sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

QUAL A IDADE IDEAL PARA IR À ESCOLA? (parte 1 de 4)

Quando pensamos em colocar um filho na escola, nos questionamos:

- Qual a idade certa?
- Qual a melhor escola?
- Qual o melhor turno?
- etc. etc, etc

Enfim, entramos no velho looping que enlouquece toda e qualquer mãe/pai quando precisamos viver a nova fase que nosso filho está. Infelizmente, a gente não tem um manual da vida prática e a única maneira é vivendo e aprendendo. O que pode nos dar uma leve direção são as trocas de experiência. Temos que ficar atentos às características e realidades de cada um. Bom elevarmos nosso bom senso para estabelecermos nossos critérios e ponderar, sempre. Não existe verdade universal.

Quando Peu estava com 2 anos, pensei em colocá-lo na escola. Pelo fato dele fazer aniversário quase no final do ano, ele entraria com 2 anos e 5 meses, mais ou menos. Via e ouvia as mães dizendo que era ótimo, para ter um tempo livre e etc. Um outro questionamento me veio a mente: será que não é muito novinho para viver enfiado numa sala de aula, já que passará a vida quase toda entre paredes de escola, faculdade e trabalho? Me custa tanto segurar um pouco mais a onda e permitir que ele cresça um pouco mais?

Consultei o primo do meu marido – que é um pediatra altamente competente e humano – e a pediatra de Peu, que já tinha 3 filhos. Precisava de mais opiniões. Uma bobagem, pode parecer, afinal, quem decide são os pais... Eu sei, mas, fui e amei as opiniões. Ambos concordaram que a idade ideal é a partir dos 3 anos, por conta do sistema imunológico. Isso não quer dizer que pais que precisam colocar os filhos antes dessa idade estejam errados. Aliás, vamos começar a entrar em estado de vigilância e questionar sobre “certo” e “errado”, tudo DEPENDE. Tudo vai ter que ser de acordo com a realidade, segurança e necessidade de cada um. Falo da minha. Pois é, coloquei ele com 3 anos e 5 meses – um ano depois que comecei a pensar. Colocamos de maneira calculada, ajustando o orçamento apertado. Isso é importantíssimo, ao meu ver, programação, planejamento. Afinal, a escola trata-se de um investimento e mais uma conta fixa ao final de cada mês, fora os custos variáveis de presentes, eventos, etc. Tudo muito bonitinho, mas, precisa-se fazer um ajuste orçamentário.

Uma amiga, quando Peu entrou na escola, me perguntou, na época, o que eu achava dela colocar o filho dela, que havia completado 2 anos. Falei a minha linha de raciocínio e repeti o que os médicos alertaram, sobre o fato das crianças com menos de 3 anos serem ainda mais suscetíveis às viroses e que, bem provável, ele ficaria mais em casa se recuperando de uma virose do que na escola. Lógico que cada um tem seu ritmo de vida e isso é preponderante. Ela optou por fazer o teste e meses depois tirou o filho da escola, pelo fato de viver com virose.

É muito delicado estabelecermos a idade ideal para que uma criança entre na escola. Antes de tudo, conversemos em família. Hora de sentir a demanda da criança. Se é importante para a socialização, caso se trate de uma criança que só conviva com adultos. Ver a disponibilidade financeira. Conhecer as escolas que pretende colocar. Trocar idéias com os pais com filhos nessas escolas. Conversar com outros pais com filhos em idade escolar – ou pré-escolar. Se a família opta por colocar em escola em tempo integral, em vez de babá.

Uma coisa é “certa”: virose toda criança vai pegar, pelo menos duas vezes ao ano. Por mais saudável que seja.Vai ter uma febrícula, sem outros sintomas associados; tosse; espirro. Por isso é bom ter um vínculo bacana com o pediatra. Tudo se trata de zelo e cuidado, sem exageros ou faltas.

Agora, se dá para segurar, até completar 3 anos, melhor. Isso não quer dizer que ele não pegue ou leve virose na e para a salinha.  

Existem muitas escolas especializadas e competentes que já trabalham com crianças a partir de 1 ano e alguma coisa.

Outro aspecto que eu acredito que deva ser levado em consideração é a rotina da casa, com relação a horário de trabalho, quem leva, quem pega... Porque, esse compromisso será por todos os dias. Horário de acordar, de se arrumar. Para evitar o estresse. Por isso que é bom planejar – o que não anula alguns imprevistos. Faz parte da vida – para começar de maneira saudável. Melhor não ir pela cabeça de ninguém. Cada um, em seu ambiente familiar, íntimo, é que sabe a real necessidade. Se as pessoas insistem em ser inconvenientes e invasivas, bom trabalhar essa questão. A vida já anda muito agitada e movimentada – trânsito a qualquer hora; motoristas imprudentes; pedestres mal-educados... Hora para chegar ao trabalho... – para começarmos o dia com estresse e descarregarmos numa criança. Para ela, um mundo muito maior se abrirá, então, é bom levar em consideração a óticazinha do(a/s) pequeno(a/s). Ninguém merece começar seus primeiros passos de “independência” – risos – com essa carga toda. Que o mundo enlouqueceu, tudo bem, mas, vamos tentar viver sóbrios e ver se não entramos nesse jogo.

No próximo post, coloco a opinião de alguns profissionais, a respeito do assunto. Talvez seja interessante dar uma lidinha.

Boa sorte, nessa nova fase.
Ah, eu peço que, por favor, se puderem, registrem aqui, em COMENTÁRIOS, sua experiência. Ou, pode mandar um e-mail: linspat@gmail.com . Essa troca pode ser um norte para outra pessoa e por aí, vamos seguindo e construindo nosso dia-a-dia, na prática!

Saudações maternais,

Pat Lins.

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