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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

CATAPORA


Pedro está com catapora. "Tadinho..." 

O mais legal foi a consulta com a médica, onde ele mesmo interagiu com ela, informando o que o levou, o que sentia e respondendo com presteza e riqueza de detalhes o que sentia. 

Durante as orientações, ele ficou bastante atento e tirou as dúvidas dele, tipo:

- Essa doença é horrorosa, doutora. Quantos dias isso vai ficar em mim?

e

- Eu nem vou descer para brincar no play. E vou ficar bem longe para não passar para Jade - amiguinha dele.

E quando a médica disse que poderia tomar um remedinho antialérgico que aliviaria a coceira a noite, para dormir melhor, ele fala:

- Mas, doutora, eu durmo tão bem. Né, mãe? Eu não tenho problemas com o sono, nem para dormir...

O engraçado foi quando vi a primeira pintinha, na casa dos meus pais e disse: "Ihhh, Peu, vamos ali para vovô ver se é catapora.". E ele me olha e fala: "Não entendi porque mostrar a meu avô. Ele é médico?". Pronto, o que eram duas, se tornaram 3, 4, 5, 6... No dia seguinte estava tomado.

A médica sugeriu deixar nas mãos dele um algodão embebido de álcool canforado. E ele me pergunta: "ela diz para beber o quê, mãe?" e demorei para entender: "Não, filho, não é para beber, é embebido, ou seja, molhado".

Sei que ele está reagindo bem. E repete: "vai passar, não vai mãe?". ele choraminga, quando fica febril e não quer tomar remédio. Já sabe, inclusive, que para baixar a febre, pode ficar 10 minutos debaixo do chuveiro com a água quase fria. E fica lá, parado. Esse é o outro lado dele: quando faz sentido, ele colabora de pronto. Está crescendo e entendendo mais que ele faz parte de um grupo. Por isso, diz que quer ficar bom, para poder ficar ao lado dos amigos sem passar o "dodói". Ele também aprende com a vida e com o dia a dia. Isso não me impede de perder o controle e reclamar com ele quando começa a chorar para não tomar o antitérmico e tenho que engrossar, mesmo. Depois, ele entende e a gente se entende. Tudo é lição e muito bacana, porque sempre aprendemos algo juntos.

Como sempre, alguns adultos é que não reagem bem... As perguntas: "Por que não vacinou?" ou "Se tivesse vacinado...". As vacinas do calendário ele tomou TODAS. Das particulares, só dei meningite. Ou seja, se ele está com catapora a culpa é minha, por não ter pago uma coisa que, na época, eu não tinha de onde tirar e não era tido como prioridade, como a meningite que a gente apertou e pagou. Olha, se cada adulto se esforçasse para ser menos cruel, seria mais fácil. Para mim, na prática, estou aprendendo a ponderar e deixar essas pessoas falarem e pronto, não internalizar, nem interagir. Mãe também aprende no dia a dia a lidar com todo tipo de gente...

Sei que ele está se recuperando e os carocinhos cicatrizam bem rápido.

Esses dias, estou em regime DE - dedicação exclusiva. 

Saudações maternais,

Pat Lins.




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