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segunda-feira, 11 de abril de 2016

AUTS Aplicativo Educativo

Acesse: Eu Sou Auts

Dia 14 de abril de 2016, lançamento do projeto AUTSAplicativo Educativo, Teatro da UNEB - campus Salvador. 

No evento de lançamento, mesa de debate "Educação inclusiva, Autismo e Cultura Digital", com a participação de Renato Barreto (criador do personagem), Mônica Loiola (Ms. Em Educação/UFBA) e Sidenise Estrelado (Ms. em Educação/ Psicopedagoga, Especialista em Deficiência Intelectual), em parceria com o “I Seminário sobre Autismo da UNEB”, realizado pela Liga de Saúde e Educação.

AUTS AplicativoEducativo é uma proposta inovadora de interlocução entre audiovisual, cultura digital e educação. O aplicativo foi inspirado no universo de uma criança dentro do espectro autista, reúne animações da série AUTS e atividades educativas para serem trabalhadas com crianças em idade de primeira infância, dentro e fora do espectro.

A proposta foi contemplada no edital Arte em Toda Parte - Ano III, da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria de Cultura e Turismo do Município, Prefeitura de Salvador.

Serviço

Lançamento AUTS Aplicativo Educativo
Data 14.04.2016
Horário 11h
Teatro da UNEB (Av. Silveira Martins, 2555)

Contatos:
Daniela Fernandes (Produção Executiva)
Caio Requião (Produtor)
Takapy Digital Art

+55 71 3616 3272

domingo, 27 de setembro de 2015

NIVER DE PEU - PRESENTES QUE EMOCIONAM ATÉ AS CRIANÇAS HI TECH

Imagem: Arquivo Pessoa Pat Lins

Bom, todo mundo sabe que vivemos numa realidade com quase que total dependência da tecnologia atual. Em todos os tempos, muitas tecnologias foram criadas, inclusive, base crucial, para toda essa "facilidade" que temos hoje. Prefiro dizer que apenas aprimoramos, pois criar e inventar mesmo, nossa geração fez nada; apenas demos seguimento.

Enfim, não é para falar sobre esse ponto. Mas, dentro desse contexto, existe um conflito de gerações com relação ao lazer, educação e, principalmente, com relação aos jovens e crianças que nascem e crescem dentro desse mundo informatizado - culminância do avanço tecnológico que interferiu negativa e positivamente em todos os âmbitos da vida e de todos os seres viventes, né verdade?! Vamos para frente. 

Pois sim, como agradar esse "povinho" tão "seguro" de si, por terem o mundo em suas mãos, em forma de nano chip - já me arrisco ao nano, pois ele já existe e algo ainda menor e mais potente, também... 

Simples!

Ontem, foi aniversário do meu filho - AÊÊÊÊÊÊÊÊ! Parabéns, filhão! - Já comemoramos como ele pediu: uma carta pelo correio, comer pizza com a família. 

Sim! Um menino hi tech, que adora tablets, computadores, XBOX, playstation... mas que não dispensa uma brincadeira de criança, nem pisar na terra, adora banho de mar; correr, pular, gritar - e como gosta... ai meu Deus! Pois é! Uma criança que joga "minecraft" e adora! Ele pediu uma carta pelo correio!

Fizemos uma surpresa para ele: enviei dois cartões de aniversário, escritos à mão. O pai me pediu para dar os parabéns pela rádio. Fizemos.

Liguei para uma amiga radialista, pois estou fora dos microfones, doida para voltar... - muito grata, Nardele Gomes e a rádio Metrópole! - pedindo para dar os parabéns, no horário que ele saía da escola. Sim! Em pleno século XXI, numa grande capital do Brasil, o alcance do rádio ainda é fantástico! Pois, Pedrinho escutou e ficou, sabe como? Emocionado!

Emoções, gente! As crianças têm emoções que desprezamos! Nós alimentamos esse mundo que está como está. Nós desejamos isso e nós impusemos esse ritmo enlouquecedor para as "futuras" e atuais gerações.

Voltando: quando ele escutou os parabéns pela rádio, nossa! Foi incrível!

Quando chegou em casa e viu a carta, como ele falou, secando os olhos, "carta com selo..."... vi que nada mudou! As crianças são como sempre foram: crianças! Leu a mensagem dos cartões e me abraçou, com tanto carinho, que vi que ele foi tocado pela emoção que escrevi. Parece que as palavras escritas a mão se tornam toques carinhosos em quem lê. 

Lógico que adorou os presentes que recebeu, como os bonecos Star Wars, os que fez com a avó paterna, os bombons que a vizinha deu, mas se emocionou, como um adulto, como um ser sensível, com os parabéns pela rádio e pelo correio, e o amigo que foi de surpresa. Foi lindo. Este ano, não teve festa,  mas foi celebrado como ele gosta: com família. Almoço casa da bisa e jantar. Pronto. 

Isso nós podemos fazer. Isso custa pouco, em relação à dinheiro, mas de um valor inestimável, em relação a VALOR HUMANO!

Pois é, amigas mães na prática, isso é real! Isso é possível. Não precisamos frear o avanço tecnológico, só precisamos criar condições e ambientes para que nossos filhos possam sentir suas próprias emoções e conseguirem administrar isso. Não vai transformar ninguém em santo, nem resolver todos os problemas, mas, ao meu ver, são caminhos simples para reformarmos ou redesenharmos o design atual. Podemos apresentar um novo, que não é novo.

Podemos ser mais. E permitir que eles sejam, também. A ideia deste post é apenas ser simples. Só isso! 

Saudações maternais, de uma mãe na prática totalmente imperfeita, mas que segue dia a dia como pessoa, mãe, mulher, filha, amiga, consumidora, profissional...,

Pat Lins

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

INTOLERÂNCIA À INTOLERÂNCIA!


Ontem, no "Encontros,  com Fátima Bernardes", mostrou a atitude de um casal com bebê de 8 meses e iam viajar de avião.

Eles distribuíram  saquinhos com balas, chocolate, um fone de ouvido e um bilhetinho onde "a bebezinha" pedia desculpas,  com antecedência,  caso ela chorasse durante o voo, principalmente na decolagem e na aterrissagem. Daí,  explica que o fone é para quem se sentir muito incomodado com o choro e os doces para que todos tivessem uma boa viagem com doçura. Coisa mais linda!

Mas, me espanta ver que bebê não pode mais chorar... Gentileza gera gentileza e foi o que o casal de pais tentou fazer: despertar a nobreza da gentileza antes da contaminação doentia que é a intolerância.

Me preocupa o rumo das coisas. Não falo em perfeição,  ninguém é. Falo em, mesmo que irrite ou assuste momentaneamente, um grito de criança,  aquilo não se torne uma resistência à liberdade da infância. Não falo em falta de limite, mas em permitirmos que criança seja criança na infância.

Não aguentar ouvir choro de bebês e criticar um bebê que chora, uma mãe que amamenta,  uma criança que corre brincando é desejar não viver mais o natural ; é viver o artífice da vida moderna com culto ao caos; é falar num futuro de robôs, sem humanos,  sem contatos, sem DIVERSIDADE,  sem, sequer,  diversas idades.

Como consequência da nossa "modernidade"   com todo avanço tecnológico e científico, pouco evoluímos de fato e em valores. Já roubamos os espaços das crianças,  agora, estamos por roubar seu tempo...

Criança feliz é criança criança.

Pat Lins

sábado, 12 de outubro de 2013

QUANDO CRESCER, QUERO REALIZAR MEU SONHO DE INFÂNCIA!




Quando crescer, quero realizar meu sonho de infância, de, um dia, ser uma super pessoa, incrível e capaz de ajudar tantas outras com meus livros e poesias.

Quando me perguntavam o que queria ser quando crescesse, eu, criança, também sonhava em ser várias coisas, como professora, escritora e poetisa, mas, no geral, só valia e os adultos só queriam escutar se eu falasse de alguma profissão que "desse dinheiro", como advogada e médico...  Hoje, depois de adulta - numa idade, como bem diz a cantora Sandy: "muito velha para ser jovem e muito jovem para ser velha..." - me questiono: existe alguma profissão que "dê" dinheiro, assim, de graça? E qual o motivo de ninguém gostar de escutar uma criança falar: "adulto!"?! Por que podamos os sonhos e dizemos que tudo é impossível, que só é feliz aquele que "ganha dinheiro"? Já vi muita gente com contas pagas e sem amor dos filhos, porque não deu amor... Mas, também tem muita gente com grana e que tem amor, também... ou seja, não é o dinheiro, é o sentimento!

Pois é, é por essas e outras que me questiono mais: o sonho de infância tem que caber em, no máximo 2 páginas - ou 1 e meia - de um belo curriculo? Só pode sonhar com a vida profissional? E, é errado sonhar com uma profissão brilhante? É errado sonhar em ser professor? Médico? Bombeiro? Policial? Astronauta? Artista? Raramente, escutamos alguma criança falar que quer ser diplomata, político, presidente de uma multinacional... falar dois, três idiomas... Isso é coisa de adulto que coloca na mente da criança - ou, filho de alguém que trabalhe nessas áreas.

No geral, criança quer brincar - quando deixamos e quando as permitimos serem crianças, mesmo nos dias de hoje e dentro da concorrência feroz no mercado de trabalho... isso é coisa de adulto!

Criança demanda de boa orientação, limite, bons exemplos - com os quais elas aprendem muito mais... - , ambiente saudável e AMOR. Criança precisa do lúdico, da fantasia, e precisa  crescer, sim, no tempo de cada fase, num processo saudável e natural - nem infantilizar eternamente e prender no mundo ilusório e de fantasia, nem os tornar mini adultos... nada antes da hora!

No dia das crianças, tudo é alegre e colorido, cheio de bombons e jujubas... como se só pudesse ser nesse dia. E nos outros dias? As frutas são coisas chatas, de todo o dia; e guloseima é coisa legal, só para dias especiais... é isso?!

Sou super a favor de tecnologia, desde que não exageradamente e que não deixem de viver a vida lá fora para se fechar no virtual. Sou a favor de atividades física e extracurriculares, desde que seja uma parte do dia e que a criança sempre tenha tempo e muito para lazer e diversão.

Achei super interessante uma conversa que tive com uma senhora muito distinta, que teve 5 filhos e, hoje,  ainda trabalha e ajuda a cuidar dos netos e ela perguntou a Peu: "E você, rapazinho lindo e encantador, como vai? Adoro conversar com você, sabia? Você é muito espertinho para a sua idade. E, me diga, quando você chega da escola em casa, o que você faz? Você tem tempo para brincar?...". Conversamos muito e ela me disse o quanto se preocupa com essa geração atual, que só fica com fone de ouvido e celular e sem tempo para mais nada de lazer e diversão. Concordei com ela, lógico! Não existe "choque" de gerações, quando se há amor e necessidade de compreensão. Ela me disse que hoje existe muita coisa melhor do que antes, mas que o banal é algo a ser considerado. E, cá entre nós, seja a época que for, mais espertos e "high-techs" que sejam, são crianças! Hoje, ontem ou amanhã, criança é criança! Com ou sem estatuto, criança é criança! E criança não tem que ter seus horários numa agenda diária de atividades mil. Uma conhecida, certa vez, me disse que a filha de 6 anos estava estressada, com a patologia, mesmo, quais com estafa... aí, ela me disse: "...deve ser o ballet 3 vezes na semana, a natação nos outros dois dias, a aula de inglês após a natação... Ela chega em casa exausta. Não sei de quê? Não faz nada, só se diverte!". Será que o excesso de atividade é saudável? Exigir tanta qualificação da criança, é bacana?

Assim, que possamos realizar nossos sonhos de infância, resgatar a parte boa da nossa essência e nos tornarmos adultos mais legais, em vez de seres estressados e estressantes, que querem deixar esse legado para as novas gerações!

Também, não é largar a criança sem observação... largar à toa, relegado à sorte. A criança precisa da presença do adulto, sim. Não como carrasco, mas como orientador, mediador... referência!

Correr, brincar, gritar - ainda que me enlouqueçam os gritos exagerados do meu filho... -, perguntar, ser curioso... tudo isso faz parte do mundo de descobertas da infância. Com pais mais conscientes do seu papel e, incluir neste, a condição de entender que criança demanda de liberdade - uma liberdade vigiada, como toda e qualquer liberdade, onde seu direito termina onde começa o meu, sabe como é? - e limite! E isso não é contraditório, isso é dualidade e uma das melhores condições desses dois lados de coisas boas!

Saudações maternais,

Pat Lins.

sábado, 21 de setembro de 2013

APRENDENDO COM MARIA

Essa eu precisava compartilhar com todas nós!

Imagem: internet: http://giselefmaciel.blogspot.com.br/2011_09_18_archive.html

Uma colega da pós postou essa mensagem linda e que me tocou muito:

"Maria, 5 anos, gritou para mim em plenos pulmões: 'você não pode me testar (se referindo a minha tentativa frustrada de tentar faze-la comer o almoço todo) eu vou viver como eu quiser!' . Cinco minutos depois resolveu me dar novamente a flor que já tinha me dado e tomado de volta. Maria pergunta: 'Alana, você quer merecer a minha flor?'; Alana: 'Maria você já me deu, já tomou, o que é essa flor finamente?'; Maria responde: 'é uma especia de Amor! Alana!! Você tem que aceitar e cuidar dela!' ".

Daí, sabe, me tocou e acabei embarcando. Maria me lembra meu filho Pedro, em sua maneira firme e assertiva em questionar. As crianças de hoje em dia, são crianças, claro, precisam de limites, claro, mas acima de tudo, o que Pedro vem me ensinando - e, agora, Maria - é que eles são diferentes da nossa geração. Não temos como negar. Como é tudo novo, estamos tateando em como educá-los da melhor maneira. Porém, quais são as nossas referências? Os padrões anteriores. Como usar algo que está aí, que já estava aqui... em algo que "acabou" de surgir?

Nenhum de nós - pais, mães... família, amigos, educadores, psicólogos... - está firme e convicto de que damos conta dessa geração. Estamos?! Mas, com base no que temos, damos sequência. Eu "penei" muito até começar a entender uma coisa. Conversando com uma senhora que tinha um filho diferente, por ter uma "patologia" - se é que existe isso... mas, é como a ciência ainda consegue afirmar... - que é o autismo, ela me disse uma coisa que me marcou: "precisamos entrar no mundo deles e não trazê-los para o nosso!". Daí, pensei: É ISSO!

Essa nova geração vem sem patologia - em geral -, no que se refere aos laudos médicos, mas com uma inteligência acima da média, que mais parecem mini adultos. Isso, ao meu ver - não sei se estou certa ou errada, mas estou aprendendo nesse tempo - não os torna adultos e nós precisamos agir como adultos e deixar claro que eles são crianças e, por mais espertas e atentas, são crianças... 

O que me levou a refletir mais foi o fato de como TODOS  eles - me refiro com que conheço com essas características ímpares e alguns que algumas mães me enviam relatos - clamam o AMOR. É como se eles dissessem: esse é o caminho AMAR. E o que vem a ser amar? É aceitar o outro como é e conviver com as DIFERENÇAS. Não é trazer ninguém para o nosso mundo, é estar no mundo. O Universo é tão vasto, se bem observarmos, e representa o infinito, em sua plenitude e harmonia, da diversidade. Tememos tanto as diferenças que se alguém fala que viu um ET, a gente ri... 

Não aceitamos as diferenças porque elas exigem ação - reflexão - ação - reflexão - ação... As diferenças nos fazem andar e movimentar. Essa nova geração traz isso: movimento. A acomodação, as velhas crenças - que não estavam nem erradas, nem  certas, era o que tinha em cada época - tudo isso precisa ser derrubado. Derrubar de vez? Não. Percebamos que eles chegam aos poucos e vão aumentando. Inevitável essa comparação entre gerações, mas no que se refere a atual, ela rompe com tudo e com todas as anteriores! Creio que isso esteja assustando muito, em vez de nos fazer aceitar! Por conta deles? Não, por conta da nossa limitação.

Quando Maria afirma - assim como Peu - que sabe o que quer e, depois, vem nos lembrar que aquilo é passado, agindo dali para a frente, a gente pensa que eles estão brincando ou zoando... Pedro, hoje em dia, me pergunta: "Ué! E o que foi que eu fiz de errado dessa vez? Como é o certo para vocês?". Eles se sabem e se vêm diferentes... sentem o baque, sofrem, agindo de maneira agressiva, muitas vezes, mas lidam com uma libertação e ruptura com o que prende que impressiona. Eles não guardam rancor. Isso me impressiona.

Me recordo dos problemas que tivemos, ano passado, com relação a antiga escola e, ainda que compreenda que eram humanos, e faziam o que davam conta - me incomodou, confesso, a falta de humildade e se reconhecerem como tal, agindo como juízes supremos e sábios plenos, em vez de assumirem que estavam tão perdidos como qualquer outro mortal, humano e aprendiz da vida - eles atingiram Pedro, a ponto de desencadear alguns bloqueios que, hoje, estão sendo tratados e trabalhados. Porém, ele não traz raiva, rancor ou qualquer sentimento assim. Ele sente carinho, inclusive, e fala dessas pessoas, como se me dissesse: "Mãe, deixa para lá! Passou! Agora, limpamos o ambiente e recomeçamos!". 

Ele me perguntou: "O que são emoções, mãe? É só tristeza?". Porque ele sentiu uma dor na barriga e eu perguntei: "Tem algo te inquietando, filho? Você está muito agitado, pode ser emoção, por conta do seu aniversário que está perto..." - ele a-do-ra festas e o aniversário dele, então, ele AMA! 

Daí, expliquei para ele, do meu jeito, pega de surpresa, como sempre, e sem tempo de racionalizar para enrolar, apenas com tempo de raciocinar o que senti e elaborar uma maneira de explicar honesta: "Filho, emoções são essas coisas que a gente sente e não sabe explicar muito bem, como quando ficamos alegres demais; ou tristes demais; ou pensativos demais; ou querendo ficar sozinho, de vez em quando, sem saber o motivo... é quando a gente sente tocar no coração e na barriguinha, bem no estômago e a gente só sente, mas nem sabe o que sente, apenas reage!". E ele entendeu.

Desde que eu "entrei" mais no mundo dele, diminuindo julgamentos, me vendo, honestamente, mesmo, como pessoa que ama, mas que também cobra com base nos padrões sociais - e reafirmo: não entro, aqui, no mérito de certo ou errado - vigentes, e falando sempre às claras com ele, estabelecemos uma parceria mais vibrante, mais forte e mais livre, também. Imponho os limites, a rotina, me canso - porque preciso estar "sempre alerta!" - mas, me renovo com essa relação, e isso vem dando sinais mais positivos!

Hoje, ao ler o relato de Alana sobre sua pequena cunhada de apenas 5 anos, provar que amor é ir e vir várias vezes, sem reclamar, apenas aceitando e cuidando, recomeçando..., agindo e não reagindo, vi um filme em minha mente, desde o dia em que Peu nasceu, de como ele iluminou tudo a sua/nossa volta e de como foi/é difícil, para mim, entrar nessa frequência e isso sacudiu, para valer, e me fez querer ser uma pessoa melhor do que eu já vinha tentando ser minha vida inteira. Me senti num intensivão. Vi o quanto eu reagia, muito mais por medo de exposição ao social, de como as pessoas menos abertas e mais cruéis - hoje, entendo que são as mais presas e sofredoras - necessitam saber se ele é doente e, convivendo, apenas vêm que ele é "normal" - de acordo com os exames neurológicos e afins - porém, diferente. Como me disse uma vizinha querida e que me ajudou muito nesse processo de aceitação da realidade - Sandra Márcia - ele é "diferenciado, nitidamente!". 

Pedro se ofendeu, esta semana, porque foi chamado de criança e disse: "Nunca fui tão ofendido em minha vida!". Mas, ele É criança. Por mais esperto que seja, é importante que ele se veja como tal. E é aí que porca torce o rabo, mesmo!

Hoje, entendo de que não precisamos temer essa geração... devemos temer a nossa geração, quando fica presa aos velhos padrões.

Que muitas Marias e Pedros e outros nomes - coisas que eles exigem que seja proferido, seus nomes, Pedro não gosta muito que outras pessoas o chamem por apelidos ou nome trocado... e faz questão de chamar as pessoas pelo nome... até os tios... - espalhem essas flores de amor, com firmeza e determinação; ensinando e aprendendo, sempre! Eles estão trazendo um novo "paradigma" - sem rotulações, apenas por ser a palavra mais próxima, dentre as que conheço até aqui, do que pretendo dizer - para nossas vidas. Aceitemos e entremos em nossos mundos, nos aceitemos para, depois, adentrar e aceitar o mundo do outro! Se não houver essa honestidade - ou auto honestidade, inclusive em reconhecer nossas limitações, até para superá-las - essa fase atual será de lamentos e sofrimentos! 

Eu mudo a cada dia. Cresço e aprendo, e ensino para aprender ainda mais com ele. Isso, sim, me ajudou a tomar melhores decisões e ir em frente - e não, atrás - dos meus sonhos! De tanto ensinar a Peu que ele é capaz de ser e fazer mais, desde que pelo bem dele e de todos, estou eu aceitando isso em mim, também. Juntos, crescemos e aprendemos, e ensinamos e seguimos!

Então, aceitemos mais e cuidemos mais! Lógico que as flores irão murchar, um dia, assim é a vida tal qual conhecemos, mas isso, um dia, vai mudar: em vez de dor, entendimento e aceitação - não acomodação ou submissão, aceitar, como entender que é assim e pronto!

Saudações maternais,

Pat Lins.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

"UMA FAMÍLIA EM APUROS" - Um filme da vida real.

Gente, geralmente, levo Pedrinho para assistir a filmes da sua faixa etária - o que é super natural... - só que, dessa vez não tinha filme para a dele - além de "Detona Ralph" e ele já viu - e estávamos num grupo com os primos maiores dele. Bom, "Uma família em apuros" foi o escolhido para esse programa em família. Fomos sem grandes expectativas... O que foi ótimo! o filme surpreendeu!!!

Uma crítica leve e engraçada sobre as diferenças entre as gerações. Diferenças essas que não foram tão gritantes anteriormente e, na última década vem se revelando cada dia mais desafiador ser pai, mãe, filho, avô e avó. Ser tio e tia sempre foi legal e continua sendo, né verdade?! Mas, ser responsável direto por um serzinho em desenvolvimento é tarefa para mais de um, é tarefa para um mundo!

Pois bem, o lembrete maior que o filme - com idéia original e muito bem pensada por Billy Crystal, um ator completo ao meu ver, que se inspirou em uma semana onde precisou ficar com suas duas netas pela primeira vez e a filha lhe deu uma "bíblia" de instruções do tipo "fale isso; faça aquilo..." - traz é o que esta geração em específico vem deixando para segundo, terceiro, quarto... plano: O AMOR. O amor não tem geração. Hoje em dia, bem como foi colocado na postagem anterior, com o vídeo do Dr Martins, as crianças estão sendo terceirizadas. 

O que eu, Patricia, penso e vejo disso - independente de se consigo dar conta ou não... até porque, muito vejo, muito sei que deveria fazer diferente mas acabo não fazendo, seja pelo motivo que for... - é que nossa geração atual de pais e mães busca uma ma/paternidade consciente, porém, ainda em dilema e muitos conflitos. Por isso que volta e meia nos coloco como precursores de um processo novo, de uma época de divisão de águas. E levanto a bandeira da importância de nos buscarmos mais e mais, já que temos uma missão desafiadoramente pesada, apesar de ser possível. A questão é que AINDA não encontramos o tom, o ritmo, o caminho... a maneira mais assertiva nesse processo. E, muitos de nós, convenhamos, nem se importa com isso. Nem se dá conta disso. Para piorar, encontramos a resistência e o medo dessa mudança radical e expressiva dos dias atuais, onde o consumismo dita modas e regras a cada estação, antecipando, inclusive essas estações... onde comprar antes para já entrar pronto e na moda. Comprar, ter, competir virou palavra de ordem. Um parêntese: tem um shopping aqui na cidade que está com uma pracinha para as crianças com a chamada "GASTAR ENERGIA SEM GASTAR ENERGIA", com brinquedos que demandam de criatividade e de muito mais de esforço físico para funcionar do que de pilha, bateria ou energia elétrica, como brinquedos da década de 70 e 80... até carrinho de rolimã tem. Nada contra os brinquedos tecnológicos, porém, urge o estabelecimento de limite para seu uso, até mesmo por uma questão de consciência de que criança, seja de qual geração for, quer mesmo é ser criança e viver essa fase como ela pede: com liberdade e limite - limite este que ensine que toda liberdade tem um ponto de até onde ir.

Voltando ao filme, "Uma família em apuros", o título já sugere o que o filme nos alerta: estamos em apuros! Ninguém se entende de verdade e vive uma clausura do saber demais e não saber o que fazer com tanto conhecimento e informação. Bom, considerando que toda família sempre vive lá seus apuros, não penso que este seja bem o pilar do roteiro. O lembrete de "amar" o filhos e deixar que criança seja criança é o que vi como mais importante. Não tem nada de surpresa ou grandes novidades tecnicamente falando: diálogos previsíveis, roteiro previsível, etc, mas o filme não perde a graça, pelo contrário, nos arranca boas gargalhadas - ainda que eu tenha tido que assistir a versão dublada com as crianças... - e nos faz realmente parar para refletir sobre os exageros e radicalismos, bem como ver e ouvir da geração de avós que sabem que não estão certos e não vão acertar sempre, mas precisam tentar. Fora a questão de que os avós do filme - bastante caricatos, sim, mas não tão surreais - trazem a dificuldade dos avós em entenderem que os netos são uma possível segunda chance que a vida lhes dá, porém, não são seus filhos, são seus netos! E quem nos diz isso é a personagem da brilhante Bette Midler, na pele da vovó inexperiente, Diane. 

Legal é ver que os pais, sejam de qual geração forem, sempre ficam perdidos, haja vista que uma criança NUNCA nasceu com manual de instruções. Portanto, toda geração teve seu quê de desafio. Natural que quem colhe planta e nossa geração colhe,hoje, frutos de mudanças que vêm sendo plantadas a cada mudança de geração, começando pela X , pós Guerra, em plena ditadura militar, em se tratando de Brasil...  e, da necessidade de se romper com tantas perdas, dores e opressões, surge o desejo de libertação - da qual faço parte - e seguindo pela Y - décadas de 80 e 90 - agora culminando na Z, que são os filhos dos filhos da "libertação da opressão". Lógico que aquilo que começou desgovernado, tende a aumentar, como uma gigantesca bola de neve morro abaixo. No afã de algo que começou errado, em vez de subir, desceu... numa necessidade de se ter tudo após privações de posses, natural que o natural tenha sido esquecido: primeiro pela opressão, depois, pela necessidade de se livrar de tudo e qualquer coisa que remeta e castigo, punição e etc. Hoje, vivemos o ápice dessa fase conturbada mas que também traz muita coisa boa, só que mal aproveitada, explorada ou conduzida. 

No filme esses embates de pais da década de 70 e avós no novo milênio com os pais atuais são bem interessantes. Gosto da maneira como Billy Crystal levanta críticas e reflexões em tom de comédia, para nos lembrar que rir ainda é a melhor maneira de recuperarmos as forças vitais de maneira produtiva. Casa que fala e faz tudo, menos dar conta de permitir que uma criança saiba o que vem a ser infância sem consumo. Proibições exageradas e cientificamente comprovadas são questionadas pelo outro lado da questão - permitam-me a redundância - que também é cientificamente comprovado de que crianças felizes e amadas serão adultos mais próximos do equilíbrio emocional. A segurança de um lar está além do vigia, da polícia ou do porteiro de um edifício com forte esquema de segurança, está na força do amor que envolve esse lar, está no ambiente de conforto em saber que se pode fazer muita coisa e que muita coisa será feita mais  frente após cumprida essa etapa; está no ar limpo de se poder falar e escutar, de se trocar idéias livres de preconceitos, de orgulho, de vaidade ou de manipulação, é o ar do respeito. Um lar saudável é um lar onde a gente recarrega as forças em vez de sair esgotado dele. 

O estressa da vida atual - que nem é mais moderna... pois até o moderno está ultrapassado - é desencadeado por cada um de nós. Só que essa mesma geração que sofre com essas consequências danosas, também traz em si a capacidade de transformar essa realidade. Eis o grande desafio: aceitar o fato de que é possível frear com pequenas atitudes individuais de despertar de consciência. Pesado? Você acha? O que pesa mais, um quilo de algodão ou um quilo de chumbo? Pesa mais levar essa realidade desordenada a frente ou começar a ver que pequenos passos postos em prática e com verdadeira boa vontade é possível estabelecer pequenos percentuais de avanços? Pois é, colocar filho no mundo vem de geração em geração. Como estar ao lado deles e como educá-los melhor sempre foi um ponto de tensão e questionamento. Não penso que as gerações anteriores estão certas, também não penso que estejam erradas. O filme aborda isso com leveza, quando pai e filha se afastaram na fase adulta e ela quis ser tudo o oposto do que ele era. Ela se negou e se tornou uma pessoa obcecada por trabalho e determinar regras de boa convivência no lar, sem limites edificantes - os meninos eram mimadíssimos e não podíam ouvir um "não" - e sem emanação de sentimentos livres, além de "bom dia" cordial emitido pela voz tecnológica que soava pela casa do RLife. "Life" é vida e eles não tinha vida. Tinham um emaranhado de rotinas e afazeres estressantes que lhes garantiriam um futuro financeiramente promissor. Talento é algo que só é válido se render dinheiro, senão, é sonho utópico.

Criança gosta de se  molhar na chuva, de pisar na lama, de chutar lata! Criança gosta de se divertir. A gente, na condição de pai e mãe, não precisa carregar tanto no novo papel e negar que gostávamos de diversão e reclamávamos horrores das negativas que escutávamos. E quantas vezes escutamos: "quando você tiver seus filhos vai me entender..." e tivemos, não entendemos, negamos e repetimos alguns dos mesmos erros que tanto condenamos em nossos pais? "Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais", já dizia Belchior, magnificamente interpretado e imortalizado por Elis. Como diz Morgana Gazel: "fazer diferente exige muito mais que contradizer!" - tem um post que menciono esse pensamento da Morgana Gazel, do seu livro "Enseada do Segredo".

O filme é ótimo para program em família. Ver a questão do amigo imaginário, de como lidar e como ele precisa "partir". Ver que nada demanda de crítica, mas de solução posta em prática e que exageros e omissões nunca foram as melhores soluções. Ver que expressar em palavras nem sempre é possível. Ver que canalizar a agitação e agressividade de uma criança está além de frases prontas. Ver que jogos competitivos e ganhar/perder é uma dicotomia do jogo da vida e que de maneira lúdica a criança precisa lidar com essas questões e jogos que sempre terminam em empate não condizem com a realidade, entretanto, jogos competitivos demais também não ajudam... Ou seja, vamos buscar o ponto de equilíbrio mais abertos, mais leves e com determinação.

O barato do filme é sentí-lo. É considerar rindo à toa que para tudo tem solução, desde que haja amor,  um diálogo franco e de coração aberto, com cada parte identificando, reconhecendo e se colocando disposto a, mesmo sem saber como, descobrir juntos. Isso é o que consigo fazer em minha vida familiar: mesmo errando, continuamos tentando e mudando. Nos avaliando, sem o peso duro e áspero das críticas severas. Nos refazendo numa fase eterna ou não - mas, eterna enquanto dura - de reconstrução. Vivendo cada dia, não como o último, mas como o primeiro!

Gostei muito, independente das críticas e do filme ser "água com açúcar" - aliás, açúcar é algo proibido para as crianças no filme, numa crítica aos exageros em busca de uma alimentação balanceada... e exagero não é bom para nada - é uma água com açúcar que vale a pena dar uma bebidinha e saborear, sabendo que não é nada para surpreender pelos efeitos especiais e por histórias distantes da realidade... é um filme do cotidiano, simples porém bem feito, com atores que dão conta do recado e abrilhantam as cenas. Enfim, é um filme para todas as idades - até Peu assistiu, com seus 6 intempestivos anos de idade e agitação e questionou muita coisa; "viu" o amigo imaginário do menino no filme, coisa que ele já teve e eram muitos...; questionou o porquê de quando as pessoas morrem terem que ser enterradas... - e todos os gostos. É um filme leve e despretensioso, que apenas quer nos fazer refletir e rir de uma situação que o Billy Crystal viveu na prática, em sua realidade pessoal. É uma comédia previsivelmente boa de se ver, para rir sem receios.

Saudações maternais,

Pat Lins.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

SER DOENTE NÃO DEVERIA FAZER DIFERENÇA

Imagem: FAZENDO ARTE TERAPIA
Matriculei Peu na "Equoterapia" e uma mãe me perguntou: "ele não é doente, porque está aqui?". Eu respondi que era por uma questão comportamental.

Interessante é que poucas pessoas sabem dessa parte da "equoterapia". Estou coletando mais informações sobre o assunto e depois escrevo aqui. Para mostrar que trabalho bonito e os resultados gratificantes.

Lá, Peu tem contato com crianças "diferentes", especiais e com limitações de ordem física e motora, mas, crianças e jovens especialmente lindos, com a missão de nos fazer ver que a vida é mais do que o que tentamos definir. Existem coisas que não têm uma única explicação. E vejo pessoas perdendo tempo tentando explicar sem, sequer, investigar, sobre o desenvolvimento das doenças. Para mim, tem algo muito maior, além da nossa vã compreensão. 

Mas, o que me levou a escrever aqui foi um alerta: SER DOENTE NÃO DEVERIA FAZER DIFERENÇA! Vejo o cuidado com que as mães tratam seus filhos, com um amor enorme. Parece que o amor dobra para dar força àquelas mulheres. E o trabalho dos profissionais que cuidam dessas crianças, com tanto carinho e dedicação que nos comove. 

Esse contato com essas crianças tem enriquecido o mundo de Peu e o meu. Ele que é "diferente" para aqueles que têm o mesmo padrão de comportamento, é "normal", no sentido de ser "diferente", para os portadores de alguma doença. Mesmo assim, nesse mundo, não há discriminação por parte das crianças, nem dos pais. Eles estranharam Peu lá, mas, nem por isso o trataram de maneira discriminatória. Isso é uma grande lição. Todos deveríamos nos ver como semelhantes, não procurando deixar todo mundo "igual" como rotulação e/ou segregação. 

Como pais, mães, família e etc, devemos nos unir, num movimento sincero e interno de lidar com as "diferenças" como algo natural e com as exigências exageradas de padrão normótico - consumismo exagerado e afins - como algo antinatural. 

As crianças especiais são especiais para nos fazer lembrar que mesmo com as dificuldades elas vivem intensamente, ao contrário de "nós" que passamos a vida inteira fugindo da vida verdadeira!

Isso me faz ver que as crianças não têm o preconceito em si, quem preconceitua algo são os adultos que sentem necessidade de conceituar algo, ainda que previamente, para julgar e não para entender e aceitar as diferenças para saber lidar com elas. Por isso, como pais, mães e afins, devemos rever nossos valores e, com isso, permitir que nossos filhos cresçam num mundo melhor, humanamente melhor!

Saudações maternais,

Pat Lins.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

CRIANÇAS MAIORES E CRIANÇAS MENORES


Este post foi sugestão especial de uma amiga muuuiiiitttto querida - Catia Martins -, para começarmos bem essa troca em 2011.

Estávamos falando da relação entre crianças maiores e crianças menores. Das diferenças e de como a maioria das crianças maiores não gostam de brincar com as menores. A faixa etária que mais me chama a atenção são entre as crianças de 6, 7, 8 e 9 anos, mais ou menos, com os entre 3 e 4. Como se fosse uma necessidade de afirmar que já saíram dessa fase e, portanto, não têm mais a característica de criancinha... - risos.

Quando meu irmão caçula - hoje, já com quase 30 anos - era pequeno, os meninos maiores, nessa diferença que citei acima, o "ignoravam", ou, tentavam. Diziam que ele era "café-com-leite", só para ver se ele "parava de encher o saco, fingindo que brincavam com ele". Pior, que a gente sabe que é uma situação delicada. Cada fase tem sua característica, só que os menorzinhos precisam admirar os maiores e sentem uma vontade danada de estar com essas crianças maiores, que podem brincar como eles não podem. E como fazer para que haja equilíbrio? Deixar a criança menor ser rechaçada, aprendendo a se defender ou pedimos que os maiores - que também não têm consciência, ou maturidade, por ainda serem crianças, também - deixem a criança menor brincar um pouco? Voltando ao meu irmão, ele cresceu e passou a fazer parte desse mesmo grupo que o chutava para escanteio sempre... Como ele mesmo me disse: "depois que cresci, me vinguei..." - risos. Claro que era brincadeira, mas a "vingança" foi ver que depois dessa fase, as diferenças diminuem consideravelmente. 

Vi isso se repetir entre meus primos, os maiores queriam brincar entre eles. E, hoje, os que eram menores, são maiores que o meu pequeno e, hoje, Peu que é colocado de lado, quando lhes convêm. Sim, porque, por conveniência, eles sabem se "aproximar" de Peuzinho. Mas, Peu não conta conversa e faz seu espetáculo e, mesmo entre "bicos e resmungos", fora as caras feias, alguém o coloca no meio e ele se esbalda, seja num "playstation" - que ele nem sabe jogar direito -, seja num bate-bola, seja numa "pega-pega"... enfim, as mães dos maiores são de suma importância, nesse momento, para nós, mães dos menores - risos. O que é certo ou errado a gente não sabe. Eles - os maiores - se sentem injustiçados, não entendem, ainda, que as diferenças precisam ser respeitadas e para manter a paz, ceder um pouco ajuda. Por isso, a presença de mães mais conscientes ajuda. Nessas horas de impasse, o que mais falamos é lembrar aos maiores, que eles já forma pequenos e acontecia a mesma coisa e eles também agiam do mesmo jeito.

Sinceramente, eu não sofro ao ver isso acontecer, porque, dentro de mim rege a certeza de que daqui a alguns anos, Peu vai fazer isso com outra criança. Por mais que eu diga que a orientação que passo para ele não pé essa, parece fazer parte do "ser" criança - risos. Lógico que agirei dizendo a ele o mesmo que dizemos, hoje, aos maiores e por aí vai. Costumo dizer que quando os "assolans" chegarem - os futuros primos de Peu, que não vejo a hora de entrarem na barriga da mãe... risos - serão eles as vítmas,e, justamente, filhos do meu irmão caçula - ops! não, ele não está grávido, nem sua digníssima noiva, que tanto adoro! Mas, gosto tanta dessa cunha, que desejo muito a gravidez dela... Detalhe, bem provável que sejam gêmeos... Mas, gosto dela mesmo. Um amor de pessoa. Ticaaaaaa, amiga, amiga... risos. E aí?! Como será que ele agirá? Lembrará que passou por isso ou cobrará de Peu? Cenas dos próximos capítulos - kkkkkkkkkkk. Pelo que vejo das repetições, todos nós cairemos em cima de Peu, lembrando a ele que os "assolans" precisam da atenção do primo maior e que quando ele passou por isso, teve defesa, também. E a história continua. Mas, me refiro a diferenças de idade nessas fases, não as rixas e divergências comuns entre crianças dentro da mesma faixa. Para mim, depois dos três anos, as diferenças são muito poucas.

Bom, a vantagem é que Peu não fica muito preso a esses detalhes. Ele dá logo o jeito dele.

O mais legal é que depois eles crescem e tudo vira diversão. Passa tão rápido. Se nós, os adultos, não soubermos lidar com isso de maneira mais leve, sem entrar em atritos, sem acirrar guerras, podemos criar uma situação muito desagradável. Precisamos estar atentos a esses pequenos detalhes para ajudarmos nossos pequenos de hoje, se tornarem os adultos de amanhã, da melhor maneira possível. Não precisamos passar - já passando - nossos medos e angústias para eles. Nós precisamos nos melhorar e, naturalmente, eles aprendem que melhorar é possível.

Vamos compreender mais e, com isso, ajudar mais nossos pequenos de hoje. Alguém já parou para pensar em quanto repetimos muito do que criticamos dos nossos pais? Não necessariamente da mesma maneira, mas, o contexto. Por exemplo, minha mãe sempre foi muito zelosa e nos super-protegia - não é uma crítica, era como ela sabia agir - e isso nos bloqueou um pouco. Claro que podemos mudar, depois de adulto e donos da nossa vida. Mas, eu, por exemplo, já tive vontade de morar fora, quando mais jovem, e nunca investi nesse sonho, por temer ficar sem a proteção dela. Com Peu, acabo sendo controladora. Ela - minha mãe - era mais suave, eu, sou mais intensa. Mas, de qualquer maneira, o zelo dela era uma tipo de controle sobre nós - eu e meus irmãos - e eu, o repito em Peu. Muitas mães dizem: deixa o menino solto, o que é que pode acontecer? E me vem mil respostas na cabeça, como argumento ou como réplica... Na verdade, eu o deixo ficar solto, desde que dentro do meu ângulo de visão. Nesse caso, penso o seguinte: o juízo da criança é o adulto responsável... Ou seja, um adulto sem juízo, que responsabilidade ele tem e qual passará. para que o pequeno de hoje já comece a entender e internalizar que para tudo há uma consequência? Isso, para muitos é controle, para mim, é zelo... Viu, repito até a justificativa. Estou certa? Errada? Minha mãe, certa ou errada? Deus é quem sabe. De resto, nenhuma mãe deve julgar a outra, muito menos querer impor a sua maneira de educar como a melhor. Isso não existe. A melhor, para mim, é aquela onde passamos nosso amor, sem podar a criança e passar limite sem limitaçõe. Alguém? Alguém? Alguém tem esse equilíbrio perfeito aí? Não. Mas, com certeza, educamos nossos filhos com o amor que temos e da maneira que conseguimos. Fora que entra aí, também, um lance deveras importante: valores, ética, relações familiares, exemplos, educação social, educação acadêmica, meio social, crenças, etc. Ou seja, muita coisa. Somos infinitamente complexos, portanto, quase impossível estabelecer certos e errados. Mas, sempre existe um "bocão", descompensado e sem "sitocômetro" que insiste em estabelecer seus próprios paradigmas como um norte... E, na maioria dos casos, trata-se de alguém que a maioria das pessoas "condena"... Bom mesmo é "se tocar" e se for para ajudar, fale algo que ajude, mas, se for para se colocar como "a boa" ou "o bom", cai fora. Como exemplo, tem uma pessoa próxima a mim que vive dizendo: "deixa o menino solto, Patricia. Os meus cresceram, aí, oh, e eu, nunca deixei de curtir. Tem que deixar a criança livre..." O detalhe: quem disse que os filhos dela lá são referência para algo? Pois é, melhor não sair atirando pedra no telhado dos outros, porque todos nós temos nossas telhas de vidro. Duro é segurar a língua. Porque, se eu ceder a tentação de "jogar na cara" da pessoa as verdades que vejo do meu ângulo... vai doer. Mas, isso é bom? É nesse sentido que me esforço para ser alguém melhor? O meu "não saber ouvir" também já não denota em mim uma fraqueza que precisa ser trabalhada: mania de me preocupar com o que os outros acham?! Um "que se dane" é infantilidade, então, um "deixa para lá" casa melhor. Portanto, nós, mães mais conscientes do nosso papel e de nossas imperfeição humana, "DEIXEMOS PARA LÁ E SIGAMOS EM FRENTE", porque, literalmente, atrás - ou, ao lado - vem gente: nossos pimpolhos e pimpolhas. Na prática, só o que fica é aquilo feito de coração aberto. o resto que vá para onde tem que ir... Não, não fica bonito dizer aqui neste espaço tão legal - risosssss. Bom, as crianças crescem, né?! Ao menos, é o que se espera... Outras congelam a idade mental e só crescem a idade cronológica...

Então, deixemos que a compreensão seja algo mais forte do que a dor do sofrimento e da auto-punição. Nos libertemos em cada conflito desse. E, com relação às crianças, elas é que sabem nos conduzir. Observemos para agir. Porque, o instinto de sobrevivência permite que a criança cresça, mas, como nós queremos e o que oferecemos para que elas não seja mais um adulto "criança sobrevivente" e sim, um adulto com bons valores?

Saudações maternais e, até os próximos capítulos,

Pat Lins.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"MENINO EM QUADRADINHO" - dica Mães na Prática


Ah, na prática, a gente quer que nossos filhos só assistam a boas produções, né verdade?!

Estava sentada com Peu, assistindo a programação do último domingo - 12/09/2010 -, da TVE Brasil, e, em meio a grade do dia, entra o Curta Criança - "O menino quadradinho" - e vi uma mensagem belíssima sobre a dualidade " ser criança X crescer", onde, o menino, diante do fim dos quadrinhos de um gibi, se vê "obrigado" a conhecer novas palavras e uma gama de novidades através do conhecimento. Uma metáfora brilhante para nos fazer refletir sobre a importância de "novas" e diversas leituras.

Duas frases me chamaram a atenção - lógico, tocaram em algum conteúdo meu e se associaram... risos -, dentre tantas mensagens bacanas: "não temos como viver o mesmo tempo duas vezes, mas, podemos reinventar" e "igual a história da vida... é para criança só no começo".

Ávida por rever aquele curta, corri para o "pai dos burros" da internet, nosso famoso Google e joguei: o menino quadradinho. Depois, fui ao Youtube, e coloquei, aqui, o vídeo, lançando essa dica para mães, pais e filhos. Trata-se de uma produção simples, porém, repleta de simbologia e um texto muito bacana. Lógico, Ziraldo é o "cara". Tem muita coisa boa para a gente levar adiante e apresentar aos nossos filhos - essa novíssima e inovadora geração, que chamo de geração da transição.

Agora, só assistir e se deixar levar pelas palavras e mensagens que esse curta traz e "etc." - risos:


Saudações maternais, com muitos etc,

Pat Lins.

terça-feira, 27 de julho de 2010

"MÃE DIZ TER SIDO AGREDIDA POR CONTROLAR FILHO AUTISTA" - diferença entre conter e bater.

                                    FOTO: Manuela Cavadas/ Ag. A Tarde
No último domingo - 25/07/2010, o Jornal A Tarde, publicou uma matéria que serve de alerta sobre o grau de conhecimento sobre a diferença entre "bater numa criança" e "conter uma criança 'especial' em crise". Como o "Mães na Prática" tem interesse em abordar temas de ordem prática em nosso cotidiano, estou levantando informações sobre AUTISMO, para colocar aqui. Quem tiver informações, por favor, me envie por e-mail. Precisamos disseminar o máximo de informações para alertar a população sobre a conduta adequada e, também, de certa maneira, proteger as mães, pais e responsáveis por crianças especiais. Para que não aconteça o que aconteceu com a baiana, Geisa de Oliveira Sapucaia, mãe de um filho autista que, ao tentar conter uma crise "de agressividade" do seu filho, de 11 anos, num ônibus de Salvador, onde ele queria quebrar uma lâmpada do coletivo, foi espancada por outros usuários do mesmo serviço de transporte, que gritavam a "lei da palmada" e alegavam, através de suas agressões, estarem executando a lei. Onde já se viu isso?! A mania de se meter na vida alheia, agora, pode se utilizar da fachada de "cumpridores da lei", através de atos insanos e violentos, em nome da lei! Se a lei aborda a temática da "não violência", o erro fica ainda maior e mais grave: os "justiceiros de plantão", provavelmente, pessoas de um equilíbrio emocional minúsculo e dotados de um intelecto de inseto, agridem em nome de uma lei contra a agressão... No mínimo, irônico.

Essa situação me remete a, na verdade, um bando de desordeiro e desequilibrados, recalcados e mal-resolvidos, que, se utilizam de uma fachada de "bons cumpridores da lei" para encobrir suas patologias e transtornos de acéfalos e inergúmenos que só têm o objetivo de falar em moral, sem possuí-la. Característica grosseira de nossa vã hipocrisia, que insiste em se estabelecer e proliferar entre nós e alimenta nossa medíocre sociedadezinha. Fiquei indignadíssima! Só uma mãe de filho autista pode saber o quanto dói nela ver seu filho em crise e, a única coisa que pode fazer, é segurá-lo com firmeza para protegê-lo. Essas mesmas pessoas que agrediram essa mãe, a culpariam se ela permitisse que a criança alcançasse êxito em sua crise e quebrasse a lâmpada do ônibus, se machucando. O que nós queremos? Um mundo perfeito? Mães perfeitas? Filhos perfeitos? Pais perfeitos? E o que fazemos para viver e desenvolver esse mundo? Com esse tipo de manifestação animalesca de colocar em prática uma lei que fala do oposto e sem direito de justificativa? A mãe, agora, precisa comprovar que é uma boa mãe... Pode?! Ela afirma, na matéria do Jornal A Tarde (leia na íntegra: "MÃE DIZ TER SIDO AGREDIDA POR CONTROLAR FILHO AUTISTA") que, agora, está levantando documentos das instituições de apoio ao autista, onde leva seu filho para tratamento e recebe as devidas orientações e instruções, para provar sua inocência, por temer novas agressões "em nome da lei".

Já escrevi sobre assunto correlato em  "O QUE OS VIZINHOS VÃO PENSAR". Cada manifestação tem sua "bandeira". Agora, com a LEI DA PALMADA, leva esse título. Para se "cumprir" a lei, antes, conhecê-la. Para se julgar o outro, antes, dar a oportunidade da explicação, o velho benefício da dúvida.

Ser mãe já é cansativo e somos julgadas e condenadas o tempo inteiro, imagine uma mãe dessas, de baixa renda e com filho especial? Por coincidência, estava eu num ponto de ônibus, na mesma cidade, próximo ao Hospital Sarah, que trata de reabilitação, e uma mãe descia com seu filho de 6 anos, que não falava e estava muito agitado. Ela, de aparência muito pobre, demonstrava extrema apatia e cansaço, enquanto seu filho, numa energia só. Quando ela segurava, com firmeza - diferente de agressão - seu punho, ele se jogava no chão. Situação muito delicada. Notei - julgamento meu... - que as pessoas no ponto não gostavam do que viam. Ela, nítidamente, nervosa, precisando se dividir entre segurar o filho - para que ele não corresse para o meio da rua - e não perder o ônibus que demora para passar. Pois, ela perdeu o ônibus, o que, naturalmente, mexeu muito e, com certeza, a deixou irritada - mas, via-se que ela não descontava na criança. Eu tentei ajudar, conversando com o menino, mas, não podia me envolver muito, por não saber como contê-lo. Perguntei a mãe se ele poderia mascar um chiclete - era o que vendia nas bancas dos vendedores ambulantes que ele pedia - e, ela, meio sem jeito, em dizer que não tinha como comprar quase negou, quando eu me ofereci para comprar. Foi uma "salvação" momentânea. Comprei uma cartela e fui negociando com ele. E ela pode ter alguns segundos para respirar. Mesmo com toda minha prestatividade, eu era uma estranha e ela, ainda, precisou reforçar o "segurar" no braço dele... E, nesse íterim, ela desabafou: "eu morro de medo dessa lei nova aí. Que não pode dar tapa na criança. Ele não tem noção de perigo e eu preciso segurar forte..." Eu me pregunto - nada contra a lei, mas, como ela está sendo disseminada e como será executada, quais os critérios e por quem... Isso, sim, é preocupante - se essas mães serão protegidas? Mães de crianças especiais vão sofrer pela ignorância e estupidez daqueles que estão ciscando para "executar" e "agir" em "nome da lei", sem saber, sequer o que ela rege e sem informação sobre os "condenados". Existe uma enorme diferença entre "conter" e "bater".

Até quando seremos vítimas de de nós mesmos? Até quando vamos nos permitir a ignorância "legitimada", em vez de abrirmos os horizontes da mente em busca de crescer?

Vou pesquisar, também sobre a "Lei da Palmada" e sobre os direitos de mães de filhos especiais, para que se tenha o mínimo de facilidade e oportunidade para essas pessoas transitarem entre os "Normais" alheios. Como mãe, como blogueira e como pessoa, me sinto na obrigação de fazer algo, nem que seja escrever aqui, num espaço aberto, um grito de CUIDADO, para todos e cada um de nós. A informação ainda é o melhor caminho. E, além das Leis, precisamos criar e exigir melhor condição de vida, de transporte público, de educação, saúde, etc e de execução da lei. Nada de sair agredindo o outro, dizendo-se na razão, sem possuí-la!

Vamos estender mais a mão ao próximo, em vez de destruir, machucar, julgar e condenar. Muito ajuda quem não atrapalha.

Saudações maternais,

Pat Lins.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

SER MÃE É PADECER NO PARAÍSO

Olha, de todas as máximas que tentam descrever o que é SER MÃE, esta é a que consegue resumir sem suprimir: SER MÃE É PADECER NO PARAÍSO.

Se, hoje, lutamos por uma m(p)aternidade consciente, comecemos sabendo que ser mãe não pinta o mundo de rosa ou azul, como o quarto do bebê. Toda beleza consiste em compreender que vamos viver uma realidade diferente, apesar de tão disseminada e comum: a realidade do nosso mundo pessoa, mulher, profissional, esposa... coexistindo com o mundo supremo MÃE e com o(s) mundo(s) do(s) filho(s). Poucas mães da geração anterior se permitem informar que a maternidade é tão difícil e desafiadora como qualquer outra novidade. Que como tudo que é novo, assusta e traz suas condições. Diferente de qualquer outra escolha - sim, os filhos do "descuido" e do "acaso" também são escolhas... quem não usa preservativo ou algum método contraceptivo já está fazendo uma escolha - que façamos na vida, a maternidade não tem volta... não é permitido arrependimento - e, bem verdade, nem cabe se arrepender - e assumir parte responsabilidade da evolução de um novo ser é praticamente nossa obrigação. Entretanto, todos os pontos maravilhosos e mágicos vêm juntos no pacote, onde aprender a amar, antes mesmo de conhecer, nos guia sempre.

Após o nascimento da mãe, o acoplamento dos mundos gera abalos fortíssimos, mas, é nesse momento que aprendemos que di(poli)cotomia passa a ser nosso primeiro nome e essa condição irá nos reger por toda a vida. A gente entende o que quer dizer "viver o aqui e agora" a todo momento. A gente começa a ser capaz de ver uma linha tênue, porém real e significativa, de que existe uma enorme diferença entre ser e parecer; entre teoria e prática. E vê que real e imaginário são sinônimos, porque o mundo passa a ser regido pelo universo lúdico - e, muitas vezes, depois que eles crescem, a gente esquece de entrar numa nova realidade, que nos coloca em nosso próprio lugar... que é quando estaremos ao lado deles para sempre, mas, eles precisam seguir, assim como nós seguimos.

 A gente se cansa, sim. Se aborrece, sim. Perde o controle, sim. Mas, quando a gente deixa isso tudo passar, a maior parte do tempo é iluminada pela presença de uma semente germinando a cada dia, bem diante dos nossos olhos e, por mais que esteja fora de nós, temos a capacidade de sentir o bater dos seus corações, como se fosse em nossos peitos. Podemos sentir escorrer as lágrimas que ainda nem desceram, como se saíssem dos nossos olhos. Podemos rir com suas gargalhadas, sentindo o vibrar de sua alegria. Um filho é o maior tesouro que podemos ter, mesmo não sendo propriedade nossa...


E é por isso que ser mãe é padecer no paraíso, porque a gente ri de angústia e medo, chora de alegria e emoção, mas, também, a gente ri com muita alegria, chora de dor, teme e sente tudo ao mesmo tempo e só outra mãe, por mais diferente que seja, é capaz de saber do que estamos falando. A gente padece porque as dificuldades não deixam de existir e a realidade não vira uma mar calmo e tranquilo, com dias de sol ameno e noites fresquinhas todos os dias... Infelizmente, as portas precisam ser trancadas; nem todas as contas conseguem ser pagas; nem sempre sobra dinheiro para aquele passeio tão desejado; nem todos conseguem realizar o sonho da casa própria - e muitos vivem em condições periclitantes -; nem todo dia é sábado; os contratempos continuam; as cobranças não diminuem; as diferenças e divergências nas convivências diárias ainda precisam ser administradas; comida não pula do fogão pronta; a casa não aparece arrumada sozinha; as roupas só saem da máquina de quem tem; o ferro precisa de uma mão humana para estar por cima das roupas; os brinquedos espalhados precisam ser reorganizados; estabelecer limite e disciplina é papel chato, mas, cabe a mãe - e aos pais, também...; os intrometidos não deixam de existir; febres surgem quando estamos exaustas; dentes incomodam para nascer; dentes incomodam depois que nascem... a lista é interminável de fatores que colaboram e estimulam e dos que são verdadeiros obstáculos constantes e, muitos, quase intransponíveis. Mesmo assim, só sendo mãe para saber o prazer que dá superar cada um desses desafios. Cada mãe ao seu jeito. Cada mãe com sua história de vida. Mas, todas as mães com um órgão anexo ao coração que consegue ser mais importante e vital do que ele, que é a presença desse(s) pequeno(s) ser(er) em nossas vidas.


O paraíso é quando a gente deixa passar todas as intempéries e consegue curtir. Sentar no chão e jogar aquele joguinho chaaaatttoooo, mas, que para ver um olhinho brilhando e entretido com tanta devoção e felicidade por nos ter ali, a gente senta, joga e ainda se diverte.

 
Padecer no paraíso é isso: nascer e desfalecer todos os dias; dia após dia; todos os dias do ano; durante toda a vida! A gente passa a entender um pouco mais o que significa vida porque ela passa a ser mais intensa e cheia de emoções - de todos os tipos... risos - para sempre! 


A gente carrega tanta expectativa, que quando eles nascem, nossa, sonhamos com aquele que vai descobrir a cura para todos os males... Na verdade, muitas vezes, a gente espera que eles sejam quem não fomos... A gente não deixa de ser complexa, caracteristcazinha infame de nós, seres humanos, porque nos tornamos mães. Não é a criptônita que irá nos destruir, é a realidade - se a gente deixar, claro - e a verdade de sabermos que não somos super, mas, precisamos ser supers.

A gente aprende com eles mesmos, a melhor maneira de cuidar deles, de nos doarmos... mesmo que entre em conflito com nossa realidade. Levamos um tempo de ajuste. Algumas mães mais rápido, outras, com um pouco mais de tempo. Cada uma tem seu ritmo, sua história de vida, seus anseios, suas frustrações, complexos, virtudes, valores...; cada criança tem seu temperamento... Uma lição que poucas de nós apreende é a do respeito às diferenças... mas, isso, é questão de cada pessoa... a gente é obrigada a mudar, porque nossa vida muda por completo. A gente nasce outra vez. Recomeça e reaprende com a nova realidade. Crescemos com nossos babies. Mas, continuamos sendo quem já éramos. Quando a gente conseguir educar com equilíbrio e harmonia, aí sim, poderemos dizer que alcançamos a plenitude e a perfeição. Porque ser mãe é o caminho para o paraíso! Detalhe, o caminho a caminho e caminhando dia-a-dia.

Como tudo na vida, a gente vai viver vários lados... mas, sendo mãe, tem uma coisa indescritível que faz tudo parecer diferente. E quando a gente consegue fazer esse "parecer", ser, a gente alcança o verdadeiro nirvana, que, muitas vezes, podemos chamar de paraíso! E, é nesse momento que as cores explodem e tudo que estava cinza passa a mostrar seu lado encantador. O paraíso a gente constrói, como qualquer escolha que fazemos em sermos felizes, independente de qualquer coisa. O paraíso é a superação. Aliás, a pós superação! Afinal, o que é fácil nessa vida? E ser mãe, é sempre uma nova história para começar!

Saudações maternais,

Pat Lins.

domingo, 30 de maio de 2010

PULSEIRINHAS DO SEXO - ALERTA PARA MÃES, PAIS E FAMÍLIA DESAVISADOS


Estava eu lendo o blog de uma colega, da época do curso de radialismo, TEM QUE SER AGORA?, e vi esse assunto lá colocado. Fazia tempo que queria falar sobre o tema, mas, ia deixando passar, já que, dentro de minha realidade, não convivo com jovens tão imaturos e inconsequentes, desse jeito. Porém, vi, um menino, que não passava de 10 anos de idade, perguntando a outro jovem onde comprar mais daquelas pulseiras pretas... A jovem com a qual ele interagia - e eu, mãe, tia, amiga, vizinha... cidadã, pessoa... fiquei "de butuca"... sim, era da minha conta. Ele era morador do condomínio onde mora minha mãe e onde residem crianças e jovens de diversas idades, incluindo minha sobrinha e volta e meia meu filho e seus amigos... onde muitos pais, mães e/ou responsáveis ignoram o que fazem seus filhos, alegando uma "confiança" fundamentada no vago da incredibilidade de que "seu filho" fosse capaz de fazer algo errado...- vasculho alguns orkuts desses jovens e as mães ignoram as comunidades das quais fazem parte. Meninas de 9 anos, inscritas como maiores de 18 e fazendo parte de comunidade pornográficas, com apelos sexuais fortíssimos e "baixo-astral", e as mães nem se dão o mínimo trabalho de olhar. Os filhos se fazem de vítma, falam com voz infantil, quase beirando o "tati bi tati" e os adulto - mães, pais, avós... responsáveis em geral... - caem e não se dão o benefício da dúvida, afinal, confiam tanto na educação que dão que esquecem que criança tem arte.

Pois sim, o menino de 10 anos, foi alertado sobre o teor da pulseira, e falou: "eu quero assim mesmo!" E a jovem interlocutora, parecia ser possuidora de bom senso, afirmou que não sabia onde vendia e que não fazia parte desse círculo de jovens "desmiolados". O pequeno guri saiu injuriado... pelo visto, estava "na seca"... risos.

Isso me fez pensar, em que mundo nossos filhos estão crescendo.Aliás, nós, atuais adultos, também crescemos em mundos diversos... Conhecendo, interagindo e convivendo com colegas, amiguinhos(as), vizinhos... gente. Urge a necessidade  de nos doarmos às nossas crianças, fazendo um trabalho de base honesto, sincero e cercado de amor e informação. Não falo em ficarmos bobos/bobas e sucumbirmos à ingenuidade descabida, afinal, os "lobos maus" continuam a espreita, esperando por jovens "espertos" e "sagazes" que se acham tão "maduros" e "safos", que caem fácil, fácil na teia na própria arrogância e se atropelam em si pela necessidade de auto-afirmação... sendo presas fáceis e vítmas de um orgulho inundado de querer ser mais velho do que é... Qual jovem não tem essa sede de ser "adulto" antes da hora e viver aquele mundo de possibilidades que os adultos vivem? Qual jovem não alimenta essa fantasia?

Não, não precisamos nos tornar neuróticos, desconfiados... precisamos estar alerta, confiar em nossos jovens, mas, CONHECÊ-LOS, também, em todas as suas variações! Eu sempre vivi muito próximo aos jovens, é um mundo que me agrada sempre. Sei o que é ser jovem, porque já fui uma e nunca tive medo de ser careta - e nunca fui - mas, mantinha minha postura firme. Nunca precisei "encher a cara" para fazer parte de grupo algum. Nunca precisei provar droga alguma, nem curiosidade tinha. Sempre fui alegre, muito bem relacionada e aceita. Porque eu me aceitava. Minha educação contribuiu muito nesse aspecto. Aqui, no Mães na Prática, falo como mãe e como filha, também. Porque, na prática, a gente vive a vida "lá fora", em contato com diversas pessoas, diversos mundos! E, quantas vezes, além dos limites familiares, queremos ser "algo" mais, para chamar atenção? Sei que existe a característica pessoal, né, "pau que nasce torto" é torto até o fim... Mas, uma educação honesta, dá uma oportunidade para esse "pau torto" assumir que assim o é. Eu acredito numa educação honesta, sim. Onde a gente assume que é falho, mas, que tem mais experiência de vida e que sabemos que não poderemos impedir nossos filhos de andarem nas ruas, viverem o "mundo lá fora", andarem com suas próprias pernas... Sim, dá um arrepio na espinha... um frio no estômago... Além de mãe, filha, irmã, tia, prima, amiga... pessoa... conheço vários outros tipos de pessoas e seus mundos e sei que existem mundos e opiniões diferentes das minhas, consequentemente, da educação que dou ao meu filho e da qual recebi de minha mãe e meu pai... Não precisa ir longe. Apenas se dê a oportunidade de parar alguns instantes - não, não é coisa de "desocupado"... é questão de se ocupar com a realidade onde seu/nossos filhos estão inseridos - na portaria do prédio, condomínio ou afim. Pegar seu filho na escola, chegar um pouco antes e ver como eles são em outro ambiente - ou desconhece que em nosso território a gente é quem quiser ser? A gente se utiliza de personas diferentes de acordo com os meios sociais onde estamos... isso é normal, naturalíssimo. Mas, precisamos ter cuidado com as máscaras que se apropriam e exigem mais espaço do que têm... os desvios de caráter... não vou enveredar nessa seara.

Nós, pessoas, mães, pais, família, amigos... na prática, nos envolvemos com o panorana geral que raramente nos damos tempo para averiguar e enxergar um pouquinho mais, além da miopia legitimada de "acreditarmos" nas limitações da visão de que "conhecemos" nossa prole. Precisamos ver em detalhes, sim, sem censurar, nossos filhos, porque "livres" eles são emoção pura; adrenalina; são "responsáveis" por si...

Essas pulseirinhas do sexo estão em todos os níveis sociais. Parecem simples pulseira plásticas - bem parecida com as que minha geração usava, na década de 80/90, mas, que não tinham esse teor, era apenas um acessório.

Vamos nos aproximar mais de nossas crianças. Sem lição de moral... coisa mais chata é adulto que "se acha" o umbigo do mundo... Quando me refiro a honestidade é na plenitude que essa virtude carrega, em abrir espaço, em abrir caminhos, para resolver algo; antes de tudo, desarmado, entregue, presente. Vamos mostrar para nossos jovens, que nós também já fomos jovens e que, num futuro próximo, eles serão os adultos. Não é exigir uma atitude de adulto deles, mas, reforçar que o tempo passa e esse lance de geração é atemporal. Todos passamos pelas mesmas fases: infância, adolescência, puberdade, fase adulta... Mesmo que nasçam novas terminologias, as raízes são as mesmas. Todo pai, mãe, adulto responsável, acha que tem que ser sério e ríspido para "impor" respeito. Balela! Respeito se conquista, se constrói uma relação sólida e propícia. Boa parte dos adultos acham que maturidade é falar grosso e estar sempre com a razão... Bom redefinirmos nossos valores e nos abrirmos para o crescimento. A gente não precisa ser "chato" para ter "razão". A razão existe em si... Não precisa de grandes explicações.

Pois bem, vamos nos aproximar mais de nossos jovens. Vamos nos entregar à informação, à pesquisa de campo, através da pesquisa de clima e meter as caras nas ruas, onde os jovens estão. Saber como são nossos jovens sob a ótica de outras pessoas, passando pela portaria da escola, do condomínio, das mães e pais dos coleguinhas, amiguinhos, vizinhos... Interagir! Vamos nos permitir interagir com honestidade e fazer parte da vida de nossos filhos - sem queimar o filme deles, tá?! Nada de ser inconveniente e invadir espaço individual. Conhecer um filho não é entrar a força em sua vida, é fazer parte de sua vida com respeito, limite e equilíbrio. Essa fórmula não é tão simples, requer de nós muito mais auto-conhecimento e HONESTIDADE. E aí, o bicho pega! Afinal adulto que se presa é "cheio" de razão.

Vamos estabelecer o elo da confiança, da via de mão dupla na relação com os filhos, onde eles sabem que podem contar conosco, mesmo que não passemos a mão pela cabeça, dando a devida "punição" para um erro cometido. Trabalhar isso com firmeza, sem dureza e estupidez.

Na prática, o mundo é do mundo! A gente faz parte dele, levando o nosso mundo interno e interagindo com vários outros mundos.

Com relação as pulseirinhas, pergunta se eles já viram alguém usar. Vai na internet - pesquisa no "pai dos burros" da web, o Google... rs. Procura saber o que eles acham sobre o assunto? O que quer dizer cada cor? Conversa franca e abertamente. Troca idéias. Alerta para o perigo que é. A gente sabe que cada cor é um apelo sexual, mas, como toda tribo tem sua linguagem, a informação a nosso favor é ponto positivo e confiança em construção. Vamos nos dar as mãos e levar adiante esse alerta.

"Saudações maternais",






Pat Lins.

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