domingo, 30 de maio de 2010

PULSEIRINHAS DO SEXO - ALERTA PARA MÃES, PAIS E FAMÍLIA DESAVISADOS


Estava eu lendo o blog de uma colega, da época do curso de radialismo, TEM QUE SER AGORA?, e vi esse assunto lá colocado. Fazia tempo que queria falar sobre o tema, mas, ia deixando passar, já que, dentro de minha realidade, não convivo com jovens tão imaturos e inconsequentes, desse jeito. Porém, vi, um menino, que não passava de 10 anos de idade, perguntando a outro jovem onde comprar mais daquelas pulseiras pretas... A jovem com a qual ele interagia - e eu, mãe, tia, amiga, vizinha... cidadã, pessoa... fiquei "de butuca"... sim, era da minha conta. Ele era morador do condomínio onde mora minha mãe e onde residem crianças e jovens de diversas idades, incluindo minha sobrinha e volta e meia meu filho e seus amigos... onde muitos pais, mães e/ou responsáveis ignoram o que fazem seus filhos, alegando uma "confiança" fundamentada no vago da incredibilidade de que "seu filho" fosse capaz de fazer algo errado...- vasculho alguns orkuts desses jovens e as mães ignoram as comunidades das quais fazem parte. Meninas de 9 anos, inscritas como maiores de 18 e fazendo parte de comunidade pornográficas, com apelos sexuais fortíssimos e "baixo-astral", e as mães nem se dão o mínimo trabalho de olhar. Os filhos se fazem de vítma, falam com voz infantil, quase beirando o "tati bi tati" e os adulto - mães, pais, avós... responsáveis em geral... - caem e não se dão o benefício da dúvida, afinal, confiam tanto na educação que dão que esquecem que criança tem arte.

Pois sim, o menino de 10 anos, foi alertado sobre o teor da pulseira, e falou: "eu quero assim mesmo!" E a jovem interlocutora, parecia ser possuidora de bom senso, afirmou que não sabia onde vendia e que não fazia parte desse círculo de jovens "desmiolados". O pequeno guri saiu injuriado... pelo visto, estava "na seca"... risos.

Isso me fez pensar, em que mundo nossos filhos estão crescendo.Aliás, nós, atuais adultos, também crescemos em mundos diversos... Conhecendo, interagindo e convivendo com colegas, amiguinhos(as), vizinhos... gente. Urge a necessidade  de nos doarmos às nossas crianças, fazendo um trabalho de base honesto, sincero e cercado de amor e informação. Não falo em ficarmos bobos/bobas e sucumbirmos à ingenuidade descabida, afinal, os "lobos maus" continuam a espreita, esperando por jovens "espertos" e "sagazes" que se acham tão "maduros" e "safos", que caem fácil, fácil na teia na própria arrogância e se atropelam em si pela necessidade de auto-afirmação... sendo presas fáceis e vítmas de um orgulho inundado de querer ser mais velho do que é... Qual jovem não tem essa sede de ser "adulto" antes da hora e viver aquele mundo de possibilidades que os adultos vivem? Qual jovem não alimenta essa fantasia?

Não, não precisamos nos tornar neuróticos, desconfiados... precisamos estar alerta, confiar em nossos jovens, mas, CONHECÊ-LOS, também, em todas as suas variações! Eu sempre vivi muito próximo aos jovens, é um mundo que me agrada sempre. Sei o que é ser jovem, porque já fui uma e nunca tive medo de ser careta - e nunca fui - mas, mantinha minha postura firme. Nunca precisei "encher a cara" para fazer parte de grupo algum. Nunca precisei provar droga alguma, nem curiosidade tinha. Sempre fui alegre, muito bem relacionada e aceita. Porque eu me aceitava. Minha educação contribuiu muito nesse aspecto. Aqui, no Mães na Prática, falo como mãe e como filha, também. Porque, na prática, a gente vive a vida "lá fora", em contato com diversas pessoas, diversos mundos! E, quantas vezes, além dos limites familiares, queremos ser "algo" mais, para chamar atenção? Sei que existe a característica pessoal, né, "pau que nasce torto" é torto até o fim... Mas, uma educação honesta, dá uma oportunidade para esse "pau torto" assumir que assim o é. Eu acredito numa educação honesta, sim. Onde a gente assume que é falho, mas, que tem mais experiência de vida e que sabemos que não poderemos impedir nossos filhos de andarem nas ruas, viverem o "mundo lá fora", andarem com suas próprias pernas... Sim, dá um arrepio na espinha... um frio no estômago... Além de mãe, filha, irmã, tia, prima, amiga... pessoa... conheço vários outros tipos de pessoas e seus mundos e sei que existem mundos e opiniões diferentes das minhas, consequentemente, da educação que dou ao meu filho e da qual recebi de minha mãe e meu pai... Não precisa ir longe. Apenas se dê a oportunidade de parar alguns instantes - não, não é coisa de "desocupado"... é questão de se ocupar com a realidade onde seu/nossos filhos estão inseridos - na portaria do prédio, condomínio ou afim. Pegar seu filho na escola, chegar um pouco antes e ver como eles são em outro ambiente - ou desconhece que em nosso território a gente é quem quiser ser? A gente se utiliza de personas diferentes de acordo com os meios sociais onde estamos... isso é normal, naturalíssimo. Mas, precisamos ter cuidado com as máscaras que se apropriam e exigem mais espaço do que têm... os desvios de caráter... não vou enveredar nessa seara.

Nós, pessoas, mães, pais, família, amigos... na prática, nos envolvemos com o panorana geral que raramente nos damos tempo para averiguar e enxergar um pouquinho mais, além da miopia legitimada de "acreditarmos" nas limitações da visão de que "conhecemos" nossa prole. Precisamos ver em detalhes, sim, sem censurar, nossos filhos, porque "livres" eles são emoção pura; adrenalina; são "responsáveis" por si...

Essas pulseirinhas do sexo estão em todos os níveis sociais. Parecem simples pulseira plásticas - bem parecida com as que minha geração usava, na década de 80/90, mas, que não tinham esse teor, era apenas um acessório.

Vamos nos aproximar mais de nossas crianças. Sem lição de moral... coisa mais chata é adulto que "se acha" o umbigo do mundo... Quando me refiro a honestidade é na plenitude que essa virtude carrega, em abrir espaço, em abrir caminhos, para resolver algo; antes de tudo, desarmado, entregue, presente. Vamos mostrar para nossos jovens, que nós também já fomos jovens e que, num futuro próximo, eles serão os adultos. Não é exigir uma atitude de adulto deles, mas, reforçar que o tempo passa e esse lance de geração é atemporal. Todos passamos pelas mesmas fases: infância, adolescência, puberdade, fase adulta... Mesmo que nasçam novas terminologias, as raízes são as mesmas. Todo pai, mãe, adulto responsável, acha que tem que ser sério e ríspido para "impor" respeito. Balela! Respeito se conquista, se constrói uma relação sólida e propícia. Boa parte dos adultos acham que maturidade é falar grosso e estar sempre com a razão... Bom redefinirmos nossos valores e nos abrirmos para o crescimento. A gente não precisa ser "chato" para ter "razão". A razão existe em si... Não precisa de grandes explicações.

Pois bem, vamos nos aproximar mais de nossos jovens. Vamos nos entregar à informação, à pesquisa de campo, através da pesquisa de clima e meter as caras nas ruas, onde os jovens estão. Saber como são nossos jovens sob a ótica de outras pessoas, passando pela portaria da escola, do condomínio, das mães e pais dos coleguinhas, amiguinhos, vizinhos... Interagir! Vamos nos permitir interagir com honestidade e fazer parte da vida de nossos filhos - sem queimar o filme deles, tá?! Nada de ser inconveniente e invadir espaço individual. Conhecer um filho não é entrar a força em sua vida, é fazer parte de sua vida com respeito, limite e equilíbrio. Essa fórmula não é tão simples, requer de nós muito mais auto-conhecimento e HONESTIDADE. E aí, o bicho pega! Afinal adulto que se presa é "cheio" de razão.

Vamos estabelecer o elo da confiança, da via de mão dupla na relação com os filhos, onde eles sabem que podem contar conosco, mesmo que não passemos a mão pela cabeça, dando a devida "punição" para um erro cometido. Trabalhar isso com firmeza, sem dureza e estupidez.

Na prática, o mundo é do mundo! A gente faz parte dele, levando o nosso mundo interno e interagindo com vários outros mundos.

Com relação as pulseirinhas, pergunta se eles já viram alguém usar. Vai na internet - pesquisa no "pai dos burros" da web, o Google... rs. Procura saber o que eles acham sobre o assunto? O que quer dizer cada cor? Conversa franca e abertamente. Troca idéias. Alerta para o perigo que é. A gente sabe que cada cor é um apelo sexual, mas, como toda tribo tem sua linguagem, a informação a nosso favor é ponto positivo e confiança em construção. Vamos nos dar as mãos e levar adiante esse alerta.

"Saudações maternais",






Pat Lins.

terça-feira, 25 de maio de 2010

CRIANÇA SEGURA VI - AFOGAMENTO

TERÇA PRÁTICA DA PREVENÇÃO.

Olá! Terça-feira prática e nossas dicas de prevenção através da ONG - CRIANÇA SEGURA.

CRIANÇA SEGURA VI - AFOGAMENTO



Tudo isso, para que estejamos ainda mais atentos às curiosidades de nossos pimpolhos e pimpolhas!

Na prática, toda criança é curiosa!!!

Pat Lins.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

MEDO DO MEDO - por Lya Luft

Mais um texto que diz muito que penso. Principalmente, no que se refere a educação e construção de um novo ser! Ainda mais da Lia Luft, que tanto trabalha por uma boa educação.

MEDO DO MEDO
                                                                        Lya Luft


"Tenho observado alguns esforços psicopedagógicos no sentido de tornar nossas crianças politicamente corretas - postura que muitas vezes nos transforma em seres tediosos, sem graça nem fervor. Contos de fadas, por exemplo, alimento da minha alma de criança, raiz de quase toda a minha obra adulta, sobretudo romances e contos, foram originalmente - dizem estudiosos -narrativas populares, orais, de povos muito antigos. Assim eles representavam e tentavam controlar seus medos e dúvidas, carentes das quase excessivas informações científicas de que hoje dispomos. Nascimento e morte, sexo, sol e lua, raios e trovões, o brotar das colheitas lhes pareciam misteriosos, portanto fascinantes.

Muito mais recentemente, escritores como Andersen e os irmãos Grimm adaptaram tais relatos ao mundo infantil e criaram suas maravilhosas histórias, que unem, como a vida real, o belo e o sinistro. Uma sereia quer pernas para namorar seu príncipe na praia, mas o sacrifício é terrível, a cada passo de suas novas pernas, dores inimagináveis a dilaceram. Uma princesa, sua família, séquito e criados do castelo dormem um sono profundo, maldição de uma fada má, e só serão libertados pelo príncipe salvador - que, é claro, sempre aparece. Branca de Neve, Rapunzel e dezenas de outros personagens alimentaram nossa fantasia e continuam a alimentar a das crianças que têm sorte, cujos pais e escolas lhes proporcionam contato cotidiano com esses livros.

Porém, faz algum tempo, há um movimento para reformular tais relatos, tirando-lhes sua essência, isto é, o misterioso e até o assustador. Lobos seriam bobalhões e vovozinhas umas pândegas, só existiriam fadas boas, e as bruxas, ah, essas passam a ser velhotas azaradas. Até cantigas de roda seculares tendem a ser distorcidas, pois atirar um pau num gato é uma crueldade, como se fosse preciso explicar isso para as crianças saberem que animais a gente ama e cuida - se é assim que se faz em casa.

Vejo em tudo isso um engano e um atraso. Impedindo nossas crianças do natural contato com essas antiquíssimas histórias, que retratam as possibilidades boas e negativas do mundo, nós as deixamos despreparadas para a vida, cujos perigos entram hoje em seus quartos, rondam escolas e clubes, esperam na esquina com um revólver na mão de um drogado, ou de um psicopata lúcido e frio, sem falar nos insidiosos pedófilos na internet.

Estamos emburrecendo nossas crianças e jovens, mesmo querendo seu bem? E, afinal, o que será o seu bem? Ignorar o que existe de sombrio e mau, caminhar feito João e Maria alegrinhos, não abandonados pelos pais, mas procurando borboletas no mato? Receio que a gente esteja cometendo um triste engano, deformando histórias e até cantigas que fazem parte do nosso imaginário mais básico com arquétipos humanos essenciais.

Em compensação, adolescentes e crianças procuram o encanto do misterioso lendo sobre vampiros, bruxos e avatares, vendo seus filmes e pesquisando na internet. Por que isso? - me perguntou recentemente um pai. Porque, neste momento de altíssima tecnologia, a alma humana busca a expectativa, o segredo e o susto. Precisa conhecer o mal para se acautelar e se proteger, o belo e o bom para crescer com esperança. Mas nós, pedagogos e pais, nem sempre seguros e informados, começamos a querer alisar excessivamente a estrada para eles, não lhes ensinando que o mal existe, assim como o bem, que o belo nos atrai, assim como o monstruoso, e que é preciso desenvolver discernimento (gosto dessa palavra), isto é, a capacidade de entender e distinguir o melhor do pior, a fim de fazer com mais clareza e segurança as inevitáveis escolhas.

Mas se, porque isso nos tranquiliza, tratamos as crianças como imbecis, e queremos nosso adolescente infantilizado por um longo tempo, exigindo-o cada vez menos em casa, na escola e nas universidades - embora deixando que se sexualize de forma precoce e criminosa -, vai ser difícil que tenham informação, capacidade de julgar e escolher, que seriam nosso maior e melhor legado para elas."

(Lia Luft - Revista VEJA - 31/03/2010)

Uma grande amiga, muito "sábia" levanta a bandeira que a boa literatura pode desencadear e apaziguar emoções, sem nem mesmo nos darmos conta. Isso porque nós apreendemos muito através do nosso inconsciente e é muito raso afirmar - isso é o meu pensamento - que as velhas histórias e contos de fadas possam causar algum mal. Penso eu que tem muita gente utilizando-se de seus próprios medos, complexos e afins para criar um mundo limitado, através de limitações intelectuais, emocionais... A gente precisa é de algo que ajude a construir, que some e multiplique, não algo que divida e se torne cada vez maior e tomado como solução. Calcule quantas crianças atiraram pau no gato só por escutarem a música? Me poupe! Quem é cruel não precisa de incentivo, apenas é, só precisa de uma oportunidade e uma vítma.

Falar de perda, de ganhos, de medo, de morte, de vida... A gente aprende de maneira não-linear, de maneira que nem a gente sabe como é... de onde tiraram que se pode dizer que só podemos aprender ouvindo coisas boas? Desde quando o mundo é assim? Alguém conseguiu extirpar o mal da Terra? Quantos de nós diminui o mal que há em nós mesmos e, assim, em nossos filhos, através de atitudes coerentes?

Então, vamos nos dedicar a deixar um mundo melhor para os nossos filhos e filhos melhores neste mundo através da prática diária da construção de bons hábitos, sem negar que existe, sim, o mal, inclusive dentro de cada um de nós.

Na prática, quanto menos tabu, quanto menos preconceito, quanto menos julgamento, menos medo e maior a possibilidade de educarmos nossos filhos com o verdadeiro amor, pleno em si e maior do que qualquer mesquinharia humana! A melhor educação parte de nós mesmos!!!

Afinal, do quê ou de quem temos tanto medo? De descobrir que podemos ser melhores?

Saudações maternais,

Pat Lins.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

PAZ NA TERRA E AMOR NOS CORAÇÕES DE CADA UM DE NÓS!!!

PAZ NA TERRA E AMOR NOS CORAÇÕES DE CADA UM DE NÓS!!!



Assim como as ondas se renovam e continuam ondas, desejo que cada um de nós saiba cumprir seu papel. Como mães, pais e afins temos a responsabilidade de proteger, educar, criar condições onde o filho possa desenvolver cosnciência de si e do social, determinar alguns limites - não limitações -, dar muito amor e carinho!!!

Podemos proteger nossos pimpolhos e pimpolhas de muita coisa, mas, eles também precisarão superar seus próprios desafios... Cuidado com o descaso em forma de "incentivo" à individualidade e independência da criança... eles precisam, sim, que os orientemos... Vejo muita mãe deixando o filho solto a própria sorte - ou sob os cuidados dos vizinhos e afins... que fazem o  papel que os responsáveis nao fazem,  evitando acidentes, incidentes e etc - alegando "estimular" o crescimento da criança... tenho cá minhas restrições a esse tipo de comportamento, que, ao meu ver, beiram mais o "não sei o que fazer" do que estar consciente do que faz.

Toda criança, por mais esperta e inteligente que seja, está no começo da vida  e tem a limitação natural da não experiência, da não vivência. Aí, entramos nós, mães, pais e responsáveis por imprimir esse limite necessário, uma leve barreira, muitas vezes taxadas de "certo e errado", porém norteadoras. Se eles vão seguir ou não esse caminho já é outra história, afinal todos temos o livre arbítrio, certo?! Não nos supreendamos se um filho escolher seguir outro caminho. A gente não pode determinar por onde eles podem ir, apenas orientá-los por onde vislumbramos ser o melhor caminho... Detalhe, a gente - mães, pais e afins... - também precisa ter nossos caminhos bem definidos ou em desenvolvimento e saber aceitar essa realidade.

Vamos mergulhar na vida abertos e com vontade de sermos e deixarmos o melhor de nós!!!

Na prática, dar amor a carinho não faz mal, só faz bem!!! Desde que saibamos o quê e qual o tipo de amor que estamos dando, transmitindo, sentindo...

Pat Lins.

terça-feira, 18 de maio de 2010

1º FILHO, 2º FILHO, 3º FILHO...


Faz tempo que queria falar desse assunto "1º, 2º, 3º... filho", mas, por ser um tema do qual não possuo experiência - do âmbito materno - resisti. Tenho a experiência da observação - que, lógico, na ordem prática de quem sente e vive é diferente... - por ser a filha mais velha de três, posso dizer alguma coisa... Fora o fato de conhecer outras tantas pessoas que encararam esse desafio e tiveram mais de um filho. Cada uma por uma razão - e, até sem razão... ou, razão "acidental"... risos. O que me dá um parâmetro - de ordem teórica - sobre a questão.

Algumas mães pensam que só o fato de colocar filho no mundo é ser mãe... De fato é, mas, no sentido pleno da palavra, poucas de nós conseguem ser aquele ser que sabe quem é e consegue estabelecer uma ponte para estimular seu rebento, sem invadir demais ou ser superficial demais... O ponto de equilíbrio que permite ser o filho quem é, sem se doer e/ou temer que ele ganhe o mundo como ser individual e deixando de tapar nossos buracos de carência - se observarmos, fazemos muito isso... normal, somos todos carentes de algo e de algum jeito tentamos "tapar" esses buracos, em vez de construirmos o que falta... Ou seja, ser mãe é respeito a si e aos seus, que não são seus...

Mas, quem é mãe de mais de um filho, como  é? Conheço mães que não sabem  multiplicar o amor, por não saber lidar consigo, e acabam dividindo. Não se divide amor entre os filhos, se multiplica. A opção pela divisão gera ciúmes, invejas e disputas entre os rebentos. Lógico  que considero a característica pessoal de cada ser envolvido - tantas mães multiplicadoras de amor se vêm rodadas com crises de ciúmes entre seus filhos, afinal, cada um traz seu próprio traço.



E não sou o perfil ciumenta. Sou mais devoradora, autoritária... ansiosa... Mesmo assim, minha mãe sempre teve o cuidado natural e espontâneo de não alimentar esse tipo de sentimento entre nós três. Havia um senso de justiça e equilíbrio muito grande em sua educação para conosco. Apesar de recebermos a mesma educação, a maneira como apreendemos foi diferente, assim como somos diferentes, mas, ao mesmo tempo, parecidos. Viu, todo ser humano é assim, resultado de um monte de coisas legais e outras nem tanto... mas, somos todos dotados da mesma capacidade e característica de sermos melhores.

Recebi um texto muito bem humorado a respeito dessa questão da ordem de nascimento dos filhos. Fora um texto brilhante que li em  O BLOG DO DESABAFO DE MÃE , onde a autora "desabafa" sua experiência e questiona "É MAIS FÁCIL?" ter o segundo filho?  Bom, se e/ou quando eu tiver um segundo filho, poderei dar minha opinião prática...

Agora, sim, me "calo" - risos - para deixar a mensagem falar por si... Infelizmente, não sei de quem é a autoria... quem souber, por favor, me diga, para que possa citar o devido crédito. Mas é muito bom:




"Como diz o ditado, o 1º filho é de vidro, o 2º é de borracha, do 3º para frente é de ferro.



*A ordem de nascimento das crianças*



Irmãos mais velhos têm um álbum de fotografia completo, um relato minucioso do dia que vieram ao mundo, fios de cabelo e dentes de leite guardados.. Já os caçulas penam para achar fotos do primeiro aniversário e mal sabem a circunstâncias em que chegaram à família.



*O que vestir *



- 1º bebê - Você começa a usar roupas para grávidas assim que o exame dá positivo



- 2º bebê - Você usa as roupas normais o máximo que puder



- 3º bebê - As roupas para grávidas SÃO suas roupas normais

*Preparação para o nascimento *



- 1º bebê - Você faz exercícios de respiração religiosamente



- 2º bebê - Você não se preocupa com os exercícios de respiração, afinal lembra que, na última vez, eles não funcionaram



- 3º bebê - Você pede a anestesia peridural no oitavo mês



*O guarda-roupas *



- 1º bebê - Você lava as roupas que ganha para o bebê, arruma de acordo com as cores e dobra delicadamente dentro da gaveta



- 2º bebê - Você vê se as roupas estão limpas e só descartas aquelas com manchas escuras



- 3º bebê - Meninos podem usar rosa, né?



*Preocupações *



- 1º bebê - Ao menor resmungo do bebê, você corre para pegá-lo no colo



- 2º bebê - Você pega o bebê no colo quando seus gritos ameaçam acordar o irmão mais velho



- 3º bebê - Você ensina o mais velho a dar corda no móbile do berço



*A chupeta *



- 1º bebê - Se a chupeta cair no chão, você guarda até que possa chegar em casa e fervê-la



- 2º bebê - Se a chupeta cair no chão, você a lava com o suco do bebê



- 3º bebê - Se a chupeta cair no chão, você limpa na camiseta e dá novamente ao bebê



*Troca de fraldas *



- 1º bebê - Você troca as fraldas a cada hora, mesmo se elas estiverem limpas



- 2º bebê - Você troca as fraldas a cada duas ou três horas, se necessário

- 3º bebê - Você tenta trocar a fralda antes que as outras crianças reclamem do mau cheiro



*Atividades *



- 1º bebê - Você leva seu filho para as aulas de musicalização para bebês, teatro, contação de história...



- 2º bebê - Você leva seu filho para as aulas de musicalização para bebês



- 3º bebê - Você leva seu filho para o supermercado, padaria...



*Saídas *



- 1º bebê - A primeira vez que sai sem o seu filho, liga cinco vezes para casa para saber se ele está bem



- 2º bebê - Quando você está abrindo a porta para sair, lembra de deixar o número de telefone de onde vai estar.



- 3º bebê - Você manda a babá ligar só se ver sangue



*Em casa *



- 1º bebê - Você passa boa parte do dia só olhando para o bebê



- 2º bebê - Você passa um tempo olhando as crianças só para ter certeza que o mais velho não está apertando, beliscando ou batendo no bebê



- 3º bebê - Você passa um tempinho se escondendo das crianças



*Engolindo moedas *



- 1º bebê - Quando o primeiro filho engole uma moeda, você corre para o hospital e pede um raio-x



- 2º bebê - Quando o segundo filho engole uma moeda, você fica de olho até ela sair



- 3º bebê - Quando o terceiro filho engole uma moeda, você desconta da mesada dele."

O texto acima é uma sátira e não, necessariamente, uma realidade, muito menos uma verdade universal! Mas, aborda um tema e passa uma mensagem sobre as fantasias criadas em torno do universo materno.
 Independente da quantidade de filhos, antes de tudo, precisamos nos preparar não para sermos mãe, porque isso é esforço e desafio diário... mas, para ser alguém conhecida de si mesma. Muitas "brechas" em como lidar com a maternidade são desencadeadas pela falta de consciência. Por isso curto tanto o MÃE E MUITO MAIS, que incentiva essa busca pela
m(p)aternidade consciente.

Para tudo o equilíbrio. Para tudo a busca, a identificação a aceitação da realidade e a permissão de sonhar o real e sonhar a fantasia!



Em toda e qualquer situação, o mais importante é deixar germinar a sementinha da mudança, da amizade verdadeira, da união sincera, da entrega do que há de melhor em si, do carinho, da devoção, do compahneirismo, do coletivismo, do individual em harmonia com o social... enfim, só se abrir, mesmo!

Saudações maternais,
  
Pat Lins.

CRIANÇA SEGURA V - SUFOCAÇÃO

TERÇA PRÁTICA DA PREVENÇÃO.

Prevenir é o melhor remédio. Para isso, a ONG - CRIANÇA SEGURA produziu dicas em vídeos de como aumentarmos nosso zelo. Assista:


CRIANÇA SEGURA V - SUFOCAÇÃO




Na prática, de fato, todo cuidado é pouco!

Pat Lins.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

RELEMBRANDO A GESTAÇÃO - QUANDO O BEBÊ MEXE

 
Algumas amigas minhas estão grávidas, pela primeira vez, e estou tendo a oportunidade de relembar essa fase tão gostosa.

Outras acabaram de parir e isso me fez relembrar o parto, também. E, como já citei, tive DPP - Depressão Pós Parto -, pela primeira vez, depois de 3 anos, relembrei sem dor, daquele momento.

Sei que o passado deve ficar no passado, mas, na prática, boas lembranças fazem bem e fortalecem o presente - que é o caminho para o futuro. Não vou aprofundar nesse tema, o abordo muito em "A DOR SÓ DÓI ENQUANTO ESTÁ DOENDO..." 

O que vim dividir com as mães de primeira viagem é a minha lembrança de algumas fases marcantes, como a primeira vez que ele mexeu. Nossa, ali a gente sente mesmo que está grávida. Silvinha, uma de minhas amigas gravidíssimas, também está escrevendo um blog, fazendo um diário de sua gestação, VIVENDO UM SONHO: SER MÃE, e foi seu post "Quando o bebê mexe" que me tocou.

A primeira vez que Peu mexeu, eu tinha em torno de 4 meses. Sentia a vibraçãozinha, como se fosse um borboleta batendo asas em minha barriga, algo bem sutil e bem estranho, diga-se de passagem - risos. Parecia uma "cosquinha" em vários lugares. Muito, mas, muito estranho; e muito, mas muito gostoso! Mas, a primeira vez que ele cutucou com força, eu estava jantando, na rua, com meus pais e dei um pulo da cadeira - é, eu sou super-ultra-big-mega exagerada... - do susto que tomei. Tremi na base. Lógico que meus pais se assustaram... Eu devo ter ficado branca e imagino minha expressão facial... risos. Não falava. Sentei novamente e pronto, Peu disparou. E eu comecei a rir e acariciar a barriga. Foi quando consegui explicar que "achava" que ele havia mexido de verdade.

Dali para a frente foi o tempo todo e sem hora. Acordava a noite com ele "brincando" em minha barriga, só faltava escutar sua risadinha. Pela manhã, nossa, eu nem bem acordava precisava comer, porque ele ficava ainda mais agitado - já mostrava quem era... Os "calombinhos" que eram feitos na barriga tornaram-se a sensação. Todo mundo queria "falar" com Peu. Recebia beijos e mais beijos. Olha, ele foi mmmuuiiitttooo paparicado - ainda é. Eu já conversava com ele desde que soube que estava grávida... o pai, também. Mas, quando ele começou a mexer, fazia "mais" sentido. Ele respondia aos estímulos. Quando o pai chegava e falava, ele mexia e o pai acariciava minha barriga, quase tocando o filho.

À medida que ia crescendo os movimentos eram menos frequentes, porém, mais intensos. Já "conhecia" suas vontades - risos. Tanto que no dia anterior ao parto, ele havia encaixado de uma maneira que não se mexia. Fiquei doida. Liguei para o médico e ele fez as perguntas básica, para saber se "já era a hora". Não havia perdido líquido e nem havia sentido contração forte. Estava diferente. Observei 24h e, na manhã seguinte, não tomei café da manhã, para "ver" a reação dele. Nada. Não mexia. Corri para o obstetra - uma amor, super calmo, tranquilo e seguro. Mal falava, com medo sabe Deus de quê... risos. Sair pela boca ele não ia - risos. Já havia começado o processo. Como "conhecia muito" Peu, devido a toda nossa "interação gestacional" - risos -, soube, de cara, que ele já queria vir ao mundo... detalhe: 15 dias antes do previsto. Sinal de sua marca: personalidade forte! Esperamos um tempo, mas, minha dilatação não evoluía, o que me fez optar, no dia seguinte - 48 horas depois do encaixe - pela cesariana. Pela ultra ele estava bem, mas, muito encaixado e eu sem dilatação, o que poderia se tornar um quadro perigoso. Peu queria vir ao mundo de qualquer jeito. Meu médico sempre me preparou para os dois partos. Ele dizia: "Vamos fazer o melhor para vocês. O fato é que seu filho vai sair..." - risos. Eu queria muito o parto normal, mesmo sem ter me preparado com exercícios e atividades física. Eu pensava era no pós operatório. Eu pensava assim: "tanta mulher suporta a dor e depois esquece, eu, por mais medrosa que seja, também posso..." Mas, não deu... Para tirar Peu do encaixe deu trabalho, viu?! Mas, ele estava ótimo!

Quando nasceu, a impressão que tínhamos, era de que ele conhecia cada um. Já no quarto, quando escutou a voz do pai, ele virou em direção, como se estivesse a procurar. Só pode ter sido por conta do contato na gestação. Ele sempre mexia muito ao escutar a voz do pai. A minha era fácil dele identificar. Ele me conhecia de dentro para fora. Quando me irritava com algo, ele sempre enrijecia todo no "pé da barriga". Eu, praticamente, sentia que ele também estava irritado.

Nessa fase da gestação, a gente já começa a conhecer nosso baby. Sabe quando ele está alegre, com fome, acordado, irritado... Esse vínculo com as emoções através dos movimentos é ímpar. E lindo! Ah, eu delirava. Me sentia o "umbigo do mundo"... risos. Eramos só nós dois! Quando eu ia tomar banho, acarinhava a barriga, para ele sentir que tínhamos um momento todo especial.

Ah, como foi bom relembrar aquele momento. Na gravidez a gente vive um tudo, no que diz respeito a emoção. Mas, pelo que observo e converso, com outras mães, senti quando o bebê mexe é um marco. É o começo do diálogo, porque, até então, acreditamos estar num monólogo, né?! Mesmo tendo noção de que eles escutam e reagem, de alguma maneira, sentir é mais forte e trabalha o real e direto.

Cada fase tem sua beleza e magia - e sua dificuldade, também... Então, acariciem muito a barriguinha. Permita que toda a famíia  acaricie e converse. O papai, também. Cante. Converse. Declare seu amor, por esse pequeno ser. Tome banho com mais entrega. Quase um ritual de encontro e contato. Deixe a água cair da cabeça aos pés. Embale. Cante. Acaricie. Curta. Porque, passa!

"Saudações maternais",

Pat Lins.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

"MÃE, VOCÊ É LINDA! VOCÊ PARECE CLEÓPATRA"

Esse foi o elogio de Peu, para mim, hoje à noite:

"MÃE, VOCÊ É LINDA! VOCÊ PARECE CLEÓPATRA!" - se referindo a Cleópatra do desenho "Scooby Doo - Cadê minha múmia?"

Lindo, não é?! Bom, ele não sabe a história dela, só sabe que ela era a "Rainha do Egito", teve uma "tumba celada", tem uma coroa e o colar de Ankh (mesmo sem saber o que simboliza...), que tem um "exército de mortos" para proteger o tesouro... e a turma do Scooby em mais uma aventura, dentro de uma pirâmide.

Ele quis, apenas, dizer que eu sou linda!

Filho, te amooo!!!





Pat/"Cleo" - risos - Lins.





Deixa esta por enquanto... dia desses me visto de "Cleo" e coloco aqui - risos.

terça-feira, 11 de maio de 2010

"BATE, BATE, BATE MEU CORAÇÃOZINHO, OUÇA MAMÃEZINHA ESSE BARULHINHO..."

Sorriso sempre! Marca registrada dele!

Coisa mais linda ver Peu cantando para mim. Nossa, parecia meu primeiro DIA DAS MÃES.

Ele que é super elétrico e não para um segundo, parou para cantar e fazer a coreografia. Foi emocionante! E o detalhe foi o seguinte: a pró pediu que eles não cantassaem a música antes da festa, porque era para ser surpresa para a mamãe. Lógico, como toda mãe, eu "enchi o saco" dele perguntando como era a música. No início ele dizia que pró Virgínia disse para não cantar... Diante de minha insistência, ele cantou:

"Mamãezinha eu te amo. Eu te amo, mamãezinha"

E ainda fazia coreografia, se balançando de um lado para o outro com os braços abertos... Pois bem, fiquei toda feliz - kkkkkkkkkkkkk - até encontrar a pró e ela me perguntou se ele cantou a música, porque os coleguinhas, quase todos, cantaram para as mães. Eu disse que sim e cantei a tal "mamãezinha eu te amo"... Aí foi a graça, a professora "se acabou de rir" e me disse que não era aquela. Para tornar a música mais "crível", o danado ainda "imitava" o ensaio: "Mãe, vai ser assim: a pró fala - 'grupo 3, pro palco'. A gente entra e canta... (ele cantou a tal "mamãezinha...") Depois, a gente faz assim, ó,mãe (e abaixou, na posição de cumprimentar, curvando o tronco sobre as pernas). E a pró fala: 'grupo 3, descer do palco. E pronto." Ele criou uma música só para "me tirar de tempo"... Pode?!

No dia da apresentação na escola, cheguei duplamente "tensa" - risos - por não saber se ele iria parar para cantar e se sabia a música mesmo...

Foi a coisa mais linda. O mini-artista entrou batendo palmas e a me procurar. Como não cheguei a frente a tempo, ele foi, todo um político, e cumprimentou minha irmã, que já estava sentada e apertou sua mão - muito cômica a cena... aquele pingo de gente todo tirado a adulto. Antes de começar a apresentação consegui fazer contato visual com ele. Começou a apresentação e me emocionei:


"BATE, BATE, BATE MEU CORAÇÃOZINHO. OUÇA MAMÃEZINHA ESSE BARULHINHO.

TUM-TUM-TUM ELE QUER DIZER: MINHA MAMÃEZINHA EU AMO VOCÊ!"


E ele cantou! Lindo! Com a cara mais linda desse mundo! Não só sabia a letra, como sabia a coreografia. Ele me deu o melhor presente do dia das mães: uma bela surpresa! Toda hora vejo e revejo o vídeo, e ele junto! Meu chuchuuuu!!!

Filhoooo, te amo muitttooo!!!

Todo beijado e marcado de batom!!!

Precisava deixar isso registrado, afinal, "tum-tum-tum" o meu coraçãozinho se encheu de alegria!

Pat Lins.

PS - após toda a "muvuca", ele para e me pergunta: "Mãe, quando é o dia dos pais?" e eu falei que é em agosto. Ele prontamente: "Poxa! Em agosto ainda? Tá tão longe..." - kkkkkkkk É, penso que ele gostou da experiência dos palcos... risos.

CRIANÇA SEGURA IV - CHOQUE

TERÇA PRÁTICA DA PREVENÇÃO.

Mais uma terça-feira e mais uma dica importante do CRIANÇA SEGURA. Afinal, na prática, a gente faz de tudo e muito mais pela segurança de nossas crianças, mas, é sempre bom reforçar!

CRIANÇA SEGURA IV - CHOQUE

 

Pois é, na prática, TODO CUIDADO É POUCO!!!

Pat Lins.

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

FELIZ POR SER "MÃE NA PRÁTICA"

O universo materno é muito mais do que colocar um filho no mundo: isso é parir - da maneira que se consiga - em alguns casos, o parto é através da barriga de outra mulher e se dá pelo coração.

Ser mãe é muito mais do que escolher a melhor escola para o filho: isso faz parte.

Ter um filho é adotar a idéia real e permanente de que outra vida está ligada a sua, pelo cordão da vida.

Educar é nunca deixar de ser quem se é, buscando, a cada dia, ser melhor e deixar algo de vivo, verdadeiro, consistente, real e edificante em nossa sementinha viva que germina na Terra, dia a dia, faça sol ou chuva em nossos corações e mentes de mães, pais e afins.

Ser exemplo é acabar sendo visto mesmo naquilo que nem sabemos que temos ou somos, afinal, filho lê, inclusive, as entrelinhas do que não falamos, através do que fazemos...

Estou muito feliz em ser mãe, mesmo e apesar de, toda angústia, medo e dificuldade de cada dia, cada nova situação, cada cansaço físico e mental... isso tudo faz parte. Como me disse uma grande amiga: "se em sua rotina tiver que matar um leão por dia, você tem que matar um leão por dia e continuar vivendo..." Pura verdade! Para a gente mudar alguma coisa, precisa, antes de tudo e mais nada, saber que está vivendo... a fantasia desvia o caminho rumo a consciência  e aliena... Aquilo que não nos incomoda - de verdade - não precisa mexer; mas, aquilo que incomoda, é alerta para mudar, melhorar, superar.

Talvez muita gente não compreenda o que quero dizer em "ser feliz apesar de"... todo mundo espera resposta pronta de que ser mãe é ser feliz porque se vive um mundo de sonhos, sem dificuldades... Eu sou feliz porque vivo um sonho real, apesar de toda dificuldade e me fortalecendo em toda facilidade que essa condição permita.

FELIZ POR SER MÃE, por ver em meu filho tanto de mim, tanto de tanta gente e TUDO NELE que é só dele - até quando digo que já não sei mais como fazer para ele deixar de ser desobediente... porque, sim, isso ele é! Costumo dizer que sua inteligência traz a insolência, porque ele só "obedece" aquilo que casa com "seu pensamento"... sim, PENSAMENTO, ele tem idéias próprias e isso é chocante... saber como lidar com elas é que tem sido meu desafio. 

Feliz por ser mãe, porque é impossível não ser, na busca de se fazer melhor a cada dia por mim, por ele e por cada pessoa ao nosso redor. De me dedicar ao presente diário de se construir um futuro melhor, no hoje. Porque de nada adianta um futuro sem um presente... Quando nos abrimos para o melhor, o mundo não muda e fica cor de rosa - nem eu queria tudo monocromático... ainda mais em rosa... - mas, nossa conduta diante da realidade é de que tudo é possível, muita coisa acontece... mesmo que não seja o que queremos. É saber viver o instante. E isso, só a metrnidade e toda dificuldade - que por tanto tempo alimentei - puderam me ensinar. Não, não creio que todo mundo precise passar por dificuldades para aprender uma boa lição e crescer. Penso que cada um tem seu caminho e suas escolhas de como trilhar. Eu tive/tenho a minha e faço minhas escolhas diariamente - mesmo quando ainda vem depois de uma explosão de reclamações... risos - um dia, elas serão mais acertadas... risos.

Feliz por ser mãe, porque só sendo MÃE NA PRÁTICA é que a gente sabe o que quer dizer sentir nosso coração bater dentro e fora de nosso peito.

MÃE NA PRÁTICA não é só parir, nem matricular meu filho na escola, tirar fralda, saber qual a melhor maneira de educar... MÃE NA PRÁTICA é tudo isso e muito mais, porque a cada dia a gente precisa ser tudo isso e muito mais. MÃE NA PRÁTICA é ser mãe na ordem prática de cada dia e nos entregarmos à busca incessante - que pode começar a qualquer instante... umas mães começam antes de se tornarem mães, outras ao longo da maternidade, afinal, torna-se um novo mundo... é um universo novo e renovável a cada dia -, outras nunca farão... isso, varia de mulher para mulher (não, não é merchan - risos) - de regarmos "nossa" - porque não deixa de ser... temos a responsabilidade e isso é irrefutável - plantinha, com gotas de amor incondicionais, para que dê bons frutos - essa é a meta, não é?!

MÃES NA PRÁTICA é o nosso cantinho para trocarmos idéias gerais, sobre tudo que envolva o universo materno, que é tão amplo e diverso.

Obrigada pelo carinho e pelas mensagens - em sua grande maioria por e-mail - pelo DIA DAS MÃES.

FELIZ POR SER "MÃE NA PRÁTICA" de meu filho e desse blog que amo escrever! Por receber o carinho e a troca de outras mães, mulheres, jovens...

"Saudações maternais",

Pat Lins.


domingo, 9 de maio de 2010

ESPECIAL DIA DAS MÃES - CARTÕES MENSAGENS

MENSAGENS PARA AS MÃES - ENCONTRE A SUA:


 





MÃE PARA MIM

Mãe, para mim, é aquele ser que sabe CHORAR DE ALEGRIA e SORRIR DIANTE DA TRISTEZA.

Mãe, para mim, é aquele ser que sabe MULTIPLICAR o que tem de melhor no coração e dividir suas angústias com o vento para ter mais força a cada dia.

Mãe é uma FONTE INESGOTÁVEL de FORÇA NA FRAGILIDADE e FRAGILIDADE NA FORÇA. Cada uma a sua maneira.

Somos, na verdade, dotadas de poderes extraordinários de SUPERAÇÃO, mesmo quando achamos que estamos fazendo "tão pouco"... e quase toda mãe acha que faz pouco...

Mãe, cada uma tem um valor a passar, mas, todas têm grande e verdadeiro VALOR, só em ser mãe e demonstrar seu AMOR.

Mãe aprende com seus filhos e os ensina, também... Portanto, cabe a uma mãe a característica da RENOVAÇÃO.

Mãe é cheia de SABEDORIA, principalmente quando descobre que ser mãe é continuar sendo humana e que sua perfeição está na sua imperfeição natural do ser; errar querendo acertar e acertar quando erra.

Por isso, e por tudo isso, e por muito mais, MÃE É PERFEITA, porque é capaz de fazer:


  • o/a filho/filha sorrir;

  • seu coração bater em outro corpo;

  • um olho brilhar com seus abraços;

  • uma lágrima secar com um sopro de carinho;

  • a dor passar, através de um abraço, um beijinho e uma frase estimulante - "passa, filho, já, já, passa. Mamãe tá aqui";

  • os problemas ficarem menores, ou, no mínimo "resolvíveis" - risos - porque carrega com seu/sua filho/filha, para diminuir o peso;

  • o melhor diante de uma catástrofe;
  • -se presente, mesmo distante;

  • sua dor congelar - sem deixar de sentí-la - para socorrer;
  • o exercício de física quântica do/da filho/filha, até aquela que mal sabe assinar seu próprio nome, quando eles estão atarefadíssimos e sempre "sem tempo" para nada...;
  • uma simples coruja se transformar numa leoa... e, ainda ser um canguru, colocando a prole na bolsa;
  • seu radar, ultra sensível e captador até daquilo que não é dito e mal foi pensado pelo filho, desligar, para respeitar sua privacidade - ops! algumas mães de fato fazem isso... - risos;

  • uma roupa 38 caber num manequim 48... ou seja, sabe fazer o IMPOSSÍVEL SER POSSÍVEL;


  • de tudo um pouco e um pouco de tudo... afinal, mãe GOSTA DE SABER... de tudo... - risos.


Mãe, para mim, já nasce sabendo que pode saber sempre mais. Porque, na prática, toda mãe é um ser multiplicado quando tem fora de si um pouco/muito de si, germinando em outro ou outros corpo(s).

Não dá para falar TUDO que uma mãe pode ser, afinal, na prática, MÃE É TUDO IGUAL E COMPLETAMENTE DIFERENTE!!!

FELIZ  DIA DAS MÃES, hoje e sempre, afinal, todo dia é dia das mães, dos filhos, dos pais... de todos e cada um de nós, comemorarmos mais um dia de vida!!!

MÃE É A MELHOR ALUNA DOS CÉUS! CUIDA DE CADA UMA DE NÓS, PAI, AFINAL, SOMOS SUAS MAIS COMPLETAS CRIAÇÕES - AS CAPAZES DE CRIAR E REPRODUZIR!!!

 






"SAUDAÇÕES MATERNAIS",
  
Pat Lins.

"NÃO É PRECISO SER NOTA 10 EM TUDO" - por Juliana Garcia

Li o texto abaixo e me identifiquei. Ele descreve com leveza muito do que penso e concordo. Uma explicação breve e superficial - no sentido de que não se aprofunda muito - sobre nossas exigências atuais. Carregado de uma verdade encantadora. Traz o alerta saudável de que podemos ser mães e mulheres, sim, e isso não é egoísmo - aliás, egoísmo é uma palavra extremamente deturpada, mal contextualizada e tão mal conceituada que se tornou peso e punição para muita gente que ignora o que ela quer dizer... alguns assumem uma postura egoísta e chama de amor, assim, o amor passou a ser deturpado... Tudo deve ser dosado, eu creio. Infelizmente, deixamos de ser nós mesmas por medo de não caber no padrão - inexistente e irreal - de "mãe nota 10 em tudo". Isso não existe, nunca existiu e nenhuma mãe, nem a minha - que considero super - conseguiu alcançar esse patamar. Explico: por uma simples razão - somos humanas e imperfeitas. A imperfeição é normal e uma característica do ser humano. E toda imperfeição quer dizer que temos limitações.

Como mais uma homenagem ao DIA DAS MÃES, o "MÃES NA PRÁTICA" traz esse texto, afinal, na prática, impossível não amar nossos filhos! Na prática, toda mãe é super, dentro de sua realidade. Na prática, todo mundo e cada uma de nós só faz o que é capaz, o que consegue e o que pode. Se pudéssemos fazer mais do que fazemos, já estaria feito...

Mergulhem e se deliciem na mensagem real e possível que o texto traz:


"Quantas de nós aprenderam desde cedo a ser mulher pela via do cuidado com o outro? Sempre fomos incentivadas a nos comportar e a nos relacionar sob esse prisma: cuidar das bonecas, dos irmãos, das nossas coisas, da casa, fazer carinho, dar boas respostas, preocupar-se com as pessoas e por aí vai... Cada uma de nós também carrega em sua história modelos, nem sempre os mais saudáveis, vamos aprendendo e absorvendo informações sobre papéis, desempenhos, expectativas, cobranças, rótulos.

Nós, mulheres, nas últimas décadas, tivemos muitas conquistas. Ganhamos mais espaços além do âmbito doméstico, mas no pacote vieram junto mais responsabilidades! Mesmo com tantas mudanças ainda permanecem modos antigos de definições de papéis, aí que muitas coisas costumam se embolar. Acumulamos funções de 50 anos atrás, porém num mundo acelerado com mais afazeres e preocupações para a mulher moderna. Precisamos ser a 'super mulher', 'super administradora do tempo', 'super amante', 'super esposa', 'super bela', 'super profissional', 'super mãe' e depois de tanto gasto de energia para manter os 'super poderes' sobra muito pouco para cuidar de si mesma, para se fazer um agrado, para se observar com atenção. Vamos muito além dos limites em prol dos outros e acabamos fazendo muito pouco ou nada por nós mesmas.

Carregando o mundo nas costas

Fomos ensinadas a super proteger o outro e deixamos de encarar a humanidade do processo, ficamos cegas ao fato de que tanto nossos filhos são seres humanos quanto nós mesmas. Como seres humanos, todos temos fraquezas e também potencialidades. Apostando na incapacidade do outro também estamos nos tornando incapazes, na medida em que empreendemos uma caçada desenfreada ao que não está em nosso controle. Não precisamos tampar todos os buracos, não conseguiremos satisfazer todos os desejos, não seremos a solução para todas as questões e nem por isso nossos filhos deixarão de ser felizes!

Nesse afã de sermos 'super', ficamos sem força. Gastamos tudo nesses milhões de coisas a fazer e não escutamos o que há de mais profundo em nós. Carregar o mundo nas costas, abraçar o mundo com as pernas... Haja força e elasticidade! Será que sobra um pouquinho pra você mesma?

Se não ficamos atentas, entramos em outras canoas furadas como a síndrome de depender da dependência que o outro tem de nós ou a da culpa por não darmos conta de sermos tudo e um pouco mais.

A culpa nos faz enxergar que cuidar de si mesma implicaria em deixar de cuidar do outro e vira sinônimo de nosso temido inimigo: egoísmo. Quero aqui deixar alguns pontos bem claros: Em primeiro lugar, não precisa deixar de cuidar do outro. Essa é uma habilidade sua e provavelmente pode incluir um certo prazer (cuidar de quem você ama). A questão está em incluir outra qualidade em sua vida: cuidar também de você. Essa qualidade só se torna egoísmo quando a pessoa cuida SÓ de si mesma. Não é esse o convite! O convite é aliar a grande qualidade que você possui à outra, que tem sido um grande desafio para você.

Cuide de si mesma

Comece com pequenos passos: uma pausa quando estiver cansada, reservar algum dinheiro para comprar coisas para você, dedicar um tempo para marcar um checkup médico, marcar uma hora no salão de beleza, tirar uma ou duas horas para fazer um programa do qual você goste, realmente almoçar em seu horário de almoço ao invés de ficar só resolvendo problemas... Cada conquista lhe dará mais força na direção de um novo passo. Cuide dessa pessoa tão importante em sua vida!"



Juliana Garcia - Psicóloga, psicodramatista e aromaterapeuta. Trabalha em projetos sociais como facilitadora de grupos de mulheres e grupos de reflexão sobre o Feminino em Belo Horizonte e interior de MG.


Blog: http://julianaggarcia.blogspot.com/


Na prática, nós, mães na prática, queremos ser tão melhores que sequer paramos para avaliar a situação de um panorama geral... nos limitamos aos pequenos recortes e neles colocamos as verdades absolutas... Romper com esse ciclo silencioso, quase invisível e disfarçado por trás de tantos mal conceitos difundidos e legitimados pela tal "sociedade", da qual fazemos parte acaba se tornando algo doloroso e muitas de nós preferem deixar tudo como está. E, infelizmente, elas, também, estão certas.

Cada uma de nós age e faz o que pode e o que nosso grau de consciência permite. O que podemos fazer é deixar fluir. Nada de rotular outras mães - e pessoas, porque não - pelos nossos valores e crenças. De acordo com nossos valores e crenças, é assim que faço, evito a companhia - se for algo que me incomode - não por temor, mas, por falta de afinidades. E, isso se dá num processo natural e espontâneo - aquilo que não tem ligação está solto... E venho aprendendo muito com esse novo grau de consciência. Tanto que me vi julgando - e vice-versa - uma conhecida, que também é mãe, e educa seu filho de uma maneira completamente contrária a que eu educo meu filho e minha mente estalou: "as pessoas são diferentes." . E é verdade.

Na prática, somos todas diferentes e isso é fato real. Respeitar essas diferenças é desrespeitar nosso entrave limitador de que podemos ser melhores se assim nos dispusermos. E, como tudo que é simples acaba sendo complexo, o processo se torna difícil, entretanto, POSSÍVEL!

UM DIA DAS MÃES MARAVILHOSO PARA CADA UMA DE NÓS!

Pat Lins.

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