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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O QUE O BEBÊ QUER NOS DIZER COM SEU CHORO - Por Thales Pinho

Gente, hoje o nosso post é especial para mamães e papais de primeira viagem! 
Trata-se de um texto escrito por um "pai na prática" sobre "o que os bebês querem nos dizer com seu choro". 
Então, aproveitem as dicas e boa sorte!
Pat Lins.
Imagem: Silent Scream - by Shune
Olá mamães, tudo bem com vocês?
Meu nome é Thales Pinho e sou redator do site Tricae e do blog da Tricae. Estou aqui hoje para fazer um post como convidado da Patrícia Lins sobre cuidados com o bebê e, depois de pensar muito, pensei que um tema interessante para as mamães de primeira viagem seria a interpretação do choro do bebê. Como fui pai recentemente, uma das coisas que mais me tiravam o sono, literalmente, era entender o que minha filha Olívia queria dizer quando estava chorando. Claro que não dá para acertar todas, mas com estas dicas, minha vida e da Marcelle, mamãe da pequena, ficou um tantinho mais tranquila. Espero que vocês gostem das sugestões.
O choro de um bebê é algo que sempre aflige as mamães e papais. Os motivos para tal podem ser os mais diversos possíveis. Mas, afinal, o que ele quer nos dizer? A razão pode ser uma cólica, fome, cansaço e etc. Podemos tentar decifrar este choro com algumas dicas, claro que não são 100% garantidas, é apenas uma forma de tentar interpretar o que a criança quer nos dizer. Abaixo seguem algumas dicas para tentar entender o que o bebê quer nos dizer quando ele está chorando.



Fome



Um choro com um tom mais grave, cujo volume sobe e desce, pode significar fome. Este tipo de choro soa como uma sirene, que a intensidade cresce e diminui, mas sempre fazendo barulho. Se você notar um choro parecido com este, experimente tentar alimentar o bebê, é possível que esta seja a solução para acalmá-lo.



Irritação



Um choro mais histérico, turbulento, pode significar que a criança esteja irritada. Seja pela temperatura do ambiente, por uma posição desagradável, um ambiente muito barulhento ou iluminado. Estes fatores podem contribuir para a irritação do bebê. O ideal é tentar modificar a posição da criança, checar se o ambiente está frio, quente, muito iluminado ou barulhento. Tais elementos são os principais motivos para a irritação do bebê.



Cólica



Um bebê muito agitado entre as 18h00 e 24h00 pode significar que o mesmo esteja sofrendo de cólicas. Outros fatores que pode auxiliar os pais a entenderem que seu filho está com cólica são o choro incontrolável, os gritos e os movimentos de esticar e encolher as pernas. Tais movimentos de perna são um reflexo natural da criança na tentativa de liberar gases. Em média, um em cada cinco bebês sofrem de cólicas, cuja causa não é totalmente esclarecida.



No caso dos bebês que ainda estão mamando no peito, o motivo pode ser a alimentação da mamãe. Evite produtos derivados do leite, café e alimentos gordurosos. Uma chupeta, em alguns casos, pode ajudar a aliviar a dor, bem como deitá-lo de bruços massageando as costas, ou de frente fazendo o movimento de esticar e encolher as pernas. Caso o problema continue, um pediatra pode ter a resposta.



Dor



Quando o bebê está sentindo alguma dor, os gritos agudos, altos e repentinos podem indicar este problema, além disso, há períodos de pausa e o famoso choramingo. A recomendação neste caso é verificar se há algo incomodando a criança, como uma roupa apertada, etiquetas e etc.



Amor, paciência e compreensão



O choro do bebê deixa os pais muito aflitos, principalmente por causa da nossa impotência perante a este fato, pois é muito difícil compreender o que o choro da criança quer nos dizer. Com o tempo aprendemos e conhecemos melhor nossos filhos, o que pode facilitar e muito na hora de interpretar cada tipo de choro. Com muito amor, paciência e carinho, fica mais fácil entender o que eles querem nos dizer.



Gostaram do post? Conte-nos sobre como você interpreta e tenta resolver os motivos do choro do bebê.



Beijos mamães.



quinta-feira, 19 de setembro de 2013

APRENDENDO COM OS FILHOS: MENOS É MAIS!


Pois é, quando a gente nasce mãe e pai, a gente tem a uma grande oportunidade de reaprender a viver e a ver as coisas à nossa volta.

Assim, a gente aprende que a simplicidade é a melhor solução e que todo problema só aumenta se a gente der força... 

Com meu filho, tenho aprendido que MENOS É MAIS!

Quanto menos vaidade, menos dureza, menos rigidez, menos pessimismo... mais perto da felicidade estaremos!

TUDO  o que eles REALMENTE querem de nós? Nós! O resto é a gente que ensina... é a gente que cria e repassa e afirma e instala desejos com nome de necessidade. Afinal, isso foi feito conosco, com os nossos pais, com os pais dos nossos pais e por aí segue, porque atrás vem é gente!

O tempo que nos rege é o AGORA. Que nosso "foi" seja de boas lembranças de boas bases firmadas!

Saudações maternais,

Pat Lins.

domingo, 31 de março de 2013

PAIS E FILHOS - APRENDIZADO: DESAFIO DIÁRIO



Eu e marido aprendemos a todo instante. Pedro aprende a todo instante.

Nós aprendemos com Pedro algo mais a aprender. Pedro aprende conosco. 

Nós o ensinamos algo novo a aprender. Ele nos ensina que sempre teremos muitos algos novos a aprender.

A gente ensina. A gente aprende. A gente aprende como ensinar. A gente aprende muito a ensinar. A gente ensina muito a aprender!

Pais e filhos, aprendizado e ensinamento: dualidade constante e concomitante!

Nosso caminho é de construção. O que não se sabe hoje, se aprende com o erro. Nesse caminho é assim, a gente aprende errando, porque aprende fazendo o que nem se sabe. 

Muitas vezes, procuramos um Norte, nem que seja para entendermos, depois, que precisamos ir para o Sul... a gente segue, indo, evoluindo! É isso que a gente faz: aprende seguindo sem seguir.

Pat Lins.


domingo, 12 de agosto de 2012

HOMENAGEM "AOS DIAS DOS PAIS" - PAI, AMO VOCÊ!



Todo ano, - apesar de não ter apenas essa data como "Dia dos Pais" e sim todos os dia de cada ano - eu amo escrever aqui sobre essa figura que é tão importante em minha vida, assim como a minha mãe: MEU PAI. Que é e sempre foi um pai na prática! Na arte diária de ser pai!

Meu pai me ensinou tanta coisa. Tanta coisa que nem dá para colocar aqui. Mas, o que melhor me ensinou é que apesar dele me ensinar muito, eu também tinha meu espaço para aprender mais e mais com os demais.

É difícil para mim, falar desse homem que é uma figura marcante, em todos os sentidos. Meu pai é um homem especial. Ele tem uma nobreza de caráter que impressiona. E, sabe, o dia em que mais vi meu pai como meu herói? Quando vi que ele era humano e entendi e aceitei que ele também erra. Ainda bem. Ele é real. Realmente lindo, forte e gente, como a gente. No dia em que minha avó paterna faleceu, aquele homem se tornou menino e chorou. Nunca havia visto meu pai chorar. Naquele dia, vi que ele não era de ferro e sim de ouro! Ele sempre foi presente em nossas vidas. Nunca o vi reclamar por não termos seguido o caminho que ele sonhou para nós. Lembro que ele queria que eu tivesse feito Engenharia, ou Direito, ou Medicina... como ele dizia: "profissão que garantisse meu futuro". Eu quis fazer Comunicação e ele pagou cada mensalidade da Universidade Católica do Salvador, trabalhando dobrado, para realizar o meu sonho. Ele preferiu sonhar comigo. Nunca reclamou, um dia, sequer. Nunca se envergonhou da filha que era tão promissora ter ido estudar um curso que ele nem sabia o que ia fazer ao certo... 

Meu pai nunca nos negou nada, a não ser o supérfluo. Isso ele não aceitava e não via sentido. E ele sempre teve razão. Não fazia compra a prazo. Também, não era canguinha. Não tinha o melhor jeito para nos fazer entender seus motivos, que eram óbvios, mas, nós, filhos, existimos por essa razão também: testar os pais... Mas, ele nos fazia entender. A gente não gostava muito... a gente queria o supérfluo, queria "ter". Os valores dele sempre foram "ser" e ele sempre foi. Ah, nós aprendemos com ele. Podíamos não gostar, mas sabíamos - sempre soubemos - que as ações dele eram certas, tinham uma base boa, sólida. Formou, sem ter entrado numa faculdade - seu maior sonho que foi vivido através dos filhos - três seres humanos que, hoje, podem ainda não serem ricos materialmente, mas, de caráter e amor, não tenha dúvida! Ele formou um elo eterno e natural. Ele nos formou! Hoje, os netos o formam... formaram um avô babão e bobão. Ah, vá ser "besta" assim com os netos como ele. Os pequenos herdaram nosso amor por ele - ou ele conquistou esse amor?

Assim, a todos os pais, meus parabéns! Ao meu marido, pelo pai amoroso e maravilhoso que é. Meu pai, meu marido... esses homens pais que nos mostram que ser homem é ter dignidade e decência; é ter vida moral; é ter boa conduta; é viver bons valores! 

Na novela das sete - Cheias de Charme -, vi a cena de um filho que conhece o pai aos 18 anos e o pai, que nunca queria ter tido  um filho diz: "Eu queria ter te conhecido antes... eu teria aprendido muito com você!".

É isso que a gente vê, na prática que a paternidade é uma troca, somente possível se houver os dois lados: PAIS E FILHOS.

Que meu marido continue assim, esse paizão de Peu, que tem um filho que o ama e defende com unhas e dentes - ao pé da letra... Que meu pai continue assim, esse homem exemplar. Assim como o Pai do céu, esses pais da terra são os pais nossos de cada dia!

Que os pais se permitam mais e mais, serem pais! 

Pai, obrigada por nos dar força! Obrigada por segurar o mundo nas costas para sentirmos menos o impacto direto. Obrigada por não nos passar dor a amargura como caminho, mas, como parte de um caminho que tem muito mais! Obrigada por nos ensinar que a construção é diária e que o caminho mais curto nem sempre é o mais seguro... Obrigada por nos ensinar a sempre começar. Pai, obrigada por ser meu pai!

PAI, SEU LINDO! AMO VOCÊ!!!
Olha, como filha, acho lindo e tão gostoso dizer: PAI, AMO VOCÊ!

Pat Lins.

terça-feira, 10 de abril de 2012

PAIS SE ENCONTRANDO NA SAÍDA DA ESCOLA - dá para entender muita coisa...

Coisas "engraçadas" entre pais, na hora de buscar os filhos na escola: tem um coleguinha de Peu que é o seu oposto, muito quieto e submisso ao extremo. Pois bem, esse menino vivia atrás de Peu e volta e meia se esbarravam. Fora quando Peu batia nele e o menino continuava atrás. Eu morria de tristeza por todo dia saber que ele bateu em algum coleguinha. Sempre via algumas mães passarem por isso e dizia: "Deus me livre meu filho ser assim... não sei o que faria". Hoje, eu não sei o que fazer... Também, não deixo de fazer algumas coisas que estão ao meu alcance: converso e explico que como ele fez isso ou aquilo, ficará sem assistir ao programa favorito; sem brincar com algum brinquedo, etc. Ser firme com ele não é o meu problema, porque isso eu sou e ele me obedece. O problema é que Peu é desaforado e muito teimoso.

Mas, voltando: o pai desse coleguinha se sentia ofendido, pelo fato do filho não reagir e ainda achava errado a escola informar que os pais de Pedro estavam tomando providências. Sei que a escola orientou esses pais de que Peu é danado e tal, mas que o menino sempre está atrás dele e que os pais deveriam ver o porquê do menino ser tão permissivo. Pois bem, eles me disseram que colocariam o filho numa arte marcial para ele aprender a se defender. O pai falou com a boca tão cheia que vi o orgulho de macho ferido, ou seja: "meu Filho apanhando? Isso é uma vergonha". Eu não vejo beleza alguma em Peu bater nos colegas, pelo contrário. Juntos investigamos essa agressividade dele para ajudá-lo, numa parceria aberta com a escola e cada um com seu papel. Para esses pais, não. Para esses pais o filho, para não apanhar, deve aprender a bater. Ora, se é para ajudar a criança, como ensiná-lo a fazer aquilo de que têm raiva? Isso vai ajudar a identificar o motivo do menino ter essa auto-estima tão baixa e ajudá-lo a superar e estabelecer seu espaço? Ou vai acirrar uma violência que graças a Deus o menino não tem e o ajuste seria outro? Vi que muitos pais - pais e mães - acabam entrando na briga dos filhos com suas vaidades. Isso é ajudar o filho? Pedro já apanhou na escola e eu o fiz refletir sobre se é bom apanhar, para que ele entenda que não é bom bater. Não me senti magoada ou doída, não condenei a escola, muito menos levei aquilo para o pessoal. Eu, realmente, gosto de ponderar e buscar ser justa e sei que criança está aprendendo - no caso de Peu, todos estamos tentando entender esse comportamento na sala de aula... Quando algumas funcionárias perceberam que outras crianças se aproveitavam do fato de Peu ser assim e o provocavam, vi que existe a lei da ação e reação. Elas me disseram que nenhum era santo, nem por isso deixavam, permitam que Peu batesse para mostrar que era mais forte. E eu , sabendo dessa informação nova, comecei a criar historinhas onde os meninos que reagiam também eram bobos, como os que provocavam. Fui deixando ele me dizer o que acontecia e quando os coleguinhas chegavam: "tia, tia Pedro me bateu" eu sentava com os dois e pedia que me contassem a história e como poderíamos resolver - antes, acreditava e condenava meu filho - que de santo não tem nada. Um dia, uma colega se mordeu e disse que havia sido Peu. Se ele não aprontasse tanto, seria mais fácil, mas, até a mãe da menina me dizer que ela havia se mordido eu juro que acreditei na menina. Ali eu vi que Peu criou uma situação mais do que delicada: como julgar se não tem inocentes? Entendi que meu papel não era julgar e sim fazê-lo ver e saber como lidar com as situações de conflito sem brigas.

Pois, esse bendito pai - toda hora vou e volto... mas, faz parte do processo -, junto com a esposa, decidiram colocar o filho numa arte marcial e e disseram: "Matriculei! Vai ser bom para ele aprender a se defender!". E eu disse: "eu levo Peu para a natação, agora para o Judô, tudo isso para ele aprender a gastar a energia dele de maneira mais saudável e parar de bater, porque a criança precisa encontrar seu equilíbrio, né verdade? Nem bater, nem apanhar, saber canalizar essa energia. E ainda levo a uma psicóloga muito boa que me dá esse apoio com o emocional dele. É bom a gente ver que o filho precisa de ajuda e dar, para que se torne um adulto mais consciente e equilibrado, né?". Acho que feri o orgulho deles ainda mais. Falei dando indireta, não sou santa, mas porque vi que eles não estavam olhando o filho e suas necessidades gritantes, eles olhavam a própria dor e queriam que o filho se vingasse. Não me incomodo se o menino bater em Peu, eles se entenderão muito melhor entre eles e de maneira mais madura do que com a intervenção dos pais. Fiquei chocada com o fato deles ó quererem despertar a agressividade do menino, mas, não a boa agressividade...

Hoje, me encontrei com esse pai. Nos cumprimentamos. Ele sorridente e agitado. Eu pergunto: "e aí, tudo bem? Como está o filhão?" no que ele me responde sem se conter: "aprontando horrores!". Ora, fiquei ainda mais chocada! Não era sobre os "aprontar" das outras crianças que ele se queixava? Agora, aprontar é sinônimo de coisa boa? Não entendi! Mas, entendi outra coisa: como somos bobos! Meninos têm que ser "retados", como sempre escuto. Saúdo esses pais, viu? Saúdo essa atitude honrada e nobre de querer que seu filho seja aquilo que condena nos outros. Saúdo essa hipocrisia que nos ronda. Saúdo essa sociedade que criamos e mantemos com nossas mentes estúpidas! Sinceramente, quem me conhece bem sabe, eu não acho legal Peu ser tão "retado", no sentido pejorativo dessa palavra. Concentro boa parte do meu esforço consciente em ajudá-lo a se encontrar como pessoa e vivo em minha vida a prática de bons valores. Os que não consigo viver na prática, eu deixo clara a minha intenção de um dia conseguir e me esforço.Mas, vendo essa atitude desse pai, vi que ele não é o único, nem o primeiro, muito menos o último.

Outro dia, conversando com outras pessoas, assistimos a uma cena de agressão numa escola - passou na TV, num desses programas sensacionalistas que são o "Ó" e eu me recuso a assistir em minha casa... - onde duas adolescentes brigavamm e o pai de uma delas chega, não procura se informar, muito menos acalmar a briga e "defende" a filha batendo na colega... uma atitude animal e grotesca. Daí, uma dessas pessoas que estava comigo disse: "eu faria a mesma coisa! Depois procurava saber. Onde já se viu bater em minha filha? Tapa dado não é tirado...". Fiquei chocada! Minha mãe então, disse: "é, e saber o motivo da briga, quem começou e mediar para terminar em paz não é possível...". Fez-se o silêncio. "Tapa dado não é tirado" é dose. E o que ela supostamente faria, caso fosse com ela, ao se esclarecer e a filha fosse a "culpada", também não sairia da outra menina e aí? Seguindo essa linha de raciocínio, ela teria que apanhar, também, para a outra família estar quite com ela? Gente, a estupidez não dá margem para solução, só faz bola de neve gigante de terror!

Gente, quem tem filho e quer colocar numa arte marcial, pelo amor de Deus, arte marcial que se preze não é para incentivar a violência é para saber canalizar e ensinar a se defender, sem precisar bater ou ser agressivo. No judô Peu tem aprendido disciplina, respeito e hierarquia. E como usar sua força e energia de maneira salutar. Além de trabalhar a socialização e muito mais. É um trabalho sério, com profissinais qualificados e responsáveis.

Quando falo que para educar um filho, antes, educar os pais, falo de coração, porque eu me reeduco a cada dia como pessoa, para ser um exemplo vivo ao meu filho e ainda assim cometo erros, porque isso é humano. Um bom exemplo de busca e transformação. Fácil não é, mas, me permitir ser vazia e rasa assim eu não me permito!

O que vem a ser cuidar de um filho, mesmo? Como ensiná-lo que orgulho é uma coisa boba e ser bom não quer dizer ser bobo, com equilíbrio e sabedoria? Como ensinar aquilo que nem nós sabemos... muito menos, acreditamos e/ou queremos saber? Vamos nos ajudar primeiro e, só assim, poderemos ajudar nossos filhos, com verdade!

Se cada pai, mãe, tia, tio, avó, avô... entendesse que todos nós fazemos parte de um todo e que para esse todo ser bom todo mundo precisa fazer algo de bom, de verdade, seria um bom começo...

Saudações maternais,

Pat Lins.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

DIA DOS PAIS - para os pais que são Pais na Prática - Por Pedro Henrique

Pedro me disse hoje: "Vai ser dia dos pais, mãe, sabia? Eu vi na televisão. É para isso que eles são criados, para ter filhos, sabia? Você sabia, mãe, que ser pai é para o filho não ficar só com a mãe? Todo filho tem que ter um pai, senão, só vai ter a mãe, já pensou? Os pais aprendem com os filhos, mãe..." E depois não consegui mais memorizar o que falava. Muito lindo!

Imagino que ele tenha visto a propaganda de uma marca de cosméticos - que, por sinal, achei o conceito perfeito! Onde o pai troca experiências com o filhos, e tem tudo a ver com o nome do produto, fazendo referência aos dois lados de uma mesma relação: pai e filho e como um aprende com o outro. Nossa, apesar do apelo comercial, não deixa de ser uma mensagem profunda... ou, melhor, apesar de uma mensagem profunda, foi bem utilizada no apelo comercial... enfim, ficou muito boa! - onde "aparecem" os pensamentos do filho e do pai - que vêm a ser o mesmo, mas, cada um do seu ângulo, dentro do seu contexto... mas, aprendendo um com o outro: "Ele me ensinou tudo. Me ensinou a ter coragem. A insistir! Me ensinou que não precisa se falar nada para dizer muito. Ele me ensinou que tudo que é bom, pode ficar 'bonzão'."


E, esse pequeno texto é para os Pais na Prática, que se vêm e assumem a importância dessa troca. Afinal, como sempre levanto a bandeira, para se educar um filho, antes de tudo, nos educarmos como pessoas. Para ajudar a eduzir da pequeno indíviuo em formação, muita coerência e humildade para reconhecer que não há uma guia prático, nem manual de como ser pai ou mãe sem falha. Somos humanos e trazemos essa condição em nosso padrão comportamental para aprendizado - risos. E como saber  a melhor maneira de educar um filho se nem sabem quem é esse filho/indivíduo/pessoa? Aprendizado é via de mão dupla! O que aprendemos, podemos ensinar.

Saudações maternais,

Pat Lins.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

CRIANÇAS MAIORES E CRIANÇAS MENORES


Este post foi sugestão especial de uma amiga muuuiiiitttto querida - Catia Martins -, para começarmos bem essa troca em 2011.

Estávamos falando da relação entre crianças maiores e crianças menores. Das diferenças e de como a maioria das crianças maiores não gostam de brincar com as menores. A faixa etária que mais me chama a atenção são entre as crianças de 6, 7, 8 e 9 anos, mais ou menos, com os entre 3 e 4. Como se fosse uma necessidade de afirmar que já saíram dessa fase e, portanto, não têm mais a característica de criancinha... - risos.

Quando meu irmão caçula - hoje, já com quase 30 anos - era pequeno, os meninos maiores, nessa diferença que citei acima, o "ignoravam", ou, tentavam. Diziam que ele era "café-com-leite", só para ver se ele "parava de encher o saco, fingindo que brincavam com ele". Pior, que a gente sabe que é uma situação delicada. Cada fase tem sua característica, só que os menorzinhos precisam admirar os maiores e sentem uma vontade danada de estar com essas crianças maiores, que podem brincar como eles não podem. E como fazer para que haja equilíbrio? Deixar a criança menor ser rechaçada, aprendendo a se defender ou pedimos que os maiores - que também não têm consciência, ou maturidade, por ainda serem crianças, também - deixem a criança menor brincar um pouco? Voltando ao meu irmão, ele cresceu e passou a fazer parte desse mesmo grupo que o chutava para escanteio sempre... Como ele mesmo me disse: "depois que cresci, me vinguei..." - risos. Claro que era brincadeira, mas a "vingança" foi ver que depois dessa fase, as diferenças diminuem consideravelmente. 

Vi isso se repetir entre meus primos, os maiores queriam brincar entre eles. E, hoje, os que eram menores, são maiores que o meu pequeno e, hoje, Peu que é colocado de lado, quando lhes convêm. Sim, porque, por conveniência, eles sabem se "aproximar" de Peuzinho. Mas, Peu não conta conversa e faz seu espetáculo e, mesmo entre "bicos e resmungos", fora as caras feias, alguém o coloca no meio e ele se esbalda, seja num "playstation" - que ele nem sabe jogar direito -, seja num bate-bola, seja numa "pega-pega"... enfim, as mães dos maiores são de suma importância, nesse momento, para nós, mães dos menores - risos. O que é certo ou errado a gente não sabe. Eles - os maiores - se sentem injustiçados, não entendem, ainda, que as diferenças precisam ser respeitadas e para manter a paz, ceder um pouco ajuda. Por isso, a presença de mães mais conscientes ajuda. Nessas horas de impasse, o que mais falamos é lembrar aos maiores, que eles já forma pequenos e acontecia a mesma coisa e eles também agiam do mesmo jeito.

Sinceramente, eu não sofro ao ver isso acontecer, porque, dentro de mim rege a certeza de que daqui a alguns anos, Peu vai fazer isso com outra criança. Por mais que eu diga que a orientação que passo para ele não pé essa, parece fazer parte do "ser" criança - risos. Lógico que agirei dizendo a ele o mesmo que dizemos, hoje, aos maiores e por aí vai. Costumo dizer que quando os "assolans" chegarem - os futuros primos de Peu, que não vejo a hora de entrarem na barriga da mãe... risos - serão eles as vítmas,e, justamente, filhos do meu irmão caçula - ops! não, ele não está grávido, nem sua digníssima noiva, que tanto adoro! Mas, gosto tanta dessa cunha, que desejo muito a gravidez dela... Detalhe, bem provável que sejam gêmeos... Mas, gosto dela mesmo. Um amor de pessoa. Ticaaaaaa, amiga, amiga... risos. E aí?! Como será que ele agirá? Lembrará que passou por isso ou cobrará de Peu? Cenas dos próximos capítulos - kkkkkkkkkkk. Pelo que vejo das repetições, todos nós cairemos em cima de Peu, lembrando a ele que os "assolans" precisam da atenção do primo maior e que quando ele passou por isso, teve defesa, também. E a história continua. Mas, me refiro a diferenças de idade nessas fases, não as rixas e divergências comuns entre crianças dentro da mesma faixa. Para mim, depois dos três anos, as diferenças são muito poucas.

Bom, a vantagem é que Peu não fica muito preso a esses detalhes. Ele dá logo o jeito dele.

O mais legal é que depois eles crescem e tudo vira diversão. Passa tão rápido. Se nós, os adultos, não soubermos lidar com isso de maneira mais leve, sem entrar em atritos, sem acirrar guerras, podemos criar uma situação muito desagradável. Precisamos estar atentos a esses pequenos detalhes para ajudarmos nossos pequenos de hoje, se tornarem os adultos de amanhã, da melhor maneira possível. Não precisamos passar - já passando - nossos medos e angústias para eles. Nós precisamos nos melhorar e, naturalmente, eles aprendem que melhorar é possível.

Vamos compreender mais e, com isso, ajudar mais nossos pequenos de hoje. Alguém já parou para pensar em quanto repetimos muito do que criticamos dos nossos pais? Não necessariamente da mesma maneira, mas, o contexto. Por exemplo, minha mãe sempre foi muito zelosa e nos super-protegia - não é uma crítica, era como ela sabia agir - e isso nos bloqueou um pouco. Claro que podemos mudar, depois de adulto e donos da nossa vida. Mas, eu, por exemplo, já tive vontade de morar fora, quando mais jovem, e nunca investi nesse sonho, por temer ficar sem a proteção dela. Com Peu, acabo sendo controladora. Ela - minha mãe - era mais suave, eu, sou mais intensa. Mas, de qualquer maneira, o zelo dela era uma tipo de controle sobre nós - eu e meus irmãos - e eu, o repito em Peu. Muitas mães dizem: deixa o menino solto, o que é que pode acontecer? E me vem mil respostas na cabeça, como argumento ou como réplica... Na verdade, eu o deixo ficar solto, desde que dentro do meu ângulo de visão. Nesse caso, penso o seguinte: o juízo da criança é o adulto responsável... Ou seja, um adulto sem juízo, que responsabilidade ele tem e qual passará. para que o pequeno de hoje já comece a entender e internalizar que para tudo há uma consequência? Isso, para muitos é controle, para mim, é zelo... Viu, repito até a justificativa. Estou certa? Errada? Minha mãe, certa ou errada? Deus é quem sabe. De resto, nenhuma mãe deve julgar a outra, muito menos querer impor a sua maneira de educar como a melhor. Isso não existe. A melhor, para mim, é aquela onde passamos nosso amor, sem podar a criança e passar limite sem limitaçõe. Alguém? Alguém? Alguém tem esse equilíbrio perfeito aí? Não. Mas, com certeza, educamos nossos filhos com o amor que temos e da maneira que conseguimos. Fora que entra aí, também, um lance deveras importante: valores, ética, relações familiares, exemplos, educação social, educação acadêmica, meio social, crenças, etc. Ou seja, muita coisa. Somos infinitamente complexos, portanto, quase impossível estabelecer certos e errados. Mas, sempre existe um "bocão", descompensado e sem "sitocômetro" que insiste em estabelecer seus próprios paradigmas como um norte... E, na maioria dos casos, trata-se de alguém que a maioria das pessoas "condena"... Bom mesmo é "se tocar" e se for para ajudar, fale algo que ajude, mas, se for para se colocar como "a boa" ou "o bom", cai fora. Como exemplo, tem uma pessoa próxima a mim que vive dizendo: "deixa o menino solto, Patricia. Os meus cresceram, aí, oh, e eu, nunca deixei de curtir. Tem que deixar a criança livre..." O detalhe: quem disse que os filhos dela lá são referência para algo? Pois é, melhor não sair atirando pedra no telhado dos outros, porque todos nós temos nossas telhas de vidro. Duro é segurar a língua. Porque, se eu ceder a tentação de "jogar na cara" da pessoa as verdades que vejo do meu ângulo... vai doer. Mas, isso é bom? É nesse sentido que me esforço para ser alguém melhor? O meu "não saber ouvir" também já não denota em mim uma fraqueza que precisa ser trabalhada: mania de me preocupar com o que os outros acham?! Um "que se dane" é infantilidade, então, um "deixa para lá" casa melhor. Portanto, nós, mães mais conscientes do nosso papel e de nossas imperfeição humana, "DEIXEMOS PARA LÁ E SIGAMOS EM FRENTE", porque, literalmente, atrás - ou, ao lado - vem gente: nossos pimpolhos e pimpolhas. Na prática, só o que fica é aquilo feito de coração aberto. o resto que vá para onde tem que ir... Não, não fica bonito dizer aqui neste espaço tão legal - risosssss. Bom, as crianças crescem, né?! Ao menos, é o que se espera... Outras congelam a idade mental e só crescem a idade cronológica...

Então, deixemos que a compreensão seja algo mais forte do que a dor do sofrimento e da auto-punição. Nos libertemos em cada conflito desse. E, com relação às crianças, elas é que sabem nos conduzir. Observemos para agir. Porque, o instinto de sobrevivência permite que a criança cresça, mas, como nós queremos e o que oferecemos para que elas não seja mais um adulto "criança sobrevivente" e sim, um adulto com bons valores?

Saudações maternais e, até os próximos capítulos,

Pat Lins.

domingo, 8 de agosto de 2010

HOMENAGEM AO DIA DOS PAIS: "A GRAVIDEZ DOS HOMENS - fisiologia de um sentimento"

Li o texto abaixo na revista 29 horas, de abril/maio 2010, onde o título e a foto me aguçaram a curiosidade. Tamanho foi meu deleite, que o escolhi como mensagem para o DIA DOS PAIS e aqui está. Apesar de ter sido em homenagem às mães, a beleza das palavras e a mensagem cabem perfeitamente aos pais. Espero que toque e emocione, assim como a mim, cada pai, mãe e afins desse universo tão vasto, complexo, lindo e enriquecedor que é trazer um filho ao mundo. Boa leitura e FELIZ DIA DOS PAIS, papais e/ou futuros papais!

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A GRAVIDEZ DOS HOMENS
FISIOLOGIA DE UM SENTIMENTO


"Eu sempre gostei de mulher. Mas um dia descobri que eu não sabia o que era isso: mulher. Nem isso: gostar.

Aconteceu quando eu fiquei grávido. Engravidei, óbvio, de uma menina.

Imagino que não deva ser surpresa para você: homens também engravidam. A gravidez masculina não só existe, como é necessária. Mulheres nascem mães, homens viram pais. Sem a gravidez eles são apenas dispersores de sementinhas.

Como não poderia dexiar de ser, a gravidez masculina tem muitas e importantes diferenças da feminina.

Para começar, a gravidez do homen é com a criança ao ar livre. Começa no exato momentos em que a criança nasce: ao sair da mãe, ela começa a entrar no pai. E a crescer dentro dele, dia-a-dia.

Nos primeiros meses, o homem perde a noção de tempo, deixa de ter a idade que tem e passa a ter a idade de quando ela, a criança, tiver 18, por exemplo.

O tempo é o tempo dela. A casa, sua casa, também deixa de ser sua. É como se ganhasse uma placa na porta - 'sob nova direção'.

Naturalmente essas mudanças espaciais e temporais provocam algumas vertigens, leves enjoos, sintomas típicos do início da gravidez. E desesjos estranhos, mas esses os homens sempre têm, grávidos ou não.

Então um dia a criança descobre que o pai existe. E sorri (quem diria, a mulher mais linda do mundo é banguela!). Nessa fase você começa a engordar, inflar é melhor. Mais tarde ela diz 'papa'...Você liga para a sua sogra (para sua sogra!):ela falou papai... Na verdade era 'papa', 'papinha', 'comida', mas você só saberá disso anos mais tarde.

Tarde demais.

Quando ela começa a andar, você cai de quatro, relinchando, e ela aprende a montar - dois dentes rindo. E é só você se distrair que sua bolsa (e normalmente o bolso também) estoura: ela descobre a vida, o mundo, as viagens. É hora do parto. Mas essa já é outra história.(...)"
(TOLEDO, Luiz (29 de abril - 29 de maio de 2010) . A gradidez dos homens - fisiologia de um sentimento. 29 horas, p. 34)
 
Saudações maternais,
 
Pat Lins.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

PAIS NA PRÁTICA - mãenifesto pelos PAIS

Nada mais justo do que lembrarmos que, nesse movimento para a maternidade consciente e a "re-valorização" da mãe,inlcuindo toda a abordagem e realidade contemprânea, dos PAIS. Se para tudo na vida, as referências primárias - binômio pai/mãe ou responsável - são as mais significativas, se desejarmos fazer algo para melhorar esse mundão de meu Deus, que comecemos pela base: família. E, família quer dizer pessoas individuais coexistindo num ambiente, praticamente, coletivo e social. Com papéis e funções legais para todos os envolvidos. Ambas as partes têm o direito de serem felizes juntos ou separados.

No MANIFESTO PELAS MÃES, do GRUPO CRIA, erguemos a bandeira para a chamada de atenção da importância e (re)valorização do papel da mulher, enquanto mãe.

Lógico, peculiaridades a parte, ser mãe muda completamente a vida da mulher - de dentro para fora e de fora para dentro. Outras mudanças em nossas vidas não são tão significativas e radicais quanto esta. Trata-se de um êxodo de nós mesmas para um mundo maior e mais amplo, repleto de diferenças, divergências, dicotomias e pluralidades... sem esquecer da divisa permanente e ainda de difícil ajuste entre individual e coletivo... risos. E isso não quer dizer que não gostemos. Não. Aliás, NÓS AMAMOS! Só não podemos mais continuar a negar o "outro lado" que aparece dia-a-dia em paralelo a todas as nossas tarefas diárias, a verdade que ser mãe é PADECER NO PARAÍSO. Se a "mulher-mãe" trabalha fora - realidade comum e cada vez mais crescente - ela não interrompe o papel de mãe... Já, quando ela sai do trabalho, ela deixa de ser a funcionária, empresária, seja lá o que for... até o dia seguinte e o recomeço do expdiente - salvo algumas situações, como reuniões de negócios e trabalhos informais... horas extras... Enfim... - Mas, não existe uma carga horária limite para ser MÃE, somos o tempo inteiro, estando ou não fisicamente ao lado do filho.

Com todo avanço no papel e reconhecimento - isso ainda é uma estrada longa e labuta constante - da importância e "utilidade" da mulher, os homens também passam por reajustes - ainda estão na fase do desajuste, mas, chegam lá... afinal, nós também estamos ajustando essa nova realidade diária de estabelecermos nosso espaço e exigirmos a justa igualdade, enquanto seres humanos e suas funções... E isso não só no âmbito profissional. No ambiente doméstico, também. Fora no ambiente INDIVIDUAL.

Pois bem, antes de começar o "MÃENIFESTO PELOS PAIS", proposto pelo BLOG DO DESABAFO DE MÃE preciso passar por uma questão de conflito de gerações, que interfere, e muito, em nosso avanço. A "aceitação" das gerações anteriores - nada contra, cada um tem seu jeito e sua(s) necessidade(s), além de maneiras de viver a realidade e saber tirar proveito - acabam sendo um entrave para o nosso avanço. Não radicalizo, afirmando que todas aceitavam e se encontravam no papel de submissão e/ou mãe/mulher. Sei que todo início dessa mudança que hoje despojamos originou-se de alguma precurssora - vixe! Parece discurso feminista... Mas, se cabe,que seja... risos. Não sou contra o feminismo, sou contra qualquer atitude radical. Não penso que precisemos desmerecer a "classe" masculina para "erguer" a feminina... Isso não é justiça, é vingança e igualdade, para mim, não é bem por aí... Por favor, nada de polêmica, apenas pincelo uma situação com fragmentos de minha maneira de pensar... o que pode dar margens para diversas conclusões... Portanto, não há outra conclusão, senão, a de que sou  A FAVOR DA IGUALDADE! - pois bem, de volta ao ponto, antes da interrupção - risos. Esse entrave não é pouca coisa. Uma das grandes dificuldades que a geração de mães atuais encontra é a eterna comparação entre as próprias mães de gerações anteriores, que, entre outros argumentos, acham que nós padecemos da "falta de paciência crônica", porque queremos ser "mulheres modernas" e antigamente não havia nada disso... VERDADE. Mas, também, não havia respeito às nossas vontades... Debates a parte, recebi um e-mail, quase um manifesto, onde mulheres desabafam e se colocam contra a realidade atual da mulher e expressam sua "saudosidade" à época em que o maior trabalho que a mulher tinha era "qual o menu para o jantar?" o que, é uma propagação e nutrição para o machismo, afinal, muitas mulheres são machistas! De fato, em respeito às diferenças, elas têm razão e todo o direito... Mas, diante de minha total parcialidade... ihhh, para mim, são um entrave gigantesco e voz ativa que gera resquícios da repetição de valores do tipo: "Menino veste azul e menina rosa. Meninos brincam de carro e bola. Meninas de boneca e têm que aprender a cozinhar..." Entre outros. Enquanto esse ecos durarem, nossa luta terá um agravante: conflito de interesses no universo materno. E a gente vai continuar a ser "mães diferentes"...

Ora, para os "pais" trata-se de um "prato cheio". Mas, não dá mais para aceitar isso. Meu marido me ajuda muito a cuidar de nosso filho. Arruma os brinquedos espalhados pela casa; falta de jeito a parte, lava os pratos, coloca roupa na máquina, esquenta comida, dá o café de Peu... algumas vezes, dá o almoço... Enfim, ele é companheiro mesmo. Como eu estou desempregada, a gente arruma a casa - na verdade, eu arrumo... Mas, é por uma questão de consciência - não é justificativa ao machismo - de que ele trabalha o dia todo e ainda tem que fazer o grosso das tarefas domésticas? A gente divide muita coisa. E, ele também não "exige" de mim a casa tinindo de limpa. Alguém precisa arrumar a deixar o ambiente limpo. Não é porque eu sou a mulher. Isso é um ponto positivíssimo para ele. Algumas vezes me pego sendo "mãe" dele e volto atrás. Essa questão de que toda mulher tem que ser "meio mãe" do marido é MITO. Balela! A gente é companheira, esposa... Do mesmo jeito que eles são nossos companheiros, esposos. Mas, existem algumas condições para se manter tudo em ordem e quem tem mais jeito estabelece as diretrizes. Em nosso caso, eu, porque ele tem a grande característica nata da bagunça. Mas, com olhares e "delicados" gritos de pedidos para não pendurar camisa nas portas e toalha de banho, após o uso é para estender, tudo se ajeita. Do mesmo jeito que evito deixar calcinhas penduradas no banheiro... DIVISÃO DE TAREFAS. Esse é o ponto do respeito e equilíbrio em qualquer lar. Mas, uma divisão justa. E, divisão justa é aquela onde se pode fazer o que gosta e, caso tenha que abrir mão e fazer o que não gosta, porque alguém tem que fazer, que cada um veja o que é "menos pior" para cada.


A gente conversa muito - algumas vezes não são bbeeemmmmm conversas, né?! Ops! Deixa para lá... risos - e isso ajuda. Ele é aberto e poucas coisas do machismo se entranharam nele. Nesse aspecto a conviência é mais harmoniosa e pacífica.

Ah, quando nos tornamos PAI e MÃE - ou MÃE e PAI... tanto faz - ele me ajudou muito com Peu e, quando eu agradecia, pelo fato de ter levantado para dar mamadeira, um banho ou qualquer coisa que fosse para nosso pequeno, ele sempre me dizia/diz: "não precisa agradecer, Peu também é meu filho. Faz parte..." E fala de uma maneira muito legal. O que me fez ver que eu, sim, estava sendo "machista" em achar que só eu - mãe - posso e sei cuidar da criança. Não, os pais também sabem. Quando nasce a criança, nascem juntos o pai e a mãe. O que antes era o casal, e, aí dentro, já existem necessidades de ajustes permanentes, agora são: dois seres individuais + um casal + um novo ser individual + pai~e mãe + família + universo pluripeculiar  e só a equação RESPEITO + CONSCIÊNCIA + COMPREENSÃO + DIVISÃO JUSTA DE TAREFAS + EQUILIBRIO + HONESTIDADE + ENTREGA + AMOR (não o amor fantasioso e irreal de novelas e filmes... o amor em mais uma faceta... Imensamente maior e mais sublime. Um amor que ainda não aprendemos como viver...) = família feliz e em paz! Ou seja, base de bons valores!

Durante a gravidez ele enchia mais o saco do obstetra - e o meu... risos - do qeu eu! Era uma necessidade de saber o dia exato do nascimento... Não entrava que em gravidez e exames pré-natais, trabalha-se na escala das previsões, não certeza. A natureza é sábia e ciência alguma consegue exatificá-la. Ultrasson mostra o feto, e, em base a "médias", se calcula a provável data/expectatica para o nascimento. Para isso a velha margem de erro: pode nascer duas semanas antes ou duas depois da data "prevista". Ele me acompanhou em cada ultra, em cada consulta. Entrou - e não aceitaria um NÃO que o impedisse de ver o parto - e acompanhou todo o nascimento e grudou na enfermeira, levando Peu para o berçário. Foi me ver no quarto algumas vezes, mas, estava encantado com a "cria". É muito comovente e bonito ver a relação dos dois. Ele sempre se questiona como o pai dele não se permitiu ser assim com ele. "Assim" = amigo, pai, presente, companheiro firme. E Peu se entrega a esse amor.

Foi interessante o conselho que ele deu a um amigo, que é mais jovem, de que ele desse mais atenção à família; que estivesse mais presente, não só para o filho, mas, pela esposa. Se fazemos a opção de casar, é para estar juntos. O amigo ficou de pensar, mas, o argumento e a repatição dos arquétipos machistas estão impregnados nos DNA de muitos homens - e mulheres - o que nos serve como alerta na educação dos filhos - meninas ou meninos - para não alimentarmos essa corrente de perpetuação. Um casal amigo próximo, também mantém essa chama machista acesa. Ele só come se ela colocar... Pelo amor de Deus! Em pleno século XXI? Se fosse uma pessoa com limitação física, vá lá, mas, uma pessoa "inteira"... E ele acha o cúmulo a esposa não saber cozinhar e nem ter jeito para as "prendas" do lar... Ah, isso é característica pessoal. Mas, vamos deixar a vida dos outros, né?! Esses exemplos são só consternação de minha parte e alerta: por que isso continua? Como fazer para extinguir o machismo e estabelecermos a igualdade entre gêneros?

Eu penso que a educação da geração atual vai ser mais um aliado. Vejo os pais levando os filhos para a escola, dando afetuosos beijos de despedida e com muito carinho. Nas reuniões - foram poucas até agora - eles estão lá. Nas festinhas, também. Na festa em homenagem ao "Dia da Mães", meu marido foi e ajudou filmando e fotografando tudo. Qualquer decisão com relação a Peu é discutida entre nós dois. Pitacos externos a parte, dentro de casa a gente fortalece esse vínculo.

Ser pai é aceitar que a vida dele também muda. Meu marido não entende muito a fundo meus "recalques" com a mudança em meu corpo... mas, compreende e me apóia. Já erramos muito. Mas, mais conscientes, estamos no processo de auto-vigilância, num esforço mútuo de nos tornarmos pessoas melhores e, assim, sermos uma referência natural, espontânea e coerente para nosso filho. Isso é muito legal! E, escrever este post PARABENIZANDO-O por ser o paizão que ele é, para mim, é uma pequena homenagem! Não digo justa, porque não consegui expressar em palavras a alegria que tenho em enxergar essa realidade.

Pois bem, entraves e dificuldades naturais a parte, todos nós - mães, pais, avós, tios, tias... - todos, temos papéis importante na construção de um novo ser, sempre partindo de cada um de nós, através de entrega e esforço diário para melhorar como ser.

Na prática, ser mãe, pai ou afim é um "pouco" mais complexo do que ser pessoa, esposo, esposa... é ser um ser humano responsável por boa parte da formação de caráter de um pequeno ser em crescimento. Todos nós somos eternos aprendizes, mas, nessas horas, mesmo sem saber, somos um pouco "mestres" na arte de educar. Precisamos nos esmerar mais. E, PAIS, levem isso mais a sério. Hora de refletir mais sobre a divisão de tarefas, compreensão da pressão emocional nata da mãe - não endosso a justificativa de que devamos viver em surtos... mesmo que assim vivamos, cabe a nós mudarmos essa realidade e, com apoio externo, é uma coisa a menos que precisamos lutar. Para uma maternidade consciente, uma paternidade consciente, também.

Vamos fortalecer essa corrente.

Saudações maternais - inclusive aos pais,

Pat Lins - por um mundo mais justo!

SUGESTÃO DE LEITURA - BLOG - PARA MÃES E PAIS


Gente, na prática, boas leituras enriquecem e nos ajudam a refletir. Uma boa reflexão conduz a prática de uma ação coerente e honesta.

Minha sugestão, hoje, vai para dois blogs BLOG DO DESABAFO DE MÃE e  ENQUANTO ESPERAMOS, com os posts sobre a participação dos PAIS, a paternidade consciente,em resultado de muitos MANIFESTOS PELAS MÃES: PAIS PELA BUSCA DA CONSCIÊNCIA MATERNA, da Ceila Santos (Blog do Desabafo de Mãe) e o  "MANIFESTO PELAS MÃES QUE INCLUI OS PAIS", da Carol Pombo (Enquanto Esperamos).
Carol faz uma descrição de sua prática diária enquanto mãe, mulher, esposa e profissional - uma mãe na prática como todas nós - muito sincera, clara e objetiva, para nós, mães responsáveis por uma nova geração que vem para começar a mudar os rumos do mundo... Pretensão? De jeito algum! Nossos filhos serão o ponto de partida. Por isso nós estamos em busca de uma maternidade consciente, honesta e com mmuuiittoo amor! O amor necessita de ambiente sincero para prosperar! Já Ceila, que faz uma abordagem sobre o comportamento do homem, enquanto PAI e levanta a bandeira para o MANIFESTO PELOS PAIS, de maneira bastante interessante.

Pois, bem, mergulhe nas leituras, pois vale a pena!

Saudações maternais,

Pat Lins.

terça-feira, 15 de junho de 2010

HIPERATIVIDADE OU HIPER ATIVIDADE?

Grande pergunta! Quando uma descoberta é feita, passa-se a ver esse objeto como único. A hiperatividade existe de fato? Uma criança super ativa é considerada hiperativa - no sentido da tal patologia?

Os médicos argumentam que existem características a serem consideradas, como, por exemplo, a desconexão com a "realidade", a não-interatividade, a dificuldade de concentração e outras mais. Meu filho é super ativo e duas psicólogas me disseram que ele tem apenas uma capacidade cognitiva de uma criança com o dobro de sua idade, ou seja, ele tem 03 e sua percepção do mundo equivale a uma criança de 6/7 anos e isso gera um desequilíbrio no fato dele pensar como 6 anos, num corpo de 3... Segundo a psi que me falou isso, o remédio é deixar ele crescer e continuar me descabelando - risos.

Eu acreditava que ele era hiperativo. Mas, foi diagnósticado que ele não apresenta essas características patológicas. Entretanto, ele apronta horrores e entre surtos meus e amores, nunca há um tempo para que eu respire aliviada, porque ele não dá trégua e acabo entrando na nóia de achá-lo hiperativo, em vez de hiper ativo... O mínimo que ele faz é escalar seu guarda-roupa - ou armário - para pegar o que guardo no alto e, depois, não consegue descer e fica me gritando socorro! Cansada pela repetição sem pausas - e diante da falta de tempo para as idéias se organizarem - o levei a uma neuropediatra - mesmo a pediatra dele me dizendo que era desnecessário, que ele só precisava gastar mais sua energia... - quando, nem bem entramos no consultório, ela desenrolou um discurso sobre a hiperatividade e, mesmo ele respondendo aos seus estímulos, como uma criança "normal" - detesto essa terminologia, porque todo mundo é normal e anormal ao mesmo tempo... risos - e interagindo com ela, me falava incessantemente, que, "algumas mães aguentam o trampo e não dão remédio, mas, outras ela receita. Quem decide é a mãe, se aguentar o trampo, dando uma educação mais rígida, impondo mais limites e segurando a onda...", mas, que eu decidiria, se eu aguento o "trampo" ou não... E repetia isso, parecendo que queria me induzir ao consumo do medicamento. Eu perguntei o que era aguentar o "trampo", se isso queria dizer que ele era "hiperativo" e se ela não passaria exame para detectar. Ela me disse que criança "hiperativa" ela "conhece quando pisa a soleira do consultório, bate o olho e vê logo..." Fiquei logo com um pé atrás... como um profissional pode confiar apenas em seus olhos, diagnosticar e receitar - não, na verdade ela apenas tentou influenciar a minha decisão, mas, eu não cedi... como vou dar remédio para algo que não foi "comprovado"? - sem fazer uma avaliação? Por fim, me recomendou fazer uma avaliação psicológica nele e disse que a orientação da psicóloga seria muito importante, fora que era necessário colocá-lo em atividades físicas, como natação, para ele gastar a energia e ocupá-lo com mais brinquedos de encaixe, para desenvolver a concentração - mesmo após me perguntar como ele é na escola e eu dizer que ele aprende e faz tudo, e que, de acordo com a professora, ele só é elétrico, mas, de uma inteligência e capacidade de observação impressionantes. Concordo com a atividade física, sim e com os brinquedos. Isso é necessário para toda e qualquer criança. Esse contato com os pais, inclusive e principalmente, nas brincadeiras, é perfeito. Atividade física é bom para todo ser humano. Algumas, mais importantes para determinadas características. Como me advertiu um amigo - que é professor de Educação Física e um grande lutador e professor de full contact - André, valeu pelas dicas - o ideal é:

"Primeiro: Possibilte a prática de várias atividades até ele se identificar com alguma.
Segundo: Dê preferência a atividades coletivas: além de desenvolver habilidades motoras , permite uma interação maior com outras crianças.
Terceiro: Quanto mais atividades variadas ele fizer mais habilidades motoras ele desenvolverá, enriquecendo assim o seu repertório motor.
Quarto: Não se esqueça de colocá-lo na natação: além de ser uma excenlente atividade, saber nadar é uma questão de sobrevivência também."



E, como duas amigas e psicólogas - que, além de profissionais conceituadas, conhecem a criança/meu filho - risos - já haviam me dado suas considerações, desconsiderei a neuropediatra - até fiz o eletro, que ela pediu e ele nem precisou tomar remédio para dormir, colaborou ficando quieto... também, não dormiu, mas, a profissional que realizou o exame me disse que não havia problema algum, desde que ele ficasse parado por 5 minutos... e ele ficou... mexeu muito pouco, mas, nada gritante e deu tudo "normal" - sabe-se lá o que quer dizer... - risos. Eu fiquei extremamente preocupada com os médicos por aí, inclusive os renomados. Então, agora basta uma criança ser elétrica para ser hiperativa e tasca-lhes remédios? Cabe a nós, mães, pais e afins, estarmos muito atentos ao desenvolvimento do filho. Converso constante, aberta e frequentemente com a pediatra dele, com a professora dele, o observo em meio a outras crianças... e, fora a eletricidade - que chamo de "sede de vida" - que ele tem, é inteligente, interativo, observador, companheiro, solidário, pirracento, brincalhão, se concentra e sabe o que está fazendo... enfim, "igual" às outras crianças. Fora que é prestativo e cuidadoso.

Continuo a me cansar com sua eletricidade inesgotável, mas, uma coisa é uma coisa - hiperatividade -, outra coisa é outra coisa - hiper atividade. Uma criança com TDAH não desenvolve uma linha de raciocínio, esquece o que aprende - entre aspas, porque o que lhes interessa eles memorizam com grande facilidade, e esse é o grande desafio dos pais e/ou responsáveis de uma criança com TDAH, é encontrar aquilo que ele se interessa e desenvolver o resto a partir daí e com apoio, em casos graves, de medicação e acompanhento especializado. Enfim, para tudo o cuidado, despindo-se de tabu, medo... indo em busca de informações e considerando todos os pontos e opiniões e sempre, sempre, mantendo a chama da sua observação acesa. Nós, mães, pais, responsáveis, precisamos observar, mesmo em meio ao tumulto, stress e cansaço diário, como se comportam nossos filhos, seja para detectar algum transtorno - caso haja -, seja para estarmos ao lado daquele futuro adulto. O cansaço é inevitável e cada um rage de um jeito - desde que não caia nas garras da extrapolação... aí, seria desequilíbrio. Quem não cansa diante de uma repetição de situações, principalmente, as que vêm agregadas a desgates físico e mental, com estímulos nervosos constantes? Natural.

Mas, cuidado, eletricidade não necessariamente é hiperatividade. Hiper atividade, como sinônimo de criança ativa, é uma coisa e TDAH - transtorno défict de aprendizagem e hiperatividade - é outra... Meu filhote sofre da síndrome do exagero: ligado demais, atento demais, ativo demais, esperto demais, traquina demais, escuta demais, fala demais, é gostos demais, lindo demais, curte tudo demais, é alegre demais, pergunta demais, brinca demais, gosta de banho demais, bagunça demais, apronta demais, acha que pode fazer tudo sozinho e se arrisca demais - risos -, enfim, ele exagera em tudo, sem descanço, sem parar! - risos. E eu? Também! Sou exagerada demais. Mãe devoradora demais, preocupada demais, zelosa demais... e, na maioria dos casos, todo exagero é sobra, certo?! Portanto, para o equilíbrio de Peu, primeiramente, o meu...

Na prática, foi mais uma lição para mim e uma bela chamada de atenção da mestre vida em ação. Minhas angúsrias de mãe, mulher, pessoa... não podem compactuar com médicos que nivelam tudo por sua ótica limitada. Talvez, esteja sendo cruel com a profissional... sei lá, vai ver, de tanto ela atender crianças com hiperatividade ela leva tudo pelo mesmo peso... Um médico também é gente e passível de diagnosticar com base em seus desgastes pessoais, profissionais ou qualquer outra coisa... mas, existem erros e erros... E uma mãe, na prática, precisa estar muito além do cansaço e das mazelas do estresse diário, mesmo sentido o peso do dia-a-dia, aos berros, desesperos, angústias, etc, não podemos esperar respostas e comprovações científicas para tudo. Estudos existem baseados numa média de amostragem... a gente vive a realidade de nossas vidas por inteiro. Para tudo o equilíbrio. Procurar médicos de confiança e que acompanhem a criança por muito tempo, para evitar esses "erros" inaceitáveis pode dar uma segurança a mais.

Na prática, todo cuidado é pouco. Criança saudável é uma criança feliz.

"Saudações maternais",

Pat Lins.

PS - veja, também, DESCONSTRUINDO A MÃE - "Hiperatividade ou não: eis a questão" - muito bom o relato.

Imagens: www.sxc.huhttp://www.freedigitalphotos.net

domingo, 13 de junho de 2010

O CASAL APÓS O NASCIMENTO DOS "PAIS"

Mais um econtro do Grupo Mãe e Muito Mais, lá no MUSEU "FOR THE CHILDREN", desta vez, refletindo sobre o "nascimento" dos pais.

Tema muito importante para o despertar da m(p)aternidade consciente - ou, pós-consciente... risos. A gente sempre vai em busca de temas sobre "a mulher após o nascimento do filho" e afins. Mas, o casal em si, também sofre abalos, mudanças.

O texto de Nádia, em seu blog MÃE E MUITO MAIS, toca no assunto, uma síntese da palestra e da importância desses encontros, com muita propriedade, tato e verdade. Vale muito a pena dar uma lida. Em clima de Dia dos Namorados, Copa do Mundo e São João, o encontro se dividiu em várias instâncias - que aconteciam paralela e simultaneamente - risos. A palestra ficou por conta da Psicóloga Fátima Santa Rosa, que conduziu a reflexão sobre "o casal após o nascimento dos pais" e, logo em seguida, o forró pé-de-serra "comeu no centro", onde aconteceu nosso lanche junino e ainda teve espaço para os bate-papos e brincadeiras com as crianças.

Um ponto abordado e que me chamou muita atenção, sendo é muito bem colocado por Nádia - criadora e coordenadora do encontro - foi que:

 "quando nasce um filho soma-se ao casal, ao homem e a mulher, um outro 'casal' o pai e a mãe! Esse novo 'casal', o pai e a mãe, já nasce com uma carga de expectativa maior que tem a ver com as nossas relações familiares, a nossa ancestralidade, os nossos próprios pais e o que vivenciamos como filhos. E, então, o casal precisa renovar-se, amadurecer, reler os próprios pais, apaixonar-se de novo dentro dessa nova realidade ou confrontar-se com o próprio limite. (...) Na verdade, eu acho que a missão de criar um ser humano é complexa demais para duas pessoas! Os pais estão à frente dessa missão, mas precisamos estar em comunidade para suportar e realizar bem essa responsabilidade. Acho que parte do problema de sermos pais hoje é que estamos muito sozinhos, isolados, 'ilhados' na nossa m(p)aternidade individualista! Os casais precisam dessa privacidade, mas os pais precisam de comunidade e, na medida que aprendemos a equilibrar essas duas realidades, nos tornamos mais inteiros."
A questão do equilíbrio deve ser o norte para todas as nossas ações. Somos seres individuais, mas, não precisamos ser individualistas; somos seres sociais, mas, isso não nos dá o direito de invadir, pura e simplesmente, o espaço do outro; precisamos nos conhecer muito, para conhecer o outro e conhecer o outro para nos aproximarmos mais de nós mesmos! Precisamos estabelecer e compreender melhor os conceitos que erramos tanto na prática.
Alguns pais e suas crias 

Depois que nasce um filho, a gente aprende é coisa. Pena que poucos de nós tenha a capacidade maior de apreender com a lição diária da construção e desenvolvimento de um novo indivíduo - o filho - a partir da referência prática de um indíduo duplo - os pais. Nossa responsabilidade é saber gerenciar isso e administrar o EU, o NÓS, o NOSSO, o DELE, os NOSSOS... é saber ter e dar espaço e ainda ter um espaço maior e mais constante de coexistência - já viu que eu amo essa palavra, né?! - risos - e o que ela representa na prática, também.

A gente muda, mesmo. A gente muda sozinho, junto... Solteiro, casado, com ou sem filho... mas, mudar com os filhos, dá um sabor especial. Só experimentando essa prática para saber. Só sendo para compreender nossos pais, avós e etc e entender que eles, assim como a gente, também precisaram passar por tantos ajustes, após nosso nascimento. Nossos pais também nasceram depois da gente. E não é fácil, pelo contrário, como todo nosso caminho e opção, é complexo demais! E desafiador. O futuro, a gente cai na real que é no agora, no hoje, no presente a cada instante.

Nós perdemos um pouco a individualidade pessoal, o espaço do casal e passamos a viver a realidade do filho, crescendo com ele. Só com muito amor para entender isso e saber que é verdade!

Nau, mais uma vez, obrigada pela experiência de dividirmos e nos apoiarmos uns aos outros, todo mês.

"Saudações maternais",

Pat Lins.

PS - para quem quiser conhecer o museu para crianças, basta clicar no link aqui ao lado. Ele funciona de terça a sexta - grupos agendados, como escolas; sábado para o público em geral e domingos para festas e eventos diversos.

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