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quarta-feira, 12 de junho de 2013

"PRESS START" AND LET'S GO! - VAMOS DETONAR COM O QUE LIMITA E PRENDE!




Tenho gostado muito das produções/animações infantis! Me refiro aos que trazem algo de bom, ainda que através da indústria cinematográfica e com apelo comercial. Porém, mesmo assim, muitos estão trazendo belas mensagens e reflexões para os nossos pequenos sobre virtudes e valores; escolhas e consequências; bem e mal; desafios e superação; verdades e mentiras; ciúmes e admiração; poder e responsabilidade; respeito... entre outros.

Fora que são vídeos muito bem produzidos e de uma beleza estética que completa o quadro e agrada aos olhos. Para mim, tem que ser bonitinho, também.  

Hoje, Pedro locou "Detona Ralph", um dos filmes que ele mais gostou  de assistir, para ver de novo e de novo e de novo. Dentre seus preferidos, do cinema, estão: "Os croods" - foi duas vezes ao cinema ver e já quer locar, assim que sair e "A origem dos guardiões". 

Me encantei com "Detona Ralph". Lindo! Que mensagem belíssima!

Quantos de nós se questiona sobre nossas missões, nossos papéis? Pedro sempre me disse: "mãe, cada um de nós tem uma missão aqui na Terra, sabia? A minha vai ser descobrir um 'inatron' que cure as doenças..." - que seja!

Ralph é um vilão de um game, chamado "Conserta Felix Jr". Ele tem 3 metros de altura, 300 quilos, mãos enormes e pés gigantescos. Sua aparência é rude e grosseira. Cabelos assanhados, pés descalços, roupa suja e rasgada... Foi criado para destruir tudo, enquanto Félix conserta tudo com o seu machadinho dourado. Felix é pequeno, limpinho, branquinho, redondinho, todo bonitinho e bonzinho. É preciso que  Ralph destrua para Felix consertar... senão, o jogo não acontece... Terminado o jogo, quando a loja fecha, cada um dos personagens volta para casa, onde os vilões vivem na terra dos vilões, um lugar feio e sombrio - Ralph mora num lixão, onde são jogados os restos, o que sobra depois das destruições...  - e os "bonzinhos", vivem em lugares belos, casas limpas e com conforto e glamour. 

As reuniões entre os vilões, tipo terapia de grupo, são muito interessantes. Mostra que os vilões não precisam ser "maus", mas que precisam aceitar a missão deles, para que os heróis possam ser heróis, senão, como os heróis serão heróis? Têm como lema: "Sou mau e isso é bom. Nunca serei bom e isso não é mau. Não quero ser ninguém, além de mim!". Um deles, durante uma sessão desse grupo, grita: "Bom, mau... isso tudo são apenas rótulos!". E Ralph coloca o quanto desejaria participar das festas e dos bons eventos, como comer um bolo, receber carinho dos amigos, ser querido e não temido... como Felix. 

Ralph, então, vê a festa de comemoração de aniversário do game, do qual faz parte, e não é convidado. Decide ir até a casa do Félix, para comemorar, junto com os "bonzinhos". Interessante é que apenas Félix gosta dele... os outros personagens "do bem", são como as pessoas "normais" da vida real. Ali, a ficção mostra uma parte da realidade... dizem que realidade e ficção não se encontram, mas, quando a ficção mostra, ainda que de maneira lúdica, essa realidade, ali se faz um caminho de reflexão real. Ralph vive isolado. Só os mocinhos podem ganhar medalhas... os que não estão nesse padrão, são vilões malvados e que não merecem o convívio social com as pessoas "boazinhas". Cria-se um padrão de competição e uma falsa necessidade de se querer conseguir o que não tem para ser quem não é e agradar a quem não vale a pena... 

Voltando às minhas impressões sobre o filme, Ralph é mordido pela picadinha da subestimação. Ao ser subestimado, ele se sente desafiado e vê, ali, uma oportunidade de se "tornar" alguém bom. Ao contrário do Turbo - um herói de um game que fora desativado por obsolência - que alimentou a raiva e a inveja, abandonou seu jogo e se infiltrou num jogo mais modernos, destruindo ambos..., Ralph apenas quer revelar que ele é mais do que todos insistem em ver e fazê-lo ser. Ele quer ser parte do grupo.

Daí, a saga começa! Ele vê a oportunidade de ganhar uma medalha - que apenas os heróis e fortes recebem - e, com isso, morar num apartamento, conforme foi proposto, ironicamente, pelo diretor do jogo. Entra num novo grupo, disfarçado de recruta, em outro jogo - o "Missão de heróis", que combate os "insetrônicos", que são invasores do mal no jogo. Com isso, ele não aparece no próprio jogo. Sem ele, os outros personagens percebem que o jogo não existe. Nada acontece! Felix dispara em sua procura. E o dono do "Fliperama"coloca o adesivo de manutenção, que é a ameaça maior para qualquer jogo - serão desligados, para sempre! Pois a razão de existir do jogo é divertir e entreter as crianças, sem funcionar, são desligados e deixam de existir.

Não posso contar o filme todo, senão, perde a graça. Mas, o desejo de ter a medalha de herói, apenas para provar que apesar de assumir o papel de vilão, ele não é mau, desperta em Ralph um desejo de provar algo a alguém e mordido por essa gana de ter que provar quem é, ele acaba se perdendo e ajuda, ainda que sem querer, a disseminar os "insetrônicos" em outro jogo... Se o vírus se espalhar, o jogo acaba e, com ele, uma bela menininha pode sofrer muito, graves consequências. Assim, diante de todas as aventuras que começam a viver - ele e Vanellope, a menininha que tem parte da sua memória apagada, assim como os personagens do seu game - um processo de busca e (re)descoberta. E as melhores lições e aprendizado brotam. Inclusive, como as crianças julgam o mundo adulto como algo chato e malvado, como se todo adulto que, ainda errando, tenta ensinar e proteger os pequenos, são vilões. É como se, sendo grande, tem que ser chato. Mostra a dor das perdas que carregamos e condicionamos nossas vidas. Meio que um alerta de que devemos aceitar as escolhas, bem como os acontecimentos da vida e viver a vida seguindo em frente e consertando o que tem conserto. O que não tem, refazer!

Só assistindo ao filme para se deixar picar pelo bichinho da reflexão. Uma corrida rumo ao auto conhecimento; um mergulho nos doces da vida sem preconceito - Vanellope aceita Ralph como ele é. Ela mesma, apesar de ser uma fofura e muito sagaz, é diferente e discriminada. Mesmo com seus defeitos, suas qualidades superam suas limitações -; uma viagem entre os mundos de possibilidade que podemos ser até nos encontrarmos de verdade com a nossa essência: quem e como somos!

O dever, a responsabilidade e o senso de justiça e equilíbrio permeiam toda a trama, com doçura, ainda que doces azedinhos, cores, alegrias e conquistas! Governar não é impor ou manipular, é administrar o bem coletivo! 

Cruzar a linha de chegada é entender que não se termina... se começa! Nem tudo que parece ser um bug precisa ser punido, ou banido. Devemos acolher as características de cada um e todos convivermos em harmonia!

Vence e consegue a medalha aquele que merece e entende que ser líder está além de comandar, está em colaborar! É escutar a voz interior que nos comanda e que tenta nos conduzir ao nosso encontro conosco! E os vilões grandes, feios e desajeitados, podem ajudar uma pequena princesa a conseguir recuperar o que lhe fora roubado: sua vida! 

Acima de tudo, Ralph ensina que ninguém precisa vencer sozinho e que, por amor, damos a nossa vida por quem amamos e, naquele momento, não morremos, mas abrimos as portas para que o milagre da vida aconteça e se faça VIDA! O AMOR liberta e cura! Ele é o equilíbrio real e natural para tudo!

Todos somos como somos e podemos ser melhores no que fazemos! Vamos detonar o que nos aprisiona! Vamos destruir o que nos prende! Vamos nos libertar e começar um mundo melhor, com menos competição e mais colaboração! 

Saudações maternais, detonando o preconceito, a mediocridade, a limitação e em busca de cruzar a linha de chegada da eterna partida de recomeçar a cada novo dia,

Pat Lins - press start and let's go!


sábado, 8 de junho de 2013

PEDRO E AS DELE...

- Mãe, você não está notando nada diferente, não?
- O quê, filho?
- Que eu estou diferente... estou mudando, mãe.
- Como assim, filho? 
- Você nem está vendo meu esforço? Eu quero ser um menino melhor, ouvir mais, entender mais... obedecer mais...

Lindo, meu amor! Eu vejo, sim! Eu sei que é verdade! 

Lógico que dei os parabéns, pelo empenho real dele. Como digo: educação é algo a longo prazo, é construção. Não falo em canonizar, mas ver o progresso que existe no tempo de cada um, ainda que tenhamos exigências reais no tempo cronológico... não estou alheia a essa realidade fantasiosa, limitada e ilusória que criamos e seguimos, como quem segue uma lista de procedimentos, mesmo sem ver sentido. 

O caminho é o de sempre: me manter firme, mesmo quando parece que tudo está errado e  muito estão contra, porque querem resultados imediatos e pré-estipulados... É continuar sempre, nunca sozinha, e buscar apoio - e tenho tido, graças a Deus e de muita gente. É recusar e brigar com alguns mundos que nos oferecem o caminho mais curto e digo: "Não! Se me disser que tem alguma patologia, medico, mas se for preciso que eu me dedique 200% para dar limite, com firmeza, amor e carinho, assim farei, leve o tempo que levar!" Assim faço! Me vejam como queiram... falem o que quiserem. Quem sabe de mim, sou eu. Quem sabe de Peu, além dele, sou eu e quem está próximo e convivendo com ele por inteiro, não com os recortes e estigmas criados, impostos e implantados - esse são os mais perigosos e os que me deram/dão muita dor de cabeça... não entendo determinadas posturas de profissionais de educação tão limitantes e limitadas... Isso não me irrita, me enfurece(enfurecia), o passado sempre chega, quando tem que chegar!

Pedro sempre foi muito traquina, teimoso e raramente reconhecia a autoridade de um adulto - ele se sentia no comando, quase sempre... só acatava a mim, basicamente - e se via de igual para igual e com argumentos muito fortes e precisos. Isso é um desafio constante para mim e para quem convive com ele. Escutei muito que deveria dar remédio apenas para me poupar... não quero facilidade, quero solução e dedico cada dia da minha vida a cuidar de mim e dos meus! Faço isso com amor, mesmo. Errando, acertando e seguindo para errar e acertar mais por aí. 

Não é escutar Peu me preguntar se percebo isso... no discurso é tudo muito belo, mas é ver seu empenho real. É estar ao lado dele e tentar ensinar que ele não tem que "obedecer" apenas, mas entender que os adultos, por terem mais experiência de vida, têm algo mais a passar e que ele, ao menos escute e reflita. Também não vou impor que ele acate a todo e qualquer adulto, ele também entende muito bem as coisas e existem alguns adultos que, francamente, parecem que nem sabem que são gente, de tão sem ética e moral. É me trabalhar, me conhecer sempre, porque o melhor limite é o da coerência!

Ver o crescer e aflorar de Pedrinho me ensina muito e ele mesmo me deu as deixas de como acessá-lo: com amor e verdade! Ele está cada dia mais encantador. Longe, muito longe de ser um santo - eu também não sou... - e perto, muito perto de ser um ser humano se descobrindo, se vendo diferente dos demais, mas que também não é doente, diferente desses, também... Ser diferente dos diferentes e dos iguais. É ele, como ele é e quem ele é! Dá para orientarmos a lidar com seu temperamento explosivo e canalizar essa fúria de outra maneira, mais produtiva e que não atinja ao outro. Dá para ajudá-lo a descobrir esses caminhos e alguns meios.

Pedro só é conquistado com AMOR. Quando entra a arrogância e a loucura, saia debaixo, que esse ser arrogante ou louco vai ser obrigado a se ver. Pedro tem isso, ele obriga que quem interage com ele se VEJA, de verdade. Ele vai na ferida, mesmo. Só dói em quem está doente, debilitado. Quem está sadio, forte e firme na verdade e coerência, ganha ele, porque ele rejeita a imposição do vácuo, do vazio, do dissimulado e do inventado!

Não tente ganhar Pedro, ele não se vende. Mas, está aberto para conquistar e ser conquistado. Ele tem seus dilemas e desafios e, aos poucos, consegue perceber mais as coisas - não de maneira seletiva, mas mais abrangente. Interage muito mais com seus dilemas internos, como um grande que é, mas, também tem suas "batidas de cabeça", quando perde as forças ou se sente cansado, irritado ou contrariado ao extremo. Por ser inteligente demais, é cobrado demais onde se mascaram as expectativas: "se é muito inteligente, tem que acertar sempre e aprender rápido, e a tudo!". Será que é assim?

Vou vivendo. Vamos crescendo, agindo, seguindo e aprendendo, a cada dia! E é isso que caracteriza a boa construção: objetivo - uma base sólida de formação ética, moral e educacional! Com saúde, amor, ambiente limpo e gente qualificada - no bem! 

Ele está cada dia mais gostoso, mais amoroso, mais dedicado - do jeito dele! Amo! Amo! Amo!

Pat Lins.

sábado, 8 de setembro de 2012

O PODER DA VISÃO


Esta semana, mesmo em meio a tanta turbulência e pouco tempo cronológico, tive acesso a levantar de questões que me deram um gás e um impulso para que eu renovasse minhas forças.

Como mãe, somos tachadas de "chatas", por brigarmos por nossos filhos. E é aí que entra meu questionamento: "somos sempre chatas?". O grande desafio é dosar onde somos cegas, por estarmos muito envolvidas, e onde estamos vendo além, por estarmos muito envolvidas. 

Já deu para perceber que estou engasgada, não é? Pois é! Mesmo assim, tenho consciência de que isso não me faz bem e que não ajuda em nada no meu objetivo. Estou conversando comigo e com pessoas "qualificadas" para conseguir diluir essa situação e conseguir manter o foco onde devo: objetivo. E é isso que deixo claro agora: meu objetivo é ajudar meu filho a se desenvolver como pessoa. Para isso, estabeleço metas e as cumpro, as avalio e mensuro, ao final. O que atingiu o resultado esperado, me dá forças para continuar. O que não atingimos, ainda, revemos nossos conceitos e refazemos a maneira de fazer. Mudo de estratégia de tempo em tempo, tentando, sempre, para descobrir como melhor ajudá-lo, vendo-o como e quem é e fortalecendo sua base moral e de valores - eu acredito nisso! Pois bem, firmei boas parcerias - parece papo de negócio, não é verdade? - e muitos frutos estão brotando, agora. Não é fácil semear, regar e colher sozinha. Nada na vida se faz sozinho, apenas as decisões, as escolhas. Mas, o definir e o seguir pode ser fruto de trocas, de aprendizado. Vou conseguir me focar no objetivo com a emoção necessária: a fé! A fé de que tudo merece uma oportunidade para ser diferente. Pode até não ser, mas, se não tentar, como saber? Se não souber o que se quer alcançar, como saber como ir e onde chegar? Vou seguindo...

Pois bem, uma das mensagens de reflexão mais bonitas que tive foi esse "O Poder da Visão". No outro blog, o AQUI E AGORA, apresento outros que conheci esta semana e que me enriqueceu tanto os pensamentos.

Faz mais ou menos quinze dias que só recebo feedback positivo de Peu, com relação ao seu comportamento e seu desenvolvimento pedagógico. Milagre? Não. Teoria colocada em prática para se tentar algo novo e diferente. Se há uma suspeita e se havia sugestões para tentar comprovar ou refazer as hipótese, em prol do desenvolvimento de um pequeno ser em formação, não entra em minha cabeça a postura dos profissionais de educação envolvidos no "caso". Para mim, se trata de profissionais de educação, pessoas que foram lá, entraram numa faculdade, concluíram, fizeram suas titulações para cima e esqueceram de se perguntar: "essa é minha vocação?" ou "esse é o meu sonho?" ou "qual o meu sonho?". Enfim, a escola deu a chance, a oportunidade para essas profissionais porque percebeu algum potencial. Mas, eu, de fora e doída, questiono até onde esse potencial é real ou não... Puro julgamento meu, que pode ser desencadeado por diversos fatores e, com isso, estar "contaminado". Como elas assim fizeram com meu filho. 

Um resumo da situação inicial:

Meu filho sempre foi muito ativo. Como tudo que entra na "moda" das novas nomeclaturas de patologias, cai  na boca do povo e tendencia os diagnósticos, eu, assim como muitos outros leigos, achamos que ele poderia ser um TDAH - hiperatividade. A pediatra dele, da época, me dizia: "a hiperatividade não é só a agitação motora. Existem crianças hiperativas que não têm essas aceleração. É uma aceleração mental que faz com que a criança não tenha foco e passem mil informações ao mesmo tempo em sua cabecinha...Eles tê dificuldade em interagir com a realidade... Não é o caso de Peu. Ele interage e interage bem...". Fiz o tal do eletro e a neuro me disse que ele não era TDAH, que, possivelmente, tivesse inteligência acima da média associada a alguma outra característica, como ansiedade. Sugeriu que fizesse avaliação psicológica e psicoterapia, para ajudar. Ele tinha 3 anos, nessa época e estava entrando na escola. Como não tínhamos condição de pagar a psicoterapia, adiamos.

Quando ele estava com 4 anos, eu engravidei e perdi o bebê. Ele ficou mais agitado e desencadeou uma agressividade na escola - e que era uma nova escola. O que nos chamou a atenção, foi que ele sempre teve o mesmo comportamento em todos os lugares. Nessa época, na escola ele mudou o padrão de comportamento. Ficou agressivo e não aceitava os limites. Tudo bem que aqui fora ele também não aceita limite com facilidade, mas, ele tem e acaba, por consequência, se encaixando e sendo envolvido por eles. Pois bem, pedi a escola uma indicação e me deram. Estamos com ela até hoje. Primeiro pelo trabalho brilhante que desenvolve. Segundo, pelo compromisso que tem e o cuidado de observar e estudar com olhos abertos, sem fechar ou desconsiderar nada. 

Pedro começa a dar sinais de melhora. Mesmo assim, é muita demanda. Uma coisa que todos concordam - todos, leia-se: amigos psicólogos que tenho, pedagogos e pessoas entendidas do assunto ser humano, além das professoras anteriores e da psicóloga dele - em uma coisa: ele tem uma inteligência acima da média. Isso, por si só, é um desafio gigantesco. Muitas mães se sentem envaidecidas, eu me sinto mais responsável pelo bom aproveitamento dessa inteligência. Ele tem um perfil de liderança, natural. O que aumenta o meu desafio e empenho. Me cuido, para cuidar dele. Isso não me torna perfeita, mas, uma mãe em constante busca e transformação, na prática. Este ano, com 5, ele continua na mesma escola, só que no prédio maior. O que melhorou um pouco, no ano passado, começa a desandar... Apenas, dentro da sala de aula. Eu, exclamo sempre - seja em reunião, seja em contato com a pró ou equipe de coordenação: "Isso é estranho! Ele tem melhorado tanto... Precisamos investigar o que passa na cabeça dele para agir assim dentro da sala...". Nem percebia que estava sendo "a chata". Meu objetivo foi mal explicitado: eu, naquela época, não duvidava do trabalho da equipe... eu tinha a referência da equipe anterior e estava com ela muito forte, portanto, para mim, o processo estava tendo continuidade. Na última reunião, no final do semestre passado, a coordenadora nos disse: "olha, eu não sei quem é Pedro. Outro dia que eu fui ver que ele sabia as vogais... Talvez, vamos observar durante o segundo semestre, ele tenha que repetir o grupo 5...". Eu, lógico, questionei: "Tem algo que possa fazer em casa para reforçar? Algo que ajude a desenvolver, tipo uma professora em casa, algo assim. Porque se mandarem pintar um ovo de rosa eu pinto, se vir que deu resultado positivo, compro uma dúzia. O que for preciso fazer para ajudar, contem comigo, porque sou a parte mais interessada nessa parceria em prol do desenvolvimento do meu filho...". A coordenadora apenas deu um meio sorriso, e diz: "Não, mãe, não precisa fazer nada. Apenas estabeleça mais limites para ele". Eu coloco: "se eu apertar mais, é capaz de romper...". 

Fui me abrir com a psicóloga dele: "Não sei, mas eu tenho a impressão de que tem algo errado na condução do processo com Peu, este ano... Durante todo o semestre, Peu não rendeu nada na sala e o comportamento dele lá, só piorou. Tem algo lá que preciso detectar... A coordenadora me disse que talvez ele tenha que repetir a grupo... O que me chama a atenção não é o fato dele ter que repetir, mas, o argumento de que ele não sabe nada... E que ela não sabia que ele sabia as letras... Concordo que o comportamento dele lá está complicando, mas, até essa agressividade, não sei, me soa como algo reativo... Como faço para entender melhor essa situação? Meu lado mãe coruja pode estar tentando tendenciar minha visão e me fazendo ver coisas demais, mas, eu sempre me esforcei para ver Peu como é e só assim comecei a saber lidar com ele... Eu preciso fazer algo para ajudar meu filho. Se ele tiver que repetir, ao menos, poderia ajudá-lo e não repetir seja lá o que for... senão, vai  ser esse mesmo estresse de novo...". Ela ouviu calada. Até que, por fim, me disse que havia tido uma reunião, antes da minha, com ela, e a professora do grupo anterior entrou com um dado que contradizia a opinião da coordenadora e, que ela mesma, a psi dele, já havia sugerido atividades diferenciadas para tentar atraí-lo pelo que ele tem mais afinidade e ir desenvolvendo. E ficou espantada em não ter sido ouvida e, muito menos, levada em consideração. Pois bem... nada feito. Semestre perdido. Em casa, via o progresso dele na escrita. Ele não queria parar para escrever e fazer as atividades, no início, depois, dentro da nossa rotina, ele não só fazia como fazia com mais segurança a cada dia. Os colegas pararam de reclamar dele. Esse indicadores informais me chamaram mais atenção e reforçaram minha intuição - que, considerei estar contaminada pela cegueira de mãe, mesmo, o que pode acontecer - e comecei a ver mais. 

Enquanto observava, também agia. Nova investida estratégica: EQUOTERAPIA. Um trabalho muito bonito e, não só pela beleza de ver, mas, de ver os resultados e a equipe multidisciplinar que toca o projeto. Um trabalho sério e bem estruturado. Fui em busca de informações, apesar de escutar: "ah, ali é para criança com doenças sérias: autistas, síndrome de down, paralisia cerebral...". Eu fui procurar informação na fonte: O QUE É A EQUOTERAPIA? "...a utilização do cavalo em abordagem interdisciplinar nas áreas da saúde, educação e equitação para estimular o desenvolvimento biopsicossocial da pessoa com deficiência... As técnicas da equoterapia promovem benefícios físicos, psicológicos e educacionais aos praticantes, além de propiciarem novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima.". Ou seja, trabalha o comportamento, também. Mais um auxílio! Conversei com a psi dele, para alinhar as idéias e pedi um relatório. Feito. Começamos. Não sei como repercutiu em meio à equipe de coordenação da escola, mas, algo já estava em ebulição por lá. A Diretora é uma pessoa e profissional de VISÃO. Foi preciso incomodá-la, durante sua licença maternidade, para informar sobre as posturas de suas funcionárias e o que poderia ser feito, porque uma criança estava sendo subjugada. Abro parêntese aqui: se a professora do grupo mais avançado conseguiu identificar esse potencial, porque em vez de escutá-la, a desmereceram, afirmando que ela não tem "qualificação" para fazer esse tipo de avaliação? E quem tem, o que fez? O que era para ser um caso de estudo de "como e o quê podemos fazer mais para resolver" virou um campo de batalha de egos feridos: o meu de cá e o da equipe de lá. A parceria, mantida unicamente por mim e a psi dele, ficou, também, desqualificada pela equipe. Sabe Deus o que passou na cabeça delas...  Mas, bastou que ela voltasse e assumisse o leme, o barco voltou a andar. Ela foi observar por ela mesma. Como solução imediata, no começo do segundo semestre, contratamos uma estagiária de psicologia para fazer as intervenções em sala de aula, sem chamar a atenção de que estava ali por ele. A escola contratou uma segunda professora, duas na mesma sala. O cenário começava a mudar. Emperrava no mesmo lugar... Pois bem, fechando o parêntese, volto a EQUO. Pedro, após 1 mês e meio de atividade, melhorou ainda mais. Mudou 100%? Claro que não. É um trabalho de base e verdadeiro... essa de "mudo o seu comportamento em três dias" é algo superficial... O trabalho com Peu é a longo prazo. Isso eu tive que aprender, mesmo, na prática. Não adianta pressa. A ansiedade só me atrapalhava. Tudo andando. As queixas na escola - exceto dos alunos - sem parar. Pirei! "O que posso fazer? Ele melhorou muito mais em todos os lugares... agora, temos que ver o que ele entende aqui dentro...". Mais palavras bem colocadas: "Mãe, você tem que entender que...". Bom, eu tenho que entender que sou uma mãe. Um mãe humana. Uma mãe humana e com defeitos, como todo mundo. Uma mãe que pode cegar, as vezes, mas, que abre os olhos quando bem advertida... Uma mãe que também vê por si só. Então, eu entendi: "falha humana das profissionais de educação". Basta seguir o raciocínio lógico. O que elas fizeram durante o primeiro semestre, que, nunca me deram um feedback novo? Como os próprios colegas viam a melhora de Peu e elas não? Mãe pode ser um bicho chato e quando vira uma leoa, então... Mas, nunca me dei o luxo de perder a razão. Tento entender. Tento compreender e aceitar que elas, nada mais, nada menos, "comeram mosca", por conta de quê? Sei lá... já ia entrar com julgamento de valor. Mas, com certeza, por falta de VISÃO e de OBJETIVO. O meu era um, e o delas? Além de repetirem o mesmo discurso desde o início das aulas até as férias de junho, demonstravam cada vez menos paciência com ele... Meu marido presenciou uma cena da coordenadora sacudindo Peu e segurando-o firme no canto da sala e ele gritando como um bicho acoado no canto: "ah. ah. ah". É fácil esse ambiente de educação? 24 alunos na sala... Mas, quem entra nessa deve ter uma vocação bem definida. Tem que correr na veia. É como ser médico, policial... Tem que ser, não adianta cursar a melhor faculdade, aprender as técnicas mais modernas se não tiver sangue nas veias. É vocação, mesmo. Nasce para ser. Não dá para ser mediano em se tratando de educação, saúde e segurança.

Mais uma vez, numa dessas conversas na chegada e na saída da escola, exponho que ele melhorou muito na Equo. A mãe de um colega, que além de tudo é vizinha aqui, me disse que o que chamou a atenção dela foi que o filho sempre chegava em casa relatando as artes de Peu. Fazia um bom tempo que ele não relatava mais nada. Diante dessa observação, ela perguntou ao filho porquê ele nunca mais havia falado de Peu, no que ele diz: "minha mãe, ele é outra criança!". Vou buscá-lo na sala e sua dupla de terror - nunca deixei de ver que ele tocava o terror na sala... a diferença é que buscava soluções para resolver esse comportamento, não alimentá-lo... - me diz: "tia, seu filho está diferente. Ele nem apronta mais...". Falou Caio em tom de desolação, como quem diz: "agora estou sozinho...". Isso não deve ser levado em conta? Tá, tem a parte pedagógica. Em casa, faz as atividades com muita facilidade e rapidez. Cenário mudando consideravelmente, ainda mais. Só não vê quem é cego e incapaz de, mesmo cego, ao menos, escutar, sentir, tocar. Ah, uma observação: no ano passado, detectamos que a brecha de Peu poderia ser a falta de pulso firme do pai... Este, hoje, faz terapia e tem se esforçado muito e se empenhado bastante. Pedro sentiu mais limite nas ações do pai. Ou seja, não medimos esforços, mesmo e com consciência, com um fim específico; com um propósito.

A surpresa - situação atual:

Por volta do dia 22 de agosto, uma quarta-feira, fui buscá-lo na escola. O que seria uma fase "crítica" - ele havia arrancado o primeiro dente de leite, teve que ir ao dentista, pois, quando o dente começou a amolecer , o outro já nascia atrás e estava bem avançado...; o pai estava viajando e passaria 10 dias fora; ele estava fazendo xixi a cada segundo... depois de exames feitos e descartada a infecção urinária, ficou a suspeita de ansiedade pela volta do pai... o que assim que o pai voltou, dias depois, normalizou... a escola colocou como "possível mania dele" e eu, apenas dizia: "lido com várias hipóteses... observo tudo e vou agindo" - ele até que reagiu e agiu melhor do que o esperado. Pois, grande foi a minha surpresa quando a professora, que estava conversando com a bendita coordenadora, vem a mim e afirma, extremamente feliz: "Olha, começamos, na segunda, com atividades diferenciadas para ele e ele vem surpreendendo! Está rendendo mais do que rendeu o semestre anterior todo!". Se ela estava feliz, imagina eu. Mas, não me contento com essa felicidade. Essa sugestão veio desde o início do ano. Graças a Deus, a Diretora voltou. Porque eu já estava entrando em contato com outras escolas. Pesquisei algumas montessorianas. Mas, em tempo, ele foi inserido e se deixou inserir no contexto. No ritmo dele, no tempo dele e sendo inserido começando pelo individual ao coletivo. Depois de quadro mudado, tudo parece muito fácil. Simples, já era, bastava terem feito antes. Mas, foi assim de graça? Elas tiveram essa VISÃO? Não. Foi preciso ajuda e muito apoio. Não bastava a professora do grupo 6 ver, a psicóloga ver - mãe, não conta... também, tem tanta mãe e pai chato lá, que brigam por cada futilidade que compromete a imagem do que vem a ser "visão de mãe" - foi preciso ter uma liderança capaz de validar e agir: a Diretora. Daí, me pergunto: com Pedro é porque ele é agitado e agressivo - até essa agressividade precisa ser melhor avaliada... é mais reativa... vamos deixar para mais para frente, porque essa é outra demanda, mais uma... - e com relação ao outro colega que era quieto e retraído demais? E o outro que toca o terror, e a mãe não sabe como agir?

Talvez, a minha prática da maternidade seja diferente. Assim como eu sou diferente. Pedro é diferente. Meu marido é diferente. Todo mundo é diferente. Talvez seja igual a outras mães, que defendem sua prole com toda força que só um útero pode dar - e não me refiro apenas ao útero como quem gerou nele... conheço mães de filhos adotivos que sentem muito mais terem gerado dentro delas a criança, pelo coração, do que mães que geraram e não sabem seguir uma direção... e nem a si são capazes de ver.

Eis o motivo desse vídeo no início, para aumentarmos o nosso poder de ver; de questionar; de investigar; de refletir; de ponderar; de avaliar; de objetivar; de conduzir; de agir! De mensurar; de recomeçar; de rever; de mudar as estratégias... de sempre seguir e ir. De quebrar com paradigmas que nos engessam e nos impede de crescer e ir além.

A criança não precisa ser donte para ser diferente. E ser doente diferencia em suas limitações que, mesmo assim, devem ser estimuladas da maneira certa. Foi na Equo que uma profissional de lá, que, além de psicopedagoga e trabalhar com inclusão, é mãe de uma criança especial, com síndrome de down e que, antes de sonhar ter filho, já exercia a vocação como educadora de inclusão com amor, empenho e dedicação e me disse: "não tem como ensinar uma pessoa a nadar numa pista de corrida". É difícil agir diferente, ainda mais quando temos pensamentos limitadores, estagnados. Mudemos o jeito de pensar. Pensemos melhor! Agiremos melhor!

Saudações maternais,

Pat Lins.


domingo, 5 de agosto de 2012

COMO ENTENDEMOS "LIMITES"?


"O CÉU É O LIMITE". Essa questão sobre limites sempre rende pando para a manga. Isso porque, eu - Patricia - em minhas observações do cotidiano - ou, na prática diária da maternidade e/ou paternidade e/ou "avoternidade"... - que os "limites" não são muito bem definidos em nossas cabecinhas. A gente ou acredita que limite é medo, como os limites impostos com rigor e a disciplina militar; ou que limite é sempre berrar com a criança; ou, ainda, que limite é aquilo que só é necessário se a criança for agitada... onde, se a criança apenas for chorona e quiser muito uma coisa, é só dar o que ela quer que ela para...; ou, criança com limite nunca testa os pais e pede novos limites... Enfim, muito confundimos muito o que vem  ser limite porque nós mesmos temos medos dos nossos para nossa melhoria pessoal e muito nos foi imposto como limitação e não sabemos bem o que limite significa, daí, como dar aquilo que a gente não tem de verdade?

Uma amiga sempre me disse que eu deveria ser mais flexível com Peu e menos rígida, que para educar e dar bons limites é muito melhor e menos desgastante se for baseado em um movimento sincero, consciente, firme, com atitudes coerentes ao que "estipulamos" como limite e com amor. Ou seja, coisa simples, simples, mas que acaba sendo nada fácil. E, não é que é verdade? Como ela disse: "não fui eu quem inventou isso, basta ver como as coisas realmente são.". Bom, esse é o nosso ponto: a gente tem dificuldade em ver as coisas como realmente são. No geral, vemos aquilo que nossos olhos nos limitam a ver e acreditamos que somos capazes de enxergar - usando apenas um dos órgãos dos sentidos... sozinho, não faz tanto sentido assim... -. Nossa dureza pessoal dificulta essa processo. Nossas carências, nossos tabus, nossos pensamentos e mentes bloqueadas dificultam a simplicidade do processo. Ficamos presos ao fato de nos terem imposto e, por não conseguirmos nos esforçar em nos libertar e seguir nosso rumo, acabamos presos a esse dilema de "culpa e culpado" onde nossos pais são os algozes de nossas prisões emocionais. Como passar algo livre para os nossos filhos? Acabamos repetindo o molde de limitação, sem percebermos. Acabamos sendo levados muito mais pelo medo de ser julgado um pai ou uma mãe sem pulso, do que observar a real necessidade do filho.

Como dar limites se nós somos limitados?

Venho observando em meu dia a dia o quanto LIMITE tem muito mais relação com os valores éticos e morais do que com uma imposição de medo, em vez de respeito. Primeiro: o que vem a ser respeito? Nós colocamos muito o respeito como um medo disfarçado... Já perceberam isso? Ou, já se perceberam assim? Como respeitar algo se em nossa cultura vigora a "lei da vantagem"? Como ensinar "respeito" num ambiente onde se coloca que seres respeitosos são "otários", "maricas", "manés"... ou qualquer termo pejorativo incorporado ao nosso cotidiano? Os limites têm base no RESPEITO. É muito mais um trabalho a longo prazo, é um trabalho constante... demanda diária. Para mim é um trabalho de construção de base, de formação moral, mesmo. Se tivermos claros os bons valores, se isso fizer parte do nosso dia a dia, o limite será algo natural - e ninguém entenda "natural" como algo sem esforço, sem dificuldade. Senão, se ainda temos muito que entender e aprender, esse processo natural será mais lento, porque precisaremos reconstruir nossas próprias bases pessoais para termos a mínima condição de firmar essa base em nossos rebentos. Mas, somos reflexos de nossos arquétipos, digamos, confusos... mas, somos seres livres para buscar apoio - lógico, antes de tudo é necessário identificarmos em nós algo que requer atenção e mudança, senão, nos mantemos nesse ambiente e gravitamos nessa órbita sem sentido... - e transformarmos nossa condição. Eu admito: dói! Dói, muito! Mas, vale a pena. A dor vai passar, mas, o que fica de bom é para sempre. Assim, conseguimos nos focar no que importa: no limite natural pela moral e pela boa conduta, pela ação correta e pelos pensamentos elevados e as comparações com "os amiguinhos" ou com "os outros" - que não é, nem deveria ser critério para avaliação - deixa de existir

Ontem, voltando do aniversário vivenciei algumas situações conflitos com crianças, escutei algumas "conclusões" baseadas em julgamentos pessoais - aqui eu "julgo" baseado em minhas conclusões pessoais, mas, com uma diferença, estou refletindo... - e vi, mais uma vez o quanto a gente julga e o quanto se dividir gera um tipo de avaliação com dois pesos e duas medidas e o quanto isso é perigoso. Vou explicar: assim que chegamos, fui cumprimentar o aniversariante. Como já sei como ele é, o quanto é arisco, não forcei o contato e fiz um "venha de lá" e ele veio bater forte em minha mão. Eu apenas brinquei e disse: "cuidado, rapaz, com essa força toda você pode machucar a sua mão...". Ele quis testar e comprovou: a mão dele doeu - fora que eu estava com um anel e, diante da minha observação, troquei de mão para não ser mais dolorido para ele. Ele me pediu para fazer de novo e que ele faria mais devagar. Repetimos o cumprimento e foi beleza! Ele bateu mais devagar. Quando meu marido chegou, abraçou o menino e o carregou. Levou dois socos no rosto. Bom, criança toma susto. A gente tem que chegar de leve. Isso justifica os socos? Não. Até aí, tudo bem. O problema foi que, a criança quando viu que sua ação teve reprovação - os olhares ao redor o fizeram ver isso - se jogou no chão e começou a chorar. A avó e a mãe correram para vê-lo. Uma senhora que fora "testemunha", avisou a avó - que já fitava o filho com uma certa reprovação e condenação, onde, pelo olhar, ela dizia: "o que você fez com o seu sobrinho?"... ou seja, mãe que não conhece o próprio filho, pois ela sabe que o filho dela adora criança e tem um filho pequeno, também... - e a senhora explicou que o tio carregou o sobrinho, todo amoroso e o sobrinho o socou. Bom, a avó do menino sequer se aproximou, quando viu que havia sido injusta com o próprio filho, mudando de ambiente e optando por não ver e não fazer parte daquele momento... A mãe do menino foi escutar o filho e ele babava, gritava/berrava tudo muito embolado - dava para ver que ele queria confundir - e dizia: "ele me fez uma coisa... ele me fez uma coisa...". Quem estava de fora era capaz de acreditar que o menino havia sido machucado pelo adulto. Hoje em dia, é bom termos sempre "testemunhas", porque as crianças, sim, elas sabem "criar" umas "mentirinhas" para salvar a pele... Pois bem, a mãe teve a atitude de escutar os dois lados e advertiu o filho: "Meu filho, por que você fez isso? Peça desculpa ao seu tio.". O menino relutou, inventou mais uma desculpa... segundo ele: "eu não reconheci ele". Alguém falou, na hora e ele repetiu: "ele deve ter estranhado" e ele aproveitou e usou... Alguma criança é santa? Não. A gente já nasce sabendo sobre julgar e ser julgado... Está no ar que a gente respira desde o nascimento. Nós, adultos, é que precisamos ter mais "jogo de cintura" para saber lidar de maneira mais justa e imparcial.

Continuando: o aniversariante tem uma característica que os pais não dão importância. Ele costuma fazer o que quer. Se você o deixar fazer o quer, ele fica quieto no canto dele, o que, para eles é "não dá trabalho, nenhum...". Se você disser um "não" - ainda que não use a palavra "não", uma negatividade simples - ele se transforma, grita, chora, baba e, em alguns momentos, faz xixi nas calças - isso, para eles, é besteira...-. Durante a festinha, uma menina - que não deveria ter 2 anos - e não fala direito, se aproximava dele e dava um gritinho, tentando estabelecer contato. Ele chorava. Quando mais ele chorava, mais a menininha se assustava e se aproximava dele, como quem quer saber o que está acontecendo. Ele chorava mais. A avó estava nitidamente nervosa e culpando a menininha. E dizia: "ele tá chorando por causa dela. Ela grita e ele se assusta e chora...". Eu perguntei, para introduzir uma reflexão: "ele está com sono?", no que ela me responde: "Não. Ele está assustado é com a menina mesmo. Tem que tirar ela dali...". Ou seja, os adultos "compram" um briga que não existe e, em vez de ajudar a criança, a estabelecer o tal limite, alimenta uma limitação. A avó do menino não queria que nada fizesse o neto chorar, mas, em momento algum permitiu que o bom senso imperasse e sentou para abrir diálogo com o menino. Ele era a "vítima" e pronto. E o esclarecimento? Isso ajuda no limite, também. Quando a criança entender que aquilo não é um ataque, ele vai chorar? Resultado, nem deu tempo de tentar conversar com a criança, ela foi "arrancada" de lá e levaram-no para outro ambiente. Isso resolve? Mudar o ambiente, mudar de lugar, resolve? O que não soluciona, para mim, não resolve. O problema está lá. Houve ambiente para um crescimento aí? Os adultos demonstraram toda a fragilidade e falta de limite próprio. As carências e os medos falaram mais alto. O "resolver", explicar, nem passou perto.

Pois bem, já de volta para casa, estávamos levando a avó do aniversariante, quando o meu filho, diante de um comentário que fiz - sobre um parque que ele ia, todo ano, e fora vendido - não gostou e se irritou, arremessando o brinquedo no chão do carro. Quando eu fui começar a estabelecer contato com meu filho - lógico, uma atitude de demonstração de raiva com arremesso de objeto, para mim, não é uma boa atitude e, não é porque é meu filho que vou agir diferente -, de explicar para ele que isso era algo que estava fora do alcance dele e que a irritação não o ajudaria a resolver, ela falou: "Você precisa ser pró-ativo. Quando eu vou a praia, por exemplo, e vejo lixo no chão, eu cato. Não vou mandar o lixeiro catar, nem jogar na casa do prefeito...". Bom, sem saber como conectar uma coisa com a outra, eu tentei dar um sentido: "Nem jogar areia para o alto, ou chutar a areia... Porque não iria resolver. Agora, quem vai ficar sem o brinquedo é você e não mudou nada no parque...". Ela nos questionou: "Tem que ver. Ele arremessa as coisas assim, quando está irritado, é? Isso não é bom!". Lógico que não é bom! E a gente não deixa passar em branco. Estabelecemos o que chamamos de limite com o levantar de questões que façam Peu enxergar as próprias ações. De nada adiantaria eu agir como agia e reclamar com ele, dizendo: "Não faça isso, Pedro. Isso é errado! Coisa feia, ficar jogando o brinquedo no chão de raiva!". Era essa a minha tática. Hoje, o levo a refletir. E tem funcionado melhor. Sou uma mãe melhor do que as outras? Pedro mudou de uma hora para outra? Não. Estou aprendendo. Mudando em mim e observando mais. Vendo quem é meu filho e vendo qual a melhor maneira de ajudá-lo. Meu intuito é dar uma boa base de formação moral ao meu filho, para isso, tenho que me ver, o ver e nos ver. Como estávamos na frente dele, apenas agi como ajo e não dei grandes explicações para ela - não era o momento -, que me julgou uma mãe sem "pulso", por apenas dizer: "Meu filho, agora, quem está sem brinquedo é você. A raiva te fez perder e não resolver...". Primeiro, fui interrompida quando começava a falar com ele - detectei e agi - o que demonstrou a invasão e ela, sequer se deu conta de que eu tenho minha - nova - maneira de agir; muito menos, respeitou esse espaço mãe-filho... - fora que ficou evidente os dois pesos e duas medidas com a qual ela "julga"... Tentei não alimentar essa parte, para não perde o foco que era educar Peu. Quando eu vejo uma situação-conflito entre pais e filhos, me recolho a observadora. O primeiro contato é entre eles. Quando agi, não a satisfiz, onde ela nos contou: "Eu penso que o problema das  crianças, hoje em dia, seja o fato dos pais não saberem dar limites...". Pode parecer que tenha sido indireta, mas, não acho... Eu conheço a pessoa e sei que foi muito mais um pensamento desarticulado... Não creio que ela não tenha visto como ela agiu com o neto e como eu estava agindo com meu filho - eu vi que ele teve um comportamento ruim e ia agir, quando fui interrompida... Não ia brigar com ela, esperei ela concluir e continuei, com meu filho. Nem ela sabe o que quer dizer limite. Isso ficou nítido quando ela tirou o neto do ambiente, sem deixar a própria mãe do menino esclarecer - no episódio onde o menino chorava com o gritinho da menininha. Ou seja, é uma pessoa que não vê as próprias ações e age como a maioria de nós: o erro só está nos outros. Ela deu sequência: "Estava num ponto de ônibus e um pai e um filho mascavam chiclete. O menino terminou e jogou no chão. O pai chamou a atenção do garoto e o mandou jogar no lixo. O menino foi, jogou, depois, chutou o lixo, jogando-o no bueiro. Daí, eu me questionei: falta os pais darem limite as filhos, hoje em dia...". Bom, deu um leve nó em minha cabeça. Para mim, as coisas precisam ter um mínimo sentido lógico. Como não entendi indaguei - existe outra maneira de esclarecer uma dúvida? -: "Mas, o pai deu um 'limite' quando orientou que o filho jogasse o lixo no lixo. Pelo que entendi, o filho testou esse limite, criando uma nova situação. E o pai, como reagiu, diante desse teste?". Não obtive resposta, apenas um: "o lixo havia caído no bueiro, não tinha como fazer mais nada...". O que eu queria saber era: "como o pai conduziu, como agiu diante dessa nova investida do filho?". Então, coloquei: "...filhos, você bem sabe, porque tem 2, sempre testam nossos limites, quando tentamos 'dar-lhes' limites. O 'como' vamos agir ou reagir é que faz a diferença. Por isso que levo Pedro a refletir, para que ele entenda que o que ele fez é prejudicial. É a maneira que encontramos e tem surtido efeito, mesmo assim, ele não para de criar novas situações para nos testar...". A conversa parou aí, assim, mesmo. Outro assunto foi puxado e o "fim" fora imposto: "caiu no bueiro".

Em geral, fazemos isso: mudamos o superficial - como tirar o menino do lugar, sem diálogo, sem esclarecimento... apenas afirmando para ele, em forma de ação: "faça o que quiser" - ou, mudamos de assunto, para não olharmos o que precisamos ver, já que "o lixo caiu no bueiro". O não pensar em soluções limita muito uma ação de "limite". Sem identificar o que corrigir, corrigir o quê? A diferença está na AÇÃO: NA CONSCIÊNCIA DE QUE UMA AÇÃO SE FAZ NECESSÁRIA  e na CONSCIÊNCIA DE QUAL AÇÃO TOMAR.

Quantos de nós já passou - em shoppings centers é muito comum, ambiente favorável para os pequenos testarem nossas forças mentais... oh, Deus! - por uma criança fazendo birra, se jogando no chão e dissemos: "Se fosse meu filho ele iria ver..." ou "Isso é falta de pulso dos pais, que não sabem dar LIMITE..."? E, quantos de nós, ao passar pela mesma situação nos arrependemos dos comentários cruéis e dizemos: "Ai, meu Deus, agora eu sei o que os pais que julguei passaram...".

Gente, educar um filho é brinquedo? Fale sério. Mas, falta um pouco de boa vontade da gente, falta não? Seria bacana se entendêssemos que, para começar, somos criaturas imperfeitas querendo ver a perfeição em nossas - que não são nossas, na verdade - criaturinhas. 


Estou revendo os meus próprios conceitos, mexendo muuiiitttoo em mim mesma, para saber ser um exemplo para meu filho. Isso é garantia de que ele siga o mesmo caminho? Não. Entretanto, ele saberá que pode escolher, assim como a mãe dele fez. E, finalmente, entendi que LIMITE é algo que se baseia nos bons valores - estes são os verdadeiros limites humanos e não limitações -, principalmente, com RESPEITO e na CONSCIÊNCIA DE QUE PODEMOS ESCOLHER SEGUIR UM CAMINHO MELHOR. O limite, para mim, tem muito mais a ver com o (re)conhecimento do DEVER. Falta em nossa cultura humana, o entendimento de que somos responsáveis por nossas ações e suas consequências e isso gera um dever para conosco e para com o outro.

LIMITE É SABER ATÉ ONDE PODEMOS IR, SEM INVADIR, MACHUCAR O OUTRO. Aqui, faço uma ressalva: machucar é algo questionável, porque tem gente que se dói por tudo e tem mania de perseguição, então, agir com uma pessoa dessas sempre será um risco... porque caberá a cada um lidar com os próprios melindres e tentar se livrar deles. Ou seja, se cada um fizer a sua parte de autobusca e reconhecimento dos próprios limites - ou, nesses casos, das próprias limitações - para estabelecer um caminho mais razoável e menos doloroso, abre-se caminho para o estabelecimento natural do LIMITE. Baseamos o limite em muita dor. Em nossas dores, em nossas vergonhas... em nossos medos de julgamento.

LIMITE é um desafio, porque não é fácil estabelecer o que não entendemos direito... O LIMITE - esse que tentamos conceituar - está diretamente ligado a LIBERDADE - não libertinagem -, onde CÔNSCIOS de nossos DEVERES e das nossas AÇÕES  e suas consequências, podemos agir, sabendo para onde e por onde ir. O LIMITE liberta. Ele norteia uma ação. A confusão com o podar como limite já deveria ter sido superada, mas, como ainda não foi, caba a cada um de nós ir construindo esse caminho do bem, pelo bem e para o bem! Só assim, seremos capazes de separar o "joio do trigo" de nossas ações.








Saudações maternais,

Pat Lins.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

"CADÊ MEU CHUCHUUUUU? MÃÃÃÃEEEEE?"


Hoje, mais um dia comum e, nem por isso, precisa deixar de ter algo especial. Dias comuns também têm suas surpresas boas.

Peu, chegando da escola, como sempre, entra gritando: "Cadê meu chuchuuu? Maããeee?" e eu, respondo: "Aqui, meu amor!". Desde que o pai vai pegá-lo na escola, eu tenho o prazer de recebê-lo com os braços abertos. Engraçado que levar o filho para a escola, pegar, levar ao judô, levar à natação, levar ali e aculá entra na rotina que a gente nem sente que faz algo especial todo dia. Esse dias, uma babá aqui do prédio me disse: "a senhora faz tudo dentro de casa, né? Trabalha e cuida dele sem ajuda, né?" - o sem ajuda que ela se referia era sem babá, porque sem ajuda eu não iria a lugar algum... sempre tive o apoio da minha mãe, da minha irmã e de minhas tias, que aguentam a onda de cuidar de Peu, às vezes. Eu nem me tocava de que fazia tanta cosia e que isso era reparado pela vizinhança... Ela não falou em tom de fofoca, apenas um comentário como quem diz: "sorte a do seu filho, por ter uma mãe assim". Não pelo fato d´eu fazer tudo e estar sempre ao lado dele, mas, por ser e agir como eu ajo com ele, chamando sua atenção diante de uma atitude inadequada e desrespeitosa com algum amiguinho e sempre carinhosa. Em meio a tantos afazeres e rotina, raramente percebia que o "não pegá-lo na escola" e ter esse help do meu marido - que agora trabalha em casa - me fez ver, hoje, no meio de mais um dia comum, o quanto temos um carinho enorme um pelo outro e o quanto sou importante para ele, apenas, por ser a mãe dele. Quando ele corre e diz: "cadê meu chuchuuuu? Mããããeeee?" eu sou tomada por uma onda de sensação boa, sabe? Sabe quando a gente sente que algo bom vai acontecer e o estômago dá aquela esfriada e somos envoltos numa luz branca e suave e até somos capazes de ouvir uma musiquinha e sentir uma aroma de flores do campo? É, exatamente como uma cena de filme... Pois é, é um êxtase disso tudo que sinto, apenas por receber aquele abraço caloroso e aquele beijo amoroso do meu "chuchu"! Tudo isso, em dias comuns, sem festas, sem barganha, sem permuta... apenas, AMOR!

Eu só via o trabalho e o cansaço. Eu só vivia me queixando "Peu me dá um trabalho enorme... o menino não para um segundo. Mexe em tudo e tudo quer saber. Nunca se conteve com 'por quê', tinha que ter um 'e se...'..." e nessa onda de desgaste a gente vivia. Para mim era mais fácil condenar a família do meu marido, por todos serem inquietos e teimosos, capazes de ouvir apenas o que eles falam, do que entender que Peu puxou uma coisa boa que eles têm: essa energia inquieta e teimosa. Com muito trabalho e afinco, sabendo de como são os adultos com o DNA da agitação da família, estabeleço o direcionamento de como educá-lo, entendendo, por fim, que não temos como brigar com a natureza do ser, mas, podemos dar uma boa formação moral e de valores realmente na prática. Era mais fácil para mim querer que ele fosse uma criança hiperativa - no sentido da patologia - do que entender que ele é apenas uma criança hiiipppeeerrrr meeeggaaaaa ativa. Impossível não cansar perto dele. Eu já vi várias pessoas olhando ele ao mesmo tempo e todos cansavam em poucos minutos. Uma vez minha irmã me disse brincando e eu quero que seja verdade - risos: "Minha irmã, você vai para o céu, viu? Aguentar essa coisa linda da titia né brincadeira, não...". Quando o levei para fazer os exames "de cabeça" e o resultado deu negativo, fiquei aliviada por um lado e aflita por outro: "Meu Deus, e agora? Me dá energia e força para saber educar esse menino!". Bom, como dizem, "cuidado com o que pedes, podes receber" eu recebo essa força todo dia e nem em dava conta. 

Educar Peu, como educar qualquer filho, requer mais do que levar a escola, buscar na escola, levar a atividade física... é entrar no mundo dele. Depois que Jo - a mãe do Gustavo Medeiros - ah, leiam o depoimento dele em "EXISTE (SIM) VIDA ALÉM DO AUTISMO" - relata "e consegui entrar de alguma forma em seu mundo e junto com ele emergir. Claro que sem ajuda seria impossivel..." mais outra ficha minha caiu: entrar no mundo do filho, seja uma criança neurotípica ou "especial", é fazer o que a Noemia Nocera me alertou, como sugestão de tema para um post, aqui no blog, sobre como educar um filho, dar limite e, ainda assim, respeitar o ser. Entrar no mundo da criança é entender que criança é criança e pais são pais. Temos uma responsabilidade imensa para com eles, entretanto, eles são mais do que apenas páginas em branco... Juntos, uma família compõe uma orquestra e, como toda orquestra, para alcançar uma boa sinfonia, sintonia e uma boa maestria. Ensaios são nosso dia a dia. As grandes apresentações são as provas da vida. O maestro dá o rumo, porque, do alto de sua experiência consegue escutar, sentir e com conhecimentos certos - não apenas teorias e teorias na teoria - aplicar a melhor solução. De retorno, um belo som: a harmonia das notas e dos diversos instrumentos diferentes e juntos, ao mesmo tempo. O mundo de Peu é cheio de arte - literalmente. Ele gosta de livros, de fantoches, de vozes artísticas, de imitações, de colas, de tintas, de papéis, de cores, de formas, de letras em formação... e mergulhar nesse mundo é preciso me premitir ser mais livre dessa normose, sem deixar de ser responsável; é ser mais autêntica, sem deixar de dar limite... é ser a mãe de uma criança chamada Pedro Henrique, eu me dá a honra de me reencontrar para ensiná-lo a ser quem ele é!

Minha sogra, em meio a uma conversa recente, me disse: "eu lia tanti para dar uma boa educação aos meus filhos e, hoje, vejo que errei tanto...". Mais uma ficha caiu. Sempre escrevo aqui sobre o fato de que pai e mãe sempre vão errar e acertar com os filhos, afinal, só podemos dar aquilo que temos, né verdade? Pois, naquele momento me vieram duas coisas a mente: o fato e a certeza de que todo  pai e mãe acaba cometendo erros mesmo; e o fato de que muitos erros vêm da gente mesmo não ser capaz de fazer um pouco mais por nós mesmos, na prática, e, assim, ter mais dentro de nós para ser mais, natural e honestamente aos nossos filhos. Não a estou julgando. Pela primeira vez na vida, a vi desarmada de si, mas, mesmo assim, confusa. E vejo que muitas de nós acaba errando por essa confusão de não saber viver na prática aquilo que tanto conhecemos e sabemos, mas, na hora de viver, faz como nos fora ensinado pelo engessamento social. Sem querer, falei para ela: "é, minha amiga, na prática a teoria é outra... afinal, nem tudo depende da gente!" e é verdade. Nossos filhos são como nós, quando éramos apenas filhos, seres humanos em formação. E, me diga, como educar esse pequeno ser, dando limite e respeitando o ser? Bom, não vou responder o que penso sobre esse assunto agora, porque eu minha grande amiga Noemia Nocera, vamos escrever juntas... ela, não apenas como psicóloga e escritora, mas, como mãe de três filhos, avó e uma pessoa que já superou muito e entendeu, em sua vida, antes de tudo, o quanto era importante educar, dar limite e respeitar cada ser - cada filho. Eu, falarei do meu dilema de tentar entender isso na prática da minha vida.

Pois bem, ter um filho dá um sentido enorme a minha vida! Não que o filho nasça com essa responsabilidade, isso além de injusto é desumano com a criança. Os pais que fazem isso - todos nós fazemos, em alguma proporção... - e em vez de nos refazermos como pessoas, tapamos os buracos e vamos ser "pais e mães" para dar ao que vem a chance de ser aquilo que não fomos... O sentido que, hoje, vejo que meu filho dá em minha vida é ver que é possível entender que só se é sendo e só podemos ser e dar uma boa base aos nossos filhos, sendo pessoas capazes de reconhecer nossas próprias limitações, adimití-las e entender que devemos cuidar delas. Ninguém vá saindo por aí e querendo ter filho para "ter sentido na vida", não, pelo amor de Deus! Eu quero dizer que Peu dá um sentido enorme em minha vida, no sentido de ver que todo meus esforço como pessoa e como mãe chegam até ele e como ele responde. Apesar de toda a agitação natural dele, ao entrar no mundo dele - o mundo de uma criança - entendi o que ele gosta e nos entendemos mais. Ele me fez exercitar na prática o que quer dizer respeito e compreensão e como o amor precisa dessa base para se estabelecer e se firmar. O AMOR, o de verdade, não o sentimento de posse que temos e chamamos de amor... Muita gente coloca filho no mundo, não muda como pessoa e ainda educa o filho aos seus padrões despadronados e moldados pela falsa moral e falsos bons costumes da nossa sociedade falsa e superficial. 

Pedro continua cheio de energia e curioso que só. Tem seus defeitos, que, ao identificá-los e ver que meu filho é como é e tem seus "instintos ruins", como todo ser humano, posso ajudá-lo a ser diferente. Não é porque é criança que vamos acreditar que toda criança é um anjo... Anjo é anjo e não é humano... Criança é criança e é um pequeno ser humano. Ver o quanto Pedro cesce como pessoa, e ainda tem muito o que crescer, me dá o gás para estar ao lado dele. Como mãe coruja; como mãe leoa; como mãe macaca; como uma mãe onça; como uma mãe jumenta... como uma pessoa que é mãe. Tem uma lição que ele sempre me ensinou: ele sempre vê uma possibilidade. Para ele, as possibilidades são infinitas e inesgotáveis. Bom, como uma boa criança ativa e bem ativa, algumas muitas vezes isso me desgasta, porque, na verdade, ele não tem consciência de suas ações em um nível de capacidade de entendimento real... Ele entende que o que ele faz tem uma consequência, mas, numa dimensão infantil, pois, é criança.

Lembra que frisei mais acima de que sem ajuda ninguém sobrevive? Pois é, para cudiar de Peu eu tenho a ajuda da escola - que leva a sério e com muito valor humano, ético e profissional - a boa formação do indivíduo; da psicóloga, Suely Lôbo - uma figura ímpar e que me ajuda muito a lidar, entender Peu; de minha mãe, com o que ela fez comigo e meus irmãos e, mesmo assim, entende que educar um filho de hoje em dia é mais "complicado", mas, mesmo assim, me lembra que "mãe é mãe e todo filho deve entender isso"; de algumas mães que olho e digo: "meu Deus, eu também sou assim... Eu também faço isso... Tenho que mudar isso em mim!" - afinal, a gente aprende com aquilo que a gente quer ser e, também, com aquilo que a gente não quer mais ser. E, tenho a minha ajuda, porque se eu desistir, tudo para! Ver o quanto Pedro melhora em seu comportamento, como uma mínima mudança em seu comportamente é notório, me sinto recompensada. Sim, eu espero essa recompensa de ver que me dediquei em ser o meu melhor - mesmo sabendo que nunca serei perfeita como pessoa, muito menos como mãe - e essa verdade, através da minha vontade, do meu esforço e da minha busca de elevar a consicência, chega até ele, que, em formação, entende que ele é capaz de ser muito mais e melhor, não do que o outro, mas, o melhor que há em si!

E é por isso que hoje, uma dia comum, um dia em meio ao dia a dia, é especial, porque, hoje, muitas fichas caíram para essa mãe que, na prática, vive seus embates pessoais, seus dilemas e, nem por isso, deixo de ser uma pessoa em busca e essa busca é mais importante para mim do que o negar a realidade e viver um mundo de fantasia. Mundo de fantasia, somente, os das brincadeiras e historinhas minhas com Peu. Finalmente, pude ver que sou mais "mãe animada e brincalhona" do que "mãe chata". Isso tudo com limites estabelecidos.

Meu chuchuuuu, estou aqui! Sempre!

Saudações maternais,

Pat Lins.

quarta-feira, 7 de março de 2012

APRENDENDO PARA ENSINAR UM ESTUDANTE


Pedro é um menino maravilhoso e inteligentíssimo - essa parte não é papo de mãe coruja. Só que ser sabido não é o suficiente. Ele tabém é teimoso e se coloca de igual para igual com os adultos. Lidar com isso dá um trabalhão, porque toda hora tem demanda para lidar.

Ele entrou na fase de ter que desenvolver a coordenação motora fina e, a mim, parecia um desafio sem fim. Mas, estou aprendendo a ver que ele é assim e, de alguma maneira, preciso saber como lidar e lidar. 

Ontem, tive o meu primeiro quase progresso ao sentar com ele para fazer o dever de casa. No início, eu segurava na mão dele e o ajudava a fazer. Me fora muito bem sugerido que não fizesse isso, para que ele desenvolva a autonomia e trabalhe a coordenação motora fina. Conversei com ele e, logo de cara, relutou e insistiu: "segura a mão do seu tchutchuco, mamãe". Como entendi que ele precisa superar esse desafio nele, reafirmei que não seguraria e que ele é capaz de fazer sozinho - falei com tom firme e com a segurança de que ele é capaz. Ele me disse: "tá feio, ó!". E eu lhe disse que todo começo é feinho, mas, com a continuação vai melhorando. Vi que criamos mais um vínculo onde eu tive que entender que isso é dar força ao filho e, para isso, preciso estar convicta. Creio que essa convicção que se instalou em mim favoreceu. Eu não me vejo como mãe má, mas, como mãe orientando e apoiando o filho a crescer. Ontem, ele se sentou para fazer a tarefinha e nem me pediu para dizer as letras, ou escrever num papel a parte para ele copiar. A professora dele me orientou que, durante a atividade, lembrasse a ele que ele preenche o cabeçalho todo dia e era só ele olhar o anterior para lembrar. Explicada essa parte, ele se virou, na dele. Já não estava sentada ao lado dele. Levantei e disse que iria ao sanitário enquanto ele fazia a tarefa dele e ele fez. No que ele não sabia, m chamava e perguntava: "você pode fazer um favor de me mostrar como é que eu faço o número 6? O meu tá saindo muito feio". Peguei minha agenda e deixei perto dele. Escrevi o "6" debaixo do "6" da data e ele só observou. Foi lá e fez sozinho. Ele conhece os números, mas, não conseguia fazer aquele número. Achei muito legal ele se mostrar querendo fazer. Teve interesse. Já não queria mais que segurasse sua mão. Levei quase um mês segurando a mão dele... e precisaram de dois dias para ele fazer sozinho e aceitou. Como a professora me explicou, ele precisa entender que ele é um ESTUDANTE e assumir esse papel. Pensei: "meu Deus, mais coisa!" e dei risada de meu pensamento bobo. De fato, muito mais coisa. 

Quando a getne quer que um filho cresça, a gente precisa crescer também. Cada novidade, cada novo desafio é difícil, sim, mas, estamos juntos. Porém, cada um com seu papel. Aos poucos, vamos aprendendo e ensinando, assim como nossos filhos estão aprendendo e nos ensinando.

Pat Lins.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

CRIANÇAS MAIORES E CRIANÇAS MENORES


Este post foi sugestão especial de uma amiga muuuiiiitttto querida - Catia Martins -, para começarmos bem essa troca em 2011.

Estávamos falando da relação entre crianças maiores e crianças menores. Das diferenças e de como a maioria das crianças maiores não gostam de brincar com as menores. A faixa etária que mais me chama a atenção são entre as crianças de 6, 7, 8 e 9 anos, mais ou menos, com os entre 3 e 4. Como se fosse uma necessidade de afirmar que já saíram dessa fase e, portanto, não têm mais a característica de criancinha... - risos.

Quando meu irmão caçula - hoje, já com quase 30 anos - era pequeno, os meninos maiores, nessa diferença que citei acima, o "ignoravam", ou, tentavam. Diziam que ele era "café-com-leite", só para ver se ele "parava de encher o saco, fingindo que brincavam com ele". Pior, que a gente sabe que é uma situação delicada. Cada fase tem sua característica, só que os menorzinhos precisam admirar os maiores e sentem uma vontade danada de estar com essas crianças maiores, que podem brincar como eles não podem. E como fazer para que haja equilíbrio? Deixar a criança menor ser rechaçada, aprendendo a se defender ou pedimos que os maiores - que também não têm consciência, ou maturidade, por ainda serem crianças, também - deixem a criança menor brincar um pouco? Voltando ao meu irmão, ele cresceu e passou a fazer parte desse mesmo grupo que o chutava para escanteio sempre... Como ele mesmo me disse: "depois que cresci, me vinguei..." - risos. Claro que era brincadeira, mas a "vingança" foi ver que depois dessa fase, as diferenças diminuem consideravelmente. 

Vi isso se repetir entre meus primos, os maiores queriam brincar entre eles. E, hoje, os que eram menores, são maiores que o meu pequeno e, hoje, Peu que é colocado de lado, quando lhes convêm. Sim, porque, por conveniência, eles sabem se "aproximar" de Peuzinho. Mas, Peu não conta conversa e faz seu espetáculo e, mesmo entre "bicos e resmungos", fora as caras feias, alguém o coloca no meio e ele se esbalda, seja num "playstation" - que ele nem sabe jogar direito -, seja num bate-bola, seja numa "pega-pega"... enfim, as mães dos maiores são de suma importância, nesse momento, para nós, mães dos menores - risos. O que é certo ou errado a gente não sabe. Eles - os maiores - se sentem injustiçados, não entendem, ainda, que as diferenças precisam ser respeitadas e para manter a paz, ceder um pouco ajuda. Por isso, a presença de mães mais conscientes ajuda. Nessas horas de impasse, o que mais falamos é lembrar aos maiores, que eles já forma pequenos e acontecia a mesma coisa e eles também agiam do mesmo jeito.

Sinceramente, eu não sofro ao ver isso acontecer, porque, dentro de mim rege a certeza de que daqui a alguns anos, Peu vai fazer isso com outra criança. Por mais que eu diga que a orientação que passo para ele não pé essa, parece fazer parte do "ser" criança - risos. Lógico que agirei dizendo a ele o mesmo que dizemos, hoje, aos maiores e por aí vai. Costumo dizer que quando os "assolans" chegarem - os futuros primos de Peu, que não vejo a hora de entrarem na barriga da mãe... risos - serão eles as vítmas,e, justamente, filhos do meu irmão caçula - ops! não, ele não está grávido, nem sua digníssima noiva, que tanto adoro! Mas, gosto tanta dessa cunha, que desejo muito a gravidez dela... Detalhe, bem provável que sejam gêmeos... Mas, gosto dela mesmo. Um amor de pessoa. Ticaaaaaa, amiga, amiga... risos. E aí?! Como será que ele agirá? Lembrará que passou por isso ou cobrará de Peu? Cenas dos próximos capítulos - kkkkkkkkkkk. Pelo que vejo das repetições, todos nós cairemos em cima de Peu, lembrando a ele que os "assolans" precisam da atenção do primo maior e que quando ele passou por isso, teve defesa, também. E a história continua. Mas, me refiro a diferenças de idade nessas fases, não as rixas e divergências comuns entre crianças dentro da mesma faixa. Para mim, depois dos três anos, as diferenças são muito poucas.

Bom, a vantagem é que Peu não fica muito preso a esses detalhes. Ele dá logo o jeito dele.

O mais legal é que depois eles crescem e tudo vira diversão. Passa tão rápido. Se nós, os adultos, não soubermos lidar com isso de maneira mais leve, sem entrar em atritos, sem acirrar guerras, podemos criar uma situação muito desagradável. Precisamos estar atentos a esses pequenos detalhes para ajudarmos nossos pequenos de hoje, se tornarem os adultos de amanhã, da melhor maneira possível. Não precisamos passar - já passando - nossos medos e angústias para eles. Nós precisamos nos melhorar e, naturalmente, eles aprendem que melhorar é possível.

Vamos compreender mais e, com isso, ajudar mais nossos pequenos de hoje. Alguém já parou para pensar em quanto repetimos muito do que criticamos dos nossos pais? Não necessariamente da mesma maneira, mas, o contexto. Por exemplo, minha mãe sempre foi muito zelosa e nos super-protegia - não é uma crítica, era como ela sabia agir - e isso nos bloqueou um pouco. Claro que podemos mudar, depois de adulto e donos da nossa vida. Mas, eu, por exemplo, já tive vontade de morar fora, quando mais jovem, e nunca investi nesse sonho, por temer ficar sem a proteção dela. Com Peu, acabo sendo controladora. Ela - minha mãe - era mais suave, eu, sou mais intensa. Mas, de qualquer maneira, o zelo dela era uma tipo de controle sobre nós - eu e meus irmãos - e eu, o repito em Peu. Muitas mães dizem: deixa o menino solto, o que é que pode acontecer? E me vem mil respostas na cabeça, como argumento ou como réplica... Na verdade, eu o deixo ficar solto, desde que dentro do meu ângulo de visão. Nesse caso, penso o seguinte: o juízo da criança é o adulto responsável... Ou seja, um adulto sem juízo, que responsabilidade ele tem e qual passará. para que o pequeno de hoje já comece a entender e internalizar que para tudo há uma consequência? Isso, para muitos é controle, para mim, é zelo... Viu, repito até a justificativa. Estou certa? Errada? Minha mãe, certa ou errada? Deus é quem sabe. De resto, nenhuma mãe deve julgar a outra, muito menos querer impor a sua maneira de educar como a melhor. Isso não existe. A melhor, para mim, é aquela onde passamos nosso amor, sem podar a criança e passar limite sem limitaçõe. Alguém? Alguém? Alguém tem esse equilíbrio perfeito aí? Não. Mas, com certeza, educamos nossos filhos com o amor que temos e da maneira que conseguimos. Fora que entra aí, também, um lance deveras importante: valores, ética, relações familiares, exemplos, educação social, educação acadêmica, meio social, crenças, etc. Ou seja, muita coisa. Somos infinitamente complexos, portanto, quase impossível estabelecer certos e errados. Mas, sempre existe um "bocão", descompensado e sem "sitocômetro" que insiste em estabelecer seus próprios paradigmas como um norte... E, na maioria dos casos, trata-se de alguém que a maioria das pessoas "condena"... Bom mesmo é "se tocar" e se for para ajudar, fale algo que ajude, mas, se for para se colocar como "a boa" ou "o bom", cai fora. Como exemplo, tem uma pessoa próxima a mim que vive dizendo: "deixa o menino solto, Patricia. Os meus cresceram, aí, oh, e eu, nunca deixei de curtir. Tem que deixar a criança livre..." O detalhe: quem disse que os filhos dela lá são referência para algo? Pois é, melhor não sair atirando pedra no telhado dos outros, porque todos nós temos nossas telhas de vidro. Duro é segurar a língua. Porque, se eu ceder a tentação de "jogar na cara" da pessoa as verdades que vejo do meu ângulo... vai doer. Mas, isso é bom? É nesse sentido que me esforço para ser alguém melhor? O meu "não saber ouvir" também já não denota em mim uma fraqueza que precisa ser trabalhada: mania de me preocupar com o que os outros acham?! Um "que se dane" é infantilidade, então, um "deixa para lá" casa melhor. Portanto, nós, mães mais conscientes do nosso papel e de nossas imperfeição humana, "DEIXEMOS PARA LÁ E SIGAMOS EM FRENTE", porque, literalmente, atrás - ou, ao lado - vem gente: nossos pimpolhos e pimpolhas. Na prática, só o que fica é aquilo feito de coração aberto. o resto que vá para onde tem que ir... Não, não fica bonito dizer aqui neste espaço tão legal - risosssss. Bom, as crianças crescem, né?! Ao menos, é o que se espera... Outras congelam a idade mental e só crescem a idade cronológica...

Então, deixemos que a compreensão seja algo mais forte do que a dor do sofrimento e da auto-punição. Nos libertemos em cada conflito desse. E, com relação às crianças, elas é que sabem nos conduzir. Observemos para agir. Porque, o instinto de sobrevivência permite que a criança cresça, mas, como nós queremos e o que oferecemos para que elas não seja mais um adulto "criança sobrevivente" e sim, um adulto com bons valores?

Saudações maternais e, até os próximos capítulos,

Pat Lins.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

FÉRIAS 2011 - REVIGORANTES

AQUELE ABRAÇO E NOSSOS DESEJOS DE PAZ
Pois é, estávamos de férias! Muita coisa aconteceu do meio do ano passado para cá e nada mais justo do que uns ajustes e férias para revigorar.

Peu está cada dia mais engraçado e com cada tirada que só ele mesmo. Eu, cada dia mais mãe apaixonada. Tenho aprendido muito com ele a ser alguém melhor - mesmo que isso signifique ser "pior" para algumas pessoas... rs.

Como uma mãe na prática, estou na fase de colocar em dia cada aprendizado. Dei uma parada geral aqui e em meu outro blog para me (re)ler mais e mais e, melhor, fazer uma (re)leitura aplicada.

Pedro reflete muito como sou, como me expresso e obervá-lo brincar com seus bonecos ou com seus amigos e primo e repetir muito do que falo me fez parar para reavaliar meu comportamento. Nossa relação está cada vez melhor e mais enriquecedora. Estamos construindo algo muito bacana, mesmo que, nas horas em que lhe nego algo, eu me torne a "malvada"... Mas, é em mim que ele confia e recorre quando o caldo engrossa. E, vá falar mal de mim para ele... Briga na certa. 

O amor de Peu e o meu por ele tem nos ajudado a sermos duas pessoas melhores a cada dia, mesmo que eu continue com inúmeros defeitos, como qualquer ser humano, mas, a auto-observação tem me ajudado muito. Como falei, mesmo que para algumas pessoas isso seja incompreensível... Bom, viver o hoje e o cada dia, se esforçando ao máximo para respeitar o outro como ele é, sem precisar deixar que deitem e rolem no espaço que só diz respeito a mim e a quem eu autorizar. 

É isso, em 2011, começamos com o pé direito e caminhando. Como diz Peu, imitando Buzz Lightyear - Toy Story -: "ao infinito e além!".

Em breve, volto a este cantinho tão especial e retomo nossas trocas.

Saudações maternais,

Pat Lins.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

TRAUMAS, TRAUMATIZAÇÕES, TRAUMATIZADOS, "TRAUMATIZADORES"... - COMO (NOS) LIBERTAR DESSAS DORES (?)

Apesar de vivermos na "era da informação", o cuidado como esta circula, como é elaborada e propagada é bastante preocupante. Ainda mais para nós, mães, tanto neste papel, como no papel de ser humano.

Uma "amiga" blogueira, certa vez, postou um comentário, aqui no blog, expondo esse temor, onde, por ser psicóloga, acabou criando uma "barreira" de como educar o filho. E, me peguei pensando, por ter conhecimento, muitas vezes esquecemos de que, na prática, a aplicação das informações não seguem o mesmo ritmo que desejamos...

E, como estava/estou com muito pouco tempo para me permitir mergulhar aqui, neste espaço que amo escrever meus pensamentos, para me encontrar e me organizar, acabei deixando passar o tal tempo e, hoje, me "obriguei" - no bom sentido... talvez caiba melhor, me comprometi comigo mesma - a escrever um breve esboço do que me veio em mente:

TRAUMAS, TRAUMATIZAÇÕES, TRAUMATIZADOS, "TRAUMATIZADORES"... - COMO (NOS) LIBERTAR DESSAS DORES (?)

Não existe apenas uma causa para se desendaear um trauma... E quem é o agente traumatizador? Os pais, como referência primária, carregam e são cobrados, como reais e possíveis agentes traumatizadores. A questão é que não só os pais atuais, mas, de toda a história. E o "Pai do Céu"? Será que fica feliz em ver o quanto fazemos utilizando do Seu nome????

Fui percebendo que vivemos reféns do "medo" de traumatizar, haja vista tanta informação sobre "como educar seus filhos" de inúmeros e renomados estudiosos do assunto. A ciência, como acredito, tem seu papel fundamenal, de traçar um paralelo, ou, um levantar de informações ou dados, que se repetem e, para isso, busca-se uma explicação para a origem - quando não se deseja provar a própria origem - como única maneira de se encontrar uma solução. Detalhe: como somos bilhares - ou bilhões - de pessoas nessa esfera achatada nos pólos, chamada de Terra - onde se caberia, por coerência à "realidade científica" de que existe mais água, ser chamda de Água... risos -, o que quer dizer, que não tem como algo, ou, alguma manifestação, ser originada de um único ponto... Ter como origem uma única causa. Lógico que para se tratar um problema, é preciso saber qual o problema, para, após diagnosticado, ou, prognosticado, se receitar o remédio mais adequado - mesmo assim, precisamos entender que a ciência (também) é limitada... ela é feita por nós: humanos e os remédios não são elaborados para se resolver um problema... As misturas químicas agem sobre determinado sintoma, ou seja, ele trabalha na consequencia, não na causa... O que resolve parte do problema, bem como a maneira como resolvemos os diversos problemas, em nossas vidas.

Mas, de volta a terra - ou, terra virtual... risos - sobre o tema, refleti que a descoberta de que carregamos "traumas" de infância - ou, qualquer trauma - de maneira inconsciente e que eles se manifestam na nossa consciência através de nossa maneira de agir ou reagir, me levou a ver que não temos para onde correr, a não ser nos cuidar e nos perguntar: POR QUE COSTUMO AGIR DE DETERMINADA MANEIRA? COMO FAÇO PARA COMPREENDER MELHOR A SITUAÇÃO? COMO FAÇO PARA JULGAR MENOS? COMO FAÇO PARA NÃO ME MACHUCAR COM O OUTRO?... Enfim, temos várias perguntas para nos fazermos e, nem sempre, aparecerá uma única resposta, nem virá como palavras escritas... SIMBOLOGIA. Teremos respostas em forma de signos e precisamos saber como decodificar. Essa é a questão que levanto: PODEMOS LEVANTAR AS PERGUNTAS, BUSCAR AS RESPOSTAS, ESPERÁ-LAS E, ENQUANTO O PROCESSO SE DESENCADEIA, PODEMOS IR AGINDO, COM PEQUENAS MUDANÇAS. Muitas vezes, coisas pequenas, palavras escutadas de maneira inesperada... toquem em algum conteúdo magoado e ainda em forma de ferida aberta, e a gente caia, sem saber a razão. Aliás. RAZÃO é algo muito mal empregado pela gente. A razão não é sinônimo de frieza, muito menos de ausência de emoção. Ela é uma capacidade de se refletir a maneira como a emoção funciona e tentar equilibrá-la, ou, administrá-la.

Cheguei no ponto que queria, nos dizer que sempre seremos agentes traumatizadores, que somos seres traumatizados... e, isso tudo, porque somos humanos e nunca saberemos, ao certo, o que está lá dentro, bem guradado e lá no fundinho de nossa cabeça, seja no âmbito da razão, seja no âmbito da emoção. Nós, todos e cada um de nós, não somos apenas os seres individuais, nem apenas o indivíduo em meio ao coletivo - o que nos torna um ser social, além do individual e que coexistem. Nós somos resulado do que trazemos, do que desenvolvemos, do que aprendemos, do que esperam que sejamos, do que queremos ser... Administrar isso requer habilidade que ciência alguma dá conta! Somos demanda de nós mesmos para a vida toda. E, é por isso, que venho aqui, através deste espaço - kkkkkkk, me lembrei dos abaixo-assinados que fazia na época de escola... - clamar que nos ajudemos neste aspecto: NOS CULPAR, NÃO! Chega de carregar na culpa, chega de culpar os outros! Chega! Somos capazes de fazer algo melhor. Somos capazes de usar a tão repetida RAZÃO da meneira racionalmente correta: a nosso favor, enquanto ser individual, ser coletivo e mãe! A culpa é uma consequência emocional de cobranças externas. A gente cresce em meio à cultura do medo. E, em pelna "era da informação" e, em pleno século XXI, a gente ainda trilha e reproduz a cartilha do medo e do julgamento, "em nome de Deus"! Deus quer que sejamos felizes, minha gente! Foi para isso que nos criou! E ser feliz é viver e se entregar ao movimento de ser feliz! De ser e fazer coisas boas e melhores para o bem comum, não se subjugando ou sendo subjugado pelo crivo da severidade desmedida que nos entranharam. Somos reflexo do medo e do temor a uma criação humana. Mas, não vou entrar muito por essa seara. O que quero, de fato, lembrar, aqui, é que, dentro ou fora do papel de mãe, o que caracteriza um trauma é algo não conhecido, ou seja, um mistério e que sempre vai acontecer. O que quero dizer é que a CURA é não se culpar, nem culpa o outro. A CURA é se abrir e se auto-ajudar, com pensamentos melhores, com o esforço de acender a esperança e a ação diária de se fazer uma coisinha boa aqui, outra ali... com o coração aberto e acreditar que podemos mudar o mundo. Não, não agora e imediatamente... Assim como nossos traumas  não surgiram agora e imediatamente, muito menos essa prática mais do que abusiva de julgamento e condenação da vida alheia, surgiram de uma hora para outra... Põe, por baixo, aí, milhares de anos. E olha, não cabe em uma única fase histórica... Está em todas.

Como pessoa, precisamos nos permitir a libertação das dores causadas por traumas, que, na maioria das vezes, nem sabemos que oriundam de trauma... Muitas vezes nem recordamos ou sabemos o que foi esse trauma. Como mãe, precisamos nos libertar do medo de errar com nossos filhos. NÓS VAMOS ERRAR! NÓS ERRAMOS O TEMPO INTEIRO, COM TANTA COISA... Mãe não traz a perfeição. MÃE NÃO É PERFEITA! A gente só pode fazer aquilo que está dentro da gente. Para fazer diferente - de preferência, melhor, é preciso muita busca e muito empenho e se querer melhorar, senão, só poderemos dar esse pouquinho que temos para oferecer, que está na zona do que repetimos vida afora. Eu tive a honra de conhecer uma senhora, dessas muito firmes, porém doces e suaves - o que prova de que firmeza e inflexibilidade e atitudes rudes não são sinônimos - que nasceu em meio ao holocausto e dentro de um campo de concentração. Seus pais a conceberam ali, e, ali, ela nesceu. Seus pais, muito provavelmente, foram executados, mas, ela, fora salva e adotada por um casal de norte-americanos, se não me engano. Segundo informou, era uma criança muito pequena, menos de dois anos, se não me engano. Cresceu num lar mais tranquilo, com pessoas boas e alegres. Teve "de tudo", como nos referimos quando uma criança cresce num ambiente economicamente favorável e que permite que se compre e crie um ambiente confortável. Estudou. Trabalha. Vive bem - em todos os sentidos - porque sabe administrar os percaulços. Ser feliz é ser feliz mesmo com problemas, mas, não quer dizer que tenhamos que ficar sorrindo a toa, ou, fingindo que o empecilho não exista. É encarar e ver como melhor resolver. Pois bem, ela relatou que sentia um medo e uma tristeza que não sabia de onde vinha. Com o tempo, descobriu que era trauma de infância. Tá, nem por isso se deixou abater. Sofreu e sofre as consequências, porque, aquilo que fora vivido/é não se apaga... Mas, ela detecta as recaídas ou os primeiros sintomas - ou sinais - e, não os ignora. Os abraça e se entrega ao movimento de libertação - ou, melhor: auto-libertação. Nós temos isso, do mesmo modo que ocorrem os traumas, temos o kit supera trauma. Isso não impede as manifestações das dores, mas, não podemos nos permitir a perpetuação do sofrimento.
  
Ainda temos muito o que aprender, nessa vida. Agora, que já foi descoberta o estresse pós-traumático, onde a reação/consequência, não se dá no instante, a ciência aceita que algumas ondas de estresse e seus derivados sejam consequência de algo muito anterior. Ou seja, se as gerações anteriores se "gabavam" de educar melhor os filhos, bom se auto-vasculhar aí. Não estou condenando as gerações, mas, lembrando que só podemos dar aquilo que nos permitmos e que acreditamos que só temos aquilo para dar. Impossível dar o que não tem, mesmo sabendo-se que, em algum lugar dentro de nós, tem muito mais a oferecer. Mas, existe um julgamento cruel e uma condenação forte e severa dessas gerações em conflito com a atual, de que "antigamente, não era assim..." Muita coisa não era assim antigamente, muita coisa não precisa ser assim hoje... mas, o que já foi feito, vai reverberar de alguma maneira em algum lugar. Daí a necessidade de assumirmos a responsabilidade pelo caos no mundo. Nós somos seres muito mais coletivos do que individuais, por estarmos em constantes relações sociais, mas, a subjetividade é algo a ser trabalhado individualmente, para se melhorar o coletivo.

Educar um filho é não desistir - nem de você, nem dele. Olha, eu "peno" com Peu, viu?! Ele é turrão, só quer fazer o que acha - e muitas vezes ele tem "razão" - que sabe. Falo, repito, brigo... Mas, sei que um dia ele vai entender que é minha maneira de educá-lo e de protegê-lo. A gente, às vezes, exagera, porque esquecemos que limite é proteção e carregamos no poder. E poder é ego puro. Pior, ego desequilibrado. Muita gente não entende algumas atitudes minhas e, confesso, não "perco meu tempo", tentando explicar... Tem coisas que a gente precisa fazer e não se ocupar com o que se ouve. Depois, entro no processo de compreender que a reação da pessoa foi porque ela age diferente e não sabe respeitar as opções alheias e etc. Enfim, muitas vezes estou exausta e, apesar de manter a minha postura, nessas horas de cansaço, tudo quer emergir e sair pela portinha da baixa de resistência... e acabo carregando nas tintas e na maneira como dou vazão ao que acredito - mas, tem gente que merece que a gente dê uns gritos, né, para ver se, pelo menos assim, mesmo sem consciência, pare um pouquinho... porque, oh gente invasiva, meu Deus... - pois bem, voltando a Peu, duas coisas me chamaram atenção, nesses últimos dias: 1 - estamos nos mudando - aliás, já nos mudamos, apenas em ajuste de casa nova - e isso mexe com tudo, apesar de ter a alegria da novidade motivando, a característica humana de desgaste e cansaço não mudam como chave de voltagem... - pois, nesse processo, precisei pedir água na casa da antiga vizinha - um amor de pessoa - e, ela me deu um copo de vidro. Perguntei, antes de beber, se ele queria, também, e estendi meu copo, ele falou: "não, porque esse não é de plástico".Então, me fiz de esquecida e disse: "Verdade, filho! Olha a cabeça da mamãe. Obrigada, por me lembrar." Ele simplesmente me deu um lindo sorriso e eu entendi: MANIFESTAÇÃO DA EDUCAÇÃO. Por mais que tenha que "brigar" com ele, em casa, explicando que ele ainda é pequeno para beber em copo de vidro, porque o vidro quebra e tal, só na "rua" pude ver o resultado do meu trabalho, que não é só meu, é conjunto. O fato das pessoas ao redor - ao menos algumas - além de terem essa consciência, algumas que acham bobagam não dar copo de vidro a criança, porque não se pode privar... algumas destas, também, respeitam minha conduta e colaboram isso reforça. Mas, aquilo que passamos para eles, as referências primárias, saem da gente - mães/pais - para eles. Tanto coisas boas, quanto coisas, ruins, ou, não tão boas... Isso me levou à segunda percepção: 2 - não existe uma linha rígida, muito menos única, a seguir que determine como o outro, ainda que seja um filho, vai receber o que passamos em nossas ações. Quem recebe é que "determina" se aquilo é condizente ou não.

Mesma coisa as "brincadeiras" que fazemos. Quem acha graça é quem recebe, porque, se você faz, é porque para você é engraçado. Talvez você não se incomode que brinquem com você do mesmo jeito, ou, acha que é tão melhor que pode fazer tudo... Está na hora de perceber e aceitar que o outro tem seu EU e que cada um tem seu jeito. Assim como EU, EU/VOCÊ, VOCÊ/EU, NÓS, ELES/ELAS... Tem gente que conta pidas de humor questionável e chata é a pessoa que não sabe brincar e/ou aceitar aquela brincadeira... Isso cabe aos nossos filhos, também. Minha irmã tem mania de brincar com Peu apertando, "futucando", como ele fala e ele gosta. Mas, quando ele está sonolento, que está desacelerando, ela, adulta, faz a mesma brincadeira e ele não gosta, se irrita. Não adianta avisar que ele está com sono, o que fica é que ele é "chato" e não sabe brincar...  Nos falta bom senso. Nos falta entender que tem hora para tudo, inclusive hora de parar e não se meter! Mania de nos acharmos sempre com "a" "razão". Isso, também traumatiza, mas, há garantias de que traumatize? Como Peu recebe as brincadeiras que fazemos com ele? Como ele recebe as "orientações"? Como ele recebe os "sente ali para refletir o que você fez" - logo após a explicação de que o que ele fez está "errado"? O que é ERRADO - se para ele era certo? Deixa a criança "bater cabeça" para aprender ou interfir? Até onde um limite é um l.imite e não uma limitação? Temos equilíbrio emocional e capacidade - ou maturidade - para dar uma educação pautada na harmonia dessa gama de informações, em meio a rotina diária... ? Muita gente se acha "madura" porque sabe se comportar nos lugares; não falam besteiras; mantêm a aparência de sobriedade... Muita gente confunde maturidade com aparência... Serenidade, bom senso... vai além do básico: educação formal e cordialidade, é questão coerência de desenvolvimento intelectual - tudo que aprendemos - e prática desse desenvolvimento. Quantos de nós faz isso de verdade? Se você nem exitou e gritou: "Eu", um bom começo para se trabalhar. Eu nunca saberei como meu filho recebe o que passo, porque o que vai não é só o que falo, mas, como falo, com a frequência que falo, como faço diante da mesma situação, quem sou, como sou... Engana-se quem acha que o resultado do progresso do outro cabe a nós. Isso não quer dizer para deixarmos "ao léu". Pelo amor de Deus, apenas quero dizer que importa mais a honestidade - se me permite frisar: auto - honestidade primeiro... - e o esforço diário com crescimento gradativo de se dedicar ao movimento de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, a partir de cada ser individual e subjetivo, em prol do coletivo!

A nós, cabe fazer a cada dia, o melhor que pudermos fazer, não aquilo que dói menos. Só assim, com amor e consciência do que é amor, podemos nos libertar e libertar as dores dos traumas, das decepções, das cobranças e dos julgamentos! Amar e educar é muito mais que dizer: "os psicólogos dizem que tem que fazer assim..." É entender que a psicologia, como qualquer outra área do conhecimento, estuda, levanta dados, traça paralelos, reflete, identifica reações comuns... mas, como toda área do conhecimento, também redescobre a pólvora, se adapta a novas realidades, as estuda... Está sempre em evolução, mas, uma nova vertente não anula, por completo uma outra. Tudo se encaixa. Tudo está conectado. Tudo está interligado. Crescer está acima de qualquer teoria. Crescer é movimento pessoal e esforço diário. É trabalho para a vida inteira. O começo de uma novidade não é o fim de algo que já existe. Isso é que é "massa" a gente poder desenvolver nossa maneira de ser, agir e pensar dentro da diversidade, respeitando e sendo respeitado! Um dia, humanidade, chegaremos lá!

Poxa, tanto tempo sem escrever, que hoje, "perdi a mão" e nem falei tudo que queria, nem como queria... Mas, depois volto para desabafar mais e trocar idéias reais aqui no mundo virtual.

Nem todo caminho nos leva a Roma, mas, leva para outro lugar... Quem vai saber qual e melhor maneira de educar um filho? Mal sabemos nos educar... Não podemos empurrar nossos filhos para o sucesso... Precisaríamos saber o que é "sucesso" para ele... Podemos dar base de confiança e firmeza de caráter. Não podemos trilhar o caminho do outro.

Saudações maternais,

Pat Lins.

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