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sábado, 14 de dezembro de 2013

AMAMENTAÇÃO - RUMO A 2014 E OS MESMOS TABUS?


A foto "polêmica" da top brasileira. (Foto: Reprodução/ Instagram) - CLIQUE AQUI PARA ENTENDER MAIS
 Engraçado que as pessoa vão as ruas reivindicar direitos, mas ninguém fala de cumprimento do dever.

Gritam, manifestam e exigem liberdade de expressão, mas uma mãe não pode amamentar seu filho, um ato super natural, sem maldade ou segundas intenções.

Pois é, a amamentação em público, hoje em dia, é UM GRANDE TABU. Logo um ato tão natural, que espanta esse tipo de reação, de questionar que uma mãe deveria procurar um lugar mais reservado para dar mama ao filho... seria o machismo ainda mais egoísta e tapado do que é, a ponto de só querer o "peito" para eles? Francamente, isso me choca profundamente! Essa maneira de ver esse ato como vulgar...

Eu não entendo o motivo de tanta gente ter pavor ao ato de amamentação... A tendência ao superficial e não natural já subiu e se instalou na cabeça das pessoas. Gente, essas atitudes, esse pavor em ver uma mãe amamentar... é pura estupidez.

Caras de nojo e "eca", como se a mãe estivesse dando alguma porcaria ao filho. Essas pessoas não sabem o que é respeito! Só sabem, nesse caso, o que é "peito". O "res" é resto, é nada!

Imagino quando se depararem com o ato natural dos pinguins de alimentar seus filhotes, dedicando a própria vida para conseguir se alimentar, numa jornada dura de meses indo e vindo, debaixo de um frio congelante, caso estejam sozinhos, onde a força do amor e união provam que o mais importante é entender que "juntos somos mais!".  Essas pessoas vão sair exigindo que a extinção dos pinguins seja imediata... E os partos? Serão proibidos e vão desenvolver uma técnica de materialização de bebês do nada? Ou, apenas robôs serão aceitos?

O que falta é AMOR. Simples assim. Falta capacidade de olhar e não julgar, nem condenar. Garanto que se fosse a cena de um homem espancando uma mulher, ficariam parados, olhando e pensando: "ela merece!". 

Isso me assusta!

Essas pessoas - qua estão em todos os lugares,  níveis acadêmicos, classes sociais, econômica e credos -  são a destruição, o verdadeiro FIM DO MUNDO! São pessoas tão vazias que qualquer atitude de amorosidade é como uma facada no fígado e outra em cada rim! Essas pessoas devem colocar um saco na cabeça para se olharem nos espelho. Não devem ter mau hálito ao acordar e nem soltam gases... Provavelmente, não fazem as necessidades fisiológicas número 1 e número 2... vivem tão cheios e entupidos de resíduos tóxicos e dejetos que se sentem mal por existirem e chama isso de felicidade! Devem chegar ao êxtase quando tomam um laxante para a mente... porque é lá que estão os dejetos que deveriam SAIR do nosso corpo... nesses casos, sobe para a cabeça! Francamente! Eu não penso assim só porque eu sou mãe... isso é porque eu sou filha, sou pessoa e sou mãe, também! Isso é porque eu penso e sinto! Isso é porque eu não sou doente.

Essas pessoas carecem de colo, e, quando descobrirem que colo é deitar num busto sem conotação ou denotação sexual, vão tomar um susto! Mas, se se permitirem sentir as batidas do coração que pulsa logo ali, debaixo do peito, quem sabe se sintam acolhidos e tocados,  e sintam algo de bom e sintam que também têm coração batendo neles/nelas. 

O SENTIR sempre foi ensinado como prazer e pecado... ou seja, é um erro em cima do outro. A solução é muito simples, porém, desafiadora: consciência!  Não se é possível ver as coisas com olhos limpos e bons?

Para agora e que continue em 2014, 2015, 2016... desejo um mundo mais amoroso! Um mundo onde as pessoas aceitem que são imperfeitas e aceitem que sempre podem e têm - podemos e temos - muito a aprender. Que as virtudes deixem de ser palavras em um dicionário e se tornem vivas e ativas, em nossas ações. Que bons valores deixem de ser relacionadas a contas bancárias com muito dinheiro ou preços altos e sejam o que são: valores, normas de conduta baseadas em virtudes!

Amemos! Amamentemos! 

Pat Lins.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

20 DE NOVEMBRO - DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA (?) NEGRA


Como mães, temos o dever de nos trabalharmos e melhorarmos como pessoa para passarmos bons e reais valores aos nosso pequenos, pois eles serão capazes de fazer um amanhã melhor.

Sendo assim, consciência sobre RESPEITO, IGUALDADE E LIBERDADE dará base a uma nova civilização, uma civilização de gente civilizada - redundância enfática - e JUSTA. 

Aprendamos a não discriminar, que nossos filhos entenderão que não há porque diferenciar as pessoas por conta da cor da sua pele, da sua crença e etc.

Façamos de nós, mães na prática, um mundo melhor e nosso filhos darão continuidade!

Saudações maternais, nesse 20 de novembro, um dia para se refletir - como outras datas, que, infelizmente, se tornaram comerciais e perderam seu foco original...,

Pat Lins - uma mãe multirracial, de uma única raça: a HUMANA!

Lançando boas sementes, HOJE, para AMANHÃ brotarem frutos melhores do que os de hoje em dia! 
Pat Lins




quarta-feira, 23 de março de 2011

PODE A QUANTIDADE DE FILHOS DETERMINAR SE A MÃE É MAIS MÃE?



Faz algumas semanas, escutei de uma pessoa uma frase assim: "escute fulana porque ela tem três filhos e, por isso, tem mais experiência...". 

Na hora em que escutei, tomei aquele choque e, como de costume, quando escutamos algo inesperado e inacreditável, parei sem reação. Passou e esqueci. Hoje, me veio em mente a lembrança e pensei em escrever aqui para ponderar se é mito ou não: A QUANTIDADE DE FILHOS DETERMINA SE UMA MÃE É MAIS EXPERIENTE QUE A OUTRA?

O que me vem em mente:

1 - Não existe isso de mais experiente 100%. Veja só, quantas mães têm filho (s), mudam, porque a maternidade exige uma mudança mesmo, mas, não necessariamente evoluem como pessoa? Viver a experiência da maternidade não traz, necessariamente, maturidade... Portanto, experiência, para mim, é você ter consciência do que passa e saber o quê e como soube lidar com a situação e o quê tirou de proveito. Avaliar o quanto cresceu e o quanto ainda tem para crescer;

2 - Seguindo essa linha de raciocínio, pensei mais: uma mãe com mais de um filho sabe o que é ter um e, depois, esse um deixa de ser único e ter outros uns, onde cada gestação será única, cada criança terá sua personalidade... Enfim, ela saberá o que é ter mais de um filho e terá que saber lidar com isso; aumenta as responsabilidades e observações, fora a administração de conflitos;

3 - Muitas mães optam e conseguem ter apenas um filho e se sentem plenas assim, conseguindo dar uma boa educação, rica em bons valores, em virtudes e equilíbrio. Portanto, para mim, não é a quantidade de filho que determina ou qualifica uma mãe. Até porquê, para mim, cada uma faz aquilo que  sabe e/ou pode fazer, como sabe e/ou pode fazer, tenha quantos filhos tiver. Um bom exemplo são as moradoras de rua, ou mulheres de regiões mais pobres, que têm trezentos filhos vivendo à própria sorte... Serão essa mulheres mais experientes do que uma mãe com mais educação e oportunidades? Na verdade, cada uma terá, como venho dizendo, a sua própria experiência e realidade de vida. Mas, afirmar que é a quantidade ou poder aquisitivo - para que não seja criada uma analogia de que dinheiro também faz uma "boa" mãe - que determinam a relação dessa mãe com a maternidade e com tudo que envolva seu filho.

Vejo por aí muita mãe com um filho "perdidinha da Silva"; frente a mães com mais de um com muito equilibrio. Tudo é relativo, complexo e vasto. Não podemos determinar uma fórmula. Creio que a cada dia seja um bom momento para começarmos a fazer algo melhor e rompermos com esses padrões paralizantes.

Se for assim, eu devo ser muitoooo experiente, porque tenho um filho que equivale a 100 - risos.

Se for para aprender com a experiência de alguém, devemos observar as estratégias, métodos e critérios utilizados e praticados, não se ela tem um, dois, três ou mais filhos. Todas somos mães na prática, desde que tenhamos, pelo menos, um filho. 











 













Saudações maternais,


Pat Lins.

quarta-feira, 9 de março de 2011

FILMES - influenciam, mas, não são determinantes - PARTE II

Pois é, a saga do filme continua, mas, melhorou. A estratégia da negociação foi surpreendente: ele não só concordou, como entendeu e, o melhor: aceitou. Melhor que isso, só dois disso! E, sendo assim, ele voltou a pedir os filmes que antes gostava tanto, como "A Era do Gelo", "Toy Story 1, 2 e 3", "Shrek", 'Lucas, um invasor no formigueiro" e etc - se eu for listar a dvdoteca dele, não termino hoje. 

Com relação ao comportamento, normalizou. Ou seja, diminuiu o excesso do que já é excessivo. Graças a Deus, porque eu já estava esgotada e, confesso, sabe Deus de onde tirei forças, porque, minha gente, careca era só o começo dos meus problemas. 

Visitando, como de costume, os blogs amigos - tenho uma lista aqui ao lado - li um texto emocionante da Sueli, - BLOG DO DESABAFO DE MÃE - e me vi ali. Só quem tem um filho de personalidade forte e dono de si pode imaginar o que passo. Por mais que eu escute e saiba que ele não é um menino ruim, afinal, não é malvado, "só" agitado, isso não diminui em nada meu desgaste. Todo dia eu vivo tensa e pressionada. Estou sempre alerta e tenho que ser flexível e legal; e ainda rigorosa e firme; carinhosa e amorosa; mãelimite no limite. Só por um tempo, queria refresco - risos. Sabe o que é pior - ou melhor ? Eu não resisto aquele safadinho lindo. Ele é elétrico, me mata de cansaço, mas, se não fossem as críticas que dou ouvido e reverberam em minha mente, talvez, quem sabe, eu me cansasse menos. Também, quem manda ser humana e dar ouvidos ao que não deveria ser escutado, já que se sabe que quem fala apenas extravasa sua própria dor, infelicidade, fraqueza e pequenez através da tentativa de diminuir o outro para se sentir maior?! E isso me incomoda muito: mania de me ocupar com a língua dos outros. Acho que sou assim por conta de minha mama querida. Ela é do tipo de pessoa que prefere se machucar a ter que dizer a verdade a alguém. Eu vivo uma contradição: quero falar - e, quando não dá para segurar, eu falo - e me sinto péssima por magoar alguém, ainda que esse alguém tenha me magoado. Aquela história da pessoa sacana que sacaneia, provoca e ainda sai como vítma, porque soube fazer seu lobby. Meu lobby é queimado, porque eu explodo mais do que me contenho e quem provoca fala baixo, com voz mansa e incubado. Odeio falsidade. Pois sim, o que isso tem a ver com Peu? Essas pessoas e lidar com isso me desgasta tanto, nesse embate que minha resistência diminui. E eu? Preciso estar sempre em alta, para conseguir lidar com Peuzinho. 

É muito cansativo ter um filho ultra elétrico, que parece saber o que quer e só descansa quando consegue - leve o tempo que levar, ele consegue alguém que ceda... principalmente quando não está em minha frente - e tentar lidar com algo que já é desgastante por si só e ainda ter que lidar com gente desocupada e sem "setocômetro". Gente que, se estivesse em meu lugar, o que faria? Sim, porque essas pessoas são cheias de dicas, receitas, fórmulas de sucesso, "jeito", "ciência", técnica - diga-se de passagem, teoria da técnica -, de experiência - nos casos que me refiro, malsucedidas experiências, mas, como os filhos cresceram e não matam, nem roubam, acham que fizeram um bom trabalho... ainda que sejam pessoas problemáticas e difíceis, imaturas, infantis, egoístas... isso me incomoda mesmo e de verdade. Cuidar de Peu não é facil, mas, se ele é assim, eu tenho que encarar os fatos e lidar com isso. Quando consigo manter uma distância saudável - como me refiro a me afastar daquilo que me compadece, para o meu próprio bem e que não é tão bem visto pelos outros, mas, paciência para eles - eu mantenho minha taxa de resistência equilibrada e minha rotina cansativa é puxada, mas, "vivível" - risos. Infelizmente, algumas vezes essa distância saudável é quebrada e levo dias para me recuperar, até estabilizar. Bom é que cada vez que faço o esforço, assim que passa a fase crítica do estresse instalado, me sinto infinitamente melhor e mais forte e, detalhe, mais convicta de que estou certa em manter minha distancinha, viu? Sorte a minha que ainda posso e consigo fazer isso com, pelo menos, 90% dessas pessoas inconvenientes, mas, que fazem parte do ciclo social e familiar. 

Essa questão do filme, mesmo, nem todo mundo acredita e acha que é proque ele é assim mesmo. Será? Não sei, acho que sou observadora demais, minha veia crítica e exploradora da alma humana me faz ser assim, de natureza. Isso faz com que eu me abra para as possibilidades, em vez de fechá-las e visualizar tudo de um panorama mais holístico - não como as pessoas dizem que fazem, sem fazer... eu sinto a dor de quem se esforça para colocar em prática o movimento de mudança, de observação, de planejamento e de desenvolvimento de estratégias e ações. Sou, praticamente, um plano de marketing - risos. Ou, uma monografia - risos. Nem por isso, obtenho sempre êxito... O empirismo me guia e entre tentativas e erros, vou chegando lá. Como sempre me falo: quem vai saber o que é certo ou errado no que tange a educação de um filho? O que deu certo para A - quando deu certo mesmo, ou seja, a criança cresceu e se tornou um adulto equilibrado, sensato, sereno... o que não quer dizer que seja apenas mérito dos pais, mas, do ambiente, da característica pessoal, do empenho individual, das oportunidades bem aproveitadas... Complexos é o que somos - não quer dizer que vá dar certo para B, C... Z. Cada um é um. Tem uma pessoa que vive pregando essa premissa e, na hora do "vamo ver" é a primeira a já estar comparando e, cá entre nós, sem critério algum... Comparar é necessário, para que tenhamos parâmetro, mas, o que é - ou quem é - o parâmetro para comparação, mesmo? Só Jesus, mesmo. Ou Gandhy, Madre Tereza... Pessoas que abriram mão de si, por já serem tão evoluídos que não tinham mais o que crescer, apenas orientar e facilitar crescimentos.

Ai, quero vomitar minha irritação, para que essas reverberações me deixem em paz. Eu já vivo uma vida desgastante - não, eu graças a Deus não passo fome, nem sede... mas, a educação de Peu requer um ritmo em mim que não é o meu e exige um estado mental sempre alerta que, de vez em quando, pede descanso e não encontra. Tudo seria menos pesado se as pessoas se tocassem e, se querem ajudar, ajudem. Porque, muito ajuda quem não atrapalha, já dizia minha avó. Ajudar colocando mais pedra para a pessoa carregar a sadismo, né ajuda não, viu?

Meu filho é agitado, sim, mas a "culpa" não é minha. Ele é como é. Não é por falta de diálogo, nem de limite - ou tentativa de dar alguns. A educação de Peu é a longo prazo. Já percebi isso. Essa natureza geniosa dele insiste e testa meus limites, mas, eu quase sempre estou lá, segura e firme. Caio, por diversos motivos, porque, apesar de ser mãe - e todo mundo exige perfeição  sem o ser - eu sou gente e vivo outras coisas além da maternidade. Caio, por diversos fatores pessoais e íntimos. Caio como qualquer pessoa. Mas, o que mais me derruba, com relação a lidar com Peu são essas intromissões descabidas, desorientadas e sem sentido, que invadem como uma chuva ácida - não comparao com acidentes naturais, porque acidentes naturais são reações da natureza gritando socorro. A mãe natureza pede socorro para que nós, filhos, vivamos melhor e nós, filhos, somos extremamente desobedientes e impetuosos, como Peu é comigo... - e terminam por alterarem o rumo de meus afazeres, do meu ritmo... Tanta cobrança. Todo mundo devia fazer terapia. Tantas ações infantis, de adultos que não se desenvolveram e cresceram em idade, mas, não em identificar sua identidade... Tanta gente que briga por tão pouco. Tanta gente que se diminui em vez de crescer. Tanta gente que cria situações sem necessidades. Tanto malentendidos, por falta de uma coisa simples, chamada "comunicação" - falar, ouvir e entender. As pessoas têm má vontade em compreender. Em aceitar. Em respeitar. 

Difícil! Mas, vou indo, porque, como disse a própria Sueli, mãe nunca desiste. E, acabo sendo mãe de mim, porque não desisto de mim, nunca! Nem quando penso que assim o fiz.

Vou terminar aqui, senão, uma coisa puxa a outra e este post era só para dizer que educar um filho é zelar por tudo que o envolve, sabendo que não temos controle total do que eles captam, mas, temos co controle total de fazê-los entender que por mais legal que uma mãe seja, ela precisa ser respeitada e reconhecida como tal. Só para dizer que eu luto todos os dias para que meu filho cresça um homem virtuoso, de bem, mesmo que hoje ele brade com os limites, que teste os meus limites, amanhã, seja ele o que for, eu fiz o que pude, com a melhor intenção. Só para dizer a mim mesma que eu preciso recarregar e triplicar minhas forças. Só para me dizer que educar um filho é identificar os sinais - quando problemas - e se abrir para as soluções, porque não existe um única solução, mas, sim, uma que dê jeito.

Depois, talvez, volte a extravasar de novo. Afinal, na prática, somos isso: gente querendo ser melhor, mesmo sem se dar conta e sem se dar conta dos caminhos que seguimos para tal. E, no filme de nossas vidas, tudo deve ser dirigido por nós mesmos e com ajuda, sim, porque ninguém vive sozinho, mas, ajuda é uma coisa, manipulação, controle e intromissão é outra...

Saudações maternais,

Pat Lins - uma mãe na prática diária de se construir e desconstruir; num desabafo de mãe e que só coisa de mãe pode entender. E, fica a pergunta: "what mommy needs?" Afinal, somos mãe e  muito mais, não é não?! E sempre em mãetamorfose. E haja inventando com a mamãe para alegrar a filharada. Principalmente os kids indoors da vida moderna, de crianças que não dormem e vivem acesas, como se não tivessem tempo a perder. Que um dia vão virar adolescentes - e, alguns saírão dessa fase... Afinal, todas vivemos um sonho de ser mãe e, no final, toda mãe é igual! A cada mãe, mãeblogeira, bipolar ou não, aqui, meus parabéns! Fui tecendo o fio de ariadne para agradecer com este último parágrafo, a maioria dos blogs que sigo, por conta desse meu pequeno, nessa pequenópolis. Para quem não entendeu, vide a lista de blogs que sigo, porque este blog é para mães de ninas e ninos do meu coração. Minha homenagem a cada uma de vocês! Beijos!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

COISAS DE CRIANÇA...


Criança sempre nos ensina algo bem fresquinho. Fora a sensibilidade que eles têm em captar, com a maior naturalidade - graças a ausência de preconceito... até a gente começar a passar para eles... -, as "verdades" e as incoerências do mundo que lhes cerca.


Pois bem, estavamos eu e Peu - meu filhote lindo e gostosão - assistindo Pocahontas e ele curtindo muito. Volta e meia ele me perguntava: "lá na curva, o que é que tem, mãe?" E eu não entendia... Até que prestei atenção ao filme e vi que se tratava de uma música... Lição 1: estar atenta só, não basta, tem que mergulhar... - risos.


Daí, ele desandou a perguntar o que são os "índios"; a cantar os trechos das músicas que mais lhe tocaram, como, na hora da preparação para o combate entre brancos e índios, os índios falam que os brancos não são humanos, que o dinheiro é o deus deles... enfim, essa parte ele percebeu bastante e me perguntou: "Por que dinheiro é Deus, mãe?" E, mais uma vez, mamãe não havia prestado a devida atenção... Então, expliquei-lhe que, na verdade, muitas pessoas são "escravas" do dinheiro e, em vez de abrirem seus corações para a vida, fecham-no para a ambição e prendem-se ao dinheiro como lema. Vi que havia falado "adultês" e refiz minha colocação: "é que, em vez deles amarem e ajudarem uns aos outros, filho, muitas pessoas perdem a vida toda querendo só ter dinheiro para comprar um monte de coisa... esquecendo de dar carinho, atenção... e, pior, que a gente faz isso sem perceber. Tem muita gente que só pensa no dinheiro, esquece de idolatrar aquilo que não se compra...". E, só para reforçar, tempo não é algo comercializável... Precisamos saber organizar o nosso para trabalhar, receber dinheiro e investir muito tempo naquilo que nos dá prazer.

Ah, sei que comecei a ver Pocahontas de outra maneira. Já o havia assistido com meus primos - quando ainda eram criança - e, para mim, mais um filme bonitinho e bem feito da Disney, com uma leve mensagem de cunho reflexivo por trás. Assistindo após os comentários de Peu - alguns já nem me recordo - vi que a intenção era mostrar o outro lado da verdade. Coisa que a gente sabe quando é adulto, mas, que as escolas esquecem de permitir se conhecer as duas partes: os "brancos civilizados" se acham. Eles se acham mais espertos; mais capazes; donos do mundo! Dizimaram - dizimam - quantas milhares de pessoas para conseguir o que querem: O NOVO MUNDO - novo para eles... Já era um lugar habitado por seres humanos. E isso é "civilidade"? Pedro perguntava: "Por que ele chamou ela de selvagem, mãe?" Como eles podem esquecer de respeitar as diferenças? Engraçado que, de maneira bem superficial e discreta, o filme tenta resgatar isso: RESPEITO ÀS DIFERENÇAS. Não existe cultura superior ou inferior - existem culturas diversas. Lógico que essa mensagem fica muito por trás do romance entre um branco inglês e uma índia norte-americana. O mote do "amor proibido" pelas diferenças raciais é o destaque. Mas, a mensagem de convivência pacífica, do respeito à natureza, da força de uma amizade... tudo isso está lá. Está na hora em que o indío Kocoum pensa que Pocahontas está sendo atacada e vai "salvá-la" e, ao mesmo tempo, Thomas o mata - demonstrando a supremacia branca das armas de fogo, que, primeiro atiram, para, depois, perguntar - para proteger Capitão John Smith. Este, por sua vez, redefine sua vida e sua maneira de ver os índios através da convivência com Pocahontas e do amor que brota dessa amizade. Até os animaizinhos acabam se entendendo.


Não fosse a limitação que a indústria cinematográfica impõe, o filme poderia explorar mais a mensagem do respeito às diferenças e de que civilização é apenas um termo inventado pelo homem branco, para justificar seus ataques às etnias diferentes. De qualquer maneira, já aborda o tema, quebrando aquele paradigma dos clássicos, onde os brancos eram sempre as vítmas dos índios "maus" e as crianças cresciam acreditando que os índios são os vilões.

Para incrementar, Peu pergunta a minha mãe, no dia seguinte: "Vó, por que eu nasci branco? Eu queria ser preto." Chegamos a pensar que fosse pelo fato do meu pai ser negro e Peu o idolatrar. Mas, na verdade, quando ele veio me perguntar, ele falou: "Mãe, por que eu nasci branco? Eu queria ser da cor de Vitinho - um coleguinha dele -. Branco é mau. Você viu que eles mataram os índios, em Pocahontas?". Eu disse: "Nem todos filho. Existem pessoas boas e pessoas más. A cor não é a gente que escolhe..." Fica a mais uma lição: respeitar ao próximo é muito mais do que dizer que respeita, é saber que o outro é diferente, mas, igual.

Sei que, ao menos, ele já percebe que destruir a vida dos outros para construir a sua não é um caminho do "bem". Aquilo me chamou a atenção. Uma criança de 4 anos perceber isso é muito lindo. Sinal de que educar um filho é perceber que eles já trazem muita sabedoria. E que nós precisamos nos reeducar para termos a mínima capacidade de passar uma boa orientação.

Fica mais uma dica de filme, para quem quiser assistir e passar a mensagem positiva do respeito ao próximo. E fica mais uma lição para refletirmos.

Saudações maternais,

Pat Lins.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

PAIS NA PRÁTICA - mãenifesto pelos PAIS

Nada mais justo do que lembrarmos que, nesse movimento para a maternidade consciente e a "re-valorização" da mãe,inlcuindo toda a abordagem e realidade contemprânea, dos PAIS. Se para tudo na vida, as referências primárias - binômio pai/mãe ou responsável - são as mais significativas, se desejarmos fazer algo para melhorar esse mundão de meu Deus, que comecemos pela base: família. E, família quer dizer pessoas individuais coexistindo num ambiente, praticamente, coletivo e social. Com papéis e funções legais para todos os envolvidos. Ambas as partes têm o direito de serem felizes juntos ou separados.

No MANIFESTO PELAS MÃES, do GRUPO CRIA, erguemos a bandeira para a chamada de atenção da importância e (re)valorização do papel da mulher, enquanto mãe.

Lógico, peculiaridades a parte, ser mãe muda completamente a vida da mulher - de dentro para fora e de fora para dentro. Outras mudanças em nossas vidas não são tão significativas e radicais quanto esta. Trata-se de um êxodo de nós mesmas para um mundo maior e mais amplo, repleto de diferenças, divergências, dicotomias e pluralidades... sem esquecer da divisa permanente e ainda de difícil ajuste entre individual e coletivo... risos. E isso não quer dizer que não gostemos. Não. Aliás, NÓS AMAMOS! Só não podemos mais continuar a negar o "outro lado" que aparece dia-a-dia em paralelo a todas as nossas tarefas diárias, a verdade que ser mãe é PADECER NO PARAÍSO. Se a "mulher-mãe" trabalha fora - realidade comum e cada vez mais crescente - ela não interrompe o papel de mãe... Já, quando ela sai do trabalho, ela deixa de ser a funcionária, empresária, seja lá o que for... até o dia seguinte e o recomeço do expdiente - salvo algumas situações, como reuniões de negócios e trabalhos informais... horas extras... Enfim... - Mas, não existe uma carga horária limite para ser MÃE, somos o tempo inteiro, estando ou não fisicamente ao lado do filho.

Com todo avanço no papel e reconhecimento - isso ainda é uma estrada longa e labuta constante - da importância e "utilidade" da mulher, os homens também passam por reajustes - ainda estão na fase do desajuste, mas, chegam lá... afinal, nós também estamos ajustando essa nova realidade diária de estabelecermos nosso espaço e exigirmos a justa igualdade, enquanto seres humanos e suas funções... E isso não só no âmbito profissional. No ambiente doméstico, também. Fora no ambiente INDIVIDUAL.

Pois bem, antes de começar o "MÃENIFESTO PELOS PAIS", proposto pelo BLOG DO DESABAFO DE MÃE preciso passar por uma questão de conflito de gerações, que interfere, e muito, em nosso avanço. A "aceitação" das gerações anteriores - nada contra, cada um tem seu jeito e sua(s) necessidade(s), além de maneiras de viver a realidade e saber tirar proveito - acabam sendo um entrave para o nosso avanço. Não radicalizo, afirmando que todas aceitavam e se encontravam no papel de submissão e/ou mãe/mulher. Sei que todo início dessa mudança que hoje despojamos originou-se de alguma precurssora - vixe! Parece discurso feminista... Mas, se cabe,que seja... risos. Não sou contra o feminismo, sou contra qualquer atitude radical. Não penso que precisemos desmerecer a "classe" masculina para "erguer" a feminina... Isso não é justiça, é vingança e igualdade, para mim, não é bem por aí... Por favor, nada de polêmica, apenas pincelo uma situação com fragmentos de minha maneira de pensar... o que pode dar margens para diversas conclusões... Portanto, não há outra conclusão, senão, a de que sou  A FAVOR DA IGUALDADE! - pois bem, de volta ao ponto, antes da interrupção - risos. Esse entrave não é pouca coisa. Uma das grandes dificuldades que a geração de mães atuais encontra é a eterna comparação entre as próprias mães de gerações anteriores, que, entre outros argumentos, acham que nós padecemos da "falta de paciência crônica", porque queremos ser "mulheres modernas" e antigamente não havia nada disso... VERDADE. Mas, também, não havia respeito às nossas vontades... Debates a parte, recebi um e-mail, quase um manifesto, onde mulheres desabafam e se colocam contra a realidade atual da mulher e expressam sua "saudosidade" à época em que o maior trabalho que a mulher tinha era "qual o menu para o jantar?" o que, é uma propagação e nutrição para o machismo, afinal, muitas mulheres são machistas! De fato, em respeito às diferenças, elas têm razão e todo o direito... Mas, diante de minha total parcialidade... ihhh, para mim, são um entrave gigantesco e voz ativa que gera resquícios da repetição de valores do tipo: "Menino veste azul e menina rosa. Meninos brincam de carro e bola. Meninas de boneca e têm que aprender a cozinhar..." Entre outros. Enquanto esse ecos durarem, nossa luta terá um agravante: conflito de interesses no universo materno. E a gente vai continuar a ser "mães diferentes"...

Ora, para os "pais" trata-se de um "prato cheio". Mas, não dá mais para aceitar isso. Meu marido me ajuda muito a cuidar de nosso filho. Arruma os brinquedos espalhados pela casa; falta de jeito a parte, lava os pratos, coloca roupa na máquina, esquenta comida, dá o café de Peu... algumas vezes, dá o almoço... Enfim, ele é companheiro mesmo. Como eu estou desempregada, a gente arruma a casa - na verdade, eu arrumo... Mas, é por uma questão de consciência - não é justificativa ao machismo - de que ele trabalha o dia todo e ainda tem que fazer o grosso das tarefas domésticas? A gente divide muita coisa. E, ele também não "exige" de mim a casa tinindo de limpa. Alguém precisa arrumar a deixar o ambiente limpo. Não é porque eu sou a mulher. Isso é um ponto positivíssimo para ele. Algumas vezes me pego sendo "mãe" dele e volto atrás. Essa questão de que toda mulher tem que ser "meio mãe" do marido é MITO. Balela! A gente é companheira, esposa... Do mesmo jeito que eles são nossos companheiros, esposos. Mas, existem algumas condições para se manter tudo em ordem e quem tem mais jeito estabelece as diretrizes. Em nosso caso, eu, porque ele tem a grande característica nata da bagunça. Mas, com olhares e "delicados" gritos de pedidos para não pendurar camisa nas portas e toalha de banho, após o uso é para estender, tudo se ajeita. Do mesmo jeito que evito deixar calcinhas penduradas no banheiro... DIVISÃO DE TAREFAS. Esse é o ponto do respeito e equilíbrio em qualquer lar. Mas, uma divisão justa. E, divisão justa é aquela onde se pode fazer o que gosta e, caso tenha que abrir mão e fazer o que não gosta, porque alguém tem que fazer, que cada um veja o que é "menos pior" para cada.


A gente conversa muito - algumas vezes não são bbeeemmmmm conversas, né?! Ops! Deixa para lá... risos - e isso ajuda. Ele é aberto e poucas coisas do machismo se entranharam nele. Nesse aspecto a conviência é mais harmoniosa e pacífica.

Ah, quando nos tornamos PAI e MÃE - ou MÃE e PAI... tanto faz - ele me ajudou muito com Peu e, quando eu agradecia, pelo fato de ter levantado para dar mamadeira, um banho ou qualquer coisa que fosse para nosso pequeno, ele sempre me dizia/diz: "não precisa agradecer, Peu também é meu filho. Faz parte..." E fala de uma maneira muito legal. O que me fez ver que eu, sim, estava sendo "machista" em achar que só eu - mãe - posso e sei cuidar da criança. Não, os pais também sabem. Quando nasce a criança, nascem juntos o pai e a mãe. O que antes era o casal, e, aí dentro, já existem necessidades de ajustes permanentes, agora são: dois seres individuais + um casal + um novo ser individual + pai~e mãe + família + universo pluripeculiar  e só a equação RESPEITO + CONSCIÊNCIA + COMPREENSÃO + DIVISÃO JUSTA DE TAREFAS + EQUILIBRIO + HONESTIDADE + ENTREGA + AMOR (não o amor fantasioso e irreal de novelas e filmes... o amor em mais uma faceta... Imensamente maior e mais sublime. Um amor que ainda não aprendemos como viver...) = família feliz e em paz! Ou seja, base de bons valores!

Durante a gravidez ele enchia mais o saco do obstetra - e o meu... risos - do qeu eu! Era uma necessidade de saber o dia exato do nascimento... Não entrava que em gravidez e exames pré-natais, trabalha-se na escala das previsões, não certeza. A natureza é sábia e ciência alguma consegue exatificá-la. Ultrasson mostra o feto, e, em base a "médias", se calcula a provável data/expectatica para o nascimento. Para isso a velha margem de erro: pode nascer duas semanas antes ou duas depois da data "prevista". Ele me acompanhou em cada ultra, em cada consulta. Entrou - e não aceitaria um NÃO que o impedisse de ver o parto - e acompanhou todo o nascimento e grudou na enfermeira, levando Peu para o berçário. Foi me ver no quarto algumas vezes, mas, estava encantado com a "cria". É muito comovente e bonito ver a relação dos dois. Ele sempre se questiona como o pai dele não se permitiu ser assim com ele. "Assim" = amigo, pai, presente, companheiro firme. E Peu se entrega a esse amor.

Foi interessante o conselho que ele deu a um amigo, que é mais jovem, de que ele desse mais atenção à família; que estivesse mais presente, não só para o filho, mas, pela esposa. Se fazemos a opção de casar, é para estar juntos. O amigo ficou de pensar, mas, o argumento e a repatição dos arquétipos machistas estão impregnados nos DNA de muitos homens - e mulheres - o que nos serve como alerta na educação dos filhos - meninas ou meninos - para não alimentarmos essa corrente de perpetuação. Um casal amigo próximo, também mantém essa chama machista acesa. Ele só come se ela colocar... Pelo amor de Deus! Em pleno século XXI? Se fosse uma pessoa com limitação física, vá lá, mas, uma pessoa "inteira"... E ele acha o cúmulo a esposa não saber cozinhar e nem ter jeito para as "prendas" do lar... Ah, isso é característica pessoal. Mas, vamos deixar a vida dos outros, né?! Esses exemplos são só consternação de minha parte e alerta: por que isso continua? Como fazer para extinguir o machismo e estabelecermos a igualdade entre gêneros?

Eu penso que a educação da geração atual vai ser mais um aliado. Vejo os pais levando os filhos para a escola, dando afetuosos beijos de despedida e com muito carinho. Nas reuniões - foram poucas até agora - eles estão lá. Nas festinhas, também. Na festa em homenagem ao "Dia da Mães", meu marido foi e ajudou filmando e fotografando tudo. Qualquer decisão com relação a Peu é discutida entre nós dois. Pitacos externos a parte, dentro de casa a gente fortalece esse vínculo.

Ser pai é aceitar que a vida dele também muda. Meu marido não entende muito a fundo meus "recalques" com a mudança em meu corpo... mas, compreende e me apóia. Já erramos muito. Mas, mais conscientes, estamos no processo de auto-vigilância, num esforço mútuo de nos tornarmos pessoas melhores e, assim, sermos uma referência natural, espontânea e coerente para nosso filho. Isso é muito legal! E, escrever este post PARABENIZANDO-O por ser o paizão que ele é, para mim, é uma pequena homenagem! Não digo justa, porque não consegui expressar em palavras a alegria que tenho em enxergar essa realidade.

Pois bem, entraves e dificuldades naturais a parte, todos nós - mães, pais, avós, tios, tias... - todos, temos papéis importante na construção de um novo ser, sempre partindo de cada um de nós, através de entrega e esforço diário para melhorar como ser.

Na prática, ser mãe, pai ou afim é um "pouco" mais complexo do que ser pessoa, esposo, esposa... é ser um ser humano responsável por boa parte da formação de caráter de um pequeno ser em crescimento. Todos nós somos eternos aprendizes, mas, nessas horas, mesmo sem saber, somos um pouco "mestres" na arte de educar. Precisamos nos esmerar mais. E, PAIS, levem isso mais a sério. Hora de refletir mais sobre a divisão de tarefas, compreensão da pressão emocional nata da mãe - não endosso a justificativa de que devamos viver em surtos... mesmo que assim vivamos, cabe a nós mudarmos essa realidade e, com apoio externo, é uma coisa a menos que precisamos lutar. Para uma maternidade consciente, uma paternidade consciente, também.

Vamos fortalecer essa corrente.

Saudações maternais - inclusive aos pais,

Pat Lins - por um mundo mais justo!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

EU TINHA UMA WEBCAM, UM MICROFONE... HOJE, EM COMPENSAÇÃO, EU TENHO PEU...

Peu com 9 meses

Este post é um daqueles pots que parecem "nada a ver"... risos. Mas, para mim, diz muito, porque na prática, a gente esquece muitas vezes de ver o lado bom de tudo.

Estava conversando com um grande amigo e irmão por opção, Marquinhos, tentando remarcar uma reunião, por não ter quem ficasse com Peu. Como os outros integrantes do projeto não podiam remarcar e, se protelássemos, correria o risco de "debandar", a reunião ficou marcada e eu participarei através de "vídeo conferência". Chique, né?! Coisas boas que a tecnologia nos permite. A gente vai, mesmo não estando - kkkkkkk.

Detalhe: após solução encontrada, novo problema surge... Eis que eu não me recordava que a webcam está quebrada, o microfone fora babado e, portanto, inutilizado... e me lembrei que havia perdido dois celulares, um armário de banheiro, feches das janelas, o pc por pouco não pifou... Ops! Isso não vem ao caso... ou vem? Talvez. O autor das minhas novelas "era uma vez... eu tinha" é meu filhote amado.

Pois é, antes eu tinha tudo em ordem - quando eu era pequena eu tinha, mas, precisava esconder de minha irmã para continuar tendo, qualquer coisa, porque ela tinha a mania de quebrar, perder, destruir... - e vi que é minha sina! Em compensação, hoje eu "tenho" Peu, que não me deixa faltar nada, só a paciência e a razão - risos. Ele não me deixa faltar alegria, motivo para querer ser melhor... Me falta um monte de coisa, na verdade, mas, ele me faz sentir que já tenho TUDO que preciso: eu mesma.

Só ele tem a capacidade de me fazer entrar em desespero com suas traquinagens intermináveis, mantendo minha taxa de estresse sempre elevada e sem pausa para recuperação, o que causa em mim um descontrole natural e diminuição na capacidade de ser algo próximo de "normal" - risos - e, ainda assim, só ele consegue me fazer rir, tempos depois, do que antes era motivo de reclamação, cenho franzido e voz "grossa" - como ele descreve. Ele me ensinou o que é amar de verdade. Sem fingir, sem máscaras. Amar através dos desgaste do dia-a-dia, de toda fúria pela perda de controle da situação... amar, amar e amar. Muita gente estranha, porque vivo chamando a atenção dele - lógico, mãe também precisa exercer o papel chato de "regrar", dar limites, reclamações... - para quem está de fora, fica o julgamento; para quem está por dentro, o necessário e o que eu, mãe/pessoa, posso e sei fazer; para Peu, mamãe reclamando de novo; para mim, Peu aprontando de novo; para nós dois, situação pontual - ou, situações pontuais, após sequência desvairada... risos -; para nós dois, passado o tempo de chamar a atenção, tempo de dar carinho, sentar no chão e brincar de carrinhos, bolas, montar... criar... a gente se entrega a plenitude em tudo. É, só a gente se entende. E, na prática, para quê mais alguém entender?

minha vidinha: te aaammmooo!!!

Mãe e filho é isso, um binômio eterno regado a dicotomias intermináveis. Mas, guiados e protegidos pelo amor que só essa dupla - ou trio, quarteto... - sabe tirar proveito!

Pois é, eu tinha um monte de coisa que ele quebrou aprontando das suas, mas, tenho outro monte de coisa em mim que só ele é capaz de me fazer lembrar e enxergar. O material se compra, quando der, mas, o que já existe... JÁ EXISTE e está em cada uma de nós: um ser, SER MÃE.

Na prática, eu sou uma mãe na prática como toda mãe, que tinha uma vida e hoje tem duas, pelo menos.

Saudações maternais,





Pat Lins.

terça-feira, 6 de julho de 2010

FALANDO UM POUCO SOBRE DPP - DEPRESSÃO PÓS PARTO

O depoimento abaixo escrevi para fazer parte da série "O Primeiro Ano de Maternidade Não é Um Carrossel" - ENQUANTO ESPERAMOS, um blog maravilhoso que a blogosfera me permitiu conhecer. Através do blog aliado ao universo materno, tenho conhecido pessoas lindas e fantásticas, sempre com algo de bom e edificante a acrescentar.

Foi com dor e prazer que escrevi o texto, para tentar levar a outras mães de primeira viagem a mensagem de que é difícil, sim, mas, a gente supera. Se a maternidade em si já é algo complexo, agravada por uma DPP é um buraco aparentemente sem fundo... Sei que muita gente não me compreendeu/compreende, mas, hoje, me esfoço para compreender que as pessoas são o que são e como podem ser, já sendo... afinal, se pudéssemos fazer/ser melhores, já o seríamos... podemos, sim, nos tornarmos melhores e, aí, seremos.

Enfim, vale a pena dar uma conferida no blog ENQUANTO ESPERAMOS e saciar-se um pouco com a sensibilidade e consciência da Carol - íntima, já - risos. E divulgar seu blog, que fala do quanto podemos aprender ENQUANTO ESPERAMOS.

Postei o depoimento aqui, porque devia isso ao "Mães na Prática", falar um pouco mais da minha prática em ser mãe e me aprender a cada dia, bem como do que foi para mim ter vivido a DPP. O depoimento é um resumo mínimo e com mais beleza do que a realidade foi...

Segue, agora, meu depoimento:

primeiro mês de Peu

Era uma vez um primeiro ano e, depois, apesar de tudo e muito mais, ainda somos felizes sempre!!!



Ao descobrir-se grávida, imediatamente, a mulher se apresenta a uma nova mulher, uma nova realidade, um novo ser. Realidade esta que nos é apresentada como o auge, plenitude e máxima realização de e para toda mulher. Isso lá tem suas verdades... como tal, apresentam vários ângulos, nuances e outras verdades coexistentes. Uma delas é que para curtir o amor pela cria, o ambiente não se transforma em algo tão fácil, bonitinho e sempre perfeito. Associado ao ajuste de vida do rebento, vem nosso desajuste e reajuste... Costumo descrever esse “primeiro” “encontro” entre nós, as mães com o(s) filho (s) como uma colisão entre mundos, onde, por melhor, mágico e mais bonito que seja, geram alguns abalos.

Se para toda mãe esse momento sublime já vem acompanhado de dificuldade e só a força do amor indescritível pode explicar como “sobreviver” a tantas ambigüidades, imagine para as mães, que, como eu, deparam-se com um fator surpresa, nada gratificante, que é a DPP – Depressão Pós Parto. Céu e “inferno” se encontram e nessa berlinda, o caos impera e o desespero se manifesta em escalas macro e microamibientais. Nesse momento, apesar de toda alegria que se sente e quer explodir, uma tristeza amarga, crônica e, aparentemente, infinita se instala e domina o ambiente. Ver seu filho chorar de fome, porque está de cocô ou com a fralda molhada de xixi são tormentos insuportáveis, mesmo sabendo-se ser natural. Enquanto razão grita que “é assim mesmo, a criança está se ajustando ao mundo aqui fora. Vai passar”, o buraco escuro e íngreme onde estamos caindo sem parar dispara o alarme de incêndio e desespero, abrindo fogo cerrado e a guerra começa. Isso, só considerando o “meu” mundo interno. Tudo vira dor, culpa, amargura, escuridão, queda... infinita ausência de expectativa e destruição de tudo que havia, de tudo que há e de tudo que haveria... Todo instante se torna eterno instante de vazio. Um buraco se abre, se abre e se abre... Me questionava: “em meio a tanto amor que recebo, tanto amor que tenho para dar e que explode em meu coração, porque a dor é tão maior e mais forte?” E isso me gerava culpa e culpa. Precisei parar de amamentar e a culpa aumentava. Cada fase daquele primeiro ano foi marcada por lutas, quedas e subidas. Só quando aceitei “A” verdade de que estava “doente” – seja lá qual fosse a origem – comecei a entrar no processo de voltar a enxergar. Com muito pouca lucidez, cuidava do meu filho diretamente. O amava e me sentia tão pequena perto dele. Cada fase em que ele “crescia”, eu crescia junto, debaixo de lágrimas e dor intensa em cada esforço. Permitir que aquela luzinha da inocência, chamada Pedro Henrique, me iluminasse com toda sua perseverança – todo bebê vem com imensa força e capacidade de superação... são desbravadores natos e guerreiros naturais – foi uma escalada sobre as feridas abertas em minh´alma, que sangrava e gritava a cada vontade de me erguer. Não podia perder o foco de recuperar e reconstruir toda ruína que era EU, transferindo para aquele pequeno ser essa carga e responsabilidade.

O primeiro ano é o mais difícil, porque nele cada dia equivale a meses ou anos. Cada dia uma mudança, um aprendizado intensivo, uma nova fase para a criança e para nós, mães. Vivemos a linha limítrofe entre dor e superação a todo instante e cada vitória vem regada a satisfação de ver nossa sementinha germinar e crescer. Passamos a sentir cólicas que não doem em nosso corpo; a engatinhar com eles; a sentar; a andar; a encarar o novo a cada novo segundo. A minha primeira grande batalha foi superar as dificuldades naturais com as “impostas”, pelo acaso, destino, hormônios, genéticas, distúrbios... naquele primeiro ano. Hoje, digo que aquele foi o primeiro ano do resto de nossas vidas. A DPP não interferiu e machucou apenas a mim, mas, a todos os envolvidos, principalmente, ao filho recém-chegado ao mundo. Se uma mãe se emociona com o primeiro: “mama”, eu me emocionei ainda mais, porque “acreditava” que ele não me reconheceria como “mãe”, porque eu não era a imagem perfeita da Santa Mãe que a tudo suporta, supera e compreende. Eu era a imagem de um ser humano destruído e me colocava como “desqualificada”. Olhar para mim, naquele primeiro ano – até meados do segundo... como interrompi o tratamento, durou mais do que se “esperava”. Uma depressão mal curada é pior do que uma recaída – era o mesmo que ver uma cidade destruída por um tornado. Para meu filho, noites e dias eram apenas instantes entre acordar e dormir no claro e no escuro... Para mim, era a perpetuação da dor interminável – me permitam a redundância.

As oscilações de humor doíam como facas apunhalando meu coração e minha mente disparava uma condenação perpétua por cada momento mal vivido... Mas, algo aconteceu naquele ano, que me tocou tanto e me ajudava muito, a alegria pura de Pedrinho. Parecia que ele não se deixava atingir pela angústia e reagia com a mais pura demonstração de leveza: seu sorriso e olhar brilhante. Então, vi que eu não era só lado ruim, eu ainda carregava em mim minha essência, a “Patricia” que sempre fui e que queria emergir nova e renovada. Essa “Patricia” precisou reaprender a engatinhar, andar, falar e, acima de tudo, SORRIR. Não foi a melhor aula que tive em minha vida, ao menos, não através da didática imposta pela dor, mas, com certeza, aquele primeiro ano foi a maior lição de toda a minha vida.

Se alguma mãe ou pessoa envolvida num processo similar estiver lendo este depoimento – não muito específico, porque ainda carrego muita dor... algumas feridas/seqüelas foram abertas e hoje, após 3 anos e 9 meses do parto, estão sendo devida e conscientemente bem tratadas – por favor, redobre a força do amor e compreensão – nada é exato e linear – e se esforce para “calar” a boca do orgulho, do julgamento, da razão sem razão... lembre-se de deixar passar, aceitar-se doente e, por isso, terapia – com profissional competente e humano - é um bom caminho, e, acima de tudo, repita para si: A DOR SÓ DÓI ENQUANTO ESTÁ DOENDO... DEPOIS, PASSA! E deixa a dor passar. Talvez nunca vá saber, exatamente, o ponto, a origem da DPP, mas, mesmo em busca constante para essa resposta, me entrego ao esforço diário de viver cada instante e aprender mais sobre mim, em busca de me libertar e redefinir como ser humano, resgatando os bons valores e levando-se a sério e como possíveis de viver, sim. Tudo passa! E o que a gente não deixa ir, vai passando e levando mais do que deveria.

Saudações maternais,



Pat Lins.

domingo, 13 de junho de 2010

O CASAL APÓS O NASCIMENTO DOS "PAIS"

Mais um econtro do Grupo Mãe e Muito Mais, lá no MUSEU "FOR THE CHILDREN", desta vez, refletindo sobre o "nascimento" dos pais.

Tema muito importante para o despertar da m(p)aternidade consciente - ou, pós-consciente... risos. A gente sempre vai em busca de temas sobre "a mulher após o nascimento do filho" e afins. Mas, o casal em si, também sofre abalos, mudanças.

O texto de Nádia, em seu blog MÃE E MUITO MAIS, toca no assunto, uma síntese da palestra e da importância desses encontros, com muita propriedade, tato e verdade. Vale muito a pena dar uma lida. Em clima de Dia dos Namorados, Copa do Mundo e São João, o encontro se dividiu em várias instâncias - que aconteciam paralela e simultaneamente - risos. A palestra ficou por conta da Psicóloga Fátima Santa Rosa, que conduziu a reflexão sobre "o casal após o nascimento dos pais" e, logo em seguida, o forró pé-de-serra "comeu no centro", onde aconteceu nosso lanche junino e ainda teve espaço para os bate-papos e brincadeiras com as crianças.

Um ponto abordado e que me chamou muita atenção, sendo é muito bem colocado por Nádia - criadora e coordenadora do encontro - foi que:

 "quando nasce um filho soma-se ao casal, ao homem e a mulher, um outro 'casal' o pai e a mãe! Esse novo 'casal', o pai e a mãe, já nasce com uma carga de expectativa maior que tem a ver com as nossas relações familiares, a nossa ancestralidade, os nossos próprios pais e o que vivenciamos como filhos. E, então, o casal precisa renovar-se, amadurecer, reler os próprios pais, apaixonar-se de novo dentro dessa nova realidade ou confrontar-se com o próprio limite. (...) Na verdade, eu acho que a missão de criar um ser humano é complexa demais para duas pessoas! Os pais estão à frente dessa missão, mas precisamos estar em comunidade para suportar e realizar bem essa responsabilidade. Acho que parte do problema de sermos pais hoje é que estamos muito sozinhos, isolados, 'ilhados' na nossa m(p)aternidade individualista! Os casais precisam dessa privacidade, mas os pais precisam de comunidade e, na medida que aprendemos a equilibrar essas duas realidades, nos tornamos mais inteiros."
A questão do equilíbrio deve ser o norte para todas as nossas ações. Somos seres individuais, mas, não precisamos ser individualistas; somos seres sociais, mas, isso não nos dá o direito de invadir, pura e simplesmente, o espaço do outro; precisamos nos conhecer muito, para conhecer o outro e conhecer o outro para nos aproximarmos mais de nós mesmos! Precisamos estabelecer e compreender melhor os conceitos que erramos tanto na prática.
Alguns pais e suas crias 

Depois que nasce um filho, a gente aprende é coisa. Pena que poucos de nós tenha a capacidade maior de apreender com a lição diária da construção e desenvolvimento de um novo indivíduo - o filho - a partir da referência prática de um indíduo duplo - os pais. Nossa responsabilidade é saber gerenciar isso e administrar o EU, o NÓS, o NOSSO, o DELE, os NOSSOS... é saber ter e dar espaço e ainda ter um espaço maior e mais constante de coexistência - já viu que eu amo essa palavra, né?! - risos - e o que ela representa na prática, também.

A gente muda, mesmo. A gente muda sozinho, junto... Solteiro, casado, com ou sem filho... mas, mudar com os filhos, dá um sabor especial. Só experimentando essa prática para saber. Só sendo para compreender nossos pais, avós e etc e entender que eles, assim como a gente, também precisaram passar por tantos ajustes, após nosso nascimento. Nossos pais também nasceram depois da gente. E não é fácil, pelo contrário, como todo nosso caminho e opção, é complexo demais! E desafiador. O futuro, a gente cai na real que é no agora, no hoje, no presente a cada instante.

Nós perdemos um pouco a individualidade pessoal, o espaço do casal e passamos a viver a realidade do filho, crescendo com ele. Só com muito amor para entender isso e saber que é verdade!

Nau, mais uma vez, obrigada pela experiência de dividirmos e nos apoiarmos uns aos outros, todo mês.

"Saudações maternais",

Pat Lins.

PS - para quem quiser conhecer o museu para crianças, basta clicar no link aqui ao lado. Ele funciona de terça a sexta - grupos agendados, como escolas; sábado para o público em geral e domingos para festas e eventos diversos.

domingo, 30 de maio de 2010

PULSEIRINHAS DO SEXO - ALERTA PARA MÃES, PAIS E FAMÍLIA DESAVISADOS


Estava eu lendo o blog de uma colega, da época do curso de radialismo, TEM QUE SER AGORA?, e vi esse assunto lá colocado. Fazia tempo que queria falar sobre o tema, mas, ia deixando passar, já que, dentro de minha realidade, não convivo com jovens tão imaturos e inconsequentes, desse jeito. Porém, vi, um menino, que não passava de 10 anos de idade, perguntando a outro jovem onde comprar mais daquelas pulseiras pretas... A jovem com a qual ele interagia - e eu, mãe, tia, amiga, vizinha... cidadã, pessoa... fiquei "de butuca"... sim, era da minha conta. Ele era morador do condomínio onde mora minha mãe e onde residem crianças e jovens de diversas idades, incluindo minha sobrinha e volta e meia meu filho e seus amigos... onde muitos pais, mães e/ou responsáveis ignoram o que fazem seus filhos, alegando uma "confiança" fundamentada no vago da incredibilidade de que "seu filho" fosse capaz de fazer algo errado...- vasculho alguns orkuts desses jovens e as mães ignoram as comunidades das quais fazem parte. Meninas de 9 anos, inscritas como maiores de 18 e fazendo parte de comunidade pornográficas, com apelos sexuais fortíssimos e "baixo-astral", e as mães nem se dão o mínimo trabalho de olhar. Os filhos se fazem de vítma, falam com voz infantil, quase beirando o "tati bi tati" e os adulto - mães, pais, avós... responsáveis em geral... - caem e não se dão o benefício da dúvida, afinal, confiam tanto na educação que dão que esquecem que criança tem arte.

Pois sim, o menino de 10 anos, foi alertado sobre o teor da pulseira, e falou: "eu quero assim mesmo!" E a jovem interlocutora, parecia ser possuidora de bom senso, afirmou que não sabia onde vendia e que não fazia parte desse círculo de jovens "desmiolados". O pequeno guri saiu injuriado... pelo visto, estava "na seca"... risos.

Isso me fez pensar, em que mundo nossos filhos estão crescendo.Aliás, nós, atuais adultos, também crescemos em mundos diversos... Conhecendo, interagindo e convivendo com colegas, amiguinhos(as), vizinhos... gente. Urge a necessidade  de nos doarmos às nossas crianças, fazendo um trabalho de base honesto, sincero e cercado de amor e informação. Não falo em ficarmos bobos/bobas e sucumbirmos à ingenuidade descabida, afinal, os "lobos maus" continuam a espreita, esperando por jovens "espertos" e "sagazes" que se acham tão "maduros" e "safos", que caem fácil, fácil na teia na própria arrogância e se atropelam em si pela necessidade de auto-afirmação... sendo presas fáceis e vítmas de um orgulho inundado de querer ser mais velho do que é... Qual jovem não tem essa sede de ser "adulto" antes da hora e viver aquele mundo de possibilidades que os adultos vivem? Qual jovem não alimenta essa fantasia?

Não, não precisamos nos tornar neuróticos, desconfiados... precisamos estar alerta, confiar em nossos jovens, mas, CONHECÊ-LOS, também, em todas as suas variações! Eu sempre vivi muito próximo aos jovens, é um mundo que me agrada sempre. Sei o que é ser jovem, porque já fui uma e nunca tive medo de ser careta - e nunca fui - mas, mantinha minha postura firme. Nunca precisei "encher a cara" para fazer parte de grupo algum. Nunca precisei provar droga alguma, nem curiosidade tinha. Sempre fui alegre, muito bem relacionada e aceita. Porque eu me aceitava. Minha educação contribuiu muito nesse aspecto. Aqui, no Mães na Prática, falo como mãe e como filha, também. Porque, na prática, a gente vive a vida "lá fora", em contato com diversas pessoas, diversos mundos! E, quantas vezes, além dos limites familiares, queremos ser "algo" mais, para chamar atenção? Sei que existe a característica pessoal, né, "pau que nasce torto" é torto até o fim... Mas, uma educação honesta, dá uma oportunidade para esse "pau torto" assumir que assim o é. Eu acredito numa educação honesta, sim. Onde a gente assume que é falho, mas, que tem mais experiência de vida e que sabemos que não poderemos impedir nossos filhos de andarem nas ruas, viverem o "mundo lá fora", andarem com suas próprias pernas... Sim, dá um arrepio na espinha... um frio no estômago... Além de mãe, filha, irmã, tia, prima, amiga... pessoa... conheço vários outros tipos de pessoas e seus mundos e sei que existem mundos e opiniões diferentes das minhas, consequentemente, da educação que dou ao meu filho e da qual recebi de minha mãe e meu pai... Não precisa ir longe. Apenas se dê a oportunidade de parar alguns instantes - não, não é coisa de "desocupado"... é questão de se ocupar com a realidade onde seu/nossos filhos estão inseridos - na portaria do prédio, condomínio ou afim. Pegar seu filho na escola, chegar um pouco antes e ver como eles são em outro ambiente - ou desconhece que em nosso território a gente é quem quiser ser? A gente se utiliza de personas diferentes de acordo com os meios sociais onde estamos... isso é normal, naturalíssimo. Mas, precisamos ter cuidado com as máscaras que se apropriam e exigem mais espaço do que têm... os desvios de caráter... não vou enveredar nessa seara.

Nós, pessoas, mães, pais, família, amigos... na prática, nos envolvemos com o panorana geral que raramente nos damos tempo para averiguar e enxergar um pouquinho mais, além da miopia legitimada de "acreditarmos" nas limitações da visão de que "conhecemos" nossa prole. Precisamos ver em detalhes, sim, sem censurar, nossos filhos, porque "livres" eles são emoção pura; adrenalina; são "responsáveis" por si...

Essas pulseirinhas do sexo estão em todos os níveis sociais. Parecem simples pulseira plásticas - bem parecida com as que minha geração usava, na década de 80/90, mas, que não tinham esse teor, era apenas um acessório.

Vamos nos aproximar mais de nossas crianças. Sem lição de moral... coisa mais chata é adulto que "se acha" o umbigo do mundo... Quando me refiro a honestidade é na plenitude que essa virtude carrega, em abrir espaço, em abrir caminhos, para resolver algo; antes de tudo, desarmado, entregue, presente. Vamos mostrar para nossos jovens, que nós também já fomos jovens e que, num futuro próximo, eles serão os adultos. Não é exigir uma atitude de adulto deles, mas, reforçar que o tempo passa e esse lance de geração é atemporal. Todos passamos pelas mesmas fases: infância, adolescência, puberdade, fase adulta... Mesmo que nasçam novas terminologias, as raízes são as mesmas. Todo pai, mãe, adulto responsável, acha que tem que ser sério e ríspido para "impor" respeito. Balela! Respeito se conquista, se constrói uma relação sólida e propícia. Boa parte dos adultos acham que maturidade é falar grosso e estar sempre com a razão... Bom redefinirmos nossos valores e nos abrirmos para o crescimento. A gente não precisa ser "chato" para ter "razão". A razão existe em si... Não precisa de grandes explicações.

Pois bem, vamos nos aproximar mais de nossos jovens. Vamos nos entregar à informação, à pesquisa de campo, através da pesquisa de clima e meter as caras nas ruas, onde os jovens estão. Saber como são nossos jovens sob a ótica de outras pessoas, passando pela portaria da escola, do condomínio, das mães e pais dos coleguinhas, amiguinhos, vizinhos... Interagir! Vamos nos permitir interagir com honestidade e fazer parte da vida de nossos filhos - sem queimar o filme deles, tá?! Nada de ser inconveniente e invadir espaço individual. Conhecer um filho não é entrar a força em sua vida, é fazer parte de sua vida com respeito, limite e equilíbrio. Essa fórmula não é tão simples, requer de nós muito mais auto-conhecimento e HONESTIDADE. E aí, o bicho pega! Afinal adulto que se presa é "cheio" de razão.

Vamos estabelecer o elo da confiança, da via de mão dupla na relação com os filhos, onde eles sabem que podem contar conosco, mesmo que não passemos a mão pela cabeça, dando a devida "punição" para um erro cometido. Trabalhar isso com firmeza, sem dureza e estupidez.

Na prática, o mundo é do mundo! A gente faz parte dele, levando o nosso mundo interno e interagindo com vários outros mundos.

Com relação as pulseirinhas, pergunta se eles já viram alguém usar. Vai na internet - pesquisa no "pai dos burros" da web, o Google... rs. Procura saber o que eles acham sobre o assunto? O que quer dizer cada cor? Conversa franca e abertamente. Troca idéias. Alerta para o perigo que é. A gente sabe que cada cor é um apelo sexual, mas, como toda tribo tem sua linguagem, a informação a nosso favor é ponto positivo e confiança em construção. Vamos nos dar as mãos e levar adiante esse alerta.

"Saudações maternais",






Pat Lins.

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