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sábado, 9 de março de 2013

CUIDADOS NA GESTAÇÃO - DESDE A SAÚDE DA FAMÍLIA


Em pleno dia internacional da mulher, me peguei a refletir sobre os cuidados com os filhos. Eles devem existir desde quando somos filhos/as.

O país deve colocar em prática o que só aparece em propagandas lindas e bem elaboradas!

Se queremos condições para criarmos nossos filhos, a pátria mãe clama por cidadãos e políticos mais conscientes do que vem a ser DIREITOS e DEVERES. 

Nós, mães, precisamos de melhores condições para cuidar dos nossos pequenos futuros grandes.

É ridículo, cada dia mais, sermos punidas com condições de trabalhos desleais e desrespeitosas com homens e mulheres! Estava vendo uma reportagem sobre o fato de se mudar a licença maternidade e nivelar com padrões europeus e, em seguida, vi uma sobre o questionamento a respeito de uma enfermeira que estava em aviso prévio e engravidou, ganhando a causa na justiça... O comentário sensato - não deixou de ser - foi que isso pode ser um efeito negativo para o processo seletivo que envolva mulheres. Isso é um absurdo! Inclusive, os pais também deveríam ter essa licença. Ninguém está falando em férias, mas licença para estar junto de um pequeno ser, indefeso e que nasce cheio de energia, enquanto as mães estão exaustas... 

A sensação que tenho é que a cegueira empresarial vai além do limite... imagino as mães dos legisladores brasileiros... ou os deixaram à toa e eles, complexados com esse abandono revidam em todos, ou são verdadeiros filhos do nada, rebentos da infelicidade.

Se queremos uma nação de gente forte e consciente, é preciso correr riscos e colocar em prática as boas condições em saúde, educação, alimentação, cultura/arte e lazer. 

Às vezes penso que os politicos brasileiros, esses sim, em sua maioria, não são humanos... 

Pat Lins.

terça-feira, 15 de junho de 2010

HIPERATIVIDADE OU HIPER ATIVIDADE?

Grande pergunta! Quando uma descoberta é feita, passa-se a ver esse objeto como único. A hiperatividade existe de fato? Uma criança super ativa é considerada hiperativa - no sentido da tal patologia?

Os médicos argumentam que existem características a serem consideradas, como, por exemplo, a desconexão com a "realidade", a não-interatividade, a dificuldade de concentração e outras mais. Meu filho é super ativo e duas psicólogas me disseram que ele tem apenas uma capacidade cognitiva de uma criança com o dobro de sua idade, ou seja, ele tem 03 e sua percepção do mundo equivale a uma criança de 6/7 anos e isso gera um desequilíbrio no fato dele pensar como 6 anos, num corpo de 3... Segundo a psi que me falou isso, o remédio é deixar ele crescer e continuar me descabelando - risos.

Eu acreditava que ele era hiperativo. Mas, foi diagnósticado que ele não apresenta essas características patológicas. Entretanto, ele apronta horrores e entre surtos meus e amores, nunca há um tempo para que eu respire aliviada, porque ele não dá trégua e acabo entrando na nóia de achá-lo hiperativo, em vez de hiper ativo... O mínimo que ele faz é escalar seu guarda-roupa - ou armário - para pegar o que guardo no alto e, depois, não consegue descer e fica me gritando socorro! Cansada pela repetição sem pausas - e diante da falta de tempo para as idéias se organizarem - o levei a uma neuropediatra - mesmo a pediatra dele me dizendo que era desnecessário, que ele só precisava gastar mais sua energia... - quando, nem bem entramos no consultório, ela desenrolou um discurso sobre a hiperatividade e, mesmo ele respondendo aos seus estímulos, como uma criança "normal" - detesto essa terminologia, porque todo mundo é normal e anormal ao mesmo tempo... risos - e interagindo com ela, me falava incessantemente, que, "algumas mães aguentam o trampo e não dão remédio, mas, outras ela receita. Quem decide é a mãe, se aguentar o trampo, dando uma educação mais rígida, impondo mais limites e segurando a onda...", mas, que eu decidiria, se eu aguento o "trampo" ou não... E repetia isso, parecendo que queria me induzir ao consumo do medicamento. Eu perguntei o que era aguentar o "trampo", se isso queria dizer que ele era "hiperativo" e se ela não passaria exame para detectar. Ela me disse que criança "hiperativa" ela "conhece quando pisa a soleira do consultório, bate o olho e vê logo..." Fiquei logo com um pé atrás... como um profissional pode confiar apenas em seus olhos, diagnosticar e receitar - não, na verdade ela apenas tentou influenciar a minha decisão, mas, eu não cedi... como vou dar remédio para algo que não foi "comprovado"? - sem fazer uma avaliação? Por fim, me recomendou fazer uma avaliação psicológica nele e disse que a orientação da psicóloga seria muito importante, fora que era necessário colocá-lo em atividades físicas, como natação, para ele gastar a energia e ocupá-lo com mais brinquedos de encaixe, para desenvolver a concentração - mesmo após me perguntar como ele é na escola e eu dizer que ele aprende e faz tudo, e que, de acordo com a professora, ele só é elétrico, mas, de uma inteligência e capacidade de observação impressionantes. Concordo com a atividade física, sim e com os brinquedos. Isso é necessário para toda e qualquer criança. Esse contato com os pais, inclusive e principalmente, nas brincadeiras, é perfeito. Atividade física é bom para todo ser humano. Algumas, mais importantes para determinadas características. Como me advertiu um amigo - que é professor de Educação Física e um grande lutador e professor de full contact - André, valeu pelas dicas - o ideal é:

"Primeiro: Possibilte a prática de várias atividades até ele se identificar com alguma.
Segundo: Dê preferência a atividades coletivas: além de desenvolver habilidades motoras , permite uma interação maior com outras crianças.
Terceiro: Quanto mais atividades variadas ele fizer mais habilidades motoras ele desenvolverá, enriquecendo assim o seu repertório motor.
Quarto: Não se esqueça de colocá-lo na natação: além de ser uma excenlente atividade, saber nadar é uma questão de sobrevivência também."



E, como duas amigas e psicólogas - que, além de profissionais conceituadas, conhecem a criança/meu filho - risos - já haviam me dado suas considerações, desconsiderei a neuropediatra - até fiz o eletro, que ela pediu e ele nem precisou tomar remédio para dormir, colaborou ficando quieto... também, não dormiu, mas, a profissional que realizou o exame me disse que não havia problema algum, desde que ele ficasse parado por 5 minutos... e ele ficou... mexeu muito pouco, mas, nada gritante e deu tudo "normal" - sabe-se lá o que quer dizer... - risos. Eu fiquei extremamente preocupada com os médicos por aí, inclusive os renomados. Então, agora basta uma criança ser elétrica para ser hiperativa e tasca-lhes remédios? Cabe a nós, mães, pais e afins, estarmos muito atentos ao desenvolvimento do filho. Converso constante, aberta e frequentemente com a pediatra dele, com a professora dele, o observo em meio a outras crianças... e, fora a eletricidade - que chamo de "sede de vida" - que ele tem, é inteligente, interativo, observador, companheiro, solidário, pirracento, brincalhão, se concentra e sabe o que está fazendo... enfim, "igual" às outras crianças. Fora que é prestativo e cuidadoso.

Continuo a me cansar com sua eletricidade inesgotável, mas, uma coisa é uma coisa - hiperatividade -, outra coisa é outra coisa - hiper atividade. Uma criança com TDAH não desenvolve uma linha de raciocínio, esquece o que aprende - entre aspas, porque o que lhes interessa eles memorizam com grande facilidade, e esse é o grande desafio dos pais e/ou responsáveis de uma criança com TDAH, é encontrar aquilo que ele se interessa e desenvolver o resto a partir daí e com apoio, em casos graves, de medicação e acompanhento especializado. Enfim, para tudo o cuidado, despindo-se de tabu, medo... indo em busca de informações e considerando todos os pontos e opiniões e sempre, sempre, mantendo a chama da sua observação acesa. Nós, mães, pais, responsáveis, precisamos observar, mesmo em meio ao tumulto, stress e cansaço diário, como se comportam nossos filhos, seja para detectar algum transtorno - caso haja -, seja para estarmos ao lado daquele futuro adulto. O cansaço é inevitável e cada um rage de um jeito - desde que não caia nas garras da extrapolação... aí, seria desequilíbrio. Quem não cansa diante de uma repetição de situações, principalmente, as que vêm agregadas a desgates físico e mental, com estímulos nervosos constantes? Natural.

Mas, cuidado, eletricidade não necessariamente é hiperatividade. Hiper atividade, como sinônimo de criança ativa, é uma coisa e TDAH - transtorno défict de aprendizagem e hiperatividade - é outra... Meu filhote sofre da síndrome do exagero: ligado demais, atento demais, ativo demais, esperto demais, traquina demais, escuta demais, fala demais, é gostos demais, lindo demais, curte tudo demais, é alegre demais, pergunta demais, brinca demais, gosta de banho demais, bagunça demais, apronta demais, acha que pode fazer tudo sozinho e se arrisca demais - risos -, enfim, ele exagera em tudo, sem descanço, sem parar! - risos. E eu? Também! Sou exagerada demais. Mãe devoradora demais, preocupada demais, zelosa demais... e, na maioria dos casos, todo exagero é sobra, certo?! Portanto, para o equilíbrio de Peu, primeiramente, o meu...

Na prática, foi mais uma lição para mim e uma bela chamada de atenção da mestre vida em ação. Minhas angúsrias de mãe, mulher, pessoa... não podem compactuar com médicos que nivelam tudo por sua ótica limitada. Talvez, esteja sendo cruel com a profissional... sei lá, vai ver, de tanto ela atender crianças com hiperatividade ela leva tudo pelo mesmo peso... Um médico também é gente e passível de diagnosticar com base em seus desgastes pessoais, profissionais ou qualquer outra coisa... mas, existem erros e erros... E uma mãe, na prática, precisa estar muito além do cansaço e das mazelas do estresse diário, mesmo sentido o peso do dia-a-dia, aos berros, desesperos, angústias, etc, não podemos esperar respostas e comprovações científicas para tudo. Estudos existem baseados numa média de amostragem... a gente vive a realidade de nossas vidas por inteiro. Para tudo o equilíbrio. Procurar médicos de confiança e que acompanhem a criança por muito tempo, para evitar esses "erros" inaceitáveis pode dar uma segurança a mais.

Na prática, todo cuidado é pouco. Criança saudável é uma criança feliz.

"Saudações maternais",

Pat Lins.

PS - veja, também, DESCONSTRUINDO A MÃE - "Hiperatividade ou não: eis a questão" - muito bom o relato.

Imagens: www.sxc.huhttp://www.freedigitalphotos.net

sábado, 17 de abril de 2010

"CONTROLANDO O ESFÍNCITER"




Ainda sobre o tema "QUAL A MELHOR HORA PARA TIRAR AS FRALDAS?" E "COMO FAZER PARA TIRAR AS FRALDAS?", segue abaixo o trecho de "Controlando o Esfínciter", do blog COISA DE MÃE (http://www.coisademae.blog.br/?p=38), escrito por uma mãe, Christianne Alcantara.

Divirta-se com a leitura e espero que ajude. Na prática, toda mãe passa por isso!

"CONTROLANDO O ESFÍNCITER"
por Christianne Alcantara



"Se vocês acham que ser mãe é só trocar fraldas, viver pra lá e pra cá dentro de casa, administrando menino, e fofocar com outras mães as últimas do xuxuzinho… Estão enganados (as)! Mãe também é cultura, saúde, sabedoria… Explico: Estamos na fase de tentar tirar a fralda de João Marcelo. Não é fácil para ninguém, diga-se de passagem. Bota cueca. O menino se esquece de pedir para ir ao banheiro, faz xixi ali mesmo, no meio da sala. Limpa. (...)
Fui pesquisar um pouco sobre a retirada das fraldas. Vasta literatura! Mas eu só queria uma dica, uma dicazinha de nada. E nada. Só aquelas coisas meio prontas: toda criança tem seu tempo; não pressione a criança, o resultado pode ser o inverso… Isso que todas nós sabemos. (...)

Foi quando descobri o “esfíncter”. Mãe descobre de um tudo. Esfíncter, para quem não sabe (olha aí, blog também ajuda a enriquecer o vocabulário), é um músculo que “controla o grau de amplitude de um determinado orifício”. Entre outros, o ser humano tem o esfíncter uretral e o anal. Agora eu já sabia o que João Marcelo tinha que controlar. Só faltava descobrir como… Discretamente, comecei a observar o tempo que ele levava entre um xixi e outro. Confesso que não deu pra avaliar a freqüência porque ele controla o esfíncter que é uma beleza. Também, quando libera, é de vez! Eu precisava de um sinal. Ele deu. Depois de um certo tempo sem fazer xixi, no meio da brincadeira, começava a segurar a pitoca. Filho, quer fazer xixi? Resposta óbvia: Não. Entendi, depois de algumas observações acuradas, que ele não queria parar a brincadeira e perder tempo fazendo xixi. Tinha todo o sentido. O negócio era continuar brincando. Então lembrei a brincadeira da estátua. A gente grita: Estátua! E fica todo mundo parado. João Marcelo é o único que pode correr, andar, pular e… até fazer xixi! A gente só volta ao normal quando ele faz xixi. Ele acha o máximo! Tem a sensação de que não perdeu nada, imagino. Nós, que ficamos esperando imóveis, torcemos para que ele acabe logo o serviço. Aí ele volta e nós saímos da posição de estátua. Nós agradecemos e o esfíncter uretral dele também… Agora só preciso descobrir a mágica para o outro esfíncter. Mas isso virá… Com o tempo, como diz a literatura, os (as) psicólogos (as), os pedagogos (as)…"

(Escrito por Chritianne Alcantara, em COISA DE MÃE - http://www.coisademae.blog.br/?p=38 )



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sexta-feira, 16 de abril de 2010

"EU FAÇO XIXI NA CAMA, É DIFÍCIL SEGURAR..."


"Eu faço xixi na cama
É dificil segurar
Sonho que tô no vazinho
E ele vem devagarinho

  
É quentinho, é quentinho,
É quentinho, é bem quentinho

Quando acordo na preguiça
Minha cama tá molhada
Não foi chuva lá do céu
Eu acho é que vazou da fralda



Todo mundo faz, todo mundo faz
A babá já fez e o vovô ainda faz

Não faça drama, porque eu fiz xixi na cama"
("Funk do Xixi", Música do CD "A Casa Amarela", de Ivete Sangalo e Saulo)



Pode parecer infantil - e é - mas, a letrinha dessa música mostra como a gente sempre fica apreensiva com o "xixi na cama".

Qual a fase certa para tirar as fraldas? Como e o que devemos fazer? O que esperar para medir se o método está certo ou hora de mudar a estratégia?

Mari Carneiro, uma verdadeira  MÃE NA PRÁTICA e profissional competentíssima, também blogueira  - Pequenópolis Crianças a Solta na Pequenopólis -, nos enviou essa sugestão de pauta e ainda colaborou com um texto riquíssimo sobre o assunto, que colocaremos no próximo post. Na prática é isso, toda mãe quer ajudar.

QUAL A MELHOR HORA PARA TIRAR AS FRALDAS? COMO FAÇO? A minha primeira "decisão" não partiu  de mim e, sim, das pressões dos/as "sabe-tudo" de plantão. Escutei histórias de que já tinham tirado as fraldas desde bebê. Bom, como eu falo, a gente escuta de um tudo, né?! Pena que tudo é uma palavra que só cabe nela mesma... O fato é que ativou meu complexo e me senti frustrada, por meu filhos ter pouco mais de 1 ano e ainda usar fraldas - aliás, como TODAS as crianças ao redor dele... Depois, outra veio me dizer que tirou as fraldas com 1 ano e 8 meses e que era a idade ideal... Conversei com a pediatra dele e procurei me informar - porque ela também tem filhos, o que quer dizer que ela é mãe, na prática, antes de ser médica - e ela me disse que "pelos estudos, o ideal era começar a mudança a partir dos 2 anos e meio. Por uma questão de controle do esfínciter, antes de 2 anos e meio eles não têm...e não é bom os estímulo precoce. Cada criança tem um ritmo que deve ser respeitado, para não causar problemas graves e para a vida toda... tipo prisão de ventre ou distúrbios na urina..." em suma, ela me explicou que podemos desencadear uma série de traumas que serão refletidos no organismo da criança/futuro adulto. Veja como somos essencialmente, o que aprendemos na infância... Na prática, nós, mães, pais, família, responsáveis, afins... precisamos tomar muito cuidado com nossas ansiedades.

Quando meu filho estava com 1 ano e meio, resolvi que "era a hora" - foi a "decisão por pressão". Independente da minha realidade à época - e isso interfere no processo, afinal, tudo está interligado, mesmo... - eu "decidi" tirar. Conversei com ele, expliquei que ele ia "fazer xixi e cocô igual a papai e mamãe, e que a gente não usa fraldas..." etc. Ele achou engraçado e entro no clima. Durante o dia, adotei a estratégia de deixá-lo só de cuecas e grudar nele para obseravar a hora de levar ao vasinho. Detalhe é que eu esperava o biquinho lindddooo que ele sempre fazia - quando bebê - e anunciava que o xixi estava saindo. Pois é, com a comodidade da fralda, eu nem reparava se ele ainda fazia o tal biquinho... risos. Molhava a casa toda e chorava. Eu me irritava, comigo, mas o beijava e dizia que ficasse tranquilo que mamãe ia enxugar. Mentira! Ele "via" que eu não estava satisfeita. Fora que eu dizia: "viu, filho, quando der a vontade, só ir para o banheiro. Chama a mamãe que a gente vai junto". Ou seja, ele associava, mais uma vez, apenas o "erro". Ele era o "errado". E não deve ser por aí. Fazer xixi no chão é falta do controle que é aprendido a medida que vai fazendo e no tempo certo. Já o cocô, ele corria, batia na porta do banheiro e falava: "cocô, mãe. Cocô". Eu o sentava no redutor e ele fazia. Foi uma fase estressante.


Vi que ele não estava preparado e eu o estava forçando, para agradar uma única pessoa - eu mesma. Para que eu "mostrasse" a criatura que a-do-ra-va se gabar de ter tirado as fraldas dos filhos antes de 1 ano... Bom, segui meu coração - olha, tem horas que estamos em meio a tanto barulho que nem nos damos chance de parar e escutar a gente mesma... nosso coração e nosso bom senso - e conversei com Peu, perguntando se ele queria usar a fralda de novo? Ele assentiu e vi, naquela reação, que era tudo que ela queria! A gente tem mania de contar o tempo e cada fase como algo facilmente determinado e com uma lógica a seguir... as crianças não são só "faça o que estou te dizendo". São pessoinhas em formação.

Com pouco mais de 2 anos ele começou a demonstrar que a fralda incomodava. Aquele era o sinal. Eu estava numa fase exausta e como cuido da casa e dele em tempo integral - fiquei sem trabalhar por conta da Depressão Pós Parto - DPP - e minha vida era só eu e ele, na prática, ele, ele e ele - risos - não me sentia motivada a "começar tudo de novo". Pois, o estímulo veio dele mesmo. Começava a tirar a fralda e fazia o xixi no chão, por não conseguir segurar até o vasinho - ele não quis conta com penico. Uma outra amiga, que passava pelo mesmo dilema, contou com a colaboração da escola. Mas, em casa, ela não prosseguia e a escola, então, parou de tirar a fraldinha do menino, porque em casa ela não dava continuidade... Durante essa conversa comigo, achei que poderíamos nos ajudar.


Me esforcei e, dentro de minha rotina desgastante, precisava haver espaço, porque aquela era a hora de Peu e eu precisava respeitar o tempo das coisas e deixar de hipocrisia. Minha amiga relutou, relutou, relutou. Eu comecei e foi ótimo! No tempo certo é mais flúido, já que a predisposição dele significava seu preparo. Era o seu tempo. Foi maravilhoso e mais fácil que pensei. Ele tanto queria, que contribuiu. Raramente fez xixi no chão e nós estávamos juntos. Quando ele molhava o chão, me chamava, conforme combinamos, e, fora uma vez ou outra que ele decidia tomar a iniciativa de enxugar o chão, eu enxugava sorrindo - de verdade... mesmo cansada e com leve vontade de me fazer de vítma, por ter que "parar para", repetia para mim que fazia parte do processo e isso ia passar. E passou! Em alguns dias - dias mesmo - ele já tinha o controle e fazia seu xixi no vaso. Com 2 anos e meio ele já saía sem fralda, cochilava a tarde sem fralda... foi a liberdade! Mas, o cocô, que ele na primeira tentativa, fazia no vaso, com facilidade, hoje, regrediu e só quer na fralda... entre chateações e conformações, decidi deixar, por enquanto, até ele dar o sinal. Ele sabe usar o vaso, sabe colocar seu redutor... só não quer parar para fazer... a fralda segue ele nas brincadeiras, né?! Então, preciso respeitar mais esse tempo. Constantemente pergunto se quer fazer no vaso e me ofereço para ficar com ele, o tempo que precisar. Levo revistas - que ele pede... risos -, som, papel... quando estou com disposição isso dá certo, mas, quando estou cansadíssima, coloco a fralda e relaxo! A culpa também não me faria bem... é deixar passar, agora. Tento descobri mil maneiras. Um dia, dá certo!

Na verdade, esse assunto é muito delicado. Envolve mais do que "mostrar para sua amiga que seu filho não usa fraldas... portanto, mais esperto que o dela..." Como costumo falar, TUDO está INTERLIGADO. O estímulo precoce é desnecessário e descabido. A questão é esperar a hora certa; conhecer seu/sua filho/filha; conversar; conversar com a (o) médica (o) pediatra. Manter a calma e tranquilidade, mesmo que esteja nervosa e descontrolada... puxa do útero que vem. Não se castigue remoendo "culpa por..." Identifique e assuma que está sem gás, mas, é preciso e pronto.
A decisão de que hora tirar a fralda é uma das mais delicadas que precisamos tomar e uma das mais libertadoras!

Esse tema é muito abrangente. Dessa decisão, e de como fazer, existem vários aspectos a serem abordados. Mas, o mais importante é RESPEITAR a criança e não dar ouvidos a sua amiga que já "desfraldou". Cada um em seu ritmo e a criança é um ser humano, não um atleta em competição.

Agora, nada de desespero. Ou, se ajudar, mesmo que esteja desesperada, repita em voz alta: "isso é só mais uma fase. passa!" e se permita acreditar, porque é verdade, passa. Não importa como a gente passe - quase uma uva passa... risos - mas, passa. E, para cada nova fase na vida do filho, a mesma mãe. A gente sempre estará lá, ao lado deles, mesmo que  já sejam pais, mães...  Cada nova fase, outra mudança... "mamãe"!

beijossss,

Pat Lins.

terça-feira, 30 de março de 2010

VACINAÇÃO - CUIDADO COM A SAÚDE É COISA PRÁTICA

Como toda mãe, a gente quer o melhor para nossos filhos e para todos ao nosso redor, não é verdade?!


Não é para nos levar a paranóia, mas, para tomarmos consciência de como nos cuidar e evitar a propagação desse vírus. Do mesmo jeito que há anos atrás as campanhas de vacinação ajudaram a controlar e reverter um quadro preocupante de paralisia infantil e outros, agora é a vez de nos aliarmos e fazermos nossa parte no combate à Influenza, ou gripe H1N1, também apelidada de "gripe suína".

COMO LAVAR AS MÃOS:
(caso não esteja com boa visibilidade, basta clicar na imagem)





CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO:
(caso não esteja com boa visibilidade, basta clicar na imagem)



De acordo com o calendário, os seguintes portadores de doenças crônicas serão vacinados contra a Influenza H1N1:
• Obesidade grau 3 - antiga obesidade mórbida (crianças, adolescentes e adultos);
• Doenças respiratórias crônicas desde a infância (exemplos: fibrose cística, displasia broncopulmonar);
• Asmáticos (formas graves);
• Doença pulmonar obstrutiva crônica e outras doenças crônicas com insuficiência respiratória;
• Doença neuromuscular com comprometimento da função respiratória (exemplo: distrofia neuromuscular);
• Imunodeprimidos (exemplos: pacientes em tratamento para aids e câncer ou portadores de doenças que debilitam o sistema imunológico);
• Diabetes mellitus;
• Doença hepática (exemplos: atresia biliar, cirrose, hepatite crônica com alteração da função hepática e/ou terapêutica antiviral);
• Doença renal (exemplo: insuficiência renal crônica, principalmente em pacientes em diálise);
• Doença hematológica (hemoglobinopatias);
• Pacientes menores de 18 anos com terapêutica contínua com salicilatos (exemplos: doença reumática autoimune, doença de Kawasaki);
• Portadores da Síndrome Clínica de Insuficiência Cardíaca;
• Portadores de cardiopatia estrutural com repercussão clínica e/ou hemodinâmica (exemplos: hipertensão arterial pulmonar, valvulopatias, cardiopatia isquêmica com disfunção ventricular).
Para mais informações, acesse o site do Ministério da Saúde (http://www.vacinacaoinfluenza.com.br)

Pat Lins

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