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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

MÃE, FILHA DA MÃE... NATUREZA!

Imagem: Freeimages - Flower Series 1 - by flaivoloka's

Estava, hoje, refletindo sobre nós, mães... me deu uma vontade de ser piegas...

Somos babonas, bobonas, fortes matronas, somos guerreiras, somos frágeis, somos doces, somos brutas, somos azedas... somos gente e somos bicho!

Somos razão e emoção, todo dia, na corda bamba.

Somos capazes de compreender tudo, menos ataques gratuitos aos nossos pequenos, né assim? Em geral, carregamos nas tintas, mas somos capazes de ser uma fera quando precisamos proteger nossa prole. Discordo do discurso de que toda mãe deve passar a mão pela cabeça do filho e deixá-lo fazer tudo o que quer... meu filho além de não ser santo, dá um trabalho danado, mas isso não dá direito a ninguém de maltratá-lo, né assim?! Precisamos ser capazes de ponderar mais o real com as surtadas... Manter sempre a razão como norte e a emoção como combustível - e isso não quer dizer "não sentir", apenas que precisamos ser capazes de sentir sem perder o foco, tipo soldado na guerra, sabe, que mesmo machucado, luta pela vida sem se jogar no fogo cruzado ou agir sem estratégia... mais ou menos assim.

Pois é, a minha reflexão é sobre o desgaste natural do cotidiano. Hoje em dia, estamos assumindo um papel muito estranho... tudo tem que ser orientado por uma "super nanny" que entende de tudo. Sei que os estudos ajudam no direcionamento, mas há o que surge de novo e não foi estudado, porque, simplesmente, não existia. Há o que não se enquadra no estudo, porque este se baseia numa média, numa amostragem, ou seja, numa ínfima representação de um todo gigantesco. E me pergunto: quando nossos filhos estão fora da média - além ou aquém do padrão, ou ambos concomitantemente - quem pode socorrer, sem dar um soco em nossos estômagos já magoados por sermos humanas e trazermos nossas próprias demandas e por nos depararmos com críticas severas e sem fundamentos, apenas situações intimidatórias de pessoas pequenas que tentam mascarar suas própria incompetências.

Tanta coisa agindo sobre nós: cobrança, realidade, dia a dia, trabalho, contas, relacionamentos, família, sonhos, frustrações nossas, características individuais de cada filho, etc, etc, etc Pretérito mais que perfeito que somos e que já éramos antes de nascermos e que paira por aí, como inconsciente coletivo, como características das famílias das quais originamos... e, de vez em quando, vêm nos assombrar como uma explosão de emoções sabe Deus vinda de onde, no presente simples... Tudo tão vasto e complexo que ciência alguma é capaz de assegurar, com plena e convicta certeza o que é Ser Mãe. Um ser sem explicação. Fora os hormônios, o corpo modificado, a cabeça que se torna nossa e deles, que somos um portal aberto. Tanta coisa que somos para administrar sozinha o "peso" que nos dão ao nascermos mães. E, ao mesmo tempo, tão simples e belo, quando nosso fruto apenas sorri e diz:"mãe, eu te amo!". Nossa, o mundo muda de cor!

Vivemos em tantos ambientes, falamos tantas línguas, fazemos tantas viagens - sem sair do lugar. Precisamos nos especializar em tanta coisa, desde identificar o choro de sono, de fome ou de fralda suja e/ou molhada, até as sessões de psicoterapia em altos papos cabeça com essas criaturinhas - que sempre serão "inhas", mesmo vendo-os, com os olhos da realidade, crescer, sem podá-los, sem infantilizá-los, mas cá dentro de cada uma de nós, são aqueles pequenos que carregamos quando mediam o tamanho do nosso antebraço. 

Fiquei pensando, se até a Mãe Natureza cansa, sofre e se desgasta com os ataques incessantes que direcionamos - nós, seres humanos em geral - para ela, imagina nós, mães filhas e parte dessa mesma natureza? Sim, somo animais, somos natureza, somo mais e muito mais! Mas, também somos o menos, o que perde, o que acumula resíduos tóxicos de dor e lamento, do "eu não consigo" até entender o "não depende de mim". Somos nossas partes que não se renovam e somos as partes renováveis do novo que surge agora!

Somos muito massa, velho!

Detalhe que somos mães, mas nunca deixamos de ser filhas! Por isso, deveríamos entender mais nossas mães e nossos filhos e a nós mesmas!

Não somos mágicas, mas parece que sem ela, não funcionamos: a magia da vida!

Somos uma combinação dual e concomitante de dor e alegria, tudo ao mesmo tempo, agora!

Somos trágicas e somos comédias! 

Somos o colo que acolhe e a cara a tapa para vivermos o dia a dia!

Somos o ouvidos que tem que escutar que somos inconvenientes - quando somos e, francamente têm mães que exageram nisso e não cuidam das próprias carências... se não cuidam, a tendência é piorar e envelhecer assim... depois, não cobrem dos filhos aquilo que nem você é capaz de ser: melhor!

Somos olhos para ver as quedas, as superações, as marcas e arranhões e as cicatrizes que sabemos muito bem, para sempre, como e quando aconteceram, enquanto eles apenas têm uma vaga lembrança ou sabem porque contamos, né assim?

A gente tem que lembrar do que importa e esquecer do que não vale a pena!

Essa é minha rotina de mãe, uma mãe especial, de um filho mega especial!

Essa é a minha rotina de gente que sou.

Somos humanamente heroínas, porque com um limão, se não der para fazer limonada, fazemos água aromatizada!

Somos PhD em tentar entender, meu filho! Mas, e quem nos entende? Somos o que a ciência não explica, mas a Mãe Natureza e o Pai do Céu nos entende!

Saudações maternais,

Pat Lins.



quinta-feira, 6 de março de 2014

MÃES EM BUSCA DE SI MESMAS!


"Uma criança, quando lhe é dada a oportunidade, tem o dom de uma comunicação honesta e direta.
Uma mãe, quando respeitada e aceita com dignidade, sabendo que não será criticada ou censurada, também pode expressar-se com sinceridade."
Virginia M. Axline
trecho do belíssimo livro "DIBS - em busca de si mesmo".

Saudações maternais,

Pat Lins.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O QUE O BEBÊ QUER NOS DIZER COM SEU CHORO - Por Thales Pinho

Gente, hoje o nosso post é especial para mamães e papais de primeira viagem! 
Trata-se de um texto escrito por um "pai na prática" sobre "o que os bebês querem nos dizer com seu choro". 
Então, aproveitem as dicas e boa sorte!
Pat Lins.
Imagem: Silent Scream - by Shune
Olá mamães, tudo bem com vocês?
Meu nome é Thales Pinho e sou redator do site Tricae e do blog da Tricae. Estou aqui hoje para fazer um post como convidado da Patrícia Lins sobre cuidados com o bebê e, depois de pensar muito, pensei que um tema interessante para as mamães de primeira viagem seria a interpretação do choro do bebê. Como fui pai recentemente, uma das coisas que mais me tiravam o sono, literalmente, era entender o que minha filha Olívia queria dizer quando estava chorando. Claro que não dá para acertar todas, mas com estas dicas, minha vida e da Marcelle, mamãe da pequena, ficou um tantinho mais tranquila. Espero que vocês gostem das sugestões.
O choro de um bebê é algo que sempre aflige as mamães e papais. Os motivos para tal podem ser os mais diversos possíveis. Mas, afinal, o que ele quer nos dizer? A razão pode ser uma cólica, fome, cansaço e etc. Podemos tentar decifrar este choro com algumas dicas, claro que não são 100% garantidas, é apenas uma forma de tentar interpretar o que a criança quer nos dizer. Abaixo seguem algumas dicas para tentar entender o que o bebê quer nos dizer quando ele está chorando.



Fome



Um choro com um tom mais grave, cujo volume sobe e desce, pode significar fome. Este tipo de choro soa como uma sirene, que a intensidade cresce e diminui, mas sempre fazendo barulho. Se você notar um choro parecido com este, experimente tentar alimentar o bebê, é possível que esta seja a solução para acalmá-lo.



Irritação



Um choro mais histérico, turbulento, pode significar que a criança esteja irritada. Seja pela temperatura do ambiente, por uma posição desagradável, um ambiente muito barulhento ou iluminado. Estes fatores podem contribuir para a irritação do bebê. O ideal é tentar modificar a posição da criança, checar se o ambiente está frio, quente, muito iluminado ou barulhento. Tais elementos são os principais motivos para a irritação do bebê.



Cólica



Um bebê muito agitado entre as 18h00 e 24h00 pode significar que o mesmo esteja sofrendo de cólicas. Outros fatores que pode auxiliar os pais a entenderem que seu filho está com cólica são o choro incontrolável, os gritos e os movimentos de esticar e encolher as pernas. Tais movimentos de perna são um reflexo natural da criança na tentativa de liberar gases. Em média, um em cada cinco bebês sofrem de cólicas, cuja causa não é totalmente esclarecida.



No caso dos bebês que ainda estão mamando no peito, o motivo pode ser a alimentação da mamãe. Evite produtos derivados do leite, café e alimentos gordurosos. Uma chupeta, em alguns casos, pode ajudar a aliviar a dor, bem como deitá-lo de bruços massageando as costas, ou de frente fazendo o movimento de esticar e encolher as pernas. Caso o problema continue, um pediatra pode ter a resposta.



Dor



Quando o bebê está sentindo alguma dor, os gritos agudos, altos e repentinos podem indicar este problema, além disso, há períodos de pausa e o famoso choramingo. A recomendação neste caso é verificar se há algo incomodando a criança, como uma roupa apertada, etiquetas e etc.



Amor, paciência e compreensão



O choro do bebê deixa os pais muito aflitos, principalmente por causa da nossa impotência perante a este fato, pois é muito difícil compreender o que o choro da criança quer nos dizer. Com o tempo aprendemos e conhecemos melhor nossos filhos, o que pode facilitar e muito na hora de interpretar cada tipo de choro. Com muito amor, paciência e carinho, fica mais fácil entender o que eles querem nos dizer.



Gostaram do post? Conte-nos sobre como você interpreta e tenta resolver os motivos do choro do bebê.



Beijos mamães.



quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

RECEITA DE BOLO "MÃES NA PRÁTICA" - JUST DO IT!

Imagem: Google - AQUARELA EM CORES

2014 começando e a gente continuando e inovando, renovando.

Muita coisa a gente consegue dar conta. Muita coisa a gente não consegue dar conta. Muita coisa a gente acredita/se ilude que dá conta. Muita coisa a gente nem sabe que é capaz de dar conta. 

Comecei o ano - aliás, passei o final do ano passado - refletindo sobre "preciso de uma receita pronta para saber a melhor maneira de educar meu filho". Parece que a gente progride em tanta coisa e, esbarra naquilo que não depende de nós.

Conversando e observando outras mães - inclusive mães de mães - percebo que não quero essa receita do que está aí. Porém, se a geração atual pede inovação, eu também não sei como acertar sempre e em tudo. Na prática a prática requer muito mais de nós do que nos damos conta.

Assim, me veio um pensamento consolador ao amanhecer o novo dia, o primeiro de um novo ano novo:

SER ORIGINAL NÃO QUER DIZER, APENAS, FAZER AQUILO QUE NINGUÉM FEZ. É MUITO MAIS DO QUE ISSO. É, INCLUSIVE, FAZER O QUE VOCÊ PRECISA FAZER DE ACORDO COM A SUA REAL NECESSIDADE, NA PRÁTICA DIÁRIA. COLOCANDO SUA ENERGIA NA ELABORAÇÃO E CONCEPÇÃO DA AÇÃO. AINDA QUE ALGUÉM JÁ TENHA FEITO ALGO ANTERIORMENTE. SEGUIR E TOMAR COMO REFERÊNCIA NÃO É COPIAR E COLAR, É AJUSTAR. NESSE AJUSTE, SEU CONTEXTO, SUA HISTÓRIA, SUAS CARACTERÍSTICAS... TUDO VEM JUNTO. ALGO NOVO SE CRIA. E O NOVO É A CRIATIVIDADE DE FAZER AQUILO QUE PRECISA, SÓ QUE COM A SUA CARA! DE ACORDO COM A SUA NECESSIDADE.

Ou seja, faça! JUST DO IT!

Nem que seja uma simples brincadeira, ainda que antiga, mas colocada em prática, se entregando ao momento, ela passa a ter você, ela passa a ser você, mesmo não tendo sido inventada por você.

Ter consciência de que mesmo seguindo uma receita o bolo pode solar e que nunca será do mesmo jeito, ainda que misturemos os mesmos ingredientes, sempre.

Ser mãe requer estar aberta para aprender. Estar aberta para escutar. Estar aberta para falar. O grande problema é que a maioria das pessoas só quer julgar, condenar, excluir. Ser mãe, na prática, deveria ser ser mais solidária com outras mães. Não para dizer o que cada uma tem que fazer, mas para estar ao lado e acolher.

Ter gente nos apoiando para fazer frente aos que pesam do outro lado, condenando, vale a pena. 

Se educar um filho já é missão muito maior do que pai e mãe, imagina os filhos desta geração, que ninguém ainda acolheu para saber lidar? Seria tão simples se, e somente si, apenas deixassem de apontar o dedo e julgar.

A dor e o cansaço de ter essa linda e desgastante - e desgastante não é uma palavra pejorativa... apenas uma palavra que quer dizer característica do que é cansativo, ou seja é um adjetivo, ele qualifica o estado do sujeito após repetidos e exaustivos movimentos num mesmo objetivo... - missão, nos faz reféns da sociedade cruel e denota o quanto essa sociedade é leviana. Enquanto a maioria das pessoas alega estar despreparada para uma nova vida, para uma vida virtuosa... essa mesma grande maioria quer massacre, guerras e futebol. E julgam quem está na labuta "tentativa e erro, para aprender, já que não há precedente n história...", como "frescura e melindre de quem não é firme e não sabe dar limite". Leia-se limite como LIMITAÇÃO, castração, e não como algo construtivo, necessário e edificante.

Tudo isso aquece demais o forno e, ou queima o bolo, alegando que a boleira é incompetente ou a obriga a tirar antes... destruindo a boleira, por nem dar chance dela concluir o próprio caminho. Ops! Não seria serviço?! ...

Sinto falta de uma espaço, um ambiente social - no geral - mais amoroso. Apesar de filtrar as pessoas do meu círculo, nem tudo está em nossas variáveis controláveis, né verdade? Assim, estar emocionalmente bem e forte - que não quer dizer frio - ou, no mínimo, considerando que nem tudo depende da gente, não vai evitar que cansemos, mas vai evitar que soframos um desgaste pela poluição social.

Imagem: Google - FRESCURINHAS PERSONALIZADAS
Hummmmmmmmmmmmm! Que cheiro bom! Cheirinho de ano novo saindo do forno. Nova fornada de coisas boas podem vir por aí! Vamos saborear, então, na prática diária de sermos essas guerreiras, desbravadoras e precursoras MÃES NA PRÁTICA. Afinal, é no dia a dia e no se refazer no instante seguinte que nos fazemos NÓS MESMAS!

Então, vamos colocar ainda mais um punhado de amor, com umas pitadas de "muito ajuda quem não atrapalha", bastante doçura, caprichar na apresentação - afinal, o estético acaba revelando o que está dentro... - e servir com muita vontade de querer fazer diferente de uma maneira positiva. Sirvamos essas fatias para todas as pessoas, principalmente, as mais amargas e julgadoras. Quem sabe um pouco de doce traga à tona um coração ou que o faça bater mais forte e ser lembrado... Nós somos mães, não santas, nem perfeitas! Muito menos, capazes de seguir à risca uma receita que nunca deu certo... apenas aparentava ser ideal, desde que ninguém fosse diferente. Para estes, existe o lugar dos diferentes, com um rótulo gigantescos, como uma letra escarlate, e tão danosa quanto, porque marca para que se afastem. Nos aproximemos mais do carinho, com carinho! Do afeto, com afeto. Da ternura, com ternura. Só assim, acessaremos o amor, não a hipocrisia imperante!

Bom, o bolo não fui eu quem fez - nem tenho esse dom... - mas, deu vontade de saborear! 

Saudações maternais e vamos nos fortalecer, em prol de uma maior consciência coletiva colaborativa,

Pat Lins.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O MAIOR DESAFIO DE SER MÃE NA PRÁTICA...

Imagem: Google
Gente, na vida a gente precisa ter cuidado com o que se dispõe a fazer... Quando falamos em respeitar os filhos como eles são é sério, mesmo.

Para romper com todas as normas, com tudo que nos é imposto em forma de cobrança de perfeição, hoje em dia, ser mãe é estar sempre "hiper vigilante" - como está na moda essa expressão e eu adorei, porque é o que vivemos, é uma adrenalina que não cessa, que não tem tempo e espaço para baixar.

Nossa, entender que determinados desafios que passamos não é fracasso, é apenas o que é é simples, mas dói em tanta parte no corpo de vez que a gente não sabe precisar de onde vem e para onde vai.

Com Peu,acabei abrindo tanto mão da minha vida, para cuidar dele, que é como se fosse minha vida, também. Nossa vida, nossas vidas. 

Por ele eu sou capaz de fazer tanta coisa, principalmente APRENDER. Ele me obriga - algumas vezes de maneira dolorosa, porque bate numa dimensão orgulhosa e vaidosa... - a sair do lugar comum do discurso pronto e viver na prática, ali, aqui, no real, na hora.

Graças a ele eu me resgato. Ele me obrigou, no melhor dos sentidos, em me assumir, em aceitar minha veia artística que está se manifestando, após tantos anos adormecida, que nem lembrava que tinha.

Aquilo que mais venero, que é o amor que tenho pelo mundo literário, o mundo mágico da fantasia - com consciência do que é fantasia e do que é real... e outras vezes, um desejo doido de que o real fosse fantasia, que até fantasio, para aliviar o peso... - que me fora despertado desde menina, tem nele, mas do jeito dele.

Pedro tem me ensinado e custei a entender, a apreender que ser mãe é ajudar o filho, mas que o filho é um indivíduo e um indivíduo especial. Saber respeitar o filho em seu ritmo deveria ser mais fácil, mas ele diz: "eu sou como sou! Eu sou quem eu sou!".

Graças a ele, aprendi esse caminho da blogosfera para me ler, me escrever, me (re)encontrar.

Tarefa desafiadora ser mãe e ter que lutar para salvar o filho. Salvar do quê? "Perigos sempre hão de pintar por aí...". 

Sou grata a tanta gente nesse processo de crescimento e tenho que lidar com o que fizeram irresponsavelmente com ele, no ano passado e com as sequelas e marcas que o impediram de ir além. Justamente quando estávamos numa crescente, a equipe da escola, que nunca reconheceu as falhas nas ações, puxou a corda. Mas, agora é passado e o presente é que importa.

Estamos seguindo e cada pequeno avanço, vibro! O desbloqueio leva tempo e tempo é o que darei ao meu filho. Tempo de ser quem ele é. Tempo e espaço para crescer. E isso é o que conta. Apesar da dor da sensação de "poderia ter feito mais". A gente sempre quer que o filho se enquadre num patamar de perfeição.

Pois, mesmo com as dificuldades de Pedrinho, ele me fez o maior favor: me fez sentir a vontade de adentrar o mundo literário e estou a caminho, filho!

A vida é dual, né verdade?

Justamente por isso, tenho vindo pouco aqui, interagir com as outras mães que me dão apoio nessa troca saudável de experiências.

Em breve volto com novidades!

Saudações maternais,

Pat Lins - fracasso é nem tentar! Tentar, mesmo que não consiga, é meio caminho para o sucesso de se alcançar a vitória!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

APRENDENDO COM OS FILHOS: MENOS É MAIS!


Pois é, quando a gente nasce mãe e pai, a gente tem a uma grande oportunidade de reaprender a viver e a ver as coisas à nossa volta.

Assim, a gente aprende que a simplicidade é a melhor solução e que todo problema só aumenta se a gente der força... 

Com meu filho, tenho aprendido que MENOS É MAIS!

Quanto menos vaidade, menos dureza, menos rigidez, menos pessimismo... mais perto da felicidade estaremos!

TUDO  o que eles REALMENTE querem de nós? Nós! O resto é a gente que ensina... é a gente que cria e repassa e afirma e instala desejos com nome de necessidade. Afinal, isso foi feito conosco, com os nossos pais, com os pais dos nossos pais e por aí segue, porque atrás vem é gente!

O tempo que nos rege é o AGORA. Que nosso "foi" seja de boas lembranças de boas bases firmadas!

Saudações maternais,

Pat Lins.

domingo, 12 de maio de 2013

QUAL O MAIOR DESEJO DE UMA MÃE?


Todas nós sabemos que o nosso maior desejo é que os nossos filhos sejam FELIZES!

Eu ensino a Pedro que a gente pode ser feliz e fazer aos outros felizes com a nossa felicidade. Nosso mundo parece insensível ao AMOR, mas a cada dia que passa, mais conheço pessoas que lutam, dia a dia, na propagação do amor e das coisas boas; no resgate do respeito à infância como infância e como fase natural e necessária para a boa formação humana e não um pré vestibular para a fase adulta e que só terá sucesso aquele que se estressar mais, cada dia mais cedo...

SER MÃE É ARAR, SEMEAR E REGAR... A COLHEITA É DOS FILHOS!

O que a gente quer, de verdade, é que sejam felizes, mas sabemos nós o que vem a ser felicidade? Onde vende? Quanto custa? Paga em quantas vezes? Entrega em domicílio? 

Para todas essas perguntas e Vida nos responde através de um órgão que, atualmente, só serve para enfartar de estresse: o coração. 

Respeitar a individualidade - nossa e dele(s), do pai...; respeitar cada fase; aceitar que erramos porque somos humanas, mas temos a capacidade de re-significar e ainda assim, não acertar por completo; dar limite com amor; saber dizer "não" e o porquê... enfim, é preciso, antes de tudo, a mãe se acolher. Se (re)conhecer como pessoa, com anseios, com desejos e com expectativas e que os filhos NÃO têm a obrigação de resolver os nossos problemas pessoais... filho é outro ser humano que veio para trilhar a própria vida e não uma extensão do nosso umbigo ou um simples tapa buraco. Essa parte dói, mas é o que pode nos libertar e libertar nossos pequenos/grandes.

Fátima Bernardes deu um depoimento lindo, em seu programa "Encontros", do dia 10 de maio de 2013:

"...você na verdade, você pode regar para aquela sua sementinha ser a melhor possível. Agora você não vai transformar a semente da rosa na semente de margarida. Então, respeita isso! Agora, tenta transformar na rosa mais bonita, na margarida mais bonita, no cravo mais bonito. Mas, não tenta fazer com que a margarida vire rosa...".

Ser mãe é entender, acima de tudo: acolher, compreender e amar, para ajudar a transformar o como está em quem é!

E ser mãe é bem por aí, entender que também é aprendiz. Porém, uma aprendiz com a missão de mestre! E todo dia é dia da mãe, do filho, do pai... mas, se temos essa data para parar, refletir e comemorar, vamos aproveitar!

UM DIA DAS MÃES REPLETO DE AMOR E TERNURA, HOJE E SEMPRE! PORQUE TODO DIA É DIA DE SER FELIZ!

Saudações maternais,

Pat Lins.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

CORAÇÃO DE MÃE - HOMENAGEM AO DIA DAS MÃES




Seu coração é assim
Não sei porque mais é assim
Parece que não tem mais fim
Um oceano de afeto
Quanto mais ama mais tem amor
Quanto mais serve mais tem pra dar
Tanto querer, tanta emoção
Tanto carinho por mim.
Seu coração é assim
Flor que desabrocha a cada manhã
Fonte de amor que é sem fim
Deus te fez assim pra cuidar de mim.
Quero crescer com você
E a cada dia aprender
Que o seu coração é assim
Minha mãe.
Seu coração é assim
Não sei porque mais é assim
Parece que não tem mais fim
Um oceano de afeto
Quanto mais ama mais tem amor
Quanto mais serve mais tem pra dar
Tanto querer, tanta emoção
Tanto carinho por mim.
Seu coração é assim
Flor que desabrocha a cada manhã
Fonte de amor que é sem fim
Deus te fez assim pra cuidar de mim.
Quero crescer com voce
E a cada dia aprender,
Que o seu coração é assim
Minha mãe.
Que o seu coração é assim (3x)
Minha mãe
Te amo mãe


sexta-feira, 19 de abril de 2013

E QUANDO OS FILHOS CRESCEM E OS PAIS DEIXAM DE SER OS HERÓIS IMORTAIS E INVENCÍVEIS?



Estava conversando com uma pessoa muito especial para mim, uma grande amiga e mãe de um menino maravilhoso, sensível, super inteligente e, ao mesmo tempo, insolente - bem tipo Peu... - e ela me falava da mãe dela e da relação das duas.

Pedi licença para publicar aqui as suas impressões, pois podem enriquecer a outras mães, como eu e as amigas que lêem e ela apenas me pediu que não revelasse o seu nome, o que respeito e entendo. Como o espaço é para troca de experiências reais, não importam os nomes e sim, as situações. Neste caso, ela fala não como a mãe do pequeno, mas como filha da mãe... - por favor, entenda, apesar de ser brincadeira o uso dessa expressão, eu respeito muito a mãe dela, por ser uma pessoa que viveu muita coisa boa, no âmbito financeiro, porém, muita dificuldade no âmbito amor de família. Pois bem, vamos lá:


A MÃE QUE TAMBÉM É FILHA DE UMA MÃE
Uma história realmente emocionante, de amor, desafio e superação 
dentro da escolha de como se proteger

"Amiga" tem - isso ela me autorizou revelar - 49 anos e explicou que sempre amou a mãe e sempre compreendeu sua carência afetiva. Por muitos anos esteva ao lado da mãe, mesmo tendo esta feito as suas escolhas na vida e ter morado 20 anos nos EUA, após segundo casamento e pouco tenha entrado em contato com a filha. Como não tinham mais posses materiais "com folga financeira", não conseguiam manter esse contato. Na época, em que a mãe decidiu morar fora, ela já não era nenhuma criança - estava para completar 25 anos - e apoiou a decisão, por ver a mãe como vítima da relação com o pai. Naquela época, telefone era muito caro - ainda é... - e não havia a facilidade da internet, nem das passagens aéreas mais em conta e parceladas em 10 vezes. Foi uma ruptura dura de segurar para ela, que se viu sozinha com a irmã caçula - dois anos mais nova - e com problemas e transtornos emocionais sérios. O baque foi de derrubar a irmã que "surtou". Sem perceber, ela assumiu o papel de mãe, para a irmã e foram "tapando os buracos", motivadas pela alegria de saber que a mãe estava "livre" do passado e dos seu sofrimento no casamento opressivo. Depois de 5 anos, a mãe conseguiu visitar as filhas e conheceu o primeiro neto - o que cito no início do texto - e essa nova condição de "ser avó" mexeu com ela. Simplesmente, ela se revelou insegura e carente. Queria atenção 24 horas da filha mais velha e tratava a mais nova como uma pessoa incapaz - no que esta se tornou de fato, por falta de incentivo ao tratamento psicoterápico e neurológico. A mais velha, hoje, separada do marido, na época se viu "rodada" com a mãe carente e manipuladora e às voltas com um filho de um mês, um marido maravilhoso, mas que estava sufocado com a presença da sogra tão esperada e que se revelou em desequilíbrio emocional - ele tentou ajudar, mas foi ali que o casamento começou a ceder às pressões e tensões - e deprimiu. Pois é! Deprimiu, por estar sem forças.

Quando a mãe partiu, ela assumiu a irmã. Seu trabalho era cansativo, mas dava conta. Quando casou com o noivo de 5 anos, ela precisou deixar a irmã segura de que não a estava abandonando, mas precisava ir morar com o marido. A caçula estava em tratamento e com a mesada que a mãe mandava dos EUA, conseguia se manter sem trabalhar - é um tipo de esquizofrenia, uma psicose séria que não era bem aceita pela mãe e que "empurraram" com a barriga até explodir com a escolha da mãe de partir e, de certa forma, sumir, já que não mantinha mais contato frequente... nada que ultrapassasse uma ligação por mês e cartas quando "tinha tempo". Ela - a mãe - tinha sua vida, seu trabalho, mas sempre meio que manipulou as situações para que ninguém percebesse que não sabia lidar com o problema da caçula e vivia enchendo-a de cursos de motivação, viagens, presentes... para poupá-la e poupar-se ("sem emissão de julgamento, mas eu precisie enxergar o que mamãe fez", relata amiga), do mundo real e acreditando que estava ajudando a filha, só não admita levar a filha ao psicólogo. Quando a mãe voltou, 5 anos depois, ela "fez" com que a filha deixasse o tratamento, que começou meses após a sua partida e adentrou numa linha espiritualista diversificada, meio que um tratamento ecumênico, ora no candomblé, ora numa abordagem mais esotérica... enfim, nos quase 6 meses que passou no Brasil, ela procurou  de um tudo, desde que a filha não fosse mais ao tratamento psicoterápico. A jovem, já com uns 28 anos, regrediu extremamente e nunca mais foi a mesma... Com a "cobertura" da mãe, ela se sentiu "forte". Não tinha amigas - como na época da eclosão dos transtornos seu comportamento era difícil de lidar no social - com ciúme excessivo, inveja e mania de inventar e criar casos, gerando fofocas e conversas emboladas e denotando uma realidade fantasiosa... sem muito nexo - ela, como dizer, meio que foi excluída do contexto social... isolada, procurava amizades com pessoas de baixo poder aquisitivo, as quais a procuravam com interesse em ir a baladas e festas de "gente chique". Ou seja, ela estava sozinha. Com a volta da mãe, ela que já havia conseguido desenvolver um vínculo de amizade com duas jovens bem bacanas, e que foram um apoio para a mais velha sair de casa sem maior impacto na vida da caçula, desceu ribanceira abaixo e decidiu ter um filho - qualquer semelhança é mera coincidência, que fique claro - que era o que faltava na vida dela. A mãe enlouqueceu... ela sabia dos problemas da filha e que não eram apenas de ordem emocional... e temia pela integridade dela e de um filho. Desesperada, a mãe grita por socorro à filha mais velha e ao genro: "Vocês precisam resolver essa situação, afinal, eu moro longe e vocês são os pais dela agora...". Observação: não vou entrar muito nessa seara, por ser de ordem pessoal e muito extensa, mas ela colocou como uma frase importante e que deveria ser escrita, por revelar muita coisa represada. Pois bem, o ex-marido - na época atual... que confusão eu estou fazendo... - "chutou o pau da barraca" e explodiu, depois de tanto a sogra "azucrinar" e jogar para eles as consequências, mais um vez, de suas escolhas, e disse: "Sua filha tem pai e mãe vivos e, te digo, meu sogro enxerga muito mais do que a senhora. Quem tem que resolver é a senhora que, não estou te condenando, porque também te apoiei em sua escolha, porque voltou e agiu como se o tempo não tivesse andado por aqui e desrespeitou todo empenho que tivemos em colaborar com o progresso 'dela' e quebrou com a conquista e o tratamento de 4 anos intensos. A menina, porque ela pode ser adulta na idade, mas é uma menina carente e doente, está perdida, agora. Totalmente, perdida! E, me perdoe, minha sogra, saiba que te amo muito, mas a senhora errou e feio. Pelo visto, quem mais precisa de tratamento é a senhora, até mesmo para poder ajudar a sua filha!...".  Para ele falar daquele jeito, pelo que conheci dele, olha, a coisa foi séria!

Resumindo: "amiga", naquele período, se viu perdida, também. A mãe disse que o marido dela estava louco, que precisava de tratamento e que ela entendia a reação dele, mas que via nitidamente que se tratava de uma pessoa estressada, que acumula muita raiva em si e que ela não iria abrir mão de toda "felicidade" que construíra por causa da infelicidade deles... E se foi. Um mês depois, tentando se segurar com sua depressão, com o marido - ela nunca tirou a razão dele e sabe que ele fez o melhor que pôde - querendo se distanciar daquela "zona" - como ele mesmo descreveu para ela -, com filho pequeno, sem contato com a mãe e com a irmã "caçando" um pai gerar um filho nela... recorreu ao pai - com quem, é importante situar, não falava direito desde o divórcio com a "mãe vítima". Nesse reencontro, ela conseguiu ouvir o outro lado da história e viu que a mãe também semeou muito dos problemas com omissão, colocando as filhas como válvula de escape - ela não nega o amor que a mãe lhes deu e entende o mecanismo de defesa da mãe - e viu que o desequilíbrio da mãe já vinha há muitos anos, só que o pai de "amiga", brigava com a esposa - eram as brigas que elas presenciavam - exigindo que ela se tratasse, porque ela estava vendo coisas que não existiam. E, diante dessa novidade e em busca de um sentido para sua vida - alguns depressivos, quando querem sair do estado deprimido, usam desse subterfúgio, de se ocupar com o problema alheio em busca de "sentido" para a vida - foi investigar. Descobriu uma mãe que ela nunca teve acesso. Concluiu que conheceu apenas a personagem que a mãe criou e que é até hoje para quem não a conhece, de pessoa super astral e que não se prende ao material, que busca se conhecer... "Tudo fachada! Minha mãe é um engodo para ela mesma! Chegou a um ponto que ela não se assume, não se vê...", concluiu "amiga", após "conhecer" sua mãe pelos olhos dos outros: família materna, pai, amigos de juventude dela, colegas de trabalho... Foi um choque muito forte, para ela, mas ela acordou! 

Uma curiosidade: a gente se conheceu por conta daqui do blog e do que eu chamo de DS - distância saudável - e nos encantamos mutuamente. Por ela não ser da minha cidade, continuamos nossos contatos via mundo virtual.

Pois bem, ela obteve a ajuda do pai, no cuidado com a irmã que, àquela altura, estava grávida... Nessa de se reaproximar do pai, ela levou a irmã e foi com o filho pequeno. Pediu uma licença não remunerada no trabalho - porque já havia acabado a licença maternidade - e estava "dando um tempo", no casamento, a pedido do marido... Pois, nesse meio tempo, enquanto ela desenvolvia uma relação com o pai, a irmã ia "a caça" e conseguiu um "doador de semén". Em troca de uns trocados,  esse cidadão se deitou com a irmã e, pronto, dia certo, hora certa e temperatura adequada, o encontro foi "batata". A irmã sabia, mesmo em seu mundinho, que tinha dificuldade para engravidar, mas estudou o que precisava e aprendeu até a medir a temperatura do "corpo" para o momento exato. E se fez o ápice! No alvo! Mas, não souberam de "cara", só após o terceiro mês é que a "bomba" fora revelada! O lado bom: ela conheceu o pai que nunca lhe fora permitido conhecer. A mãe, ao pedir o divórcio, com elas ainda adolescentes, mudou de cidade. O pai, cansado - como ela aceitou anos e anos depois - não ofereceu resistência. Entrava em contato, via cartas, para as filhas - cartas essas que elas encontraram, na volta do período que estiveram com o pai, nos pertences da mãe que ela havia EXIGIDO que nunca mexessem - e nunca obtivera respostas. Chegou a procurá-las, mas fora impedido por conta de um mandado judicial que não poderia se aproximar das filhas. Deveria manter uma distância lá. E assim, o tempo passou. Ele não teve outros filhos. Não quis. Também, se envolveu pouco com outras mulheres. Nessa época, era casado com uma pessoa muito boa e que o ajudou, com seu amor, a curar as feridas do passado.

A irmã de amiga continua surtando. Quando a mãe voltou ao Brasil, elas - a mãe e a caçula - começaram vivendo juntas, porque a filha caçula morava sozinha - o pai do filho lutou na justiça e ganhou a guarda compartilhada do filho e, depois de um tempo, conseguiu a guarda sozinho, ao provar a incapacidade mental dela educar uma criança, que já estava coitado, com um quadro sério de nervoso,  com problemas renais ou era na bexiga... o que gerou uma incontinencia urinária no pequeno e ele tinha que suar fralda descartável, com mais de 5 anos de idade... inclusive, as datas, aqui, são aproximadas, para não identificação, o que não interfere no conteúdo e algumas partes eu suprimi, diante do pedido dela, após leitura prévia do texto, antes da publicação - pois sim, mãe e filha caçula dividiram o mesmo teto inicialmente. Mas, depois de tantos atritos, a mãe, com um poder aquisitivo melhor e, ainda assim, como ela fala "segura" - no sentido de sovina, a ponto de, segundo ela, sentir fome na rua e, em vez de fazer um lanche, deixa de resolver algo que estava resolvendo, para voltar para casa e comer em casa.... gastando mais em transporte... -, comprou seu próprio apartamento. O que, de acordo com sua visão não compartilhada com a mãe, piorou tudo... pois ela deveria ter comprado uma casa. 

A mãe já não sabe mais se multiplicar entre as filhas e os 3 netos - amiga, na verdade, tem 2 filhos... um parêntese: ela e o marido tentaram uma segunda chance e tiveram o segundo filho, mas, parece novela, quando a sogra voltou de vez, tudo ruiu... faz quase 5 anos que se separaram de vez. Ela - a mãe de "amiga" - se "isola" em seu mundo próprio, indo em diversos eventos sociais e culturais, como gosta, e se inscreve em tudo quanto é palestra gratuita que vê. Amiga ri, apesar de ver que é um problema, e diz que a mãe é viciada em "entrada franca". Segundo ela, numa piada para extravazar, disse que, um dia ainda terá que socorrer a mãe num hospital público, porque até em igreja ela adentra, porque é de graça. A mãe não tem amizades com "raízes" sólidas. Apenas pessoas que ela conhece aqui e ali e por quem se tratam carinhosamente, desde que não passem mais de três horas juntas... Certa vez, recebeu uma dessas amigas em casa e a amiga, hoje, é ex-amiga, para que não corra o risco de voltar a ter que recebê-la em casa e custear comida para duas e gasto de energia... 

O desabafo de amiga:

"Eu sou mãe de 2 filhos, do gênero masculino; filha de uma mulher incrível, linda e inteligente; irmã de uma criatura que poderia ser melhor, mas que se tornou um ser insuportável e de convivência impossível, dentro de uma ótica de troca...; papai faleceu há poucos meses e sinto muita falta daquele homem íntegro e bom, que por não saber lidar com os transtornos da esposa, assinou sua falência como pessoa, diante de tudo que ela falava dele e do que sentia, por não se ver uma pessoa doente... e um homem que amei conhecer e que pude apresentar meus filhos! Mamãe e irmã são duas pessoas que amo, que doei muito de mim e que perdi muito, também, porém, não as condeno, não as culpo - elas perdem mais do que eu, pois perdem a cada dia o amor de quem se aproxima delas. Também, não sei conviver com elas, porque são tão instáveis que temo por nunca saber quem estará ali... Falam, falam e falam e nunca escutam que estão falando e nem a outro qualquer que fale... 

Nunca deixei meus filhos com elas, para isso, graças a Deus, tive e tenho o apoio do meu ex-marido, uma pessoa que amo muito e, em nome desse amor, deixo-o livre dos problemas que grudaram em mim e só hoje, após anos de auto-busca, consigo me libertar, mantendo o que aprendi aqui a chamar de DS - distância saudável - e com minha ex-sogra, que é uma pessoa mais equilibrada e alvo de um ciúme doentio de mamãe, pois ela tem uma relação muito linda de amor com a família e com todos os netos, sabendo amar a cada um, sem compará-los, como mamãe sempre faz... Como ela conviveu mais com meu sobrinho, e ele era um menino sonso - melhorou muito após conviver com o pai... e faz terapia até hoje - e mentiroso, com tão pouca idade... era a maneira dele conviver com elas, coitado. 

Por isso, se isso couber a alguém, tratem de suas carências. Mamãe fez tanto para nos afastar de papai, que conseguiu, mas como o Tempo é justo, ele nos permitiu um reencontro e um ajuste. 

Hoje, mamãe me afasta dela. Um misto de raiva, pena e compreensão. Ela não se abre a conversas, desde que seja para apenas me cobrar por não vê-la, nem procurá-la, nem deixá-la ver meus filhos - que gostam dela, mas eu evito essa convivência nada saudável... se estou errando ou acertando, não sei, mas é como me protejo dos ataques dela que ela mesma ignora. Nos encontramos em datas comemorativas e por pouco tempo. A família do meu ex me apóia e me recebe, daí, é para lá que me desloco mais, me sinto melhor e mais acolhida, bem como com meus amigos. Nem mesmo contato com minha família materna consigo manter... mesmo amando-os. Eles sabem meus motivos e me apóiam, também. Elas precisam sugar a alegria do ambiente e isso me inquieta... não é fácil se libertar disso, assim, tão rápido, mesmo numa idade mais madura. 

Mamãe está enlouquecendo, mesmo sendo tão inteligente. Está envelhecendo mais do que sua idade. Até pouco tempo, quando vivia conseguindo exercer sua pseudo felicidade e equilibrio - zen -, morando numa terra estranha, longe de quem pudesse refletir quem ela realmente é... ela aparentava ser mais jovem... hoje, esta muito acabada. Muito magra, mas uma magreza de tristeza. E diz que é culpa minha, que sou grosseira com ela... Só me liga e me procura em horário de trabalho e quer que eu esteja disponível para escutá-la... Em meio aos meus afazeres e resistente ao contato com ela, falo de maneira acelerada e ela sempre desliga com um: 'eu vou desligar, porque, para variar, você nunca tem tempo para sua mãe, quem te protegeu de tanta coisa, que te deu tanto amor e que abriu mão da própria vida, convivendo com um homem como seu pai... para isso, você é grosseira... Tudo bem. Eu te amo mesmo assim e vou desligar. Um beijo, minha filha amada! Eu estou acima disso, porque vi numa palestra muito boa que fui e você deveria ir, que quando a gente compreende as patadas dos filhos, a gente entende que a gente também errou, dando muito amor!'. E assim, ela finaliza, me jogando a culpa da infelicidade dela. 

Por muitos anos, minha mãe foi minha heroína. Até ela matar o verdadeiro herói que existia dentro dela, mostrando ser uma pessoa normal que queria se sentir acima do bem e do mal... Mãe, eu te amo, mas não sei conviver com você! Você precisa se ver, se ajudar! O impossível estarmos juntas, nós estamos estabelecendo e fortalecendo a cada dia. Por mais que te compreenda, você não deixa de ser e agir como é e como age. Você ataca, ainda que com sua voz mansa e baixa, e com suas palavras superficialmente doces, a todos que te amam, inclusive a sua própria mãe! 

Portanto, para você, para mim, para Patricia - uma amiga para quem envio esse meu desabafo -, para qualquer outra mãe, fica o alerta: nós somos falhas, em tudo, porque somos humanas! Eu sou mãe, filha de uma mãe que é filha de uma mãe e nessa cadeia, estamos presas apenas pelo laço sanguíneo, não pelo amor de uma relação bem firmada e desenvolvida. 

Aos meus filhos, que me amam, minhas crianças - na verdade, adultos... oh, meu Deus! - e me mostram o quanto me enxergam como eu sou e conseguem conviver harmonicamente comigo. Isso me dá muito orgulho de mim e deles, por terem seguido seus caminhos sem as neuroses, psicoses da minha família genética. 

Por isso, peço destaque para esse apelo: 

ASSUMAM-SE MORTAIS, HUMANAS E VENCÍVEIS, ISSO É QUE NOS DÁ FORÇAS PARA SUPERARMOS CADA DESAFIO DIÁRIO COM O SUPER PODER DO AMOR QUE NOS UNE - MÃES E FILHOS, BEM COMO PESSOAS HUMANAS COM OUTRAS PESSOAS HUMANAS!".

Pois é, fica a dica de "amiga"!

Obrigada por dividir conosco! 

Ia deixar para o "especial dia das mães", mas o mais justo, ao meu ver, era divulgar, hoje, não sei porquê... mas segui meu coração e pronto, retirei da data programada. Que possamos nos deixar tocar e apreender um pouco mais com a experiência de um ser humano tão lindo quanto "amiga", que, agora, é amiga de todas nós!

Saudações maternais,

Pat Lins.

domingo, 31 de março de 2013

PAIS E FILHOS - APRENDIZADO: DESAFIO DIÁRIO



Eu e marido aprendemos a todo instante. Pedro aprende a todo instante.

Nós aprendemos com Pedro algo mais a aprender. Pedro aprende conosco. 

Nós o ensinamos algo novo a aprender. Ele nos ensina que sempre teremos muitos algos novos a aprender.

A gente ensina. A gente aprende. A gente aprende como ensinar. A gente aprende muito a ensinar. A gente ensina muito a aprender!

Pais e filhos, aprendizado e ensinamento: dualidade constante e concomitante!

Nosso caminho é de construção. O que não se sabe hoje, se aprende com o erro. Nesse caminho é assim, a gente aprende errando, porque aprende fazendo o que nem se sabe. 

Muitas vezes, procuramos um Norte, nem que seja para entendermos, depois, que precisamos ir para o Sul... a gente segue, indo, evoluindo! É isso que a gente faz: aprende seguindo sem seguir.

Pat Lins.


sábado, 23 de fevereiro de 2013

ISSO É TUDO QUE APRENDI ATÉ AQUI...



- Nossa, como você está diferente!

- É, ser mãe, na prática e com boa vontade, sem melindre e aberta faz isso... a gente erra, segue, aprende... descobre que tem mais a aprender... erra, acerta... constrói um caminho diferente... segue... volta... vai... refaz... desfaz. Enfim, isso é tudo que consegui aprender e entender até aqui. Diariamente vou me fazendo.

Diferente, mas igual!

Pat Lins.

domingo, 28 de outubro de 2012

"MÃE MÁ! VOCÊ NÃO É MAIS MINHA MÃE!!!!"

A gente se ama!

Hoje, fui tachada de "mãe má" por Peu, apenas pelo de sempre: dizer "não". 

Mas, o mais engraçado foi ele me dizer: "Agora, você não é mais minha mãe" e eu, prontamente, me levantei e disse: "Pois, assim seja, senhor. Vou embora, você fica aí sozinho, sem ninguém para te ensinar que fazer essas bobagens é errado e vai errando por aí, sozinho. Fui. Tchau." e saí andando. 

Não deu outra: veio atrás, arrependido e pedindo perdão. 

Ou seja, mais vale uma mãe "má" que nos ajude a crescer do que uma mãe "boa" - como eles querem - que só diz "sim" por não saber a importância de um não bem dado. Grudou em mim que só. É assim mesmo... Quando eu era criança disse a minha mãe que eu não aguentava mais obedecer, que ia embora... depois de tanto eu bradar ela decidiu agir: abriu a porta de casa e disse: "Vá! Pode ir!". Me colocou no hall, fechou a porta e eu chorei horrores - e ela também... 


Não é fácil educar, mas, "mal educar" é bem pior. 


Têm horas que só atitudes "doidas bem pensadas" de choque de realidade atingem as crianças. 


Tudo é composição, construção, trabalho de base. Quando ele crescer, como me disse uma grande amiga, pode jogar tudo que ensinei no lixo, mas, hoje, é o e como sei educá-lo. Fora o que vou aprendendo empiricamente - tentativa e erro para atingir o acerto, né assim?!


Educação é a longo prazo. 


Peu, Peu, Peu... tu és pedra, como disse Jesus a Pedro, mas, tu és uma pedrona, viu? 


Amo esse menino malino, traquino e que dá um trabalho danado para aceitar certas coisas... 


Vivendo e aprendendo eu, ele e todos nós! E como me disse uma amiga e outra mãe na prática - Cristiane Alves - "Ser pai e mãe é ser educador e arquiteto, mesmo! Não podemos deixar nenhuma aresta para depois...tudo tem que ser on line...". E é verdade! Pois é, em real time e full time! 

Saudações maternais,


Pat Lins.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

SER MÃE É APRENDER... A CONSTRUIR CAMINHOS COM OS FILHOS!


Pois é, viver a cada dia é aprender. Reconhecer em si que é humano, é aprender. Dar tempo ao tempo é aprender. Ser mãe e saber qual dose certa do "quê" e "como" fazer é aprender. Para tudo isso, paciência e tempo. Para paciência e tempo: estar aberto.

Nada disse é fácil. Requer de verdade em nossos objetivos e foco.

Nesses últimos tempos estava chateada - ainda estou... não me furto ao direito de admitir minhas emoções para mim, muito menos, de permití-las serem guiadas por uma dose pesada de razão - e, segurei a onda. Tive vontade de "descer do salto". Minha sensação era de impotência diante da situação onde via meu filho sendo vítima de tamanho "descaso", na escola. Ainda não digeri muito bem o rumo que as coisas seguiram. Mesmo entendendo que o que importa é o daqui para frente, onde, finalmente, se fez o movimento de colocar as suposições em prática - única maneira de saber se era um caminho ou não... - e, assim, possibilitou a mensuração de um resultado positivo - poderia ser negativo, o que motivariam novas tentativas. Isso ainda não me desceu. Trata-se de um processo de auto conversação e um diálogo permanente de mim para comigo mesma de consciência.

Uma pessoa me sugeriu: "agradece a Deus por estar andando e rumo para frente!". Refleti, ponderei e vi que estava sendo hipócrita - humanamente hipócrita... vou amenizar para mim... pura defesa... - e deixei a raiva quase dominar. Voltei para mim e me perguntei: "qual o meu objetivo?" e me respondi: "o bom desenvolvimento de Peu". Por isso que é tão bom exercitar as coisas na prática, na hora em que acontece, vivendo, sentindo, pensando e admitindo para si suas limitações, enxergando que também é uma pessoa que tem muito a aprender - não estou dizendo "não agir". Falo em prudência, cautela e paciência, que nada mais é do que estar aberto para resolver o problema e não criar outro. É na prática, é se vendo que temos a capacidade de nos ajudar. Não foi fácil "segurar a onda". Respirei fundo, oxigenando o cérebro, trocando idéias com amigos, família e pessoas experientes que conhecem a mim, a Peu e alguns que conhecem a escola. Não queria ver o lado negativo e fechar minha visão como parte da equipe da escola estava fazendo. Também, não queria deixar a raiva e o orgulho me contaminarem. Bradei. Fiquei rouca de indignação - poderia ter o outro lado fazendo o que estivesse fazendo, eu estava ponderando e, determinei um prazo de tolerância para minha tomada de decisão, que seria tirar da escola caso nada fosse tentado. Como mãe e como pessoa, uma experiência altamente edificante. E com o estímulo de ter um saldo positivo e crescendo, que é ver, na prática, que está dando certo! Pedro voltou a render. Não do mesmo jeito que o grupo, mas, do jeito dele. Isso, para mim, é o construtivismo. Me fez aprender muito sobre a importância de uma gestão eficiente, eficaz e efetiva! E deu, acima de tudo, para entender que montar um equipe requer muito mais do que analisar curriculum. Perfil é algo de suma relevância para as funções. Olha, se as empresas bem soubessem, implantariam em suas organizações a Gestão por Competência. Não é demitir, é avaliar o que tem e redesenhar o quadro e relocar os colaboradores. Deixa esse papo organizacional para lá. Ele apenas ilustra que uma escola também é uma empresa e que tudo está interligado e interfere em tudo, bem como diz a teoria do caos - o efeito borboleta.

Bom, o saldo positivo está em minha postura, também. Compreender que errar é humano - bandeira que sempre levanto e estava agindo contrariamente - e que o reconhecimento desse erro só é efetivo quando se há redenção, ou, correção da falha com o que deve ser feito! O fato d´eu ainda estar doída me tendencia a dar uma alfinetadas... Já identifiquei isso em mim e vou me questionando, diluindo essas emoções pequenas e que não ajudam em nada. Mãe aprende o tempo inteiro e com tudo. Humildade em aceitar e seguir não é ofensa, nem "humilhação", é foco no resultado. O "se" não tivesse dado certo eu fecho com um verbo no futuro do pretérito: "teria trocado de escola". Reconhecer o que importa é que importa. Isso ainda não está fechadinho e redondinho em mim, ainda estou em processo de internalização e assimilação. Um passo de cada vez. Sou humana.

Outro saldo positivo é que Peu está tendo uma outra relação com a coordenadora pedagógica e com a psi da escola. Ele sempre se referia a ambas com certa raiva e sem carinho. Diferente de como se referia a professora e a ajudante, que sempre falou com carinho e deixava claro o quanto gostava delas. Hoje, antes de ir para a escola, ele pediu para levar uns "balões" - bola de soprar, bexiga ou bola de festa - para algumas pessoas. Fez uma listinha e incluiu, pela primeira vez, o nome delas. Aquilo me chamou a atenção. Nesta semana, ele tem falado mais delas com "carinho". Ou seja, algo mudou mesmo lá. Isso, para mim, é uma lição de vida. Carinho não é algo que se imponha de uma hora para outra, mas, quando há um movimento sincero, ele desperta de uma hora para outra. Eu acredito nisso. Eu perguntei: "você gosta delas?" Antes, ele desconversava. Hoje, ele sorriu e afirmou: "Gosto. Agora elas são minhas amigas, também!". Ele se refere às pessoas que ele gosta como "amigas". Raramente ele trata um adulto como superior a ele... Ele chama de tia e avó apenas as pessoas da família. E chama as pessoas em geral de "senhor", "senhora", "senhorita", "senhorito" ou, pelo nome direto. Isso sempre me soou intrigante, porque eu falo: "vai falar com a tia, Peu" ou "dá um beijo na tia"... 

Enfim, vi que preciso acreditar de verdade na melhora do ser humano. Que todo mundo merece uma chance de se reajustar. Se alguém afirmar: "Ah, eu não tenho essa capacidade, não. Que nada! Eu já teria retirado...". Eu sugiro que repense. Raiva obstrui nossa visão. Manter-se calmo não é deixar de ver e de pensar em alternativas, mas, é manter o foco. Isso não impede que as outras emoções assumam seu posto. Afinal, somos ou não humanos? Não é fácil para meu lado afetado pela raiva, vaidade e orgulho aceitar essa minha maneira de ser e agir. Eles sentem prazer em dificultar. Mas, quando temos um objetivo, é bom lembrar a si: "o que eu quero mesmo?", "qual o meu REAL objetivo?". 

Peu está num ambiente que ele gosta, na escola que sonhávamos em colocá-lo. Muita coisa deu errado este ano. Ano passado foi difícil, mas, juntas, agimos, pensamos, fizemos e alguns bons furtos foram colhidos. Pesar na balança é ter que lidar com todas essas informações e comigo: "como eu me sinto diante dessas pessoas?" em contrapartida: "o que devo fazer para deixar em mim acesso livre para as virtudes e para a oportunidade de crescimento?". Amanhã posso chegar aqui e desabafar outras dores de mãe. Depois, desabafo o que concluí. Tudo se trata de um processo. Não existe a dose certa, na hora certa. Existe um caminho a ser construído.

Ser mãe é descobrir que desafios nos testam e devemos nos permitir solucionar de maneira holística - vendo o todo e todas as partes envolvidas, bem como suas interligações. 

Meu coração se apazigua, a cada dia. Isso é implantar, na prática, os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade. 

Isso é aprender que em toda crise, algo bom pode emergir se estivermos abertos! Tudo está dando certo. Caso desande, vamos lá, o que podemos fazer?

Mãe tem que crescer e ser mais do que uma simples parte passional. Ser mãe é na prática! Ser mãe é se lançar de peito aberto! Ser mãe é aprender a ser grata. Um dia isso entrará em mim... Obrigada a cada dia por cada nova lição!!!

Saudações maternais,

Pat Lins.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

MÃE NA DOSE CERTA (?)


Eu gostaria de saber se existe mãe "na dose certa".

Nem sempre acertaremos, mas, tentar é um rumo. Reconhecer o que deu certo e manter. O que não deu: refazer, reavaliar, recomeçar!

Ser mãe é ser administradora holística - gosto de lembrar que holístico significa totalidade. Considerar o todo levando em consideração as partes e suas inter-relações - e desenvolver essa capacidade na medida exata é o maior desafio. 

Somos estigmatizadas como "leoas", "corujas", "feras", "cegas", "super protetoras"... e nós mesmas alimentamos esses estigmas. Como? Sendo "leoas", "corujas", "feras", "cegas", "super protetoras"... Podemos lidar com isso de maneira melhor. Podemos observar quando "ver demais" cega nosso bom senso ou quando "ver pouco" nos faz querer ver o que não existe de fato. Entender que conhecemos bem nossos filhos quer dizer que "até aqui, tudo que ele me mostrou eu sei como ele é". Mas, ele pode e é mais do que mostra e do que somos capazes de ver. Tanto "mais" para mais, como "mais", para menos...

Eu sempre me "gabei" por "saber" quem meu filho é: uma criança capaz de tudo! Mesmo assim, me peguei exclamando: "não acredito!". 

Existe um momento onde interagimos com o que interage com nossos pequenos. Chega uma hora que a interação sincera é diminuída pelo estigma. Não me veem; nem veem meu filho... veem a imagem de "mãe" como ser problemático e insatisfeito, que só pensa em seu lado e do "filho" como criança problema, da mãe que não o vê como é. 

Lidar com os estigmas é que se torna problema. Somos humanos e, mesmo nas relações profissionais, são as emoções humanas que estão presente. A razão tenta colocar uma ordem. Nesses momentos, o que "é" fica relegado ao que pensam "que vem sendo" e, se quem estiver no comando perder o rumo... tudo desanda. E a criança sofre as consequências. 

Ser presente demais na escola remete a desconfiança, quando, na verdade, era a mãe parceira dizendo: "conte comigo, estou aqui, mesmo!". Em meu caso, soou como a maioria das mães que só está lá para "criar caso". Bom, toda mãe que está presente é chata. Toda mãe ausente é negligente. Qual a dose certa? Me limitei a entrar e sair, sem emitir mais comentários. Eu, Patricia, não sei ser pela metade, sou inteira onde estiver. Sou eu como sou. Raramente "estou", geralmente, "sou". Minha cegueira é a preocupação em ver o progresso do meu filho e no que posso ajudar. Nunca quis ser invasiva, mas, devo ter sido... Enfim, me questiono: existe "mãe na dose certa"?

Se existe, quem determinou os critérios e parâmetros? Como medir? Quem mede? 

Mãe na dose certa é o que cada uma consegue ser. Quando percebi que estava sendo invasiva, como atitude de redenção, dei espaço. E a verdade emerge do tempo e espaço respeitados. Emergiu! Onde estava o erro ficou evidente. A solução, na hora certa, em tempo, surgiu. Tive que lidar com minha dose de orgulho em querer escutar um feedback positivo. Na escola, toda vez que Peu "errava", me ligavam. Reuniões para dar feedback negativo eram marcadas. Para mim, fazem parte e tinham uma intenção reguladora. Mas, não entendo porque o ser humano só gosta de reforçar os aspectos negativos. Por que quando se consegue alcançar um resultado positivo, esse retorno não é dado com a mesma presteza? Não merece atenção? Não tem importância? Me recordo de um colega que afirmou que suas lembranças da escola são dos dias em que sempre chamavam a atenção dele para as notas baixas e nunca recebeu elogios pelas altas... Talvez elogiar as altas e dizer: "o que podemos fazer para melhorar as outras?" estimulasse uma mudança positiva no quadro. Mas, não. Segundo ele, as notas boas eram tidas como "isso não importa. O que importa são as que você não atingiu a média". Aí, uma mãe vai e questiona essa atitude - não digo gritar, derrubar o mundo... mas, conversar - e sai como "chata", onde "só mãe mesmo... elas não entendem que atrapalham mais os filhos do que pensam". 

Não sabia que teria esse tipo de pensamento um dia. Precisou a escola de Peu - aliás, parte da equipe da escola de Peu, porque justiça seja feita, há uma outra parte que entrou para dar a diretriz e somar, restabelecendo uma parceria quebrada por essa parte da equipe, que além de não somar, conseguiu diminuir o que já havia avançado - pisar na bola para eu poder ver mais dele. Eu que "conhecia" meu filho, e, por saber que ele era muito "teimoso, desobediente e etc", sempre recebia as queixas como "legítimas", afinal era como o via, também. Hoje, vejo que a mesma mãe que ajuda, também atrapalha. Por ficar bitolada na imagem estigmatizada, não via o descaso se instalando. Apenas uma sensação... Mas, um alarme soou em mim: "tem algo errado ali". Não queria levantar culpados, queria ver como acertar lá, do mesmo jeito que estamos acertando em outros ambientes. Não era o mesmo objetivo. 

Enfim, tenho aprendido muito a ponderar. Dói ver que nosso filho foi subjugado e estava desprotegido. Isso explicava certas atitudes dele em não querer estar naquele lugar com algumas daquelas pessoas. Deu tempo de ver a tempo e de agir remediando. Voltou a andar e de uma maneira nova. Um novo Pedro surge. Um novo e ainda mais lindo Pedro cresce! Vi que nosso elo precisa estar cada vez mais unido no sentimento maior e mais lindo, o único capaz de remediar e dar seguimento em qualquer situação: o amor! Estamos mais unidos. Sei que ele é capaz de aprontar. Sei que ele é capaz de não aprontar. Sei que ele é capaz e muito capaz. Sei que mãe não tem que se doer, tem que agir com bom senso. Uma coisa eu sei: a gente é passional demais. Mas, por um lado, isso é bom. Por outro, excede na dose. Não exijo de ninguém a responsabilidade que é minha. Sei o grau de dificuldade e desafio que é educar uma criança mega inteligente e mega questionador e testador de limites, como meu filho. Mesmo assim, estou encontrando um caminho de refletir e deixar a dor do orgulho ferido se diluir e aproveitar o que andou para frente. Fico atenta. Não sei ser na dose certa. Nem sei que dose é essa. Faço assim: vou trocando idéias, que acalmam meu coração e clareiam a mente e me guiam para as soluções. Decisões à vista! Mais um tempinho e o ano termina. Ano que chega... Penso em manter, afinal houve tanto empenho para corrigir. O orgulho só atrapalha. Se o saldo é positivo, é daqui para a frente. O que passou, deve ficar lá atrás, como lição - para ambas as parte! Eu penso assim. Estou quase sentindo assim. Já, já, agirei assim. O resto, eu não sei. Mas, da minha parte, farei o que for possível, como sempre: sempre presente, na dose Pat Lins, mãe de Pedro, de ser!

Pedro, sua mãe está aqui, ao seu lado, sempre! Estigmatizada ou não. 

Mãe na dose certa deve ser assim... tentativa e erro. Acertando. Errando querendo acertar. Consertando quando vê que errou. Seguindo. Meu erro, desta vez, foi não ter sido mais enfática antes. Mas, a hora certa chegou. É o que importa, no final das contas! Eles estão consertando, também. Cada um com seu quinhão de responsabilidade. E a consciência de quem fica? Não sei... não tenho feedback... Não sei porque as pessoas têm tanto medo de feedback positivo. Só reforçam o negativo! Desisti de marcar uma reunião, na escola, por medo da reação dos egos envolvidos e de ser tachada de "chata", por não ser grata ao que já está em andamento. E haja exercício de compreensão. Eu estou aprendendo. O resto? Sei não. Cada um sabe o seu caminho. É, a escola dos nossos filhos nos ensinam grandes lições, também, nem que seja por caminhos tortuosos como este vinha sendo! Enfim, a prova de que todo mundo tem um bom potencial a ser desenvolvido e merece é oportunidade e boa vontade de se tentar algo novo e diferente. Quem carrega a arrogância de se achar no topo faz isso, leva alguém para o buraco para justificar sua necessidade de provar que seu erro estava certo. Graças a Deus, uma alma iluminada salvou meu filho desse ambiente. E a essa mulher serei eternamente grata!

Mãe na dose certa deve ser isso, no final, avaliar a agradecer pelo saldo positivo, sem fazer barraco... na classe! Em meu caso, depois de bradar e me debater de raiva, agir com ponderação e maturidade. É, com balanço eu encontro a minha dose certa!

Maternidade é empirismo, não ciência exata! A gente aprende à medida que faz!!!

Saudações maternais,

Pat Lins.

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