segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

EDUCANDO UM FILHO

O grande problema de educar um filho é que nos deparamos com o fato de que podemos ser melhores - muitas vezes, isso dói... - e saber que aquele ser é um outro indíviduo que também merece respeito.

A grande maravilha de educar um filho é que nos deparamos com o fato de que podemos ser melhores - muitas vezes, isso dói... - e, que aquele ser é um outro indíviduo que também merece respeito.

Como sempre falo: educar um filho é muito mais do que impor ao outro nossas próprias frustrações e querer que ele resolva... Educar um filho é educar-nos primeiro, como eu gostaria de ser, assumindo para mim quem sou e mudando em mim aquilo que não é construtivo. Educar um filho é dar limites e liberdade... E isso, só se consegue com vontade e honestidade. Mesmo assim, como sabermos a dose exata de limite, para não limitar (podar) e a dose exata de respeitar sua liberdade, sem negligenciar...

Educar um filho é um desafio diário e para sempre, porque precisamos educar o filho que fomos e entender que erraremos com nossos filhos, como nossos pais, tentando acertar e à sua maneira, erraram conosco - em algum momento - e cabe a nós, transformarmos a nós mesmos. É ter plena consciência de que não há fórmula mágica, nem certa. Há caminhos e caminhos para trilharmos. Mas, tendo o amor verdadeiro, tudo se justifica - exceto o que realmente não é amor... Espancar em nome do amor é terror, não amor; destruir em nome do amor é loucura, não amor...

Educar um filho é proteger sem abafar; é ouvir e ponderar, antes de responder; é regar dia-a-dia e, ainda assim, não saber se regou o suficiente... é nunca saber o que fazer, já fazendo.

Educar um filho é nos reeducarmos pela vida a fora e entrarmos no caminho de sermos melhores a cada dia.

Saudações maternais,

Pat Lins.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

TRAUMAS, TRAUMATIZAÇÕES, TRAUMATIZADOS, "TRAUMATIZADORES"... - COMO (NOS) LIBERTAR DESSAS DORES (?)

Apesar de vivermos na "era da informação", o cuidado como esta circula, como é elaborada e propagada é bastante preocupante. Ainda mais para nós, mães, tanto neste papel, como no papel de ser humano.

Uma "amiga" blogueira, certa vez, postou um comentário, aqui no blog, expondo esse temor, onde, por ser psicóloga, acabou criando uma "barreira" de como educar o filho. E, me peguei pensando, por ter conhecimento, muitas vezes esquecemos de que, na prática, a aplicação das informações não seguem o mesmo ritmo que desejamos...

E, como estava/estou com muito pouco tempo para me permitir mergulhar aqui, neste espaço que amo escrever meus pensamentos, para me encontrar e me organizar, acabei deixando passar o tal tempo e, hoje, me "obriguei" - no bom sentido... talvez caiba melhor, me comprometi comigo mesma - a escrever um breve esboço do que me veio em mente:

TRAUMAS, TRAUMATIZAÇÕES, TRAUMATIZADOS, "TRAUMATIZADORES"... - COMO (NOS) LIBERTAR DESSAS DORES (?)

Não existe apenas uma causa para se desendaear um trauma... E quem é o agente traumatizador? Os pais, como referência primária, carregam e são cobrados, como reais e possíveis agentes traumatizadores. A questão é que não só os pais atuais, mas, de toda a história. E o "Pai do Céu"? Será que fica feliz em ver o quanto fazemos utilizando do Seu nome????

Fui percebendo que vivemos reféns do "medo" de traumatizar, haja vista tanta informação sobre "como educar seus filhos" de inúmeros e renomados estudiosos do assunto. A ciência, como acredito, tem seu papel fundamenal, de traçar um paralelo, ou, um levantar de informações ou dados, que se repetem e, para isso, busca-se uma explicação para a origem - quando não se deseja provar a própria origem - como única maneira de se encontrar uma solução. Detalhe: como somos bilhares - ou bilhões - de pessoas nessa esfera achatada nos pólos, chamada de Terra - onde se caberia, por coerência à "realidade científica" de que existe mais água, ser chamda de Água... risos -, o que quer dizer, que não tem como algo, ou, alguma manifestação, ser originada de um único ponto... Ter como origem uma única causa. Lógico que para se tratar um problema, é preciso saber qual o problema, para, após diagnosticado, ou, prognosticado, se receitar o remédio mais adequado - mesmo assim, precisamos entender que a ciência (também) é limitada... ela é feita por nós: humanos e os remédios não são elaborados para se resolver um problema... As misturas químicas agem sobre determinado sintoma, ou seja, ele trabalha na consequencia, não na causa... O que resolve parte do problema, bem como a maneira como resolvemos os diversos problemas, em nossas vidas.

Mas, de volta a terra - ou, terra virtual... risos - sobre o tema, refleti que a descoberta de que carregamos "traumas" de infância - ou, qualquer trauma - de maneira inconsciente e que eles se manifestam na nossa consciência através de nossa maneira de agir ou reagir, me levou a ver que não temos para onde correr, a não ser nos cuidar e nos perguntar: POR QUE COSTUMO AGIR DE DETERMINADA MANEIRA? COMO FAÇO PARA COMPREENDER MELHOR A SITUAÇÃO? COMO FAÇO PARA JULGAR MENOS? COMO FAÇO PARA NÃO ME MACHUCAR COM O OUTRO?... Enfim, temos várias perguntas para nos fazermos e, nem sempre, aparecerá uma única resposta, nem virá como palavras escritas... SIMBOLOGIA. Teremos respostas em forma de signos e precisamos saber como decodificar. Essa é a questão que levanto: PODEMOS LEVANTAR AS PERGUNTAS, BUSCAR AS RESPOSTAS, ESPERÁ-LAS E, ENQUANTO O PROCESSO SE DESENCADEIA, PODEMOS IR AGINDO, COM PEQUENAS MUDANÇAS. Muitas vezes, coisas pequenas, palavras escutadas de maneira inesperada... toquem em algum conteúdo magoado e ainda em forma de ferida aberta, e a gente caia, sem saber a razão. Aliás. RAZÃO é algo muito mal empregado pela gente. A razão não é sinônimo de frieza, muito menos de ausência de emoção. Ela é uma capacidade de se refletir a maneira como a emoção funciona e tentar equilibrá-la, ou, administrá-la.

Cheguei no ponto que queria, nos dizer que sempre seremos agentes traumatizadores, que somos seres traumatizados... e, isso tudo, porque somos humanos e nunca saberemos, ao certo, o que está lá dentro, bem guradado e lá no fundinho de nossa cabeça, seja no âmbito da razão, seja no âmbito da emoção. Nós, todos e cada um de nós, não somos apenas os seres individuais, nem apenas o indivíduo em meio ao coletivo - o que nos torna um ser social, além do individual e que coexistem. Nós somos resulado do que trazemos, do que desenvolvemos, do que aprendemos, do que esperam que sejamos, do que queremos ser... Administrar isso requer habilidade que ciência alguma dá conta! Somos demanda de nós mesmos para a vida toda. E, é por isso, que venho aqui, através deste espaço - kkkkkkk, me lembrei dos abaixo-assinados que fazia na época de escola... - clamar que nos ajudemos neste aspecto: NOS CULPAR, NÃO! Chega de carregar na culpa, chega de culpar os outros! Chega! Somos capazes de fazer algo melhor. Somos capazes de usar a tão repetida RAZÃO da meneira racionalmente correta: a nosso favor, enquanto ser individual, ser coletivo e mãe! A culpa é uma consequência emocional de cobranças externas. A gente cresce em meio à cultura do medo. E, em pelna "era da informação" e, em pleno século XXI, a gente ainda trilha e reproduz a cartilha do medo e do julgamento, "em nome de Deus"! Deus quer que sejamos felizes, minha gente! Foi para isso que nos criou! E ser feliz é viver e se entregar ao movimento de ser feliz! De ser e fazer coisas boas e melhores para o bem comum, não se subjugando ou sendo subjugado pelo crivo da severidade desmedida que nos entranharam. Somos reflexo do medo e do temor a uma criação humana. Mas, não vou entrar muito por essa seara. O que quero, de fato, lembrar, aqui, é que, dentro ou fora do papel de mãe, o que caracteriza um trauma é algo não conhecido, ou seja, um mistério e que sempre vai acontecer. O que quero dizer é que a CURA é não se culpar, nem culpa o outro. A CURA é se abrir e se auto-ajudar, com pensamentos melhores, com o esforço de acender a esperança e a ação diária de se fazer uma coisinha boa aqui, outra ali... com o coração aberto e acreditar que podemos mudar o mundo. Não, não agora e imediatamente... Assim como nossos traumas  não surgiram agora e imediatamente, muito menos essa prática mais do que abusiva de julgamento e condenação da vida alheia, surgiram de uma hora para outra... Põe, por baixo, aí, milhares de anos. E olha, não cabe em uma única fase histórica... Está em todas.

Como pessoa, precisamos nos permitir a libertação das dores causadas por traumas, que, na maioria das vezes, nem sabemos que oriundam de trauma... Muitas vezes nem recordamos ou sabemos o que foi esse trauma. Como mãe, precisamos nos libertar do medo de errar com nossos filhos. NÓS VAMOS ERRAR! NÓS ERRAMOS O TEMPO INTEIRO, COM TANTA COISA... Mãe não traz a perfeição. MÃE NÃO É PERFEITA! A gente só pode fazer aquilo que está dentro da gente. Para fazer diferente - de preferência, melhor, é preciso muita busca e muito empenho e se querer melhorar, senão, só poderemos dar esse pouquinho que temos para oferecer, que está na zona do que repetimos vida afora. Eu tive a honra de conhecer uma senhora, dessas muito firmes, porém doces e suaves - o que prova de que firmeza e inflexibilidade e atitudes rudes não são sinônimos - que nasceu em meio ao holocausto e dentro de um campo de concentração. Seus pais a conceberam ali, e, ali, ela nesceu. Seus pais, muito provavelmente, foram executados, mas, ela, fora salva e adotada por um casal de norte-americanos, se não me engano. Segundo informou, era uma criança muito pequena, menos de dois anos, se não me engano. Cresceu num lar mais tranquilo, com pessoas boas e alegres. Teve "de tudo", como nos referimos quando uma criança cresce num ambiente economicamente favorável e que permite que se compre e crie um ambiente confortável. Estudou. Trabalha. Vive bem - em todos os sentidos - porque sabe administrar os percaulços. Ser feliz é ser feliz mesmo com problemas, mas, não quer dizer que tenhamos que ficar sorrindo a toa, ou, fingindo que o empecilho não exista. É encarar e ver como melhor resolver. Pois bem, ela relatou que sentia um medo e uma tristeza que não sabia de onde vinha. Com o tempo, descobriu que era trauma de infância. Tá, nem por isso se deixou abater. Sofreu e sofre as consequências, porque, aquilo que fora vivido/é não se apaga... Mas, ela detecta as recaídas ou os primeiros sintomas - ou sinais - e, não os ignora. Os abraça e se entrega ao movimento de libertação - ou, melhor: auto-libertação. Nós temos isso, do mesmo modo que ocorrem os traumas, temos o kit supera trauma. Isso não impede as manifestações das dores, mas, não podemos nos permitir a perpetuação do sofrimento.
  
Ainda temos muito o que aprender, nessa vida. Agora, que já foi descoberta o estresse pós-traumático, onde a reação/consequência, não se dá no instante, a ciência aceita que algumas ondas de estresse e seus derivados sejam consequência de algo muito anterior. Ou seja, se as gerações anteriores se "gabavam" de educar melhor os filhos, bom se auto-vasculhar aí. Não estou condenando as gerações, mas, lembrando que só podemos dar aquilo que nos permitmos e que acreditamos que só temos aquilo para dar. Impossível dar o que não tem, mesmo sabendo-se que, em algum lugar dentro de nós, tem muito mais a oferecer. Mas, existe um julgamento cruel e uma condenação forte e severa dessas gerações em conflito com a atual, de que "antigamente, não era assim..." Muita coisa não era assim antigamente, muita coisa não precisa ser assim hoje... mas, o que já foi feito, vai reverberar de alguma maneira em algum lugar. Daí a necessidade de assumirmos a responsabilidade pelo caos no mundo. Nós somos seres muito mais coletivos do que individuais, por estarmos em constantes relações sociais, mas, a subjetividade é algo a ser trabalhado individualmente, para se melhorar o coletivo.

Educar um filho é não desistir - nem de você, nem dele. Olha, eu "peno" com Peu, viu?! Ele é turrão, só quer fazer o que acha - e muitas vezes ele tem "razão" - que sabe. Falo, repito, brigo... Mas, sei que um dia ele vai entender que é minha maneira de educá-lo e de protegê-lo. A gente, às vezes, exagera, porque esquecemos que limite é proteção e carregamos no poder. E poder é ego puro. Pior, ego desequilibrado. Muita gente não entende algumas atitudes minhas e, confesso, não "perco meu tempo", tentando explicar... Tem coisas que a gente precisa fazer e não se ocupar com o que se ouve. Depois, entro no processo de compreender que a reação da pessoa foi porque ela age diferente e não sabe respeitar as opções alheias e etc. Enfim, muitas vezes estou exausta e, apesar de manter a minha postura, nessas horas de cansaço, tudo quer emergir e sair pela portinha da baixa de resistência... e acabo carregando nas tintas e na maneira como dou vazão ao que acredito - mas, tem gente que merece que a gente dê uns gritos, né, para ver se, pelo menos assim, mesmo sem consciência, pare um pouquinho... porque, oh gente invasiva, meu Deus... - pois bem, voltando a Peu, duas coisas me chamaram atenção, nesses últimos dias: 1 - estamos nos mudando - aliás, já nos mudamos, apenas em ajuste de casa nova - e isso mexe com tudo, apesar de ter a alegria da novidade motivando, a característica humana de desgaste e cansaço não mudam como chave de voltagem... - pois, nesse processo, precisei pedir água na casa da antiga vizinha - um amor de pessoa - e, ela me deu um copo de vidro. Perguntei, antes de beber, se ele queria, também, e estendi meu copo, ele falou: "não, porque esse não é de plástico".Então, me fiz de esquecida e disse: "Verdade, filho! Olha a cabeça da mamãe. Obrigada, por me lembrar." Ele simplesmente me deu um lindo sorriso e eu entendi: MANIFESTAÇÃO DA EDUCAÇÃO. Por mais que tenha que "brigar" com ele, em casa, explicando que ele ainda é pequeno para beber em copo de vidro, porque o vidro quebra e tal, só na "rua" pude ver o resultado do meu trabalho, que não é só meu, é conjunto. O fato das pessoas ao redor - ao menos algumas - além de terem essa consciência, algumas que acham bobagam não dar copo de vidro a criança, porque não se pode privar... algumas destas, também, respeitam minha conduta e colaboram isso reforça. Mas, aquilo que passamos para eles, as referências primárias, saem da gente - mães/pais - para eles. Tanto coisas boas, quanto coisas, ruins, ou, não tão boas... Isso me levou à segunda percepção: 2 - não existe uma linha rígida, muito menos única, a seguir que determine como o outro, ainda que seja um filho, vai receber o que passamos em nossas ações. Quem recebe é que "determina" se aquilo é condizente ou não.

Mesma coisa as "brincadeiras" que fazemos. Quem acha graça é quem recebe, porque, se você faz, é porque para você é engraçado. Talvez você não se incomode que brinquem com você do mesmo jeito, ou, acha que é tão melhor que pode fazer tudo... Está na hora de perceber e aceitar que o outro tem seu EU e que cada um tem seu jeito. Assim como EU, EU/VOCÊ, VOCÊ/EU, NÓS, ELES/ELAS... Tem gente que conta pidas de humor questionável e chata é a pessoa que não sabe brincar e/ou aceitar aquela brincadeira... Isso cabe aos nossos filhos, também. Minha irmã tem mania de brincar com Peu apertando, "futucando", como ele fala e ele gosta. Mas, quando ele está sonolento, que está desacelerando, ela, adulta, faz a mesma brincadeira e ele não gosta, se irrita. Não adianta avisar que ele está com sono, o que fica é que ele é "chato" e não sabe brincar...  Nos falta bom senso. Nos falta entender que tem hora para tudo, inclusive hora de parar e não se meter! Mania de nos acharmos sempre com "a" "razão". Isso, também traumatiza, mas, há garantias de que traumatize? Como Peu recebe as brincadeiras que fazemos com ele? Como ele recebe as "orientações"? Como ele recebe os "sente ali para refletir o que você fez" - logo após a explicação de que o que ele fez está "errado"? O que é ERRADO - se para ele era certo? Deixa a criança "bater cabeça" para aprender ou interfir? Até onde um limite é um l.imite e não uma limitação? Temos equilíbrio emocional e capacidade - ou maturidade - para dar uma educação pautada na harmonia dessa gama de informações, em meio a rotina diária... ? Muita gente se acha "madura" porque sabe se comportar nos lugares; não falam besteiras; mantêm a aparência de sobriedade... Muita gente confunde maturidade com aparência... Serenidade, bom senso... vai além do básico: educação formal e cordialidade, é questão coerência de desenvolvimento intelectual - tudo que aprendemos - e prática desse desenvolvimento. Quantos de nós faz isso de verdade? Se você nem exitou e gritou: "Eu", um bom começo para se trabalhar. Eu nunca saberei como meu filho recebe o que passo, porque o que vai não é só o que falo, mas, como falo, com a frequência que falo, como faço diante da mesma situação, quem sou, como sou... Engana-se quem acha que o resultado do progresso do outro cabe a nós. Isso não quer dizer para deixarmos "ao léu". Pelo amor de Deus, apenas quero dizer que importa mais a honestidade - se me permite frisar: auto - honestidade primeiro... - e o esforço diário com crescimento gradativo de se dedicar ao movimento de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, a partir de cada ser individual e subjetivo, em prol do coletivo!

A nós, cabe fazer a cada dia, o melhor que pudermos fazer, não aquilo que dói menos. Só assim, com amor e consciência do que é amor, podemos nos libertar e libertar as dores dos traumas, das decepções, das cobranças e dos julgamentos! Amar e educar é muito mais que dizer: "os psicólogos dizem que tem que fazer assim..." É entender que a psicologia, como qualquer outra área do conhecimento, estuda, levanta dados, traça paralelos, reflete, identifica reações comuns... mas, como toda área do conhecimento, também redescobre a pólvora, se adapta a novas realidades, as estuda... Está sempre em evolução, mas, uma nova vertente não anula, por completo uma outra. Tudo se encaixa. Tudo está conectado. Tudo está interligado. Crescer está acima de qualquer teoria. Crescer é movimento pessoal e esforço diário. É trabalho para a vida inteira. O começo de uma novidade não é o fim de algo que já existe. Isso é que é "massa" a gente poder desenvolver nossa maneira de ser, agir e pensar dentro da diversidade, respeitando e sendo respeitado! Um dia, humanidade, chegaremos lá!

Poxa, tanto tempo sem escrever, que hoje, "perdi a mão" e nem falei tudo que queria, nem como queria... Mas, depois volto para desabafar mais e trocar idéias reais aqui no mundo virtual.

Nem todo caminho nos leva a Roma, mas, leva para outro lugar... Quem vai saber qual e melhor maneira de educar um filho? Mal sabemos nos educar... Não podemos empurrar nossos filhos para o sucesso... Precisaríamos saber o que é "sucesso" para ele... Podemos dar base de confiança e firmeza de caráter. Não podemos trilhar o caminho do outro.

Saudações maternais,

Pat Lins.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM, O ESPELHO MOSTRA - POR PEDRO HENRIQUE

Filho, mais uma sua, para guardar. Tenho tanta coisa anotada, jurando que um dia paro e passo para o blog, mas, sempre passa o tempo e vou deixando para lá. Como esse blog só tem sentido por conta de sua existência em minha vida, eis aqui mais um registro de suas sacadas.

Estávamos tomando banho e, quando eu terminei, ele me mostrou:

PEU - Mãe, tem um pedaço de coisa em seu rosto. Você não viu, não, não foi, mãe?
EU - Não, filho, não tem como a gente olhar com nossos olhinhos e ver a nossa própria bochecha. Você consegue ver seu nariz? E sua boquinha?
PEU - É mãe, a gente não vê, não, né?! Mas, se eu olhar no espelho, eu consigo, né?!

Achei tão linda a sacada dele que faço o pequeno registro. O olhar de uma criança é tão sagaz e vê possibilidade para tudo. Para ele não existe barreira, muito menos a do preconceito. Limitação é coisa que a gente planta neles. Limite, sim, precisamos dar, por mais difícil que seja fazê-los obedecer.

Beijos da mamãe que te ama - mas, que vai fazer você pagar o maior "mico" - kkkkkk

Pat Lins.

OS ÓRGÃOS DOS SENTIDOS - POR PEDRO HENRIQUE

kkkkk No início do ano, Peu aprendeu, na escola, os órgãos dos sentidos. Passado o tempo, costumava perguntar e ele me respondia, certinho.

Pois, ontem, fui perguntar e obtive respostas inusitadas:

EU - Peu, a mão é o TA...
PEU - ...pão
EU - Não, Peu, TATO.
PEU - (se dobrava na risada)
EU - Peu, a boca é PALA...
PEU - ...vrão
EU - Não, Peu, você esqueceu? É o paladar. E o nariz é o OL-FA...
PEU - ...ce - kkkkkkkkkk
EU - Peu, fale sério que você esqueceu tudo... E os olhos são a VI...
PEU - ...rilha

Eu já nem conseguia corrigí-lo, diante da cara de pau. Cheguei a acreditar que ele havia esquecido, até ele me dizer:

"Oh, mãe, a mão é o tato, aqui, oh! O olfato é o cheirinho, no nariz..." E foi me "ensinando". Mas, o que mais me surpreendeu, foi a arte dele. Creio eu que ele esqueceu, por alguns instantes e improvisou, para não "dar o braço a torcer".

Deixo o registro aqui, para lembrar de mostrar a ele quando for maior.

Peu, Peu, Peu!

Pat Lins.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

PARABÉNS PELO DIA DO PROFESSOR! AFINAL, TODA MÃE É UMA PROFESSORA

Mamães: PARABÉNNNSSS!

Se todo professor precede uma profissão, toda mãe precede um professor.

Somos nós as referências primárias e primeiras "guias" do novo ser. Nós é que seguramos aquelas pequenas mãos rumo à vida. Somos nós as primeiras educadoras.

Mesmo quando eles entram na escola, continuamos responsáveis por sua educação de um panorama geral e abrangente, para sempre.

Somos capazes de trocar informações com eles, sigam a área profissional que seguirem. Não, não sabemos de tudo, mas, aquilo que ainda desconhecemos, vamos em busca de informação.

Somos seres em constante atualização e aprendizado, para continuar ensinando e levando adiante. Portanto, somos mãe, as professoras que nunca passam na vida de um filho!

Parabéns aos professores por profissão! Parabéns para as mães: eternas professoras! Que consigamos levar muitas cores, palavras construtivas e atitudes edificantes para formar a base de alegria e força, com bons valores, para as pequenas sementes se tornarem grandes e bons frutos!

Mães unidas, podemos criar uma cobertura 100% favorável para a melhoria do nosso mundo! Vamos colorir cada canto de nossas vidas e, assim, a dos nossos filhos!

Saudações maternais,

Pat Lins.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

COISAS DE CRIANÇA...


Criança sempre nos ensina algo bem fresquinho. Fora a sensibilidade que eles têm em captar, com a maior naturalidade - graças a ausência de preconceito... até a gente começar a passar para eles... -, as "verdades" e as incoerências do mundo que lhes cerca.


Pois bem, estavamos eu e Peu - meu filhote lindo e gostosão - assistindo Pocahontas e ele curtindo muito. Volta e meia ele me perguntava: "lá na curva, o que é que tem, mãe?" E eu não entendia... Até que prestei atenção ao filme e vi que se tratava de uma música... Lição 1: estar atenta só, não basta, tem que mergulhar... - risos.


Daí, ele desandou a perguntar o que são os "índios"; a cantar os trechos das músicas que mais lhe tocaram, como, na hora da preparação para o combate entre brancos e índios, os índios falam que os brancos não são humanos, que o dinheiro é o deus deles... enfim, essa parte ele percebeu bastante e me perguntou: "Por que dinheiro é Deus, mãe?" E, mais uma vez, mamãe não havia prestado a devida atenção... Então, expliquei-lhe que, na verdade, muitas pessoas são "escravas" do dinheiro e, em vez de abrirem seus corações para a vida, fecham-no para a ambição e prendem-se ao dinheiro como lema. Vi que havia falado "adultês" e refiz minha colocação: "é que, em vez deles amarem e ajudarem uns aos outros, filho, muitas pessoas perdem a vida toda querendo só ter dinheiro para comprar um monte de coisa... esquecendo de dar carinho, atenção... e, pior, que a gente faz isso sem perceber. Tem muita gente que só pensa no dinheiro, esquece de idolatrar aquilo que não se compra...". E, só para reforçar, tempo não é algo comercializável... Precisamos saber organizar o nosso para trabalhar, receber dinheiro e investir muito tempo naquilo que nos dá prazer.

Ah, sei que comecei a ver Pocahontas de outra maneira. Já o havia assistido com meus primos - quando ainda eram criança - e, para mim, mais um filme bonitinho e bem feito da Disney, com uma leve mensagem de cunho reflexivo por trás. Assistindo após os comentários de Peu - alguns já nem me recordo - vi que a intenção era mostrar o outro lado da verdade. Coisa que a gente sabe quando é adulto, mas, que as escolas esquecem de permitir se conhecer as duas partes: os "brancos civilizados" se acham. Eles se acham mais espertos; mais capazes; donos do mundo! Dizimaram - dizimam - quantas milhares de pessoas para conseguir o que querem: O NOVO MUNDO - novo para eles... Já era um lugar habitado por seres humanos. E isso é "civilidade"? Pedro perguntava: "Por que ele chamou ela de selvagem, mãe?" Como eles podem esquecer de respeitar as diferenças? Engraçado que, de maneira bem superficial e discreta, o filme tenta resgatar isso: RESPEITO ÀS DIFERENÇAS. Não existe cultura superior ou inferior - existem culturas diversas. Lógico que essa mensagem fica muito por trás do romance entre um branco inglês e uma índia norte-americana. O mote do "amor proibido" pelas diferenças raciais é o destaque. Mas, a mensagem de convivência pacífica, do respeito à natureza, da força de uma amizade... tudo isso está lá. Está na hora em que o indío Kocoum pensa que Pocahontas está sendo atacada e vai "salvá-la" e, ao mesmo tempo, Thomas o mata - demonstrando a supremacia branca das armas de fogo, que, primeiro atiram, para, depois, perguntar - para proteger Capitão John Smith. Este, por sua vez, redefine sua vida e sua maneira de ver os índios através da convivência com Pocahontas e do amor que brota dessa amizade. Até os animaizinhos acabam se entendendo.


Não fosse a limitação que a indústria cinematográfica impõe, o filme poderia explorar mais a mensagem do respeito às diferenças e de que civilização é apenas um termo inventado pelo homem branco, para justificar seus ataques às etnias diferentes. De qualquer maneira, já aborda o tema, quebrando aquele paradigma dos clássicos, onde os brancos eram sempre as vítmas dos índios "maus" e as crianças cresciam acreditando que os índios são os vilões.

Para incrementar, Peu pergunta a minha mãe, no dia seguinte: "Vó, por que eu nasci branco? Eu queria ser preto." Chegamos a pensar que fosse pelo fato do meu pai ser negro e Peu o idolatrar. Mas, na verdade, quando ele veio me perguntar, ele falou: "Mãe, por que eu nasci branco? Eu queria ser da cor de Vitinho - um coleguinha dele -. Branco é mau. Você viu que eles mataram os índios, em Pocahontas?". Eu disse: "Nem todos filho. Existem pessoas boas e pessoas más. A cor não é a gente que escolhe..." Fica a mais uma lição: respeitar ao próximo é muito mais do que dizer que respeita, é saber que o outro é diferente, mas, igual.

Sei que, ao menos, ele já percebe que destruir a vida dos outros para construir a sua não é um caminho do "bem". Aquilo me chamou a atenção. Uma criança de 4 anos perceber isso é muito lindo. Sinal de que educar um filho é perceber que eles já trazem muita sabedoria. E que nós precisamos nos reeducar para termos a mínima capacidade de passar uma boa orientação.

Fica mais uma dica de filme, para quem quiser assistir e passar a mensagem positiva do respeito ao próximo. E fica mais uma lição para refletirmos.

Saudações maternais,

Pat Lins.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"MENINO EM QUADRADINHO" - dica Mães na Prática


Ah, na prática, a gente quer que nossos filhos só assistam a boas produções, né verdade?!

Estava sentada com Peu, assistindo a programação do último domingo - 12/09/2010 -, da TVE Brasil, e, em meio a grade do dia, entra o Curta Criança - "O menino quadradinho" - e vi uma mensagem belíssima sobre a dualidade " ser criança X crescer", onde, o menino, diante do fim dos quadrinhos de um gibi, se vê "obrigado" a conhecer novas palavras e uma gama de novidades através do conhecimento. Uma metáfora brilhante para nos fazer refletir sobre a importância de "novas" e diversas leituras.

Duas frases me chamaram a atenção - lógico, tocaram em algum conteúdo meu e se associaram... risos -, dentre tantas mensagens bacanas: "não temos como viver o mesmo tempo duas vezes, mas, podemos reinventar" e "igual a história da vida... é para criança só no começo".

Ávida por rever aquele curta, corri para o "pai dos burros" da internet, nosso famoso Google e joguei: o menino quadradinho. Depois, fui ao Youtube, e coloquei, aqui, o vídeo, lançando essa dica para mães, pais e filhos. Trata-se de uma produção simples, porém, repleta de simbologia e um texto muito bacana. Lógico, Ziraldo é o "cara". Tem muita coisa boa para a gente levar adiante e apresentar aos nossos filhos - essa novíssima e inovadora geração, que chamo de geração da transição.

Agora, só assistir e se deixar levar pelas palavras e mensagens que esse curta traz e "etc." - risos:


Saudações maternais, com muitos etc,

Pat Lins.

domingo, 12 de setembro de 2010

MINHA MÃE FICOU DOENTE... LEMBREI QUE ELA, TAMBÉM, É GENTE!

mamis e eu
Interessante!

Falo tanto de mim e de minha dificuldade em reestabelecer minha vida após a chegada de minha preciosidade - Pedro Henrique -... conto tanto com a ajuda de minha mãe, que, mesmo sabendo - em teoria - que ela é humana, na prática, me esquecia... Precisou ela ficar doente - virose - para eu me lembrar disso...

Foi lindo quando eu perguntei: "mãe, você estava mal assim? E viajou assim mesmo, mãe?" E ela me respondeu, daquele jeito que só ela mesma - porque eu sou um "pedaço de cavalo"... kkkk -: "...foi. Mas, foi melhor. Se eu ficasse aqui, quem ia cuidar de mim? Lá, mainha fez sopa para mim; os meninos me traziam água de coco o tempo todo..." Gente, minha mãe é GENTE, também! Eu havia, em meio ao meu egocentrismo - eu sei, tá, é humano - só queria tê-la para mim. E, o que achei lindo, é que minha avó - MÃE DE MINHA MÃE - ainda cuida da filha! Já viu lição mais linda? Mãe, minha gente, é um ser a parte, mas, também adoece, tenha a idade que tiver e, quando tem a sorte de ter a própria mãe viva, ainda é uma mãe cuidada pela própria mãe.

eu e mamis
Colo de mãe é um santo remédio. Filha ingrata, eu sou. Vou me esforçar para melhorar. Mamis já está bem, graças a Deus e a "vóvis".

Quero dedicar esse post a essa jóia rara que é minha MÃEEEEE! E dizer para ela que a amo muito. E sim, aprendo muiiitttaaa coisa com ela - exceto criticar os torcedores do Vitória, viu?! kkkkk. Deus te abençoe e proteja, sempre!






Saudações maternais,

Pat Lins.
eu e mamis

sábado, 11 de setembro de 2010

SELINHO DE QUALIDADE

O "primeiro" selo, a gente nunca esquece - risos.

Ingrid - Desconstruindo a Mãe - me "presenteou" com esse lindo selo: SELO DE QUALIDADE. Muito obrigada, querida!

Mas, não basta receber o selo, tem que cumprir algumas regrinhas - bastante fáceis e, ao mesmo tempo, difíceis.. risos - que, se resumem, neste caso, a falar 9 coisas sobre mim - além de tudo que já abro aqui e em meu outro blog - A dor só dói enquanto está doendo... depois, passa!!! - e indicar 9 blogueiras para recebê-lo. Pois então, vamos lá!!!

9 COISAS SOBRE MIM

1. Sou uma pessoa em constante busca pela melhoria e crescimento pessoal;
2. Mãe de Pedro Henrique - coisa mais linda deste mundo;
3. Sou corujona, com senso de justiça - não, não acho que só porque é meu filho ele não "erra"...
4. Me dedico ao movimento VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, de corpo, alma e atitudes;
5. Amo minha família;
6. Sou louca pelos meus amigos - não sei o que seria de mim sem eles;
7. Curto muita MPB, Pop, Soul, Seresta... vários estilos musicais;
8. Ah, eu gosto de assistir animações!!! Não, não é por causa de Peu... eu sempre gostei - risos;
9. Ah, eu odeio rotina! Ops! Chegou a nona "coisa" sobre mim e ainda não falei quase nada... Pois, é, estou aqui em cada linha dos blogs e em cada passo na vida...

Continuando a "missão quase impossível", indico os blogs e blogueiras abaixo para receberem o SELO DE QUALIDADE, com muito carinho:

1. Jamile, minha primamiga querida, do BABÁ ELETRÔNICA;
2. Nau, do Mães e Muito Mais - muito mais do que um blog; 
3. Mari Carneiro, do maravilhoso, Pequenópolis;
4. Silvinha, amiga de infância, do Vivendo um sonho: ser mãe;
5. Dea, mãe de Nina, do NINA, minha meNINA;
6. Di, do meu "blog" de cabeceira - risos - Mãe Bipolar, Filha Jacaré;
7. Para as meninas do Blog do Desabafo de Mãe - Ceila e Sueli;
8. Chris, do COISA DE MÃE;

Ops! Chegou a nona indicação e ainda falta tanta gente... Ah, 9 é muito pouco! A blogosfera materna é tão rica e vasta, que 9 é muito pouco, mesmo!

Obrigada, Ingrid, por esse presente, pela lembrança e pela escolha!

O "Mães na Prática" agora tem seu primeiro selo!!! Agora, todo cuidado é pouco - risos. Se já escrevia aqui com tanto carinho, agora, tenho mais um motivo para me entregar a este espaço!

Saudações maternais,

Pat Lins.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

NATAÇÃO - muito mais do que aprender a nadar

Meu peixinho lindo!!!

Eu pensava que natação era só um esporte para aprender a nadar e se divertir. Tem disciplina, também. Tem "ordem". Tem orientação. O professor conversa com os alunos; explica o que pode e o que não pode; tem "punição" para quem desobedece, como sair mais cedo da água e não participar do final, onde encerra com brincadeiras... ; trabalha o convívio social; a paciência... Olha, muito bacana, mesmo! E no caso do professor de Peu, ele olha nos olhos da criança para "chamar" a atenção e fala com voz firme, segura, sem ser grosseiro. Deve ter muito preparo.

 Muito se engana quem pensa que a natação não impõe disciplina, nem regras, viu?! É importante procurar uma academia qualificada, também. Não é só colocar uma piscina e alguém que sabe nadar... é preciso estudo, qualificação e experiência, além de jeito, claro.

O importante é incenticar a prática de esporte, de maneira saudável, permitindo que a criança diga o que gosta mais. Tenho planos de colocá-lo no judô, mas, ele ainda é muito pequeno para tantos afazeres. Já basta o que o futuro reserva, que é muito trabalho. Vamos permitir que nossos filhos vivam com o mínimo de carga de estresse possível. Penso que isso vá fazer diferença lá na frente, no adulto que eles serão.

Saudações maternais,

Pat Lins.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

NATAÇÃOOOO

Gente, estou hiper-mega feliz! Consegui colocar Peu na natação.

Ele está amando. Começou na última terça (além da aula experimental, semana passada). Parece um peixinho.

Assim que encontrar o cabo da máquina, coloco as fotos aqui, para que ele possa ver no futuro e saber da alegria da mamãe em conseguir essa vitória, tão simples, de colocá-lo numa atividade física!

Chegou exausto em casa. Engraçado: para "aprontar" suas artes, traquinar, correr e agitar ele não cansa... Ao menos a natação está ajudando a dosar essa descarga de adrenalina que o alimenta - risos.

Quando coloca aquela touquinha e os "oclinhos", meu Deus, fica um espetáculo da natureza! Ele é lindo demais ("benza a Deus" - kkkkkk). Fica todo gostoso nadando, mãe.

Agora, aguardar o tempo e avaliar a mudança de comportamento dele. Como sempre falo, ele é um menino maravilhoso, mas, elétrico ao extremo!

Saudações maternais,

Pat Lins.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

UP - ALTAS AVENTURAS - dica de filme


Up - Altas Aventuras é um filme lindo! Com cores alegres e estória incrível, Up nos lembra que a aventura de viver com alegria não pode ser esquecida.

Tudo começa com Carl Fredericksen ainda criança e seu sonho de viver altas aventuras, como do seu programa favorito  "Almanaque de Aventuras - A Aventura está lá fora", apresentado por Charlie Muntz. Este, um cientista famoso, que abordo do seu dirigível "Espírito de Aventura", percorre lugares incríveis e inimagináveis. Infelizmente, uma de suas descobertas é contestadas pela "ciência" e sua credibilidade, posta em dúvida. Magoado e ofendido, ele decide dedicar toda a sua vida para encontrar, com vida, o animal que todos acreditam ser "invenção" sua.


Mas, Carl e as outras crianças não estão preocupadas com o que a ciência atesta ou contesta. Ele sonha em ser um aventureiro. E, num de seus devaneios fantasiosos, depara-se com uma casa velha e uma pequena aventureira a explorá-la. Curioso, o tímido e solitário menino entra, sorrateiramente, como um verdadeiro explorador. Pego de surpresa, pela "capitã" Ellie, uma menininha esperta, falastrona e de bem com a vida, Carl é convidado a fazer parte do clube de aventureiros. Ali, começa a melhor aventura de suas vidas. Eles crescem juntos e se casam, sempre alimentando o sonho de conhecer o "Paraíso das Cachoeiras", uma terra perdida no tempo, que fica na América do Sul. Mas, na aventura diária, os obstáculos e as responsabilidades são muitas, fazendo com que os sonhos sejam protelados e as prioridades estabelecidas. Como todo adulto, os sonhos de criança tornam-se sonhos de criança e vão parar em algum lugar no maleiro, até que, um dia, ouve-se o chamdo da vida. Como não puderam ter filhos, o casal envelhece junto fazendo de cada dia, uma dia aprazível. Até que Ellie falece e Carl se vê sozinho, novamente.


A partir daí, começa sua verdadeira aventura. Mantendo a rotina de anos, porém, com idade já avançada e feições quadradas - bastante diferente das feições arredondadas de sua infância -, Sr. Fredericksen se torna um velho ranzinza e isolado. Não fosse a especulação imobiliária te importunando a todo instante, para que venda sua casinha, a mesma que ele e Ellie se conheceram, na infância e transformaram em lar. Diante da pressão de homens sem rostos e mulheres masculinizadas pelo "poder", grudados em seus celulares - isso é uma interpretação minha, tá... através dos personagens que representam os "poderosos" que querem comprar a casa -, Sr. Friedericksen precisa conviver com todo o transtorno e barulho da vida "moderna". Após receber a visita de um pequeno "explorador da natureza", chamado Russell, Sr. Fredericksen é, mais uma vez importunado pela construtora, que destrói sua caixa de correspondência, num pequeno acidente. Sisudo e mal humorado, ele tenta recuperar "seu" objeto. E, por conta de um pequeno mal entendido, ele "agride" o funcionário, com sua bengala. Levado à polícia, é sentenciado a se mudar para um azilo de velhinhos - tudo isso com muita leveza, por se tratar de um filme infantil.

No dia de sua mudança, a surpresa! Ao arrumar suas malas, ele encontra o antigo livro de aventuras de Ellie, onde ela colava fotos e recortes de suas aventuras e sonhos e sempre deixava espaço para as aventuras que iria viver, como morar no Paraíso das Cachoeiras. Quando os enfermeiros do azilo chegam, para conduzí-lo, ele pede para se despedir da casa. Ao fechar a porta, algo inimaginável acontece. Milhões de balões surgem e levantam a velha casinha. Sr. Fredericksen dá início a sua maior aventura: levar a casa e todas as suas lembranças com Ellie para a América do Sul, precisamente, ao Paraíso das Cachoeiras. Preso à promessa que fez a sua esposa, ele ganha os ares e segue o seu destino.

Na paz e quietude dos céus, alguém bate a porta. Surpreso, ele abre e se depara com o pequeno Russel, em sua varanda. Desse ponto em diante, a dupla vai viver inúmeras aventuras até chegar ao Paraíso das Cachoeiras - após sua chegada, também. Para Russell, o importante é ajudar um idoso a "atravessar alguma coisa", afim de receber seu distintivo e se tornar um "grande explorador da natureza".

Já em terra firme, ainda rumo ao Paraíso das Cachoeiras, eles conhecem Kevin e Dug, com quem viverão as mais fantásticas e surpreendentes aventuras. E, é em meio a esse mundo de fantasia que Sr. Fredericksen recupera sua alegria de viver e resgata seus sonhos de criança. Sr. Fredericksen, literalmente, leva a casa e todas as suas lembranças, nas costas. Mas, novos sonhos passam a fazer parte da sua atual realidade e, através do fulgor da juventude do pequeno escoteiro - Russell, Sr. Fredericksen se vê diante de uma escolha difícil e importante: segue seu caminho, preso ao passado ou, muda seus planos? Encontros insusitados e inesperados. É lindo quando ele abre o "livro de aventuras" de Ellie e vê que ela já havia preenchido o espaço: "coisas que vou fazer" com o que eles fizeram, desde o dia do casamento. Prova de que ela soube viver e aproveitar cada instante de sua vida, sem se prender ao que "poderia" ter feito. Senão, as coisas que quermos fazer, nunca chegarão e sempre ficará um espaço para o futuro, talvez, que nunca exista. 

Liberdade, união, amizade, qualidade de vida, sustentabilidade, a importância da tecnologia bem aplicada, respeito às diferenças, respeito ao mais velho - afinal, o velhinho de hoje, foi a criança de ante-ontem... -, respeito ao ser humano... questionamentos sobre "civilização", respeito à natureza, a importância de estar presente na vida dos filhos, amor, atenção, compromisso... um velho solitário, ranzinza e incompreendido com uma criança sem atenção do pai que se unem e se tornam uma família, são apenas algumas das mensagens que o filme passa. É muito lindo!

Para nós, adultos, fica a mensagem de que não podemos deixar morrer os sonhos, mas, que precisamos saber nos ajustar às mudanças, com o espírito de aventura e coragem sem entraves, da infância, com a sabedoria e o conhecimento adquiridos com o passar dos anos. A união perfeita do equilíbrio entre o vigor e a força da juventude com a experiência da 3ª idade. Fora a mensagem do desapego. Nos prendemos tanto ao passado que não nos damos conta do presente. No final, tudo dá sempre certo. Hora de recomeçar! E o melhor, viver o sonho é muito melhor do que sonhar! A gente pode conseguir muito mais, se mantiver aceso nosso "espírito de aventura"!!! Sempre há uma saída.

Para as crianças, um desenho animado cheio de aventuras e fantasia de um "velho" com cheiro de ameixa e seu novo amigo, um "carteiro tampinha" - como os chamam os cachorros na floresta!


Gente, tudo isso aliado à dublagem de Chico Anysio é show de bola! Fora os bônus, como "Parcialmente nublado", que é a coisa mais fofa e com uma mensagem riquíssima sobre a dualidade da vida, de maneira lúdica.

Embarque nessa aventura cheia de cores e mistérios. Divirta-se! Porque "a aventura está lá fora!".

Saudações maternais,

Pat Lins.

domingo, 22 de agosto de 2010

PAUSA PARA MÃE

Uma pequena pausa. Já, já, volto com mais posts. Tudo uma questão de tempo e ajuste pessoal e familiar...

Continue lendo e sugerindo, afinal, o "Mães na Prática" continua aqui!

Saudações maternais e até já,

Pat Lins.

domingo, 8 de agosto de 2010

HOMENAGEM AO DIA DOS PAIS: "A GRAVIDEZ DOS HOMENS - fisiologia de um sentimento"

Li o texto abaixo na revista 29 horas, de abril/maio 2010, onde o título e a foto me aguçaram a curiosidade. Tamanho foi meu deleite, que o escolhi como mensagem para o DIA DOS PAIS e aqui está. Apesar de ter sido em homenagem às mães, a beleza das palavras e a mensagem cabem perfeitamente aos pais. Espero que toque e emocione, assim como a mim, cada pai, mãe e afins desse universo tão vasto, complexo, lindo e enriquecedor que é trazer um filho ao mundo. Boa leitura e FELIZ DIA DOS PAIS, papais e/ou futuros papais!

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A GRAVIDEZ DOS HOMENS
FISIOLOGIA DE UM SENTIMENTO


"Eu sempre gostei de mulher. Mas um dia descobri que eu não sabia o que era isso: mulher. Nem isso: gostar.

Aconteceu quando eu fiquei grávido. Engravidei, óbvio, de uma menina.

Imagino que não deva ser surpresa para você: homens também engravidam. A gravidez masculina não só existe, como é necessária. Mulheres nascem mães, homens viram pais. Sem a gravidez eles são apenas dispersores de sementinhas.

Como não poderia dexiar de ser, a gravidez masculina tem muitas e importantes diferenças da feminina.

Para começar, a gravidez do homen é com a criança ao ar livre. Começa no exato momentos em que a criança nasce: ao sair da mãe, ela começa a entrar no pai. E a crescer dentro dele, dia-a-dia.

Nos primeiros meses, o homem perde a noção de tempo, deixa de ter a idade que tem e passa a ter a idade de quando ela, a criança, tiver 18, por exemplo.

O tempo é o tempo dela. A casa, sua casa, também deixa de ser sua. É como se ganhasse uma placa na porta - 'sob nova direção'.

Naturalmente essas mudanças espaciais e temporais provocam algumas vertigens, leves enjoos, sintomas típicos do início da gravidez. E desesjos estranhos, mas esses os homens sempre têm, grávidos ou não.

Então um dia a criança descobre que o pai existe. E sorri (quem diria, a mulher mais linda do mundo é banguela!). Nessa fase você começa a engordar, inflar é melhor. Mais tarde ela diz 'papa'...Você liga para a sua sogra (para sua sogra!):ela falou papai... Na verdade era 'papa', 'papinha', 'comida', mas você só saberá disso anos mais tarde.

Tarde demais.

Quando ela começa a andar, você cai de quatro, relinchando, e ela aprende a montar - dois dentes rindo. E é só você se distrair que sua bolsa (e normalmente o bolso também) estoura: ela descobre a vida, o mundo, as viagens. É hora do parto. Mas essa já é outra história.(...)"
(TOLEDO, Luiz (29 de abril - 29 de maio de 2010) . A gradidez dos homens - fisiologia de um sentimento. 29 horas, p. 34)
 
Saudações maternais,
 
Pat Lins.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

MÃE SEMPRE TEM CULPA POR TUDO?

Nos últimos tempos, Pedro tem se machucado muito mais... pancadas, esbarrões... E, mesmo assim, ele não para.

Bom, graças a Deus, vou começar um trabalho e terei grana para pagar uma atividade física para ele - e vou seguir a orientação super dez de meu amigo André Leitte - cito-as em "HIPERATIVIDADE OU HIPER ATIVIDADE?".

Sei que existe muita mãe/pessoa imprudente por aí - isso não vai mudar com a maternidade, só pela maternidade... só mudamos nossas características com consciência, entrega, esforço e dedicação - o que não é o meu caso. Beiro mais a neurose do zelo, do que a imprudência. Fora que tenho uma grande bússola de 3 anos e 10 meses em minha frente que se mostra como é e ele é ligado no 220 - risos.

Pois bem, eis aqui meu questionamento/desabafo: MÃE É CULPADA POR TUDO? Lógico que sei e concordo completa e plenamente, que somos responsáveis e que criança pensa que tem sapiência de tudo, mas, ainda falta aprender muito; que são indefesas; que por mais inteligentes que sejam, são CRIANÇAS. Mas, não é disso que falo. Me refiro a eterna atmosfera de crítica pela crítica - sem intensão de contribuir. Levantar uma polêmica sem propor solução. Isso é leviandade.

Olha, vou falar da minha prática, que, talvez, seja mais comum do que se pensa. Como sei que Peu é como é - já que já nasceu assim - eu redobro minha atenção. Mesmo me esforçando para "respeitar" sua individualidade, estou sempre por perto, numa "liberdade vigiada" - como sempre fez minha mãe - para, justamente, ele continuar sendo um indivíduo vivo e inteiro. Ah, mas, essa é a maior queixa contra mim e minha maior "condenação": não deixar Pedro sozinho. Os sábios ignorantes ao meu redor repetem isso insistentemente. Como já estou saturada e não sou uma florzinha de pessoa, dou uma amostra grátis: vou ao sanitário mais próximo - xiii, entreguei o ouro... risos - e peço que olhe meu tesouro - porque Peu é meu tesouro,sim. Sua eletricidade não diminui suas qualidades, muito menos, meu amor por ele - e "batata", ou a pessoa se cansa ou deixa Peu solto e prestes a se machucar... Santo Deus que já o salvou de poucas e boas - e, a mim também... - até de pular de uma varanda num primeiro andar... Como essas pessoas não têm uma capacidade de análise auto-crítica, tenho que que ser "a chata" que não confia neles - "eles", não são todos... são pessoas específicas - e, por uma questão de proteção, mantenho minha postura e me trabalho para compreender que eles são como são e eu como sou... E Peu... é como é!

Retomando minha linha de raciocínio, quando, mesmo assim, ele consegeu furar o cerco - afinal, toda criança é sagaz e inteligente - e se machucar, sou condenada - muitas vezes pelas mesmas pessoas que me culpam pela vigilância - por não ter prestado MAIS atenção. Em substituição ao "deixa o menino, Pat", vem "Pat, não pode vacilar. Olha, criança requer atenção constante...Com fulano de tal foi assim, ela virou as costas e..." É, mas, isso só acontece com o filho dos outros, porque com os de quem levanta a crítica destrutiva, os filhos nunca se machucaram...deviam viver "dopados", então. E aí, a mãe é falha e culpada. Quando iremos compreender que nem sempre o binômio "culpa/culpado" precisa existir? Que acidente já se auto-define: a-ci-den-te. Dói, machuca, a gente sofre, se preocupa, pensa horrores, entra em pânico... enfim, aquele "Deusnosacuda", mas, não necessariamente, alguém causou aquilo ou tenha sido descuido ou desatenção. Me refiro a acidente, não a descaso e afins.

A última dele foi quase quebrar o nariz, da maneira mais boba, tropeçando no vento e caindo "de cara" no pé da cama. Houve culpa, intensão ou descuido, aí? Mas, o que já escutei de gente que nem ouve o que diz - sabe como é? Daquelas pessoas que falam se contradizendo, achando que estão cheio de moral - risos - me dizer que eu deveria ter mais cuidado, que criança nessa idade cega a gente... tudo que já sei, que já evito e, mesmo assim, aconteceu. Então, penso: reajo ou ignoro? Não é fácil, mas ignoro, engolindo a seco... Detalhe maior é que eu sempre fui "manteiga derretida", mas, tem horas que sangue frio é necessário - e, só Deus sabe o quanto é penoso para uma mãe se manter "fria" para socorrer o próprio filho - e, ainda me vem uma "cobrança" subliminar, em forma de alfinetada do tipo: "ela nem chorou..." Eu me esforço para segurar o choro e manter um pouco de racionalidade em alta e, ainda assim... deixemos para lá. Nós temos mania de procurar "culpado" - de preferência, culpando...

Pois bem, aqui fica meu questionamento/desabafo/alerta: MÃE SEMPRE TEM CULPA POR TUDO????

Saudações maternais,

Pat Lins.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

DOIS CORAÇÕES PARA UMA MÃE...


Hoje, diante das peraltices de Peu, mais uma arte e uma consequência séria... Vigio e grudo nele, mas, impossível evitar acidentes...

Pois bem, ele caiu e bateu o nariz na quina da cama... Muito sangue, viu?! Como um narizinho tão pequenininho cabe tanto sangue? Só "acalmei" após ele ter sido atendido na emergência e contido o sangramento. Ufa! Apenas "um vazinho"...

Nem bem me recupero de um susto, vem outro... Se dói em mim, que estou de fora, imagina nele? Se ele para? Nada. Ele volta e faz a mesma coisa. e artes novas, também...

Bom, MÃE DEVERIA TER DOIS CORAÇÕES: UM PARA PODER PARAR, NESSAS HORAS E OUTRO, PARA NOS MANTER VIVAS - PORQUE, PRECISAMOS ESTAR A FRENTE DO SOCORRO, DAR CARINHO, FORÇA, EXPLICAR AO MÉDICO... SÓ DEPOIS, CAIR... BEM DEPOIS...

Saudações maternais,

Pat Lins.

terça-feira, 27 de julho de 2010

"MÃE DIZ TER SIDO AGREDIDA POR CONTROLAR FILHO AUTISTA" - diferença entre conter e bater.

                                    FOTO: Manuela Cavadas/ Ag. A Tarde
No último domingo - 25/07/2010, o Jornal A Tarde, publicou uma matéria que serve de alerta sobre o grau de conhecimento sobre a diferença entre "bater numa criança" e "conter uma criança 'especial' em crise". Como o "Mães na Prática" tem interesse em abordar temas de ordem prática em nosso cotidiano, estou levantando informações sobre AUTISMO, para colocar aqui. Quem tiver informações, por favor, me envie por e-mail. Precisamos disseminar o máximo de informações para alertar a população sobre a conduta adequada e, também, de certa maneira, proteger as mães, pais e responsáveis por crianças especiais. Para que não aconteça o que aconteceu com a baiana, Geisa de Oliveira Sapucaia, mãe de um filho autista que, ao tentar conter uma crise "de agressividade" do seu filho, de 11 anos, num ônibus de Salvador, onde ele queria quebrar uma lâmpada do coletivo, foi espancada por outros usuários do mesmo serviço de transporte, que gritavam a "lei da palmada" e alegavam, através de suas agressões, estarem executando a lei. Onde já se viu isso?! A mania de se meter na vida alheia, agora, pode se utilizar da fachada de "cumpridores da lei", através de atos insanos e violentos, em nome da lei! Se a lei aborda a temática da "não violência", o erro fica ainda maior e mais grave: os "justiceiros de plantão", provavelmente, pessoas de um equilíbrio emocional minúsculo e dotados de um intelecto de inseto, agridem em nome de uma lei contra a agressão... No mínimo, irônico.

Essa situação me remete a, na verdade, um bando de desordeiro e desequilibrados, recalcados e mal-resolvidos, que, se utilizam de uma fachada de "bons cumpridores da lei" para encobrir suas patologias e transtornos de acéfalos e inergúmenos que só têm o objetivo de falar em moral, sem possuí-la. Característica grosseira de nossa vã hipocrisia, que insiste em se estabelecer e proliferar entre nós e alimenta nossa medíocre sociedadezinha. Fiquei indignadíssima! Só uma mãe de filho autista pode saber o quanto dói nela ver seu filho em crise e, a única coisa que pode fazer, é segurá-lo com firmeza para protegê-lo. Essas mesmas pessoas que agrediram essa mãe, a culpariam se ela permitisse que a criança alcançasse êxito em sua crise e quebrasse a lâmpada do ônibus, se machucando. O que nós queremos? Um mundo perfeito? Mães perfeitas? Filhos perfeitos? Pais perfeitos? E o que fazemos para viver e desenvolver esse mundo? Com esse tipo de manifestação animalesca de colocar em prática uma lei que fala do oposto e sem direito de justificativa? A mãe, agora, precisa comprovar que é uma boa mãe... Pode?! Ela afirma, na matéria do Jornal A Tarde (leia na íntegra: "MÃE DIZ TER SIDO AGREDIDA POR CONTROLAR FILHO AUTISTA") que, agora, está levantando documentos das instituições de apoio ao autista, onde leva seu filho para tratamento e recebe as devidas orientações e instruções, para provar sua inocência, por temer novas agressões "em nome da lei".

Já escrevi sobre assunto correlato em  "O QUE OS VIZINHOS VÃO PENSAR". Cada manifestação tem sua "bandeira". Agora, com a LEI DA PALMADA, leva esse título. Para se "cumprir" a lei, antes, conhecê-la. Para se julgar o outro, antes, dar a oportunidade da explicação, o velho benefício da dúvida.

Ser mãe já é cansativo e somos julgadas e condenadas o tempo inteiro, imagine uma mãe dessas, de baixa renda e com filho especial? Por coincidência, estava eu num ponto de ônibus, na mesma cidade, próximo ao Hospital Sarah, que trata de reabilitação, e uma mãe descia com seu filho de 6 anos, que não falava e estava muito agitado. Ela, de aparência muito pobre, demonstrava extrema apatia e cansaço, enquanto seu filho, numa energia só. Quando ela segurava, com firmeza - diferente de agressão - seu punho, ele se jogava no chão. Situação muito delicada. Notei - julgamento meu... - que as pessoas no ponto não gostavam do que viam. Ela, nítidamente, nervosa, precisando se dividir entre segurar o filho - para que ele não corresse para o meio da rua - e não perder o ônibus que demora para passar. Pois, ela perdeu o ônibus, o que, naturalmente, mexeu muito e, com certeza, a deixou irritada - mas, via-se que ela não descontava na criança. Eu tentei ajudar, conversando com o menino, mas, não podia me envolver muito, por não saber como contê-lo. Perguntei a mãe se ele poderia mascar um chiclete - era o que vendia nas bancas dos vendedores ambulantes que ele pedia - e, ela, meio sem jeito, em dizer que não tinha como comprar quase negou, quando eu me ofereci para comprar. Foi uma "salvação" momentânea. Comprei uma cartela e fui negociando com ele. E ela pode ter alguns segundos para respirar. Mesmo com toda minha prestatividade, eu era uma estranha e ela, ainda, precisou reforçar o "segurar" no braço dele... E, nesse íterim, ela desabafou: "eu morro de medo dessa lei nova aí. Que não pode dar tapa na criança. Ele não tem noção de perigo e eu preciso segurar forte..." Eu me pregunto - nada contra a lei, mas, como ela está sendo disseminada e como será executada, quais os critérios e por quem... Isso, sim, é preocupante - se essas mães serão protegidas? Mães de crianças especiais vão sofrer pela ignorância e estupidez daqueles que estão ciscando para "executar" e "agir" em "nome da lei", sem saber, sequer o que ela rege e sem informação sobre os "condenados". Existe uma enorme diferença entre "conter" e "bater".

Até quando seremos vítimas de de nós mesmos? Até quando vamos nos permitir a ignorância "legitimada", em vez de abrirmos os horizontes da mente em busca de crescer?

Vou pesquisar, também sobre a "Lei da Palmada" e sobre os direitos de mães de filhos especiais, para que se tenha o mínimo de facilidade e oportunidade para essas pessoas transitarem entre os "Normais" alheios. Como mãe, como blogueira e como pessoa, me sinto na obrigação de fazer algo, nem que seja escrever aqui, num espaço aberto, um grito de CUIDADO, para todos e cada um de nós. A informação ainda é o melhor caminho. E, além das Leis, precisamos criar e exigir melhor condição de vida, de transporte público, de educação, saúde, etc e de execução da lei. Nada de sair agredindo o outro, dizendo-se na razão, sem possuí-la!

Vamos estender mais a mão ao próximo, em vez de destruir, machucar, julgar e condenar. Muito ajuda quem não atrapalha.

Saudações maternais,

Pat Lins.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

PAIS NA PRÁTICA - mãenifesto pelos PAIS

Nada mais justo do que lembrarmos que, nesse movimento para a maternidade consciente e a "re-valorização" da mãe,inlcuindo toda a abordagem e realidade contemprânea, dos PAIS. Se para tudo na vida, as referências primárias - binômio pai/mãe ou responsável - são as mais significativas, se desejarmos fazer algo para melhorar esse mundão de meu Deus, que comecemos pela base: família. E, família quer dizer pessoas individuais coexistindo num ambiente, praticamente, coletivo e social. Com papéis e funções legais para todos os envolvidos. Ambas as partes têm o direito de serem felizes juntos ou separados.

No MANIFESTO PELAS MÃES, do GRUPO CRIA, erguemos a bandeira para a chamada de atenção da importância e (re)valorização do papel da mulher, enquanto mãe.

Lógico, peculiaridades a parte, ser mãe muda completamente a vida da mulher - de dentro para fora e de fora para dentro. Outras mudanças em nossas vidas não são tão significativas e radicais quanto esta. Trata-se de um êxodo de nós mesmas para um mundo maior e mais amplo, repleto de diferenças, divergências, dicotomias e pluralidades... sem esquecer da divisa permanente e ainda de difícil ajuste entre individual e coletivo... risos. E isso não quer dizer que não gostemos. Não. Aliás, NÓS AMAMOS! Só não podemos mais continuar a negar o "outro lado" que aparece dia-a-dia em paralelo a todas as nossas tarefas diárias, a verdade que ser mãe é PADECER NO PARAÍSO. Se a "mulher-mãe" trabalha fora - realidade comum e cada vez mais crescente - ela não interrompe o papel de mãe... Já, quando ela sai do trabalho, ela deixa de ser a funcionária, empresária, seja lá o que for... até o dia seguinte e o recomeço do expdiente - salvo algumas situações, como reuniões de negócios e trabalhos informais... horas extras... Enfim... - Mas, não existe uma carga horária limite para ser MÃE, somos o tempo inteiro, estando ou não fisicamente ao lado do filho.

Com todo avanço no papel e reconhecimento - isso ainda é uma estrada longa e labuta constante - da importância e "utilidade" da mulher, os homens também passam por reajustes - ainda estão na fase do desajuste, mas, chegam lá... afinal, nós também estamos ajustando essa nova realidade diária de estabelecermos nosso espaço e exigirmos a justa igualdade, enquanto seres humanos e suas funções... E isso não só no âmbito profissional. No ambiente doméstico, também. Fora no ambiente INDIVIDUAL.

Pois bem, antes de começar o "MÃENIFESTO PELOS PAIS", proposto pelo BLOG DO DESABAFO DE MÃE preciso passar por uma questão de conflito de gerações, que interfere, e muito, em nosso avanço. A "aceitação" das gerações anteriores - nada contra, cada um tem seu jeito e sua(s) necessidade(s), além de maneiras de viver a realidade e saber tirar proveito - acabam sendo um entrave para o nosso avanço. Não radicalizo, afirmando que todas aceitavam e se encontravam no papel de submissão e/ou mãe/mulher. Sei que todo início dessa mudança que hoje despojamos originou-se de alguma precurssora - vixe! Parece discurso feminista... Mas, se cabe,que seja... risos. Não sou contra o feminismo, sou contra qualquer atitude radical. Não penso que precisemos desmerecer a "classe" masculina para "erguer" a feminina... Isso não é justiça, é vingança e igualdade, para mim, não é bem por aí... Por favor, nada de polêmica, apenas pincelo uma situação com fragmentos de minha maneira de pensar... o que pode dar margens para diversas conclusões... Portanto, não há outra conclusão, senão, a de que sou  A FAVOR DA IGUALDADE! - pois bem, de volta ao ponto, antes da interrupção - risos. Esse entrave não é pouca coisa. Uma das grandes dificuldades que a geração de mães atuais encontra é a eterna comparação entre as próprias mães de gerações anteriores, que, entre outros argumentos, acham que nós padecemos da "falta de paciência crônica", porque queremos ser "mulheres modernas" e antigamente não havia nada disso... VERDADE. Mas, também, não havia respeito às nossas vontades... Debates a parte, recebi um e-mail, quase um manifesto, onde mulheres desabafam e se colocam contra a realidade atual da mulher e expressam sua "saudosidade" à época em que o maior trabalho que a mulher tinha era "qual o menu para o jantar?" o que, é uma propagação e nutrição para o machismo, afinal, muitas mulheres são machistas! De fato, em respeito às diferenças, elas têm razão e todo o direito... Mas, diante de minha total parcialidade... ihhh, para mim, são um entrave gigantesco e voz ativa que gera resquícios da repetição de valores do tipo: "Menino veste azul e menina rosa. Meninos brincam de carro e bola. Meninas de boneca e têm que aprender a cozinhar..." Entre outros. Enquanto esse ecos durarem, nossa luta terá um agravante: conflito de interesses no universo materno. E a gente vai continuar a ser "mães diferentes"...

Ora, para os "pais" trata-se de um "prato cheio". Mas, não dá mais para aceitar isso. Meu marido me ajuda muito a cuidar de nosso filho. Arruma os brinquedos espalhados pela casa; falta de jeito a parte, lava os pratos, coloca roupa na máquina, esquenta comida, dá o café de Peu... algumas vezes, dá o almoço... Enfim, ele é companheiro mesmo. Como eu estou desempregada, a gente arruma a casa - na verdade, eu arrumo... Mas, é por uma questão de consciência - não é justificativa ao machismo - de que ele trabalha o dia todo e ainda tem que fazer o grosso das tarefas domésticas? A gente divide muita coisa. E, ele também não "exige" de mim a casa tinindo de limpa. Alguém precisa arrumar a deixar o ambiente limpo. Não é porque eu sou a mulher. Isso é um ponto positivíssimo para ele. Algumas vezes me pego sendo "mãe" dele e volto atrás. Essa questão de que toda mulher tem que ser "meio mãe" do marido é MITO. Balela! A gente é companheira, esposa... Do mesmo jeito que eles são nossos companheiros, esposos. Mas, existem algumas condições para se manter tudo em ordem e quem tem mais jeito estabelece as diretrizes. Em nosso caso, eu, porque ele tem a grande característica nata da bagunça. Mas, com olhares e "delicados" gritos de pedidos para não pendurar camisa nas portas e toalha de banho, após o uso é para estender, tudo se ajeita. Do mesmo jeito que evito deixar calcinhas penduradas no banheiro... DIVISÃO DE TAREFAS. Esse é o ponto do respeito e equilíbrio em qualquer lar. Mas, uma divisão justa. E, divisão justa é aquela onde se pode fazer o que gosta e, caso tenha que abrir mão e fazer o que não gosta, porque alguém tem que fazer, que cada um veja o que é "menos pior" para cada.


A gente conversa muito - algumas vezes não são bbeeemmmmm conversas, né?! Ops! Deixa para lá... risos - e isso ajuda. Ele é aberto e poucas coisas do machismo se entranharam nele. Nesse aspecto a conviência é mais harmoniosa e pacífica.

Ah, quando nos tornamos PAI e MÃE - ou MÃE e PAI... tanto faz - ele me ajudou muito com Peu e, quando eu agradecia, pelo fato de ter levantado para dar mamadeira, um banho ou qualquer coisa que fosse para nosso pequeno, ele sempre me dizia/diz: "não precisa agradecer, Peu também é meu filho. Faz parte..." E fala de uma maneira muito legal. O que me fez ver que eu, sim, estava sendo "machista" em achar que só eu - mãe - posso e sei cuidar da criança. Não, os pais também sabem. Quando nasce a criança, nascem juntos o pai e a mãe. O que antes era o casal, e, aí dentro, já existem necessidades de ajustes permanentes, agora são: dois seres individuais + um casal + um novo ser individual + pai~e mãe + família + universo pluripeculiar  e só a equação RESPEITO + CONSCIÊNCIA + COMPREENSÃO + DIVISÃO JUSTA DE TAREFAS + EQUILIBRIO + HONESTIDADE + ENTREGA + AMOR (não o amor fantasioso e irreal de novelas e filmes... o amor em mais uma faceta... Imensamente maior e mais sublime. Um amor que ainda não aprendemos como viver...) = família feliz e em paz! Ou seja, base de bons valores!

Durante a gravidez ele enchia mais o saco do obstetra - e o meu... risos - do qeu eu! Era uma necessidade de saber o dia exato do nascimento... Não entrava que em gravidez e exames pré-natais, trabalha-se na escala das previsões, não certeza. A natureza é sábia e ciência alguma consegue exatificá-la. Ultrasson mostra o feto, e, em base a "médias", se calcula a provável data/expectatica para o nascimento. Para isso a velha margem de erro: pode nascer duas semanas antes ou duas depois da data "prevista". Ele me acompanhou em cada ultra, em cada consulta. Entrou - e não aceitaria um NÃO que o impedisse de ver o parto - e acompanhou todo o nascimento e grudou na enfermeira, levando Peu para o berçário. Foi me ver no quarto algumas vezes, mas, estava encantado com a "cria". É muito comovente e bonito ver a relação dos dois. Ele sempre se questiona como o pai dele não se permitiu ser assim com ele. "Assim" = amigo, pai, presente, companheiro firme. E Peu se entrega a esse amor.

Foi interessante o conselho que ele deu a um amigo, que é mais jovem, de que ele desse mais atenção à família; que estivesse mais presente, não só para o filho, mas, pela esposa. Se fazemos a opção de casar, é para estar juntos. O amigo ficou de pensar, mas, o argumento e a repatição dos arquétipos machistas estão impregnados nos DNA de muitos homens - e mulheres - o que nos serve como alerta na educação dos filhos - meninas ou meninos - para não alimentarmos essa corrente de perpetuação. Um casal amigo próximo, também mantém essa chama machista acesa. Ele só come se ela colocar... Pelo amor de Deus! Em pleno século XXI? Se fosse uma pessoa com limitação física, vá lá, mas, uma pessoa "inteira"... E ele acha o cúmulo a esposa não saber cozinhar e nem ter jeito para as "prendas" do lar... Ah, isso é característica pessoal. Mas, vamos deixar a vida dos outros, né?! Esses exemplos são só consternação de minha parte e alerta: por que isso continua? Como fazer para extinguir o machismo e estabelecermos a igualdade entre gêneros?

Eu penso que a educação da geração atual vai ser mais um aliado. Vejo os pais levando os filhos para a escola, dando afetuosos beijos de despedida e com muito carinho. Nas reuniões - foram poucas até agora - eles estão lá. Nas festinhas, também. Na festa em homenagem ao "Dia da Mães", meu marido foi e ajudou filmando e fotografando tudo. Qualquer decisão com relação a Peu é discutida entre nós dois. Pitacos externos a parte, dentro de casa a gente fortalece esse vínculo.

Ser pai é aceitar que a vida dele também muda. Meu marido não entende muito a fundo meus "recalques" com a mudança em meu corpo... mas, compreende e me apóia. Já erramos muito. Mas, mais conscientes, estamos no processo de auto-vigilância, num esforço mútuo de nos tornarmos pessoas melhores e, assim, sermos uma referência natural, espontânea e coerente para nosso filho. Isso é muito legal! E, escrever este post PARABENIZANDO-O por ser o paizão que ele é, para mim, é uma pequena homenagem! Não digo justa, porque não consegui expressar em palavras a alegria que tenho em enxergar essa realidade.

Pois bem, entraves e dificuldades naturais a parte, todos nós - mães, pais, avós, tios, tias... - todos, temos papéis importante na construção de um novo ser, sempre partindo de cada um de nós, através de entrega e esforço diário para melhorar como ser.

Na prática, ser mãe, pai ou afim é um "pouco" mais complexo do que ser pessoa, esposo, esposa... é ser um ser humano responsável por boa parte da formação de caráter de um pequeno ser em crescimento. Todos nós somos eternos aprendizes, mas, nessas horas, mesmo sem saber, somos um pouco "mestres" na arte de educar. Precisamos nos esmerar mais. E, PAIS, levem isso mais a sério. Hora de refletir mais sobre a divisão de tarefas, compreensão da pressão emocional nata da mãe - não endosso a justificativa de que devamos viver em surtos... mesmo que assim vivamos, cabe a nós mudarmos essa realidade e, com apoio externo, é uma coisa a menos que precisamos lutar. Para uma maternidade consciente, uma paternidade consciente, também.

Vamos fortalecer essa corrente.

Saudações maternais - inclusive aos pais,

Pat Lins - por um mundo mais justo!

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