsa e desconhecido, até então - são expulsos do reino de gelo erguido pela rainha Elsa.

Durante a conversa, Elsa não percebe, mas arremessa uma lança de gelo em Ana, atingindo o seu coração. Nenhuma das duas percebe. Elsa exige que Ana vá embora e viva a vida dela em Arendell. Quando ela volta com a turma de novos amigos, se sente mais fria, congelando por dentro. Kristoff fica assustado e vê que a mexa de cabelo dela ficou ainda mais branca. Desesperado, a leva para visitar os trolls, por quem fora criado desde pequeno. Os trolls avisam que sendo no coração, só há uma cura: a demonstração do amor verdadeiro - "Só um gesto de amor verdadeiro é capaz de quebrar a maldição de (se ter) um coração congelado!". Seguindo o que os contos de fadas ensinaram, Kristoff a carrega de volta ao reino, para que Hans a beije. Lá dentro, Hans se revela um interesseiro e não beija a jovem princesa. Deixando-a à beira da morte. Hans, sem que ninguém saiba, prende Elsa no calabouço, para matá-la e tomar o reino. Olaf, o boneco de neve sonhador, consegue encontrar Ana e acende a lareira, para aquecê-la, colocando a própria vida em risco. Ela pede que ele se afaste, para não derreter e ele diz que por amor a ela, ele se derreteria. Ela, então, diz que não sabe o que é o amor. E ele explica: "é o que o Kritsoff sente por você, deixando-a para que vive-se com outro, o que você acreditava ser o seu grande amor....". Ela, então, percebe o sentimento pelo jovem corajoso e decidem ir atrás dele, para que ele a beije e possam viver felizes para sempre. Mas, nesse momento, Elsa está desesperada, acreditando ter matado a irmã e consegue aumentar seus poderes, a ponto de fugir em meio a uma forte nuvem de neve e gelo. 

Dentro daquela tempestade, Ana e Olaf seguem ao encontro de Kristoff, que foi convencido pela rena Sven de retornar e lutar pelo seu amor. Por sorte, Olaf consegue ver e leva Ana nessa direção. Ao se encontrarem, ela sua seu último suspiro para chamá-lo, mas, ao olhar para o lado, vê a irmã deitada aos prantos e se depara com Hans e uma enorme espada para atingi-la. Em vez de salvar a própria vida, ela se coloca entre a espada do vilão e a irmã. Consegue impedir a tragédia, mas congela por completo. Elsa entra em desespero, ao ver que sua irmã abriu mão da própria vida por amor e a abraça, culpando-se pela sua morte pela segunda vez. Inesperadamente, Ana volta a si. Elas se abraçam e Olaf fala: "um ato de amor extremo". Essa é uma das cenas mais emocionantes do filme, desde o momento onde Ana fita Elsa sendo atacada pelas costas, se coloca para salvar a vida da irmã e o descongelar, culminando no abraço que ambas esperavam a vida inteira. 

Ana explica que o amor aquece o coração. E Elsa então entende: "amor! Então, é isso!" e deixa-se aquecer por dentro, sem perder seu poder gelado e tudo volta ao normal. O sol brilha com força e todo o gelo cede espaço ao céu azul e a grama verde. Exceto uma nuvem particular para o pequeno Olaf, 

Envolvidos pelo amor puro, todo o reino comemora e as portas dos castelo voltam a ficar abertas.

Só assistindo para se deixar levar por essa aventura congelante de aquecer os corações. 

E vamos assistir de novo! Esse tipo de mensagem aliada a uma belíssima apresentação estética, faz a magia do cinema ser o encanto que é. Beleza, conteúdo, efeitos quase reais... tudo muito bem feito, bem cuidado, bem bolado, bem elaborado, bem produzido. A-DO-RA-MOS!

Achei lindo mostrar o amor fraterno e como a força do amor de uma família, ainda que erre nas escolhas tentando acertar, mas a base sendo o AMOR PURO e desinteressado, ele prevalece! Essa foi a mensagem mais linda que captei do filme!

Saímos de lá com gostinho de quero mais!

Saudações maternais,

quarta-feira, 9 de março de 2011

FILMES - influenciam, mas, não são determinantes - PARTE II

Pois é, a saga do filme continua, mas, melhorou. A estratégia da negociação foi surpreendente: ele não só concordou, como entendeu e, o melhor: aceitou. Melhor que isso, só dois disso! E, sendo assim, ele voltou a pedir os filmes que antes gostava tanto, como "A Era do Gelo", "Toy Story 1, 2 e 3", "Shrek", 'Lucas, um invasor no formigueiro" e etc - se eu for listar a dvdoteca dele, não termino hoje. 

Com relação ao comportamento, normalizou. Ou seja, diminuiu o excesso do que já é excessivo. Graças a Deus, porque eu já estava esgotada e, confesso, sabe Deus de onde tirei forças, porque, minha gente, careca era só o começo dos meus problemas. 

Visitando, como de costume, os blogs amigos - tenho uma lista aqui ao lado - li um texto emocionante da Sueli, - BLOG DO DESABAFO DE MÃE - e me vi ali. Só quem tem um filho de personalidade forte e dono de si pode imaginar o que passo. Por mais que eu escute e saiba que ele não é um menino ruim, afinal, não é malvado, "só" agitado, isso não diminui em nada meu desgaste. Todo dia eu vivo tensa e pressionada. Estou sempre alerta e tenho que ser flexível e legal; e ainda rigorosa e firme; carinhosa e amorosa; mãelimite no limite. Só por um tempo, queria refresco - risos. Sabe o que é pior - ou melhor ? Eu não resisto aquele safadinho lindo. Ele é elétrico, me mata de cansaço, mas, se não fossem as críticas que dou ouvido e reverberam em minha mente, talvez, quem sabe, eu me cansasse menos. Também, quem manda ser humana e dar ouvidos ao que não deveria ser escutado, já que se sabe que quem fala apenas extravasa sua própria dor, infelicidade, fraqueza e pequenez através da tentativa de diminuir o outro para se sentir maior?! E isso me incomoda muito: mania de me ocupar com a língua dos outros. Acho que sou assim por conta de minha mama querida. Ela é do tipo de pessoa que prefere se machucar a ter que dizer a verdade a alguém. Eu vivo uma contradição: quero falar - e, quando não dá para segurar, eu falo - e me sinto péssima por magoar alguém, ainda que esse alguém tenha me magoado. Aquela história da pessoa sacana que sacaneia, provoca e ainda sai como vítma, porque soube fazer seu lobby. Meu lobby é queimado, porque eu explodo mais do que me contenho e quem provoca fala baixo, com voz mansa e incubado. Odeio falsidade. Pois sim, o que isso tem a ver com Peu? Essas pessoas e lidar com isso me desgasta tanto, nesse embate que minha resistência diminui. E eu? Preciso estar sempre em alta, para conseguir lidar com Peuzinho. 

É muito cansativo ter um filho ultra elétrico, que parece saber o que quer e só descansa quando consegue - leve o tempo que levar, ele consegue alguém que ceda... principalmente quando não está em minha frente - e tentar lidar com algo que já é desgastante por si só e ainda ter que lidar com gente desocupada e sem "setocômetro". Gente que, se estivesse em meu lugar, o que faria? Sim, porque essas pessoas são cheias de dicas, receitas, fórmulas de sucesso, "jeito", "ciência", técnica - diga-se de passagem, teoria da técnica -, de experiência - nos casos que me refiro, malsucedidas experiências, mas, como os filhos cresceram e não matam, nem roubam, acham que fizeram um bom trabalho... ainda que sejam pessoas problemáticas e difíceis, imaturas, infantis, egoístas... isso me incomoda mesmo e de verdade. Cuidar de Peu não é facil, mas, se ele é assim, eu tenho que encarar os fatos e lidar com isso. Quando consigo manter uma distância saudável - como me refiro a me afastar daquilo que me compadece, para o meu próprio bem e que não é tão bem visto pelos outros, mas, paciência para eles - eu mantenho minha taxa de resistência equilibrada e minha rotina cansativa é puxada, mas, "vivível" - risos. Infelizmente, algumas vezes essa distância saudável é quebrada e levo dias para me recuperar, até estabilizar. Bom é que cada vez que faço o esforço, assim que passa a fase crítica do estresse instalado, me sinto infinitamente melhor e mais forte e, detalhe, mais convicta de que estou certa em manter minha distancinha, viu? Sorte a minha que ainda posso e consigo fazer isso com, pelo menos, 90% dessas pessoas inconvenientes, mas, que fazem parte do ciclo social e familiar. 

Essa questão do filme, mesmo, nem todo mundo acredita e acha que é proque ele é assim mesmo. Será? Não sei, acho que sou observadora demais, minha veia crítica e exploradora da alma humana me faz ser assim, de natureza. Isso faz com que eu me abra para as possibilidades, em vez de fechá-las e visualizar tudo de um panorama mais holístico - não como as pessoas dizem que fazem, sem fazer... eu sinto a dor de quem se esforça para colocar em prática o movimento de mudança, de observação, de planejamento e de desenvolvimento de estratégias e ações. Sou, praticamente, um plano de marketing - risos. Ou, uma monografia - risos. Nem por isso, obtenho sempre êxito... O empirismo me guia e entre tentativas e erros, vou chegando lá. Como sempre me falo: quem vai saber o que é certo ou errado no que tange a educação de um filho? O que deu certo para A - quando deu certo mesmo, ou seja, a criança cresceu e se tornou um adulto equilibrado, sensato, sereno... o que não quer dizer que seja apenas mérito dos pais, mas, do ambiente, da característica pessoal, do empenho individual, das oportunidades bem aproveitadas... Complexos é o que somos - não quer dizer que vá dar certo para B, C... Z. Cada um é um. Tem uma pessoa que vive pregando essa premissa e, na hora do "vamo ver" é a primeira a já estar comparando e, cá entre nós, sem critério algum... Comparar é necessário, para que tenhamos parâmetro, mas, o que é - ou quem é - o parâmetro para comparação, mesmo? Só Jesus, mesmo. Ou Gandhy, Madre Tereza... Pessoas que abriram mão de si, por já serem tão evoluídos que não tinham mais o que crescer, apenas orientar e facilitar crescimentos.

Ai, quero vomitar minha irritação, para que essas reverberações me deixem em paz. Eu já vivo uma vida desgastante - não, eu graças a Deus não passo fome, nem sede... mas, a educação de Peu requer um ritmo em mim que não é o meu e exige um estado mental sempre alerta que, de vez em quando, pede descanso e não encontra. Tudo seria menos pesado se as pessoas se tocassem e, se querem ajudar, ajudem. Porque, muito ajuda quem não atrapalha, já dizia minha avó. Ajudar colocando mais pedra para a pessoa carregar a sadismo, né ajuda não, viu?

Meu filho é agitado, sim, mas a "culpa" não é minha. Ele é como é. Não é por falta de diálogo, nem de limite - ou tentativa de dar alguns. A educação de Peu é a longo prazo. Já percebi isso. Essa natureza geniosa dele insiste e testa meus limites, mas, eu quase sempre estou lá, segura e firme. Caio, por diversos motivos, porque, apesar de ser mãe - e todo mundo exige perfeição  sem o ser - eu sou gente e vivo outras coisas além da maternidade. Caio, por diversos fatores pessoais e íntimos. Caio como qualquer pessoa. Mas, o que mais me derruba, com relação a lidar com Peu são essas intromissões descabidas, desorientadas e sem sentido, que invadem como uma chuva ácida - não comparao com acidentes naturais, porque acidentes naturais são reações da natureza gritando socorro. A mãe natureza pede socorro para que nós, filhos, vivamos melhor e nós, filhos, somos extremamente desobedientes e impetuosos, como Peu é comigo... - e terminam por alterarem o rumo de meus afazeres, do meu ritmo... Tanta cobrança. Todo mundo devia fazer terapia. Tantas ações infantis, de adultos que não se desenvolveram e cresceram em idade, mas, não em identificar sua identidade... Tanta gente que briga por tão pouco. Tanta gente que se diminui em vez de crescer. Tanta gente que cria situações sem necessidades. Tanto malentendidos, por falta de uma coisa simples, chamada "comunicação" - falar, ouvir e entender. As pessoas têm má vontade em compreender. Em aceitar. Em respeitar. 

Difícil! Mas, vou indo, porque, como disse a própria Sueli, mãe nunca desiste. E, acabo sendo mãe de mim, porque não desisto de mim, nunca! Nem quando penso que assim o fiz.

Vou terminar aqui, senão, uma coisa puxa a outra e este post era só para dizer que educar um filho é zelar por tudo que o envolve, sabendo que não temos controle total do que eles captam, mas, temos co controle total de fazê-los entender que por mais legal que uma mãe seja, ela precisa ser respeitada e reconhecida como tal. Só para dizer que eu luto todos os dias para que meu filho cresça um homem virtuoso, de bem, mesmo que hoje ele brade com os limites, que teste os meus limites, amanhã, seja ele o que for, eu fiz o que pude, com a melhor intenção. Só para dizer a mim mesma que eu preciso recarregar e triplicar minhas forças. Só para me dizer que educar um filho é identificar os sinais - quando problemas - e se abrir para as soluções, porque não existe um única solução, mas, sim, uma que dê jeito.

Depois, talvez, volte a extravasar de novo. Afinal, na prática, somos isso: gente querendo ser melhor, mesmo sem se dar conta e sem se dar conta dos caminhos que seguimos para tal. E, no filme de nossas vidas, tudo deve ser dirigido por nós mesmos e com ajuda, sim, porque ninguém vive sozinho, mas, ajuda é uma coisa, manipulação, controle e intromissão é outra...

Saudações maternais,

Pat Lins - uma mãe na prática diária de se construir e desconstruir; num desabafo de mãe e que só coisa de mãe pode entender. E, fica a pergunta: "what mommy needs?" Afinal, somos mãe e  muito mais, não é não?! E sempre em mãetamorfose. E haja inventando com a mamãe para alegrar a filharada. Principalmente os kids indoors da vida moderna, de crianças que não dormem e vivem acesas, como se não tivessem tempo a perder. Que um dia vão virar adolescentes - e, alguns saírão dessa fase... Afinal, todas vivemos um sonho de ser mãe e, no final, toda mãe é igual! A cada mãe, mãeblogeira, bipolar ou não, aqui, meus parabéns! Fui tecendo o fio de ariadne para agradecer com este último parágrafo, a maioria dos blogs que sigo, por conta desse meu pequeno, nessa pequenópolis. Para quem não entendeu, vide a lista de blogs que sigo, porque este blog é para mães de ninas e ninos do meu coração. Minha homenagem a cada uma de vocês! Beijos!

segunda-feira, 7 de março de 2011

FILMES - influenciam, mas, não são determinantes

A gente lê, ouve falar, fica sabendo... que alguns filmes despertam certas emoções nas crianças - bem como nos adultos e assim como leitura, também. Coisa é quando essas emoções acabam sendo mal canalizadas - ou explosivas - e a criança fica acelerada. Imagine, Peu que já é aceleradíssimo e vem diminuindo, à medida que vai crescendo - graças a Deus, melhor do que se ele fosse quietinho, tipo sonso, e piorasse á medida que crescesse... isso é surpresa desagradável... rsrsrs - estava assistindo um filminho - desenho animado - e, meu Pai, nada o tirava da frente da tela da TV. Mas, quando ele era afstado dela, minha nossa, derrubava o mundo. Ele estava acelerado, mas, de uma maneira diferente. Foram mais de duas semanas assim. Detalhe: essas duas últimas. Nada descarregava a bateria dele. Até que, como um insight, meu marido disse: "vamos tirar esse filme, porque está demorando muito de passar e coincidência ou não, depois que ele começou a assistir, ele ficou assim...". Detalhe, o filme/desenho é japonês e cheio de imagens rápidas e muitas luzes.

Bom, lembrei do que uma amiga - que é psicóloga - me falou sobre a leitura de contos de fadas para criança, que, á medida que a criança pedisse para repetir, que eu repetisse, porque, provavelmente, algum conteúdo dele foi tocado e, com a repetição, essa emoção será apaziguada, sem necessidade de racionalizarmos. Quando falei para ela que Peu não era muito de parar para assistir, mas, quando ele gostava de um filme, ele queria que repetisse e repetisse, mas, enjoava e partia para outro. Ela dizia que era normal e me citou a explicação dos "Contos de fadas", me orientando a deixar. Só que este filme em específico, minha nossa, não passa nunca e, ainda por cima, influencia o comportamento dele. Eu sei que somos seres complexos, que somos resultado de tanta coisa. Sofremos influências e, naturalmente, o ambiente intefere e muito em nosso comportamento. Não credito a visão radical de que é determinante, mas, que a influência é muito forte, é.

Se o certo era deixar, até apaziguar, tive que interromper, porque quem já estava perdendo a paz era o lar - duas semanas é muito tempo. Faz dois dias que ele não assite ao bendito filme e a paz está voltando a imperar. Não sei se estou errada em interromper o processo dele, mas, têm horas que a prática requer uma atitude desesperada. Para eu ajudar Peu, preciso ficar tranquila; para eu ficar tranquila, Peu precisa estar tranquilo. Ou seja, outras coisas continuam acontecendo e estava impraticável lidar com as outras demandas em meio a tanto "furdunço".


Certa ou não, precisávamos agir e agimos em conjunto - eu e meu marido - e estamos firme em negar o filme, explicando para ele que o filme o deixou muito acelerado. Difícil segurar a onda, diante da insistência de Peu em querer assistir, mas, o NÃO precisou ser vigoroso e não me culpo, porque vem surtindo um efeito positivo e foi o que pude e soube fazer, na hora do desespero.

Agora, após respirar um pouco, pude redefinir uma mudança de estratégia. Pedi conselho a mesma amiga e ela me disse que posso determinar o tempo dele assistir ao filme e permitir que ele siga o ritmo dele.  Amanhã, coloco em prática essa nova estratégia. Nossa relação tá bacana. Cansativo, desgastante, mas, produtivo. Bom, as coisas tendem a melhorar quando assim queremos... Como diz meu grande ídolo Juracy Tavares: "crescer dentro da dificuldade". Ele me deu conselho, justamente se referindo a Peu aprendendo a andar/correr. CRESCER DENTRO DA DIFICULDADE, dói, mas, dá certo e faz um bem enorme, depois que passa. Não nego o desconforto das atribulações, mas, reconheço que se é assim, que assim seja. Aprender é crescer.

Observar, educar e conhecer um filho vai além de dar banho, alimentação saudável e etc. É estar atento a cada movimento, tentar decodificar cada sinal que eles emitem. Fiquei impressionada porque meu marido, que é totalmente desligado, percebeu. Fiquei feliz, porque ele também se mantém firme e isso tem ajudado. Quando eu preciso ser incisiva sozinha é mais cansativo, mas, dividida a responsabilidade, fica mais fácil. Inclusive Peu está assistindo a outros DVD´s e me pergunta: "esse é tranquilinho, mãe? Posso assistir?" Está linda essa relação. Estamos crescendo a cada dia.

Ser mãe, na prática, é uma arte de descoberta diária.Tudo está interligado.

Saudações maternais,

Pat Lins.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

COISAS DE CRIANÇA...


Criança sempre nos ensina algo bem fresquinho. Fora a sensibilidade que eles têm em captar, com a maior naturalidade - graças a ausência de preconceito... até a gente começar a passar para eles... -, as "verdades" e as incoerências do mundo que lhes cerca.


Pois bem, estavamos eu e Peu - meu filhote lindo e gostosão - assistindo Pocahontas e ele curtindo muito. Volta e meia ele me perguntava: "lá na curva, o que é que tem, mãe?" E eu não entendia... Até que prestei atenção ao filme e vi que se tratava de uma música... Lição 1: estar atenta só, não basta, tem que mergulhar... - risos.


Daí, ele desandou a perguntar o que são os "índios"; a cantar os trechos das músicas que mais lhe tocaram, como, na hora da preparação para o combate entre brancos e índios, os índios falam que os brancos não são humanos, que o dinheiro é o deus deles... enfim, essa parte ele percebeu bastante e me perguntou: "Por que dinheiro é Deus, mãe?" E, mais uma vez, mamãe não havia prestado a devida atenção... Então, expliquei-lhe que, na verdade, muitas pessoas são "escravas" do dinheiro e, em vez de abrirem seus corações para a vida, fecham-no para a ambição e prendem-se ao dinheiro como lema. Vi que havia falado "adultês" e refiz minha colocação: "é que, em vez deles amarem e ajudarem uns aos outros, filho, muitas pessoas perdem a vida toda querendo só ter dinheiro para comprar um monte de coisa... esquecendo de dar carinho, atenção... e, pior, que a gente faz isso sem perceber. Tem muita gente que só pensa no dinheiro, esquece de idolatrar aquilo que não se compra...". E, só para reforçar, tempo não é algo comercializável... Precisamos saber organizar o nosso para trabalhar, receber dinheiro e investir muito tempo naquilo que nos dá prazer.

Ah, sei que comecei a ver Pocahontas de outra maneira. Já o havia assistido com meus primos - quando ainda eram criança - e, para mim, mais um filme bonitinho e bem feito da Disney, com uma leve mensagem de cunho reflexivo por trás. Assistindo após os comentários de Peu - alguns já nem me recordo - vi que a intenção era mostrar o outro lado da verdade. Coisa que a gente sabe quando é adulto, mas, que as escolas esquecem de permitir se conhecer as duas partes: os "brancos civilizados" se acham. Eles se acham mais espertos; mais capazes; donos do mundo! Dizimaram - dizimam - quantas milhares de pessoas para conseguir o que querem: O NOVO MUNDO - novo para eles... Já era um lugar habitado por seres humanos. E isso é "civilidade"? Pedro perguntava: "Por que ele chamou ela de selvagem, mãe?" Como eles podem esquecer de respeitar as diferenças? Engraçado que, de maneira bem superficial e discreta, o filme tenta resgatar isso: RESPEITO ÀS DIFERENÇAS. Não existe cultura superior ou inferior - existem culturas diversas. Lógico que essa mensagem fica muito por trás do romance entre um branco inglês e uma índia norte-americana. O mote do "amor proibido" pelas diferenças raciais é o destaque. Mas, a mensagem de convivência pacífica, do respeito à natureza, da força de uma amizade... tudo isso está lá. Está na hora em que o indío Kocoum pensa que Pocahontas está sendo atacada e vai "salvá-la" e, ao mesmo tempo, Thomas o mata - demonstrando a supremacia branca das armas de fogo, que, primeiro atiram, para, depois, perguntar - para proteger Capitão John Smith. Este, por sua vez, redefine sua vida e sua maneira de ver os índios através da convivência com Pocahontas e do amor que brota dessa amizade. Até os animaizinhos acabam se entendendo.


Não fosse a limitação que a indústria cinematográfica impõe, o filme poderia explorar mais a mensagem do respeito às diferenças e de que civilização é apenas um termo inventado pelo homem branco, para justificar seus ataques às etnias diferentes. De qualquer maneira, já aborda o tema, quebrando aquele paradigma dos clássicos, onde os brancos eram sempre as vítmas dos índios "maus" e as crianças cresciam acreditando que os índios são os vilões.

Para incrementar, Peu pergunta a minha mãe, no dia seguinte: "Vó, por que eu nasci branco? Eu queria ser preto." Chegamos a pensar que fosse pelo fato do meu pai ser negro e Peu o idolatrar. Mas, na verdade, quando ele veio me perguntar, ele falou: "Mãe, por que eu nasci branco? Eu queria ser da cor de Vitinho - um coleguinha dele -. Branco é mau. Você viu que eles mataram os índios, em Pocahontas?". Eu disse: "Nem todos filho. Existem pessoas boas e pessoas más. A cor não é a gente que escolhe..." Fica a mais uma lição: respeitar ao próximo é muito mais do que dizer que respeita, é saber que o outro é diferente, mas, igual.

Sei que, ao menos, ele já percebe que destruir a vida dos outros para construir a sua não é um caminho do "bem". Aquilo me chamou a atenção. Uma criança de 4 anos perceber isso é muito lindo. Sinal de que educar um filho é perceber que eles já trazem muita sabedoria. E que nós precisamos nos reeducar para termos a mínima capacidade de passar uma boa orientação.

Fica mais uma dica de filme, para quem quiser assistir e passar a mensagem positiva do respeito ao próximo. E fica mais uma lição para refletirmos.

Saudações maternais,

Pat Lins.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"MENINO EM QUADRADINHO" - dica Mães na Prática


Ah, na prática, a gente quer que nossos filhos só assistam a boas produções, né verdade?!

Estava sentada com Peu, assistindo a programação do último domingo - 12/09/2010 -, da TVE Brasil, e, em meio a grade do dia, entra o Curta Criança - "O menino quadradinho" - e vi uma mensagem belíssima sobre a dualidade " ser criança X crescer", onde, o menino, diante do fim dos quadrinhos de um gibi, se vê "obrigado" a conhecer novas palavras e uma gama de novidades através do conhecimento. Uma metáfora brilhante para nos fazer refletir sobre a importância de "novas" e diversas leituras.

Duas frases me chamaram a atenção - lógico, tocaram em algum conteúdo meu e se associaram... risos -, dentre tantas mensagens bacanas: "não temos como viver o mesmo tempo duas vezes, mas, podemos reinventar" e "igual a história da vida... é para criança só no começo".

Ávida por rever aquele curta, corri para o "pai dos burros" da internet, nosso famoso Google e joguei: o menino quadradinho. Depois, fui ao Youtube, e coloquei, aqui, o vídeo, lançando essa dica para mães, pais e filhos. Trata-se de uma produção simples, porém, repleta de simbologia e um texto muito bacana. Lógico, Ziraldo é o "cara". Tem muita coisa boa para a gente levar adiante e apresentar aos nossos filhos - essa novíssima e inovadora geração, que chamo de geração da transição.

Agora, só assistir e se deixar levar pelas palavras e mensagens que esse curta traz e "etc." - risos:


Saudações maternais, com muitos etc,

Pat Lins.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

UP - ALTAS AVENTURAS - dica de filme


Up - Altas Aventuras é um filme lindo! Com cores alegres e estória incrível, Up nos lembra que a aventura de viver com alegria não pode ser esquecida.

Tudo começa com Carl Fredericksen ainda criança e seu sonho de viver altas aventuras, como do seu programa favorito  "Almanaque de Aventuras - A Aventura está lá fora", apresentado por Charlie Muntz. Este, um cientista famoso, que abordo do seu dirigível "Espírito de Aventura", percorre lugares incríveis e inimagináveis. Infelizmente, uma de suas descobertas é contestadas pela "ciência" e sua credibilidade, posta em dúvida. Magoado e ofendido, ele decide dedicar toda a sua vida para encontrar, com vida, o animal que todos acreditam ser "invenção" sua.


Mas, Carl e as outras crianças não estão preocupadas com o que a ciência atesta ou contesta. Ele sonha em ser um aventureiro. E, num de seus devaneios fantasiosos, depara-se com uma casa velha e uma pequena aventureira a explorá-la. Curioso, o tímido e solitário menino entra, sorrateiramente, como um verdadeiro explorador. Pego de surpresa, pela "capitã" Ellie, uma menininha esperta, falastrona e de bem com a vida, Carl é convidado a fazer parte do clube de aventureiros. Ali, começa a melhor aventura de suas vidas. Eles crescem juntos e se casam, sempre alimentando o sonho de conhecer o "Paraíso das Cachoeiras", uma terra perdida no tempo, que fica na América do Sul. Mas, na aventura diária, os obstáculos e as responsabilidades são muitas, fazendo com que os sonhos sejam protelados e as prioridades estabelecidas. Como todo adulto, os sonhos de criança tornam-se sonhos de criança e vão parar em algum lugar no maleiro, até que, um dia, ouve-se o chamdo da vida. Como não puderam ter filhos, o casal envelhece junto fazendo de cada dia, uma dia aprazível. Até que Ellie falece e Carl se vê sozinho, novamente.


A partir daí, começa sua verdadeira aventura. Mantendo a rotina de anos, porém, com idade já avançada e feições quadradas - bastante diferente das feições arredondadas de sua infância -, Sr. Fredericksen se torna um velho ranzinza e isolado. Não fosse a especulação imobiliária te importunando a todo instante, para que venda sua casinha, a mesma que ele e Ellie se conheceram, na infância e transformaram em lar. Diante da pressão de homens sem rostos e mulheres masculinizadas pelo "poder", grudados em seus celulares - isso é uma interpretação minha, tá... através dos personagens que representam os "poderosos" que querem comprar a casa -, Sr. Friedericksen precisa conviver com todo o transtorno e barulho da vida "moderna". Após receber a visita de um pequeno "explorador da natureza", chamado Russell, Sr. Fredericksen é, mais uma vez importunado pela construtora, que destrói sua caixa de correspondência, num pequeno acidente. Sisudo e mal humorado, ele tenta recuperar "seu" objeto. E, por conta de um pequeno mal entendido, ele "agride" o funcionário, com sua bengala. Levado à polícia, é sentenciado a se mudar para um azilo de velhinhos - tudo isso com muita leveza, por se tratar de um filme infantil.

No dia de sua mudança, a surpresa! Ao arrumar suas malas, ele encontra o antigo livro de aventuras de Ellie, onde ela colava fotos e recortes de suas aventuras e sonhos e sempre deixava espaço para as aventuras que iria viver, como morar no Paraíso das Cachoeiras. Quando os enfermeiros do azilo chegam, para conduzí-lo, ele pede para se despedir da casa. Ao fechar a porta, algo inimaginável acontece. Milhões de balões surgem e levantam a velha casinha. Sr. Fredericksen dá início a sua maior aventura: levar a casa e todas as suas lembranças com Ellie para a América do Sul, precisamente, ao Paraíso das Cachoeiras. Preso à promessa que fez a sua esposa, ele ganha os ares e segue o seu destino.

Na paz e quietude dos céus, alguém bate a porta. Surpreso, ele abre e se depara com o pequeno Russel, em sua varanda. Desse ponto em diante, a dupla vai viver inúmeras aventuras até chegar ao Paraíso das Cachoeiras - após sua chegada, também. Para Russell, o importante é ajudar um idoso a "atravessar alguma coisa", afim de receber seu distintivo e se tornar um "grande explorador da natureza".

Já em terra firme, ainda rumo ao Paraíso das Cachoeiras, eles conhecem Kevin e Dug, com quem viverão as mais fantásticas e surpreendentes aventuras. E, é em meio a esse mundo de fantasia que Sr. Fredericksen recupera sua alegria de viver e resgata seus sonhos de criança. Sr. Fredericksen, literalmente, leva a casa e todas as suas lembranças, nas costas. Mas, novos sonhos passam a fazer parte da sua atual realidade e, através do fulgor da juventude do pequeno escoteiro - Russell, Sr. Fredericksen se vê diante de uma escolha difícil e importante: segue seu caminho, preso ao passado ou, muda seus planos? Encontros insusitados e inesperados. É lindo quando ele abre o "livro de aventuras" de Ellie e vê que ela já havia preenchido o espaço: "coisas que vou fazer" com o que eles fizeram, desde o dia do casamento. Prova de que ela soube viver e aproveitar cada instante de sua vida, sem se prender ao que "poderia" ter feito. Senão, as coisas que quermos fazer, nunca chegarão e sempre ficará um espaço para o futuro, talvez, que nunca exista. 

Liberdade, união, amizade, qualidade de vida, sustentabilidade, a importância da tecnologia bem aplicada, respeito às diferenças, respeito ao mais velho - afinal, o velhinho de hoje, foi a criança de ante-ontem... -, respeito ao ser humano... questionamentos sobre "civilização", respeito à natureza, a importância de estar presente na vida dos filhos, amor, atenção, compromisso... um velho solitário, ranzinza e incompreendido com uma criança sem atenção do pai que se unem e se tornam uma família, são apenas algumas das mensagens que o filme passa. É muito lindo!

Para nós, adultos, fica a mensagem de que não podemos deixar morrer os sonhos, mas, que precisamos saber nos ajustar às mudanças, com o espírito de aventura e coragem sem entraves, da infância, com a sabedoria e o conhecimento adquiridos com o passar dos anos. A união perfeita do equilíbrio entre o vigor e a força da juventude com a experiência da 3ª idade. Fora a mensagem do desapego. Nos prendemos tanto ao passado que não nos damos conta do presente. No final, tudo dá sempre certo. Hora de recomeçar! E o melhor, viver o sonho é muito melhor do que sonhar! A gente pode conseguir muito mais, se mantiver aceso nosso "espírito de aventura"!!! Sempre há uma saída.

Para as crianças, um desenho animado cheio de aventuras e fantasia de um "velho" com cheiro de ameixa e seu novo amigo, um "carteiro tampinha" - como os chamam os cachorros na floresta!


Gente, tudo isso aliado à dublagem de Chico Anysio é show de bola! Fora os bônus, como "Parcialmente nublado", que é a coisa mais fofa e com uma mensagem riquíssima sobre a dualidade da vida, de maneira lúdica.

Embarque nessa aventura cheia de cores e mistérios. Divirta-se! Porque "a aventura está lá fora!".

Saudações maternais,

Pat Lins.

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