Mostrando postagens com marcador AMOR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AMOR. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de maio de 2014

FELIZ DIA DAS MÃES


Mami, mamães do meu coração, amigas, irmã, tias, primas, irmãs de coração, cunhadas, sogrinha... para nós, amanhã, hoje e sempre, dias de renovação!

Muito amor! Muita alegria! Muita paz! Muita luz! Muita sabedoria!

Que saibamos mais, a cada novo dia, orientar nossos pequenos - ainda que grandes... né?! - sem sufocá-los com nosso amor, nem com nossas inseguranças e medos! 

Que saibamos confiar em nossos ensinamentos e deixá-los seguir suas vidas - respeitando as demandas de cada idade, claro!

Que entendamos que amar é mais do que prender ou protegê-los numa cúpula... É libertá-los, dando-lhes a mão sempre! 

Somos seus portos seguros. Somos suas vidas, para sempre! Mas, que saibamos deixar que o tempo e a vida deles sejam vividos por eles. Torçamos! Encorajemos! Sigamos juntos! Mas, nunca, seguir a vida deles, por eles.

Sejamos exemplo com nossos exemplos! Sejamos vida, através de como vivemos a nossa vida! Sejamos luz, assim que nos iluminemos! Sejamos mais, quando formos mais. 

Sejamos mães! Sejamos imperfeitas! Sejamos amor, puro, livre e libertador!

FELIZ DIA DAS MÃES

Pat Lins.

domingo, 20 de abril de 2014

PÁSCOA E PERDÃO POR E PARA CRIANÇAS E PAIS


Peu me pediu, como todos os anos, para contar a história da Páscoa e do renascimento de Jesus se "ele apareceu e está entre nós agora, morando onde".

Como todo ano, conto desde o nascimento, passo pela tentação do deserto e chego à crucificação e ressurreição. Mas, o mais interessante é que a história é de fé, amor e PERDÃO, só que ninguém leva isso adiante. Durante tantos anos a queima de judas , bem como "judas" enquanto sinônimo de "traição", de maneira pejorativa, foram mais fortes do que a lição do próprio Jesus.

Quando falei que Jesus foi tentado no deserto pelo diabo, ele disse:

- Eu chutava aquele demônio e o mandava para o inferno!

- Pois é, Peu, é assim que o mal se fortalece: na raiva, no ódio. Chutar ele o daria mais força e poder...

Ele fez a pausa prolongada dele - de quando está assimilando a informação - e pediu que eu continuasse. Cheguei na parte onde o diabo mostra a Jesus que ele seria traído pelo próprio povo que ele dá amor e todos os condenariam, virariam as costas para ele, porque a humanidade é má e cruel, mesmo sem sua má influência. Contei tudo e disse que escutei essa história por minha avó, quando criança e lembrava até hoje. Ele me disse que estava gostando muito, mas que eu adiantasse até a ressurreição, porque senão ele iria dormir... Assim, ele me disse:

- Ah, eu odeio o demônio. Eu ia jogar ele na lava quente; ia dar tanto murro nele...

Lembrei de novo que era isso mesmo que o fortalecia. Só que, enquanto eu falava com e para ele, parei eu para refletir, também. E nos envolvemos pela história e nos deixamos tocar para transformar o mal dentro de nós.

Quando falei que Judas, um grande e querido seguidor e amigo de Cristo, o vendeu por moedas de ouro, Peu tomou um choque:

- Por dinheiro? Odeio Judas! 

Deixei passar, para culminar com a crucificação e retomei:

- Pois é... Judas estava lá, vendo o povo todo contra Jesus, ficou com medo, porque queria ser igual a todo mundo e se estavam todos contra Cristo, estariam contra ele se ele defendesse. Fraco, como todo ser humano, foi lá e levou os soldados...

- O que, até a polícia machucou Jesus?

- Não, Peu, eram os soldados do rei mau, que queria poder e tinha medo de perder um poder que Jesus nem fazia questão... Mas, a mania de querer ter mais e mais fez com que esse rei ficasse assim, com medo do bem e do amor, por isso ele inventou que Jesus era bandido, um bandido que pregava coisas boas. Pois, quando os soldados prenderam Cristo, ele deu um beijo em Judas e disse: "eu te perdoo". Peu, nem eu entedia muito isso de Jesus... eu também já senti muita raiva... Perdoar é cura, filho. 

- Mas, se Judas não tivesse vendido Cristo, ele não teria morrido!

- Sim, não teria. Mas, Ele sabia que isso tudo ia acontecer.

- Ele adivinhou?

- Não. Ele era O filho de Deus enviado para a terra.

- E como eu faço para ver Deus?

- E tudo, Peu. Deus é o criador.

- Até no fundo do mar?

- Sim. Você vai encontrar Peu em tudo o que for natural, da natureza; em tudo o que for bom. Só não vai encontrar Deus no mal.

- Até no tubarão e na lula colossal?

- Sim. Os animais não são maus. Eles só não sabem o que é pensar e se defendem, pensando que tudo é ataque. Percebe a diferença? Pois bem, Pilatos, aquele sonso de uma figa, chegou para o povo e disse: "você é que vão escolher: liberto o tal do Cristo ou Barrabás?", lembrando, filho, que Barrabas era um bandido muito mau e as pessoas escolheram libertar aquele homem que roubava, matava e destruia a cidade.

- Por quê? Não entendo!

- Porque ninguém quer se comprometer em ser quem é. Todo mundo quer seguir quem manda... todos temiam Pilatos. O medo, filho, é a maneira que o mal controla as pessoas. É assim que ele vira um monstro grande, que nem existe, mas a gente fica com tanto medo, que nem acredita que é só abrir os olhos e verá que não tem nada à sua frente. Por isso, as pessoas achando que estavam fazendo o certo, gritaram para soltarem Barrabás e matarem Jesus. Enfiaram a coroa de espinhos na cabeça dele e o fizeram andar - o que a gente chama de via crucis é por isso, porque foi o caminho que Cristo percorreu carregando a cruz até levantarem ele nela. Pegaram espinhos enormes e furaram suas mãos, seus pés e o deixaram lá, sangrando até morrer; ouvindo s gritos das pessoas, judiando dele; sendo vaiado, cuspido... Sentindo aquela dor insuportável. Morrendo como o pior dos bandidos.

- Mãe, este ano eu não vou chorar, mas dá vontade... E ninguém teve pena dele? Ninguém tentou tirar ele de lá? cadê a mãe dele? Porque ela não o salvou?

- Filho, a mãe dele viu tudo e não podia fazer nada. Ela apenas sofria, porque mãe sofre com o sofrimento do filho, sentindo as mesmas dores... Mas, ela orou muito. Pediu a Deus que terminasse com aquele sofrimento. Jesus orou ao Pai e pediu clemência por aquelas pessoas, que as perdoasse. Que nos perdoasse...

- Não, mãe! A gente não estava lá...

- Mas, a gente, eu digo, as pessoas, gente como a gente. Ele, sofrendo em sua morte injusta, pediu pelo povo que lhe virou as costas. Ele perdoou Judas, filho. Ele não culpou ninguém. Lembra que no deserto o diabo mostrou tudo que aconteceria para ele? Ele se sacrificou por nós. Sabe o que é isso? Ele trocou a vida santa dele pela nossa para que a gente aprendesse a ser feliz e viver amor. Ele não fez isso para trazer o mal. Ele fez isso para nos livrar do mal. Até que algumas pessoas se arrependeram... mas era tarde demais! Ele se foi. Ficou o corpo, que  mãe limpou, beijou e abraçou, porque as mães só querem ver seus filhos limpos, livres de todo o mal.

- E enterraram ele em que cemitério?

- Nunca cova, dentro de uma gruta. Só que o que o diabo não sabia, mas Jesus sabia, era que ele voltaria!

- Ele nasceu bebê de novo?

- Não. Ele nasceu em espírito. Ele virou Luz. Que é o que nós somos, quando nos libertamos do mal. E no domingo de páscoa...

- HOJEEEEE!

- Sim. No domingo de páscoa, ele ressuscitou. Foi ver as pessoas que choravam por ele, os amigos, a mãe... Aí, ele chegou primeiro para Tomé. Tomé era cego e Jesus disse: "Tomé, não precisa mais chorar. Eu estou aqui!"; e Tomé disse: "Hahaha só acredito vendo!".

- Oxe! E como ele pode ver se ele é cego? ... Ah, já sei! Com o coração, mãe. A gente só pode ver Jesus com o coração!

- Isso, Peu! Mas, ele segurou as mãos de Tomé, porque no toque a gente sente e é sentindo que chega ao coração. E ele gritou: "Jesus voltou! Jesus voltou! Jesus voltou!". E todos sentiram a presença Dele. Aqueles que o "viram" continuaram a fazer o bem que já faziam. Mas, aqueles que fecham os seus corações ao bem, esses queimam Judas até hoje e machucam as pessoas... Muitas pessoas não aceitam o amor!

E assim, ele me pediu para ver o mesmo vídeo e me disse: "desta vez eu não vou chorar!" e eu disse que ele poderia e deveria chorar, se o coração dele assim pedisse,porque o choro limpa as emoções que a gente não sabe explicar. Ele assistiu o vídeo todo, respirava fundo e me dizia:

- Não... desta vez eu não quero chorar, porque quer sentir Jesus como Ele foi: forte!

Coisa mais linda! Como poderia eu explicar a meu filho sobre perdão, se eu mesma  não me abrisse para isso?

Não sou perfeita... nem aceito que vejam em mim uma perfeição que não existe. Mas, reconheço meu esforço diário Digo e faço todos os dias: "o erro já foi. Agora, aqui e agora, o que posso fazer para transformar e não repetir os mesmo erro?". Claro que culpei muita gente, culpo até hoje... Mas, a cada "hoje", me repito que a pessoa como é. A cada "hoje", a raiva e a condenação diminuem. Mas, gente, perdoar não quer dizer fingir que não existiu e muito menos amnésia; fora que não vai fazer a pessoa mudar... Mas, faz com que eu não adoeça desse mal. É uma questão de inteligência e reconhecimento das minhas limitações humanas entender que o que eu não preciso é me submeter aos ataques. Escolho! Escolho seguir o meu caminho, que, nesses casos, não é o mesmos dessas pessoas, sendo assim, esses caminhos não se cruzam. Simples. Sem melindre. Sem mágoa. Sem raiva. Apenas com consciência e compreensão dos fatos.

Hoje, domingo de Páscoa, até para os que não acreditam em Cristo - não estou aqui para convencer ninguém... tem tanto "cristão" praticando o mal e tantos que não acreditam que fazem o bem... - sabem que a Páscoa já existia antes do nascimento de Jesus, como época de renovação e prosperidade - daí os símbolos do coelho e do ovo. Ganhou esse destaque por ter sido no período da morte e ressurreição Dele, como mensagem, simbologia de que o perdão é parte do amor; só amando somos capazes de perdoar! Só nos amando, saberemos amar o outro, SEM ESPERAR O MESMO AMOR EM TROCA! Nós, mães, podemos dar todo amor ao nosso filho, mas não temos o direito de exigir esse amor em troca... o amor não faz barganha. Sendo livre ele vai e volta, flui. Por isso que o amor liberta e é libertador! Liberta-nos até da dor!

 Eis a música que meu filhote pede para compartilhar. Mesmo não sendo de religião alguma, temos fé em Deus, como Ser, criador de tudo, de todo o Universo, de toda vida! Seguimos a prática do bem, através do reconhecimento de que não somos perfeitos e sempre vamos tendenciar a achar que bem é como queremos... ou seja, ainda temos muito para aprender. Por isso que temos o presente que é o HOJE, o AQUI, o AGORA! Só no presente podemos RECOMEÇAR! RENOVAR! TRANSFORMAR - ou começar a transformação!

Uma páscoa de renovação, de coisas boas, de boas mudanças em nossas vidas! Que plantemos a boa semente, assim como Jesus. Os caminhos estão abertos para o amor! Deixa essa semente germinar e brotar com força e beleza!

Assim seja!

Pat Lins.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

"FROZEN - UMA AVENTURA CONGELANTE" - UM FILME DE AQUECER O CORAÇÃO!


Ai, adoro postar aqui sobre os filmes maravilhosos que assisto com Peu. Mas, FROZEN foi um dos mais sensíveis e lindos! De aquecer o coração, mesmo! Eu, Peu e minha pequena trupe - sobrinha e primo - ficamos todos encantados e com gosto de bis. Gostamos muito do "Bons de bico", mas era comédia meio chavão. 

Pois bem, só de abordar o "amor" como algo maior, além do amor entre homem e mulher e que uma prova de amor incondicional vai além, muito além, do "beijo do amor verdadeiro", já me ganhou!

A história começa com o acordar de duas menininhas lindas e encantadoras, as princesas Elsa e Ana que se dão muito bem. Ana (caçula) acorda a irmã, pedindo que a mais velha use seus poderes especiais de dominar o gelo, para brincarem com neve. O quarto se torna um verdadeiro parque congelado. Durante a diversão pura e inocente, a pequena Ana cai e, com medo da irmã se machucar, Elsa acaba atingindo a cabeça da pequena Ana com uma ponta de gelo. Esta desmaia, quase desfalecendo. Aos prantos e berros, ela chama os pais - os reis de Arendell. Desesperados, eles levam as duas para o centro da floresta, em busca da ajuda dos trolls - seres mágicos da natureza. Apesar da forma dura e grosseira, eles são extremamente gentis e amorosos. O ancião do grupo se aproxima e pergunta o que houve. Quando os pais explicam, ele diz:

- Tem jeito, sim! Como foi na cabeça, da para a gente 'enganar'. Difícil é quando é no coração. É difícil, muito difícil enganar o coração. Esse poder dela é dom ou foi amaldiçoada?

- É dom. Ela ensceu assim. - diz o rei/pai.

- Sendo assim, fica mais fácil. Ela tem um dom muito bonito, mas perigoso. Ela precisa aprender a controlar. Vai crescer. E ela terá que enfrentar muitos desafios. Seu maior inimigo será o medo. Se não dominá-lo, ele vencerá.

Temerosos e querendo ajudar as duas filhas, os reis decidem fechar as portas do castelo. Diminuem a quantidade de empregados. A pequena Elsa se tranca no quarto, para proteger a irmã que tanto ama do seu poder. A pequena Ana, para sobreviver, teve sua memória apagada. Apenas o fato de serem irmãs,  filhas dos reis, de se amarem e a parte da diversão ficaram em sua memória. O resto, inclusive o acidente, precisou ser apagado, para enganar a cabeça e aquecê-la novamente, ressuscitando a pequena. Sendo assim, todas as manhãs, Ana bate a porta de Elsa. Esta, nunca abre e nem responde. Ana cresce presa no castelo. Elsa, presa em seu quarto. O tempo passa. As meninas crescem. Os pais precisam fazer uma viagem real. O navio afunda. Eles morrem. Elsa não vai nem ao enterro. Ana cresce imaginando que a irmã seja uma pessoa "nojenta" e fresca, principalmente, por conta das luvas que se obriga a usar. 

Elsa, como a mais velha, será coroada rainha. Durante a cerimônia, abrem as portas do castelo. Pela primeira vez, em muitos anos, elas estarão entre outras pessoas. Ana fica curiosa e animada. Elsa, temerosa e muito preocupada.

A cerimônia acontece muito bem. Elsa precisa retirar as luvas enquanto o bispo faz o juramento e começa a congelar os objetos em suas mãos. Entregando-os e recolocando as luvas sem que ninguém percebesse o seu dom. Ela fica feliz em rever a irmã, mas se afasta, para protegê-la, como se prometeu.

De repente, Ana sai, inocentemente, e conhece o príncipe Hans, um jovem muito bonito e aparentemente simpático. Diante de tantas "semelhanças", decidem se casar. Vão pedir o consentimento da rainha Elsa e ela se recusa, orientando a irmã de que ninguém se casa com alguém que conheceu no mesmo dia. Revoltada, Ana começa a agredir a irmã e questionar porque ela a odeia tanto... Puxa a luva de Elsa e, assustada, ela pede que se afastem dela. Perdendo o controle, ela explode e lanças de gelo saem do chão, criando um paredão ao redor de Elsa. Ao perceber o que fez e do seu poder, se sente um monstro e começa a congelar todo o reino, sem querer. Transformando o verão num inverno rigoroso.

Assustadíssima, corre para a montanha do Norte, a mais alta da região, a fim de se isolar. Sente-se livre, pela primeira vez na vida, onde pode ser quem é, sem máscaras, sem luvas, sem se esconder. Redescobre-se. Quando somos livres, somos quem somos, sem amarras, sem peso... Mas, ela ainda não estava livre... Ignorando o inverno em Arendell, pensa que está ajudando a irmã. Enquanto isso, Ana decide ir atrás dela, para que ela desfaça o inverno fora de época que congelou o povoado. Deixa o príncipe Hans como seu representante. 

Assim, começa a aventura. Ana conhece Kristoff, um jovem bom, solitário e trabalhador - o mesmo que viu os trolls ajudarem a pequena Ana voltar a viver, porém, não se recorda. O encontro das duas é emocionante, mas o medo, maior inimigo de Elsa, a domina e, assim, aos seus poderes. Ana, Kristoff, Sven - a rena - e Olaf - o boneco de neve feito pela pequena Elsa e desconhecido, até então - são expulsos do reino de gelo erguido pela rainha Elsa.

Durante a conversa, Elsa não percebe, mas arremessa uma lança de gelo em Ana, atingindo o seu coração. Nenhuma das duas percebe. Elsa exige que Ana vá embora e viva a vida dela em Arendell. Quando ela volta com a turma de novos amigos, se sente mais fria, congelando por dentro. Kristoff fica assustado e vê que a mexa de cabelo dela ficou ainda mais branca. Desesperado, a leva para visitar os trolls, por quem fora criado desde pequeno. Os trolls avisam que sendo no coração, só há uma cura: a demonstração do amor verdadeiro - "Só um gesto de amor verdadeiro é capaz de quebrar a maldição de (se ter) um coração congelado!". Seguindo o que os contos de fadas ensinaram, Kristoff a carrega de volta ao reino, para que Hans a beije. Lá dentro, Hans se revela um interesseiro e não beija a jovem princesa. Deixando-a à beira da morte. Hans, sem que ninguém saiba, prende Elsa no calabouço, para matá-la e tomar o reino. Olaf, o boneco de neve sonhador, consegue encontrar Ana e acende a lareira, para aquecê-la, colocando a própria vida em risco. Ela pede que ele se afaste, para não derreter e ele diz que por amor a ela, ele se derreteria. Ela, então, diz que não sabe o que é o amor. E ele explica: "é o que o Kritsoff sente por você, deixando-a para que vive-se com outro, o que você acreditava ser o seu grande amor....". Ela, então, percebe o sentimento pelo jovem corajoso e decidem ir atrás dele, para que ele a beije e possam viver felizes para sempre. Mas, nesse momento, Elsa está desesperada, acreditando ter matado a irmã e consegue aumentar seus poderes, a ponto de fugir em meio a uma forte nuvem de neve e gelo. 

Dentro daquela tempestade, Ana e Olaf seguem ao encontro de Kristoff, que foi convencido pela rena Sven de retornar e lutar pelo seu amor. Por sorte, Olaf consegue ver e leva Ana nessa direção. Ao se encontrarem, ela sua seu último suspiro para chamá-lo, mas, ao olhar para o lado, vê a irmã deitada aos prantos e se depara com Hans e uma enorme espada para atingi-la. Em vez de salvar a própria vida, ela se coloca entre a espada do vilão e a irmã. Consegue impedir a tragédia, mas congela por completo. Elsa entra em desespero, ao ver que sua irmã abriu mão da própria vida por amor e a abraça, culpando-se pela sua morte pela segunda vez. Inesperadamente, Ana volta a si. Elas se abraçam e Olaf fala: "um ato de amor extremo". Essa é uma das cenas mais emocionantes do filme, desde o momento onde Ana fita Elsa sendo atacada pelas costas, se coloca para salvar a vida da irmã e o descongelar, culminando no abraço que ambas esperavam a vida inteira. 

Ana explica que o amor aquece o coração. E Elsa então entende: "amor! Então, é isso!" e deixa-se aquecer por dentro, sem perder seu poder gelado e tudo volta ao normal. O sol brilha com força e todo o gelo cede espaço ao céu azul e a grama verde. Exceto uma nuvem particular para o pequeno Olaf, 

Envolvidos pelo amor puro, todo o reino comemora e as portas dos castelo voltam a ficar abertas.

Só assistindo para se deixar levar por essa aventura congelante de aquecer os corações. 

E vamos assistir de novo! Esse tipo de mensagem aliada a uma belíssima apresentação estética, faz a magia do cinema ser o encanto que é. Beleza, conteúdo, efeitos quase reais... tudo muito bem feito, bem cuidado, bem bolado, bem elaborado, bem produzido. A-DO-RA-MOS!

Achei lindo mostrar o amor fraterno e como a força do amor de uma família, ainda que erre nas escolhas tentando acertar, mas a base sendo o AMOR PURO e desinteressado, ele prevalece! Essa foi a mensagem mais linda que captei do filme!

Saímos de lá com gostinho de quero mais!

Saudações maternais,

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

DESABAFO DE UMA MÃE NA PRÁTICA


Pois é, 2013... muitos anos até aqui. Muitos desafios. Muita dor. Muitas perdas. Muitas alegrias. Muito aprendizado... Muito de tudo... que vai ficar por aqui. Não por uma questão temporal, por uma questão moral: chega de tudo igual! Já começamos a mudar.

Sabe, algumas vezes nos deparamos - não é bem essa a palavra... não é algo consciente ou que se escolha... é algo que vem, por algum motivo, só que a gente nem sabe, nem sabe como fazer e o que fazer... - com desafios tão grandes que esbarramos no desânimo do cansaço diário de uma prática desgastante por conta de tanta prova. "Prove que é capaz! Acredite, você é! E só há uma maneira de descobrir: passando por isso. Escolha como!". Geralmente, é isso que fica "entendido" diante da realidade.

Às vezes, me questiono se é falta de amor ou apenas desgaste... Não permitem às mães o cansaço. Se cansa, nos impõem que é falta de amor. Daí, vem o dilema: será? Discordo! Eu me canso e amo! E amo muito! Meu amor é humano, eu cobro, cobro que se ame, se cuide, se zele.

Às vezes, entender e aceitar que existe um limite de ação, que desafios que envolvem as "escolhas" do "outro", requerem do outro a própria força para transformar, ou, saber lidar. Quando essa dificuldade do outro vira um problema no coletivo, me pergunto: o que fazer? Mania de ser correta em tudo. Isso me cria um quê de inflexibilidade, me parece. 

Não é fácil fazer escolhas, muito menos, concretizá-las.

Não é fácil manter acesa a chama de uma esperança comprometida pela razão, pelas cobranças externas, e por obstáculos externos que pressionam os frágeis obstáculos internos. Essas provas de resistência diárias na vida de um ser humano já é puxado, imagina na vida das mães na prática atual de ser mãe?

Sim, não é falta de amor! É cansaço! É cansaço humano. É frustração diante de umas simples e "inocentes" expectativas: como ajudar o meu filho em seu processo de crescimento e desenvolvimento? Como ajudá-lo a ser uma pessoa melhor, mesmo sendo eu uma pessoa em processo de crescimento e desenvolvimento como todo ser humano? Como protegê-lo dele mesmo e das suas ações sem consciência dos atos e suas consequências? Como criar um ambiente limpo para um filho? E quando esse filho vem com uma energia inesgotável - e não se trata de hipérbole... - , como dar conta sem cansar? Como deixar solto? Como dar limite? O que é limite? O que é castração por pressão social?

Em meu caso: como não admirá-lo? Como não amá-lo? Como não sentir raiva? Como não deixar a raiva passar? COMO NÃO CANSAR? Como? O quê?

Meu Deus, muitas vezes me vejo fraquejar: não sei se dou conta. O tempo passa e: dei! Não sozinha. Não estou só. Não sou só. Muita gente ajuda. A educação de um filho é muito maior do que um casal de pai e mãe. Interessante, volto a questionar, como a sociedade cruel cobra tanto, tantos papéis a exercer, tantas regras castradoras, tantas exigências, tantas cobranças sociais e individuais e além de não ajudar, ainda cria um obstáculo muito maior para pressionar o que já é pressão por si só. Conto com apoio e colaboração de tanta gente, que motiva continuar. Em contrapartida, muita gente precisando de ajuda a atrapalhar... (feridas abertas e revolta... porque diante de tanto empenho, tanto esforço de anos e 1 ano e meio de destruição... ai, arrependimento! Vai passar!) retardou o que estava em progresso e, simplesmente, atrapalhou. Tudo tem conserto, eu sei. Mas, e o cansaço? E a indignação que causa um cansaço ainda maior? Passa. Passa. Passa. Até uva passa...

Certos desafios parecem, num primeiro, segundo, terceiro e muitos instantes, punição, castigo e, ao mesmo tempo, uma bênção, uma oportunidade para se melhorar. Profundo? Filosófico? Retórica? Real! Cai/levanta/cai/levanta. Impossível odiar o que mais se ama! Mesmo que se percam as estribeiras de tanta raiva, de tanta pressão, mesmo que caia no desespero de tanto cansaço, de tantas crenças limitantes - afinal, como humana, penso que minhas forças são esgotáveis e, quando a gente acredita, passa a ser - a vontade de continuar surge, emerge!

Estou já nem sei onde... porque já ultrapassei o meu limite do limite do limite, há anos.

Eu canso.

Assumo.

Eu grito!

Eu choro.

Eu brado!

Eu persisto!

Desabafo. Coloco para fora o peso do que não conheço, a dor do que não dou conta, o desespero de ter que entender e aceitar que eu só posso fazer o que consigo fazer, entendendo que sou pequena diante de quem sou, diante de tanta coisa que ainda tenho para viver!

Peço perdão a Deus por reclamar, por me enfurecer, por me cansar, por achar que não tenho mais forças, nem fé. Agradeço! Gratidão, meu Deus porque sei e confio, ainda que cansando, que em algum momento, ainda que não seja permitido o entendimento do porquê, saberei como lidar! Epifanias acontecem de tempo em tempo... chego lá!

É preciso ser livre para libertar!

Me libero da culpa e do culpar.

Cansaço de final de ANOS. Final de ciclo! Renovar!

Mães na prática, somos humanas, gente, de carne e osso, com demandas emocionais, sociais, profissionais, interpessoais, espirituais, culturais, políticas, econômicas, materiais... somos demais! Somos ultra mega super! Somos MÃES, NA PRÁTICA REAL DE QUEM EDUCA E AMA SEUS FILHOS!

Fácil? Difícil? Vou vivendo!

Saudações maternais,

Pat Lins.


sábado, 14 de dezembro de 2013

AMAMENTAÇÃO - RUMO A 2014 E OS MESMOS TABUS?


A foto "polêmica" da top brasileira. (Foto: Reprodução/ Instagram) - CLIQUE AQUI PARA ENTENDER MAIS
 Engraçado que as pessoa vão as ruas reivindicar direitos, mas ninguém fala de cumprimento do dever.

Gritam, manifestam e exigem liberdade de expressão, mas uma mãe não pode amamentar seu filho, um ato super natural, sem maldade ou segundas intenções.

Pois é, a amamentação em público, hoje em dia, é UM GRANDE TABU. Logo um ato tão natural, que espanta esse tipo de reação, de questionar que uma mãe deveria procurar um lugar mais reservado para dar mama ao filho... seria o machismo ainda mais egoísta e tapado do que é, a ponto de só querer o "peito" para eles? Francamente, isso me choca profundamente! Essa maneira de ver esse ato como vulgar...

Eu não entendo o motivo de tanta gente ter pavor ao ato de amamentação... A tendência ao superficial e não natural já subiu e se instalou na cabeça das pessoas. Gente, essas atitudes, esse pavor em ver uma mãe amamentar... é pura estupidez.

Caras de nojo e "eca", como se a mãe estivesse dando alguma porcaria ao filho. Essas pessoas não sabem o que é respeito! Só sabem, nesse caso, o que é "peito". O "res" é resto, é nada!

Imagino quando se depararem com o ato natural dos pinguins de alimentar seus filhotes, dedicando a própria vida para conseguir se alimentar, numa jornada dura de meses indo e vindo, debaixo de um frio congelante, caso estejam sozinhos, onde a força do amor e união provam que o mais importante é entender que "juntos somos mais!".  Essas pessoas vão sair exigindo que a extinção dos pinguins seja imediata... E os partos? Serão proibidos e vão desenvolver uma técnica de materialização de bebês do nada? Ou, apenas robôs serão aceitos?

O que falta é AMOR. Simples assim. Falta capacidade de olhar e não julgar, nem condenar. Garanto que se fosse a cena de um homem espancando uma mulher, ficariam parados, olhando e pensando: "ela merece!". 

Isso me assusta!

Essas pessoas - qua estão em todos os lugares,  níveis acadêmicos, classes sociais, econômica e credos -  são a destruição, o verdadeiro FIM DO MUNDO! São pessoas tão vazias que qualquer atitude de amorosidade é como uma facada no fígado e outra em cada rim! Essas pessoas devem colocar um saco na cabeça para se olharem nos espelho. Não devem ter mau hálito ao acordar e nem soltam gases... Provavelmente, não fazem as necessidades fisiológicas número 1 e número 2... vivem tão cheios e entupidos de resíduos tóxicos e dejetos que se sentem mal por existirem e chama isso de felicidade! Devem chegar ao êxtase quando tomam um laxante para a mente... porque é lá que estão os dejetos que deveriam SAIR do nosso corpo... nesses casos, sobe para a cabeça! Francamente! Eu não penso assim só porque eu sou mãe... isso é porque eu sou filha, sou pessoa e sou mãe, também! Isso é porque eu penso e sinto! Isso é porque eu não sou doente.

Essas pessoas carecem de colo, e, quando descobrirem que colo é deitar num busto sem conotação ou denotação sexual, vão tomar um susto! Mas, se se permitirem sentir as batidas do coração que pulsa logo ali, debaixo do peito, quem sabe se sintam acolhidos e tocados,  e sintam algo de bom e sintam que também têm coração batendo neles/nelas. 

O SENTIR sempre foi ensinado como prazer e pecado... ou seja, é um erro em cima do outro. A solução é muito simples, porém, desafiadora: consciência!  Não se é possível ver as coisas com olhos limpos e bons?

Para agora e que continue em 2014, 2015, 2016... desejo um mundo mais amoroso! Um mundo onde as pessoas aceitem que são imperfeitas e aceitem que sempre podem e têm - podemos e temos - muito a aprender. Que as virtudes deixem de ser palavras em um dicionário e se tornem vivas e ativas, em nossas ações. Que bons valores deixem de ser relacionadas a contas bancárias com muito dinheiro ou preços altos e sejam o que são: valores, normas de conduta baseadas em virtudes!

Amemos! Amamentemos! 

Pat Lins.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

RETROSPECTIVA 2013 QUE VENHA 2014!



Pois é... este ano foi meio puxadinho para a mamãe aqui, daí o blog ter ficado meio que negligenciado... Foi fácil, não. EM NADA! Com relação ao âmbito mãe, tivemos - em família - que fazer grandes mudanças - inclusive, de casa... Limpamos o ambiente geral. Lógico que as consequências e os resultados se estabeleceram, mas, novas tentativas e novos sucessos. Fracasso? Lógico: a relação com uma escola que confiei tanto... que nos fez Experimentar o amargo e o doce de ter que ser muito firme e consciente num processo conturbado. Mas, está tudo melhorando e dando certo - ainda que muitas perdas sendo colhidas... mas, nada melhor do que reverter em ganho. Sem falso otimismo, com pés no chão e seguindo em frente, para frente! 

Essa geração de hoje em dia é um grande desafio a pais, amigos, educadores e coordenadores pedagógicos, também - aquelas que carregam a arrogância de saberem tudo, porque aprenderam em algum mestrado, essas acabam sabotando e muito essas crianças.

Mas, isso não é desculpa para não dar limite e ser firme, muito menos me impede de dar LIMITE com AMOR - mesmo que perca as estribeiras muitas vezes e fale "grosso", como diz Peu.


Eles são ávidos por viver. São ansiosos elevados à 18ª potência. Não desligam fácil. Geralmente, são arrebatados pelo sono. Acordam cedíssimo e sempre elétricos. Mas, quando bem conduzidos, usam seu potencial de segurança e autonomia, com capacidade de investigar e descobrir - Peu diz que vai ser cientista.

São artistas, EM TUDO. Sensíveis, ligados, antenados... porém, geniosos e prepotentes, porque acham que sabem de tudo. Eles vêm sabendo muito mais do que a gente sabia que sabia na infância.

As crianças de hoje em dia não apenas sabem o que querem, como sabem brigar por isso. Eles precisam de DIÁLOGO. Explicando eles COMPREENDEM. Mas, explicando com HONESTIDADE. A gente não convence essas crianças, elas já são convencidas de si... a gente expande consciência, com DIÁLOGO, sempre! E isso nos leva, algumas vezes a quase perda de auto controle... Toca fundo e não para. É um excesso de atenção e extrema vigilância que desgasta, sim. Eles, sim, nos ensinam o que a máxima "padecer no paraíso" quer dizer... a gente morre de cansaço. Mas, eles clamam por cultura, por arte, por beleza, por sol, por alegria! Eles clamam por CONTEÚDO! E um conteúdo que não seja estanque. Um conteúdo que se atualize e que considere que existe o "Muito mais do que isto aqui!"

Pois é, eles querem nos dizer algo. Eles querem nos fazer sair desse lugar chato e entediante, chamado de "zona de conforto". Na companhia deles, das duas uma: ou você ama ou você cai fora... É duro afirmar, até para uma pessoa autoritária, líder e firme como eu, mas eles SABEM o que querem e não aceitam ordens. Descobri com Peu que ele aceita orientação. Só que são crianças e também tem a questão da birra, da pirraça... do TESTAR LIMITES, como qualquer criança. A diferença? Eles só querem saber em quem confiar, porque, afinal, eles já sabem o que querem... 

Penei muito, ano passado, 2012, com relação à escola - ah, a propósito, precisei tirá-lo no meio do ano, mesmo confiando muito na professora deste ano, mas, existe uma coisa que se chama ranço e falta de humildade em (re)conhecer as próprias falhas da direção e coordenação e o quanto comprometeram o desenvolver de Pedrinho, apenas por não saberem que não sabiam o que fazer e duvidavam de quem o acompanhava, como a psi, uma equipe que trabalha com equoterapia, etc... Enfim, estávamos todos errados, apenas elas certas... e errando e eu, que precisei ser radical, pensei: "Melhor salvar meu filho! Limpar ambiente! Começar do zero!". Isso foi necessário, porém, tardio, porque o estrago estava feito. Mas, tudo ao seu tempo e sempre tem solução - e retomando sobre o início do parágrafo: e vi, na prática, o quanto a parceria com pessoas interessadas faz diferença. Tudo o que batalhamos, para lidar com o comportamento do meu filho - que é um grande desafio, diante de tamanha inteligência e capacidade de articular o que pensa e como pensa e do quanto ele entende o que acontece ao seu redor - foi comprometido em 2012 e início de 2013 por conta da falta de preparo e boa vontade da equipe da escola - que é muito boa, sim, porém, está comprometida pela cegueira e falta de humildade em assumir as próprias limitações... êta, que esse fechamento de ano está amargo... por enquanto. Pois sim, isso quer dizer que essas crianças atuais demandam de um tratamento igual, mas diferenciado... Falta equilíbrio, porque ainda não se sabe como lidar com eles, mas uma coisa já é comprovada: os métodos conhecidos não são efetivos de maneira positiva e construtiva... Caminhemos! A luta foi por compreensão e parceria... mas, virou briga e medição de forças, por falta de profissionalismo e humanismo. Para ser profissional, não tem que deixar de ser humano. E para ser humano não precisa ser cego e tacanho... Entende?! 

Um profissional seguro, aberto... é capaz de ter afeto, sim, mas isso não o impede de ser eficiente... já alguns que se gabam de "manter a distância" como sinônimo de frieza e incompetência, esses, perdem MUITO com essa nova geração, porque não conseguem fazer o que precisa ser feito e perdem a chance de conhecer um mundo novo que surge já, agora! Pena que nos faz perder, também...

Fazer escolhas conscientes e o processo constante de auto busca e autoconhecimento me ajudam muito a lidar com meu filho. A melhor maneira de ensinar é SENDO exemplo. Olha o verbo no gerúndio: é enquanto estamos crescendo e isso é todo o dia.

A nova escola me remete aos cuidados que ele teve com a equipe inicial da escola anterior: assume o desafio como desafio, assume o que se sabe até ali e assume que está ali, junto, em parceria, sem julgamento e condenação, com o tom pesado de culpa e culpado... retomamos, com essa parceria, o tom de "estamos juntos para ajudar!". 

A mudança foi positiva, apesar das consequências do que fora feito e os danos causados... daqui para frente é reconstruir. Melhor, construir. Precisamos derrubar as paredes tortas e erguemos novas e retas.

Estou escrevendo e preparando meus livros, para lançar ano que vem - assim espero!

O que mais aprendi, como mãe, é que filhos diferentes dão um mega trabalho, mas quando olhamos bem para eles e os sentimos, acredite, um mundo rico, lindo e novo é aberto. 

Para 2014? Desejo que os frutos, agora plantados, apareçam. Desejo a paz no mundo, começando pelos apaziguamentos dos mundos individuais de cada ser humano. Desejo desejar apenas o necessário! Nada de ilusão e fantasia que desviem do real. Consciência! Clamo pela consciência em todos nós!

Que 2014 venha com portas abertas para o apaziguar de ânimos. Que venha com AMOR, gente! Isso está sendo esquecido. Logo o AMOR... Desejo "queda aos rótulos"! Isso é para produtos, para nos orientar... não serve para nós, humanos!

Enfim, caso eu não consiga voltar no Natal, fica aqui o meu voto de um mundo mais acolhedor! Desejo acolhimento com consciência e amor!

Pois é: levanta, sacode a poeira e faz o que precisa ser feito!

Ano que vem, algumas novidades...

Saudações maternais,

Pat Lins.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

"MÃE, VOCÊ NÃO VAI MORRER POR AGORA NÃO, NÉ?"

Adoro essa foto!

Estávamos, ontem, sentados à mesa para almoçar e ele de cabeça baixa, comendo e me olhando.

De repente, ele me olha e manda:

- Mãe, a mãe de Ben 10 morreu há quase 10 anos e ele está com 10 anos... Ele não tem mãe...

- E...

- E você não vai morrer por agora, não, né? Você vai viver um tempão, né?

- Filho, cada um morre no dia certo. E não deve ser tão ruim assim, já que isso é para todo mundo, né? Depois a gente fala melhor sobre esse assunto, pode ser? Mamãe não sabe como te explicar agora. Mas, eu estou aqui, bem aqui, com você!

Ele levantou, com os olhos marejados, me abraçou um abraço super-mega-hiper apertado e disse: "EU TE AMO, MUITO, MÃE!".

Oh, gente, tem coisa mais linda?

Mãe erra, acerta, enfia os pés pelas mãos, é chamada de bruxa quando diz "não", mas, existe um algo maior compreendido pelo filho que ele pode não saber como dizer, mas, nessas horas, a gente vê que estamos unidos, sim, por uma boa base de AMOR!

Também AMO VOCÊ, filho! Isso não me impede de ser como e quem sou, mas, me motiva a querer ser melhor a cada dia e sempre me permitir a aprender mais e mais!

Saudações maternais,

Pat Lins.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

"MÃE, EU NÃO QUERO SABER DISSO DE MORRER..."


Papo cabeça com Peu. 

- Mãe, será que dá para a gente conversar um pouco sobre essa coisa de morte?

- Claro, filho! O que você quer saber?

- Eu não quero saber disso... Por que todo mundo tem que morrer? Por que isso de "todo mundo morre um dia?".

Mamãe leva uns segundos para pensar... o tom da conversa era sério e profundo. Não dava para sacar de cara qual era a dele... se era só um papinho tipo "filho, isso é normal" e deixar para lá ou "filho, isso é normal, mas veja só...". Bom, ele sacou e deu o novo tom. Era o que eu imaginava: papo seríssimo!

Respirei fundo, para ser honesta na resposta, mas, não assustar com meu ponto de vista. Mas, Peu é Peu e tempo para ele é algo que parece que o mundo vai terminar no próximo segundo. O menino tem uma sede voraz e fome destruidora de vida que valha-me Deus! E ele cobra a resposta - isso tudo é contabilizado em frações de segundo, só para situar quem estiver lendo. 

- Mãe, eu não quero morrer Nem quero que ninguém morra mais. Pronto! Vou apagar essa palavra: morrer.

- Filho, veja bem... A morte não é algo feio. Quando a gente morre, se fez tudo bonitinho aqui, em vida, vai encontrar muita coisa legal. Vai ter a oportunidade de estar perto de Deus. Você não gosta tanto de Deus?

- É, mas eu não quero ver Ele eu morto.

- Filho, você está começando a vida, pode ficar despreocupado e tranquilo. Em vez de ficar aí, pensando na morte, pense na vida. Dizem que a vida continua, um dia..., depois da morte. Aproveite cada dia a faça algo melhor para você, para os outros. Faça alegria. Seja sempre feliz! 

- É,mas Caio disse que quer destruir o céu, as estrelas e Deus. Eu não vou deixar!

- Filho, deixa Caio para lá. O que você quer fazer? Olhe lá, as estrelas brilhando. Olha o céu, que lindo. Vamos falar de mais coisas boas, vamos?

E ele acalmou. Não disse mais nada. Fomos para meu quarto - onde ele gosta de deitar para fazermos chamego antes dele ir para a cama dele. E, olhando fundo em meus olhos, pude ver mais um pouco de Peu que, raramente, permite esses momentos de quietude e reflexão. Ficamos olhos nos olhos por uns dois minutos, abraçados e com um sorriso gostoso no rosto. Depois, voltou-se para o filme dele.

Não sei o que ficou na cabecinha dele. Mas, sei que eu preciso é fazer valer a minha vida. Cada segundo, de verdade e na prática. Fazer o meu melhor, ainda mais, a cada dia. Isso é que fica. O resto, vira passado. Isso, fica no presente para sempre!

Filho, eu te amo muito! E você faz muito sentido! Um dia, quando todos nós formos capazes de entender e aceitar as diferenças e que nem todo mundo que é diferente é doente, talvez seja bem possível entender o que você diz todo dia, com suas ações: mexam-se! 

Não é fácil te educar, porque o tempo inteiro você me faz entender que só com a coerência o diálogo é possível e mamãe não consegue ser coerente full time. Mesmo assim, você entende isso. Hoje, eu pude ver o quanto a vida é importante para você e o quanto convenções rasas e superficiais não te dizem nada. Para você só faz sentido aquilo que vem da nossa alma, com muita verdade. 

Só te vendo assim posso ver que você tem muito mais aí, dentro desse corpo agitado, que veio com a pilha do mundo todo... Te amo, meu bem! Do fundo do meu coração. Pelas portas de minh´alma que você sempre vê quando conversamos e com esse carinho sincero que emite, nesses nossos momentos a sós. Obrigada por ser meu filho!

Pat.

quarta-feira, 14 de março de 2012

QUERIA SER A MÃE "PERFEITA", MAS SE EU FOSSE, NÃO EXISTIRIA...

Tem dias que me sinto um fracasso como mãe... Por mim, Pedro seria uma criança perfeita e se ele não é, a culpa é minha... Mas, veja, se isso lá é maneira de pensar?

Olha, entender que um filho é como é e tentar saber lidar com isso é cansativo, mas, desistir nunca! 

Ele é uma criança maravilhosa, inteligentíssimo. Este, entretanto é o meu maior problema: a inteligência dele. Educar Peu requer uma firmeza que, mesmo para uma pessoa de natureza autoritária como a minha, é puxado! Eu tenho que me desdobrar e ser mais criativa do que ele. Uma coisa que aprendi é que não adianta ser dura, tenho que ser firme, mas, lidar com o lúdico para atingí-lo com eficiência. Ele se diverte com as histórias que criamos juntos. E os personagens que sempre são características nossas? Vejo quanta riqueza ele tem dentro de si. Em meio às histórias, consigo mensurar e ter um feedback do que ele apreende em nossa relação. Mesmo assim, não entendo o comportamento dele na escola e diante de algo que sai do controle dele. Fica irritado e agressivo. Ele não adimite estar errado. Daí, me dizia que não queria escrever o nome porque ficava feio. Expliquei que não é feio, é a letra de quem está aprendendo. Como a professora e a psicóloga me explicaram, devo deixá-lo escrever do jeito dele. E está melhorando. A gente pensa que ajudar um filho é fazer por ele... que nada, ajudar um filho é estimulá-lo a superar suas limitações. 

Aos poucos, ele está entendendo que um comportamento agressivo afasta as pessoas que amamos e que nos amam, porque ninguém quer ser atacado o tempo inteiro. 

Essa noite, ele dormiu sem o travesseiro dele de estimação - não o larga para quase nada... - e eu disse que o travesseiro estava triste com o comportamento dele na escola e foi ver a mãe, dizendo que só voltaria se ele melhorasse o comportamento. Meu Deus! Pedro chorou, com tanto sentimento. Me mantive firme. O pai quase cedeu. Eu pedi que me deixasse tentar e o pai concordou. Até escrever bilhete para o travesseiro voltar ele quis. Para quem estava com preguiça de escrever... Não foi fácil ver o sofrimento e dor em suas lágrimas, mas, se a gente se deixar levar por essas emoções passageiras, não alcançamos um nível de pensamento mais forte que é ver meu filho se encontrar e saber lidar com as perdas por conta do seu comportamento. Certa ou errada nunca saberei... Entre mãe e filho não há como ter essa fórmula de sucesso, tipo "não há bônus, sem ônus". Minha mãe nunca teria feito isso conosco... Outra mãe, também não faria. Outra faria. Só vivendo nossa realidade é que podemos saber o que deve ou não ser feito. 

Engraçado foi ele me dizer: "mãe, pensei numa coisa: travesseiro não tem dinheiro..." e eu, fingindo não entender, perguntei: "para quê dinheiro, filho?" e ele, na bucha: "ele não tem como comprar o 'ingresso' do avião... como ele foi para a casa da mãe dele?". Aha! Mãe tem que estar pronta para tudo, né? Eu respondi: "e quem disse que ele foi de avião para a casa da mãe? No país dos travesseiros é diferente". Ele se deixou levar e viajou: "país, não, no MUNDO dos travesseiro. Eles moram em outro planeta e vêm para cá para cuidar das crianças, abraçar, dar carinho...". Sei que veio, ficou abraçado comigo, como ele gosta, e me disse: "mãe, eu amo muito você e meu pai". Fechou os olhinhos e cedeu ao sono, sem o travesseiro. Ah, expliquei que o amigo travesseiro vai voltar, assim que ele melhorar o comportamento e ele me disse: "já ia ficar chateado com ele, mas, entendi: depende de mim, né?". Bom, se estou certa ou errada, não tenho como saber, mas, que tocou nele, tocou. E esse era meu objetivo.

O mundo de uma criança é muito maior do que o mundinho das "pessoas grandes". Leio o "Pequeno príncipe" para ele e estou gostando e aprendendo como ele. Li quando era criança. Li depois de adulta. Mas, ler para Peu tem outro sabor. Ver como ele curte nossos momentos de leitura é tudo de bom! Eu penso que isso será mais forte do que o temperamento dele. O pai dele, uma prima de segundo grau do pai também eram assim, tinham essa agressividade e agitação e hoje, nem parecem... O que sei é que estou ao lado dele e orientando-o da melhor maneira que consigo, com entrega, dedicação e cuidando para não cobrar dele um retorno. Vejo mães que se dedicam falarem: "eu faço tudo por meu fiho..." num tom de que: "espero que me retribua...". Eu digo a Peu: "tudo que eu quero é que você seja feliz e ninguém pode ser feliz levando tristeza para ninguém.". Eu acredito piamente que ninguém pode fazer ninguém feliz, que isso é estado de espírito, mas, se você alcança esse estado, com certeza, ajudará muita gente a ser, também. Ninguém pode ensinar o que não tem. Quando falamos em amor, falamos em amor verdadeiro, que quanto mais dá, mais tem. Honestidade e clareza fazem parte da nossa relação. E eu amo muito o meu filho. Mas, de nada adianta se eu não souber me amar como devo. 

É isso, vivendo e aprendendo que não existe perfeição. Se eu fosse uma mãe perfeita, eu não existiria, porque não existe essa mãe perfeita, todas somos humanas e ser humano já traz essa característica da imperfeição de sempre ter algo a aprender.

Saudações maternais para as mães reais,


Pat Lins.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A ARTE DE EDUCAR - Por Laís Câmara

Era para escrevermos um texto a quatro mãos... nasceram dois textos com uma mesma mensagem! Pedi a minha querida amiga, Laís Câmara - Naturalmente Lai - que escrevesse comigo sobre "A ARTE DE EDUCAR". Mas, gostei tanto do que e como ela escreve(u), que em respeito a essa mensagem rica e reflexiva para nós, publiquei na íntegra o dela e o meu, passou a ser "O QUE CHAMAMOS DE EDUCAÇÃO, EDUCA MESMO?".

Laís Câmara, muito obrigada! Cada colaboração sua nos enriquece. Assim, somos "Mães na Prática" com mães na prática desse blog! Obrigada a cada amiga mãe, pelos e-mails com sugestões e colaborações.

Segue o texto:


A ARTE DE EDUCAR
                                     por Laís Câmara

Fomos acostumados a não pensar, e se não pensamos, agimos como “máquinas”, repetimos e repetimos e nem nos damos conta de procurar o porquê do produto final “solar”. Uma criança, definitivamente, não é como a outra, parece óbvio, mas nos pegamos generalizando às vezes e usando as mesmas receitas, e quando o beijo, ou o bom dia, ou o abraço, ..., não aparecem como “deveriam”, o que há com a criança? Educar para padronizar, educar para se orgulhar, educar para que?

Enquanto mãe, admito que choro com cada passinho básico e “bonito” de minha filha, acho que isso é algo até normal, mas me pego pensando em mim e nela, e como ISSO é bom...porque se penso em mim, percebo quais os efeitos daquelas lágrimas em mim, por que é importante pra mim a tal ponto? Será só vaidade? Se o passinho dela fosse oposto, seria “bonito”? Isso ajuda a diagnosticar muita coisa e tomar decisões muito mais racionais. Educação, na minha opinião, é avaliação e amor.

A avaliação é geral/integral, é você pensar. Sim, o hábito de pensar deveria ser constante, pensar de forma interrogativa, buscando diagnosticar, para a partir daí tomar decisões. E quem deveria fazer essa avaliação enquanto responsável e criança? Acho que você já tem a resposta, ambos; talvez não saiba como fazer, mas a criança sabe, ela está aberta, principalmente quando bem pequena. Taí...; a resposta é – pensando. Por exemplo, ler é bom, mas porquê? Para que? Quando? O que ler? E as respostas? Você pensou ou recebeu? Pense, educação é isso! Faça pensar, deixe-as pensar! Provoque, liberte, seja mediador, interrogue racionalmente, são atitudes generosas com você e com a criança! É bom deixar claro, como diz Cipriano Carlos Luckesi em seu artigo Apontamentos para uma visão integral da prática educativa : “...Há que se dar suporte para que cada criança, cada adolescente e cada adulto aprenda a estar atento à sua dimensão interna (estética), à sua dimensão comunitária (ética) e à sua dimensão cognitiva (científica), assim como a estar aberto e aprender a acessar, na medida do possível, seus diversos níveis de consciência...”. Dar suporte para aprender a estar atento e aberto...como fazer isso? Pensando, sobre como educamos, o que é educação e para que existe a educação.

O amor/afeto na educação, é como mais um espaço, que, sim, caminha entrelaçado com a prática educativa, porque, por exemplo, muitos não conseguem desenvolver uma atividade simples, como namorar, dormir, arrumar uma casa, ler um livro, ..., se o emocional não nos(adulto e criança) permitir.  Leonardo Boff diz em seu livro “A águia e a galinha”, que a paixão é que move a águia, o seu desejo maior é que direciona sua vida, ao contrário, nos tornamos galinhas, ciscando e olhando pro chão. Ou seja, o afeto nos permite educar e ser educados com satisfação.

Isso é educação significativa, mas, por outro lado, no geral, vamos destroçando nas crianças o desejo de aprender, vamos impondo o tempo inteiro. O momento da alfabetização, que deveria ser livre e particular, por exemplo, é encaixotado de presente para os pais, de forma camuflada, pela obrigação e ilusão de sair lendo e escrevendo, deixa-se o grafismo de lado, por exemplo, vai se perdendo o gosto pelo desenho, deve-se ler e escrever; e o rebuliço que fazemos com essas crianças, que aprendem a se tornar “malandrinhas” para satisfazer os desejos dos pais!!! Nisso também vemos “beleza”...Vamos pensar, vamos deixá-los viver e vivermos com eles curiosamente! 

Laís Câmara - mãe, mulher, pedagoga, educadora com amor e respeito.

domingo, 11 de setembro de 2011

"PAI, EU TÔ SENTINDO UMA COISA AQUI NO PEITO QUE NÃO SEI EXPLICAR..."

Aproveitamos a úlitma semana para curtir um Hotel Fazenda maravilhoso, onde todos - eu, Peu e marido - pudemos curtir.

Lógico que quem mais aproveitou foi nosso pequeno. Inclusive, ele fez uma amizade tão linda e emocionante, que precisei registrar aqui, para que, no futuro, lendo este blog, veja um pouco mais sobre sua infância, além dos meus desabafos de sua aceleração... (risos). Lá, ele conheceu uma linda garota, que chama carinhosamente de Lou e se encantou. Não posso deixar que minha racionalidade de adulto queira definir ou conceituar tamanho sentimento numa palavra. Eles brincavam juntos numa entrega e cumplicidade muito linda e livre de qualquer preocupação com o que significa aquilo, apenas, estavam juntos, brincavam e queriam estar juntos o tempo inteiro. Corriam de mãos dadas, livres e felizes. Seja lá o nome desse sentimento, é lindo, forte e muito puro. 

Já em casa, após 5 dias juntos, ao tomar banho com o pai, ele começou a chorar e disse: "Pai, eu quero falar com Lou. Tô com saudade dela. Tô sentindo uma coisa aqui, ó pai - subia e descia o dedinho entre a altura do estômago e  peito - que eu não sei explicar..." Eu precisei telefonar - sorte que troquei o telefone com a tia dela - e deixá-los falar, ao menos, para dar um boa noite. Ele ficou tão emocionado que nem sabia o que falar e mandava ela mudar o canal para ver Faustão... Depois, desligou o telefone, todo nervoso, sem saber o quê fazer. Antes de voltarmos, ele procurou algo no carro e saiu com um carrinho de plástico que encontrou e deu a ela, para que ela lembrasse dele. Ela, por sua vez, guardou com carinho entre seus pertences.

Gente, tem coisa mais linda do que sentimento puro? É isso que falta na gente, essa ausência da maldade e entrega. A nobreza da cumplicidade e da inocência, ali, de mãos dadas, entre brincadeiras e vontade de estarem juntos, unidos por um feriadão, em meio ao "acaso", e ali, se instalou um forte amizade, união, entrega de almas. Foram cúmplices da alegria e da diversão de ter alguém especial com quem compartilhar. Daí, me vi, como a maioria dos adultos, relacionando aquilo com amor de casal, quando eles viveram apenas um amor desempedido de não ter que conceituar nada, apenas, sentir e viver. Ali, nasceu uma grande amizade, um amor que esperamos que continue a crescer, junto com o passar dos anos. Caso não passe desses dias, Vinicius - de Moraes - terá ainda mais razão: "QUE SEJA ETERNO, ENQUANTO DURE". Isso é viver o aqui e agora, apenas cada momento, entregue, livre de ter a obrigação de se enquadrar em algo, apenas, o verbo: ser. Sendo felizes, naquele instante. O instante não é breve, ele é, em sua totalidade, o tempo necessário. O instante é que importa, porque o depois, depende dele. 

Daqui para frente, só mesmo o tempo e o que faremos dele ou com ele, para dizer. Só os próximos instantes é que contam. Toda eternidade está ali, aqui, na hora em que acontece. 

Nesses dias, precisei repensar tanta coisa, e, em meio aos meus instantes, eis que me vêm duas figurinhas me dar um lição de moral: pode não pegar celular, pode não ter internet, mas, quando se tem algo sincero e verdadeiro, o resto é apenas algo que não faz falta, porque tudo está ali: no aqui e agora. O resto fica para depois, para a hora que voltarem à rotina. 

Eu, simplesmente, parei e curti a curtição deles. Não furtando deles o que só era deles e para eles, mas, a lição que as crianças nos passam e nos lembram daquilo que esquecemos no dia a dia e passamos todo o resto do tempo como se fosse todo o tempo. 

Que fique essa lição, onde, daquilo que não se sabe explicar, vive o inexplicável sentimento do gostar, do apenas querer ver, falar ou saber se está bem alguém a quem desejamos todo o bem e que a companhia nos faz bem! Lembrei dos meus amigos de sempre. Hoje, não andamos de mãos dadas, nem abraçados. Nos encontramos quando o "tempo" do nosso tempo dá, permite ou em datas comemorativas. Não corremos e vivemos o ócio produtivo de nos curtirmos sem demais preocupações, sem demais conceitos, sem nada que ultrapasse a linha do estar junto e entregue ao mometo, cúmplices do instante mágico da eternidade de cada momento. Isso sim é. É e pronto. É e nada mais.

Sejamos, pois, pessoas mais livres de entraves. Não digo ingênuos, a ponto de estar vulnerável... o mundo adulto requer de nós um pouco de alerta, mas, podemos ser mais livres de tabus, preconceitos, formatações... Vivamos a liberdade de sermos mais nós mesmos, sem medo do que os outros vão pensar; sem perder a oportunidade de ser feliz, apenas, sendo e vivendo. Sejamos nossa essência e passemos isso para os nossos filhos. O excesso de pudor pode nos privar da busca sincera e da crença que é possível ser feliz, sim e que todos nascemos para sermos felizes, sim. Precisamos saber até onde é maldade de mentes poluídas e como permitir que nossos filhos vivam esses momentos de cumplicidade, com zelo, sem medos descabidos. Lições de instantes eternizados por sentimentos puros, nobres, plenos, totais e completos, ali, no envolver do que se sente e se pode viver: a felicidade!


Não temamos a morte, nem nos apeguemos apenas às tristezas, vivamos cada instante, com totalidade, com verdade; vivamos a vida! Hoje, 11 de setembro, o mundo lembra que devemos viver e seguir em frente. Hoje, não sei se existem anjos, como imaginamos, mas, o que eles representam estão aqui, dentro de cada um de nós, num lugar onde a gente não sabe explicar a razão, mas, que sentimos com força, com a chave que abre esse caminho: o AMOR! Sigamos em frente, de mãos dadas com a liberdade, sem medo. Que a vida nos conquiste e que nos permitamos ser conquistados por aquilo que realmente importa: AMOR.

Saudações maternais,

Pat Lins.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

SELEÇÃO NATURAL

Toda mulher sabe que o primeiro trimestre da gravidez é um dos mais delicados e, também conhecido como período de SELEÇÃO NATURAL.

Na primeira gravidez, enjoava muito - menos do que esta... porque, nesta, tive refluxo - e fui parar no hospital, porque, na hora que agachei, para vomitar, saiu um pouco de sangue. Nossa, um susto. Foi só uma gotinha, mas, corri. Ao chegar na emergência, estava quase na hora da troca de plantão - da tarde para a noite - e a médica - minha xará-, me recebeu e informou que o aparelho de US - Ultrassonografia - estava quebrado. Conversou comigo e me "garantiu" que era um aborto e que era comum, visto que estava dentro do primeiro trimestre e que eu me acalmasse, porque tratava-se de uma seleção natural, etc. Sorte que ela não me deu nenhum medicamento, além do para enjôo. Pois, quando trocou o plantão, o médico que assumiu veio me ver e perguntou baseado em que eu acreditava ter abortado. Expliquei o parecer da colega dele e ele fez um exame de toque, me dizendo em seguida: "Só posso garantir com a US, mas, pelo que senti aqui, seu útero está fechado..." A suposição dele era que, como fica sangue de menstruação grudado no colo do útero, pode ter saído esse sangue, que fica na região externa, no momento do esforço para vomitar. Pois bem, me pediu para ficar lá, em observação, para evitar qualquer coisa. Dia seguinte, consertado o bendito aparelho, fizeram minha ultra. A primeira coisa que ouvi foi um batimento acelerado e uma bolinha linda, lá dentro e bem fixada em meu útero. Era Peu, vivinho da Silva e sem nada que demandasse risco. A hipótese do médico era a que mais se aproximava do que pode ter acontecido. Um susto, apenas. A gravidez foi normalíssima. Assim, eu fui apresentada a SELEÇÃO NATURAL e a uma coisa contrária a ela, que são médicos que não respeitam a seleção natural de cada um, em seguir sua verdadeira vocação e fazem medicina apenas porque estudaram bastante e passaram no vestibular, se formaram e se tornaram profissional de medicina, o que, para mim, é algo muito diferente de ser médico. SER médico, para mim, é um DOM. Nem todo mundo que se forma em medicina É médico. E, a depender da área que opte por trabalhar, além do dom, tem que ter JEITO... A imprudência da primeira médica poderia ter custado a vida de um embrião saudável e do meu filho.

Daí, voltei a condição de espera: espera do parto; de ver e pegar meu pequeno; de vê-lo crescer...

Hoje, vivo outra espera, a espera do sangue descer. Quando eu era menina - em minha época, 11, 12 anos era menina, ainda - eu era louca para menstruar. Vivia a espera do sangue descer. Aquele sangue mudaria minha vida, dentro de minha crença. Eu me tornaria: mocinha. Um passo para ser mulher. Romperia uma barreira e ascenderia: estava crescendo. Engraçado é que, depois que a gente menstrua, mês após mês, acha um incômodo, né? Mas, quando não vem, a gente se preocupa... risos. Ou, quando estamos querendo ter um filho, a espera dele não descer é que se instala. Pois é, os sinais em nossas vidas são tudo, já percebeu? Marcos em cada fase de nossa história. O movimento natural do nosso corpo, por mais que se tenha avanços tecnológicos, é ele quem determina as verdadeiras mudanças e transformações. Esse movimento natural que determina em que fase estamos e para a qual vamos... Por isso que, hoje, vivo um misto de cada fase dessas fases, com um agravante: a espera da perda. Nas fases anteriores, vivi a espera da mudanças alegres. As boas expectativas, dos sonhos e planos. Na fase atual, estava bem e tranquila: o embrião estava bem encaixado e crescendo. Cresceu até a 8a semana e seu coração parou de bater. 

Sábado passado, eu não tive sangramento, muito menos algo que me levasse a estar preocupada. Fui fazer uma ultra, já que, a primeira, fiz com menos de 5 semanas e não dava para escutar o coração. Minha médica pediu para que eu repetisse, para a época certa, já que, após a 7a semana é que se é possível escutar. Pois, fui fazer. Mas, o coração não batia. Ele estava bem desenvolvido. Parecia um bonequinho com cabeça, tronco e o que começavam a ser os membros. Vi tudinho e estava fácil de ver, porque estava bastante nítido. Mas, sem batimento. A hipótese é que o coração havia parado há uma semana. Fui, novamente apresentada a teoria da seleção natural, onde a natureza se incumbe de interromper uma gestação de uma criança com algum problema. Mas, o que me deixa intrigada é que:

1 - o embrião cresceu bastante e normal, da 5a para a 7/8a semana - apesar dele(a) estar com tamanho de 9 semanas;
2 - ele(a) estava bem encaixado, líquido normal...;
3 - uma semana antes, eu havia parado na emergência... por conta do refluxo. A médica da emergência, uma senhora com ar de deboche, me fez ficar de pouco mais de12:00h até quase 17h, tomando apenas remédio para enjôo e soro, sem escutar minha queixa real, que era do sufocamento pela acidez que subia do meu estômago, queimando tudo e com a sensação de que estava voltando tudo. Era como se nada descesse, apenas subisse... Só que eu já havia vomitado desde o dia anterior e o que saía era algo muito ruim, com um sabor amargo e ácido. Era abrir a boca e saía. Muito nojento. Ela veio me ver - isso num hospital bom e de nome forte, viu? - e perguntou como eu estava. Eu disse: "péssima! O negócio ácido e que queima ainda está forte e estou com a sensação de que vou sufocar." Ela, com riso debochado, me disse: "Patricia, Patricia, tenha paciência mulher. Gravidez é assim mesmo." Eu, sarcástica e desesperada, apenas disse: "Eu sei, já estive grávida antes e sei que passa. Acontece que estou me sentindo muito mal e esse líquido nojento não pára de subir me queimando e isso está me sugando as forças." Ela sorriu e saiu. Prescreveu alguma coisa e saiu. Ela prescreveu "ANTAK". Veja. eu cheguei lá por volta de 12:10h, fui atendida logo depois e só após as 17h ela foi me ver... Foi quando me passou esse remédio para o estômago, que me aliviou em menos de 15minutos. Acalmou tanto que senti fome. Me foi liberada uma refeição - pense, eu estava sentada o dia inteiro numa cadeira, na emergência - leve: sopa, inhame e suco. Nossa, comi como se fosse um banquete, naquela cadeira desconfortável e sem ter onde apoiar. Detalhe: não sou fã de sopa... Mas, tomei como se fosse a coisa mais gostosa da vida. Uma semana depois, fiz a ultra e disse que o coração do bebê parou... O que pensar?

Fui ler a bula do antak e a maioria fala que não é indicado na gravidez, principalmente, dentro do primeiro trimestre. Ele interefer nos batimentos cardíacos de quem o toma - um dos efeitos colaterais - e é capaz de passar pela placenta e, inclusive, passa na amamentação. Portanto, não recomendado a gestantes e mães amamentando... O pior: a acidez só passou naquele dia, na segunda, estava de novo... Só bebi água e voltava do mesmo jeito. Foi complicado. Eu sofria e estava desgastada, mas, repetia: vai passar! E me apegava a expectativa de que passaria e depois seria tudo melhor. Pensava no bebê. Alisava a barriga e dizia: "fica aí, viu? Mamãe tá reclamando do enjôo e dessa acidez insuportável, mas, tenho que aguentar!". 

Fiquei confusa e com uma pulga atrás da orelha: SELEÇÃO NATURAL ou FALHA MÉDICA?

Não sei se tem como comprovar... o fato é que, hoje, estou a espera do sangue descer. Não para entrar numa fase de boa mudança, mas, para uma fase de encerramento. Enquanto ele está aqui, ainda em meu ventre, tenho a sensação de que o coração vai bater... Como não sinto cólica, nem tenho perda de sangue ou sangramento, fico presa a uma falsa esperança. A realidade é que estou vivendo a espera da perda concreta. 

Estamos sempre a espera de algo... Por isso, que, apesar dessa espera, estou vivendo o aqui e agora, dando continuidade aos afazeres diários, com algumas restrições e sei que as coisas só acontecem quando têm e como têm que acontecer. Estou tendo que viver na prática o que me proponho: ter fé. Uma coisa é acreditar que Deus existe e que existe um propósito para cada coisa. Mas, a fé de que Ele sabe o que faz e ser grato é mais complicado. Então, falo: "Deus, apesar de não entender seus desígnios, sei que eles são reais. Não posso lutar contra os fatos. Mas, também, não poso agradecer de coração... Te peço perdão pela minha ignorância e peço que me capacite a entender. Um dia entendo e, nesse dia, posso te agradecer com consciência..." Sei lá, Deus é Deus e Ele deve entender meu lado humano, afinal, eu sou humana.

Bom, queria só compartilhar essa fase ruim e chata, pela qual passo. Mais uma fase ruim e delicada. Mais uma que vai passar, com certeza, porque eu quero deixar passar e estou deixando. Mas, mesmo dentro dessa fase ruim, muita coisa boa: Pedro tem me dado todo o apoio. Não falei claramente para ele, vou pedir ajuda a psicóloga. Mas, ele estava na sala da ultra, quando a médica falou que não havia batimento cardíaco e saiu. Depois, quando chegou em casa, ele se jogou na cama dele e ficou triste, abraçado ao travesseiro de anjinho dele. Perguntei se ele queria conversar com a mamãe e ele disse que não. Pedi meu beijo, que ele não havia me dado. Ele se recusou e me disse: "meu irmãozinho não está mais em sua barriga...". No dia seguinte, me abraçou e beijou muito, mas, no rosto, no braço, na perna... menos na barriga, como vinha fazendo nos últimos meses. Na segunda-feira passada - dia 09/05 - repeti a ultra e nada. Mas, antes de sair, ele estava pronto para ir a escola, me abraçou e disse: "minha princesa, eu te amo muito! Você vai para sua médica agora, é? Leve seu pijama, viu?" 

Fora Peu, meus pais, irmãos, minha sobrinha, meus tios e tias, meus primos, meus amigos - os que já estão sabendo... estou avisando aos poucos - e até meus alunos, todos estão me dando tanto apoio e carinho que não dá para se manter triste. Fora que eu sinto assim: dói, mas, opto por não sofrer, muito menos, eternizar a dor, deixo-a passar. Vejo como as pessoas estavam felizes com essa gravidez e como estão tristes, como se fosse com cada um. É bom saber que se é querida e amada. É bom saber que existem muito mais pessos que torcem por mim, do que as que me invejam e me enchem o saco. Muito bom saber que não estou sozinha! Não fujo do meu momento, mas, ele fica muito menos pesado por ser partilhado com a torcida das pessoas. Encaro de frente a realidade e não dá para sofrer pela verdade. Outra coisa, não me culpo... Sem essa de achar que falhei em alguma coisa. Com certeza, trata-se de uma cosia que não depende de mim. Se alguma amiga-mãe está passando por isso - a não ser que tome algo consciente - trate de jogar a culpa para as cucuias. Existe uma pressão de que "a mulher não soube segurar a criança...". Cai fora! Fora as besteiras que ouvi: lógico, os chatos de plantão não mudam, nem nessas horas. Uma jovem, no consultório de minha médica, veio logo falando: "tava fazendo estripulia, não foi não? Agora, vai emagrecer, dar umas caminhadas..." Ou seja, querendo me culpar ou, me fazer sentir culpada. Eu sei o que me fez engordar e o motivo da dificuldade de perder peso. Sei que minha saúde é muito boa, mesmo estando acima do peso, está tudo em ordem. Minha pressão é 9x6, por vida. E, mesmo que não fosse, não seria questão de culpa.  Então, tapem mesmo os ouvidos e deixem esse povinho falar. Porque, por mais que me suba uma raiva enorme, esse povinho nunca vai mudar... e me poupe, povinho é gentinha medíocre, com mente tacanha e pequena... isso merece crédito? Alguém que é incapaz de pensar, refeletir e ter bom senso? Se eu vou saber a causa ou não, é uma coisa. O fato é o que tenho: um embrião já sem vida que será expelido, naturalmente, a qualquer momento. Se é algo prazeroso? Lógico que não. Mas, é o que é e não preciso enfeitar nada, apenas precisei aceitar. Aceitar ajuda a curar a dor.

Aí, sim, agradeço a Deus por esse presente diário de ser amada e amar!

Boa sorte para todas as mães! Muita paz para todas nós! Eu continuo seguindo, respeitando o tempo das coisas. Respeitando meu momento e deixando que ela passe, naturalmente.

Saudações maternais,

Pat Lins.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails